Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

domingo, 23 de junho de 2013

O poder de uma onda...


O poder de um onda é tudo aquilo que possa significar,
robusta,vigorosa, e capaz até de nos colocar só a sonhar...

Bom Fim de Semana,
 também para aqueles a quem a vida lhes corre bem...

Custódio Cruz

sábado, 22 de junho de 2013

O "segredo" foi nunca ter desligado do sonho de ser quem sou...


Puto,puto e mais puto,
desde sempre a ouvir o mesmo adjectivo,
mas quando fui para a Naval como treinador já tinha 20 anos !
Ok,com cara de 15,enfim...
De facto,
sinto que a minha vida tem sido feita sempre de diminuitivos,
por ser pequeno chamavam-me "baixinho",
por amizade apelavam-me de "pequenito",
por ser sincero,
de irreverente...
Bem,
mas isso ainda hoje...
Confesso,
que com tantas insistências adjectivantes,
"quase" ficava possesso...
Por exemplo nesta foto,
e lembro-me bem,
combinei com o Ruizito,o Paulito e outros meus "pupilos" para me acompanharem
 ao relvado do Bento Pessoa antes de um treino no pelado,
e tentarmos uma foto de antecipação a um golo que ainda não tinha acontecido...
Pois isso,
um fazia de fotógrafo,
e nós tentávamos no banco de suplentes protagonizar reacções a um golo imaginado.
Sim,
estão-se a rir-se de quê?
Onde é que está a graça?
Isso mesmo,
um golo que não estava a acontecer...
E depois?
Achava eu que,
era motivante e um belíssimo treino mental,
ou seja para exercitar a vontade de vencer,
mas não só...
Pois,
eu sei,
depois diziam que eu era maluco...
Azar deles,
pois nunca liguei ao que os outros diziam destes métodos empíricos,
e sabem que mais?
Deve-se ter agravado a situação,
é que hoje ainda ligo menos...
Bem,
 esta era só uma tentativa para testar reacções posteriores,
tentar saber até que ponto a mente poderia ser treinada fora da quatro linhas,
depois era só ficar quedo,
observar posturas e comunicações no treino que iríamos ter passado alguns minutos,
Assim,
  por exemplo como reflexo no empenhamento,
ou ainda na capacidade de se jogar para um só objectivo,
pois,
para se poder vencer como equipa.
Isso mesmo,
era mesmo isso que procurava com estes "atrevimentos excêntricos" para a época...
Admirava ao tempo,
 Joaquim Meirim,
e identificava-me muito com ele...
Ele e eu,
 sabíamos que era na mente que estava o segredo...
Sei lá,
o que sei é que tinha resultados de forte  atitude colectiva,
e mais qualquer coisa nesse campo psicológico...
Na foto parece que estamos mesmo a delirar não é?
Que grandes artistas eram os meus jogadores,
e depois comigo ao leme que tinha a mania que era mestre...
Quer dizer,
tentava ser...
Sou muito humilde não sou?
Olhem,
querem que vos diga a minha opinião sincera?
É que sou mesmo,
e não mudei nada...
Bem,
estou para aqui a pensar,
serei mesmo um puto até morrer,
um anormal até acordar,
ou por demais inteligente sem remissão desse pecado?
É que nem eu sei bem explicar,
"olhem" mais uma vez,
enquanto deixo cada um a decidir a sua própria opinião sobre este interessantíssimo desabafo confidência,
vou fazer caldo verde para o jantar,
disseram-me para lhe colocar cenoura,
mas com cenoura o caldo verde continuará a ser verde?
Ná,
eu acho que não,
e como cada um é como é,
eu sou como sou,
e não devo ser "puto" por não fazer o que os outros querem que se faça...

Custódio Cruz

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Mais uma grande festa...no grande Vilaverdense...


Quanto eles ficam felizes com este tipo de concretizações,
quantos sonhos antecipam cenários de felicidade durante os dias e as noites que antecedem o dia "D",
quantos golos marcam e impedem numa imaginação que só em eles floresce...
Aquele passe de mestre que fez saltar o treinador do banco e arrancar aplausos das bancadas,
aquele golo puxado de uma raiva só feita de amor pelo futebol,
aquele vôo do guarda-redes que arranca "bruás" de uma enorme emoção,
aqueles sentimentos puros vindos do coração...
Divirtam-se os puros,
os tais que não medem simetrias mal desenhadas pelos adultos,
que não brilham em bicos dos pés,
mas de plantas bem assentes no chão,
que no final rejubilam com a vitória,
ou "fogem" para o canto triste da derrota...
Enquanto isso,
 e em qualquer uma das situações,
ignoram o ruído de convicções maiores
 e pelas quais não estão nem pouco mais ou menos interessados em saber,
nem perceber...
Que seja mais um torneio para depois recordar,
crescer e aprender...

Custódio Cruz

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Um texto longo,triste e cheio de uma dor lancinante...




"Uma vida..."no futebol de formação,tanto me trouxe grandes momentos como enormes tristezas,mas foi na minha passagem pelo Grupo Desportivo de Buarcos,em que o pico de infelicidade me derrubou impiedosamente.
Perder e ganhar jogos,vencer e ser vencido nos campeonatos arrepiavam-me o estado dos meus sonhos,mas ver sucumbir à vida seres que sentia como filhos,como irmãos,ou nem sei o que diga,foram socos que esmagaram para sempre o meu bem estar pleno,que me feriram de uma dor lancinante a cada momento que revejo o meu passado de vida,de uma vida em que eles eram,e repito, parte de mim,e eu deles,numa família tão solidária quanto amiga uns dos outros.
Quis Deus(acredito eu...),ensinar-me a viver com o reverso da alegria,o Carramona,o Giróbia,o Raité,e depois o João Pedro Mascarenhas Bessa,todos abalaram fiéis no aviso que me fizeram,mas aos quais eu nunca me conformei,e tentei mudar o curso do destino.
Não consegui,e ainda hoje choro por vós.
Eu sabia tudo sobre os meus jogadores dentro e fora das quatro linhas,sobre algumas coisas fazia-lhes chegar orientações que os pudessem ajudar a eles,e ao nosso sonho de vencer.
O Carramona,o Giróbia e o Raité,tinham afinal de contas e só feito uma escapadinha àquela discoteca em Condeixa,fora de um fim de semana de jogo,e apenas para abanar o capacete e se insinuarem às ninas da cidade dos doutores.
No regresso à Figueira,com o Giróbia ao volante e sem idade para conduzir,foram bater com um carro,que vejam só,tinha como dono o proprietário da Discoteca de onde vinham,e foi mesmo isso que fez este senhor  dispensar a Polícia, e acreditar nestes adolescentes,que no fim de semana seguinte lá iriam pagar os estragos que por suas culpas tinham proporcionado ao patrão da "Disco" das preferências. 
Pois é,só que nesse fim de semana seguinte,havia jogo,e o Carramona chegou-se junto a mim no treino de sexta-feira,contou-me o sucedido fora das minhas exigências comportamentais,mas pediu-me para os autorizar a irem de novo a Condeixa pagar a dívida.
Depois de me arrepiar com as incidências do acidente,depois de saber que tinham um amigo maior de idade que era o dono do carro,de os advertir de forma dura sobre o comportamento e inconsciência naquela aventura inadvertida,respirei fundo e segui em frente perante os seus rostos cabisbaixos.
Perguntei de uma vez,e então onde estava o dinheiro para o fazer?
O número dez chamou o cinco,e explicaram os dois que o Raité que já andava ao mar tinha ganho uns trocos,e que iriam agora servir para tapar o buraco inconsciente,e que depois fariam contas os três em altura mais propícia.
Lá os autorizei,no compromisso de me telefonarem assim que chegassem,e de forma instintiva e protectora,aconselhei-os que desta feita fossem os dois para o banco de trás.
Bem,o certo é que eu não sabia o que dizer para os trazer de volta para junto de nós,e saí-me com aquela solução tão pouco consistente.
Ao outro dia o telefone não tocou,resolvi ir ao Café Epanema jogar flipers,passado um pouco,bateram-me nas costas,era o capitão António Carlos que me dizia que o seu pai e nosso director de categoria me queria falar,que estava parado com o seu carro ao pé da Bijou à minha espera,o número 3 estava com o rosto muito fechado mas contido,quando lá cheguei,o senhor António pediu-me para entrar no carro e logo arrancou em movimento,olhei para ele e verifiquei que só olhava em frente.
Voltei a perguntar,mas afinal o que se passa?
De forma o mais calma possível,me tentou explicar que o Carramona,o Giróbia e o Raité,tinham cumprido o pagamento ao dono da discoteca de Condeixa,mas que...
Senti um frio enorme na barriga,as lágrimas invadiram-me as faces,o senhor António disse-me que estavam no Hospital dos Covões em Coimbra,que o acidente foi contra uma carrinha funerária,e que me tinha que preparar para algo de mau.
Numa réstia de esperança,pedi-lhe que fosse imediatamente para Coimbra comigo,ao que ele prontamente anuiu,pelo caminho foi me contando a história,e até me disse que também comigo estavam a cumprir a palavra,mas que o embate frontal tinha sido logo em Santa Clara, e numa lomba complicada,mais à frente,e já íamos nós em Montemor,deu-me a conhecer que o Giróbia e o Carramona tinha sido os últimos a dizer adeus à vida,que iam no banco de trás,e que foi muito difícil aos bombeiros fazer o resgate dos seus corpos.
Começou a chover,e ainda hoje ouço os pára brisas do carro do senhor António a marcar o compasso da minha tristeza,do meu desespero,e perante o silêncio que me apagou a voz,e me deixou sozinho junto de dois amigos e elementos de mais esta família do futebol CNC.
Chegámos aos Covões,e não me deixaram ver os meus rapazolas,regressámos a casa,e fechei-me no meu quarto até ao dia do funeral,daquele dia de uma dor que jamais esquecerei.
O tempo passou,e o terror não haveria de nos deixar em paz,já depois do "gigante" Pedro Bessa rumar à União de Coimbra,vinha eu do cemitério de Buarcos onde fui visitar as campas dos seus companheiros de equipa no clube dos "taraus",estava ele sentado junto às muralhas de cabeça caída e exausto no fisíco.
Parei,e perguntei-lhe o que se passava?
Respondeu,que nada...Mister...só estava cansado.
Sorriu e levantou,falou um pouco comigo e abalou para casa logo de seguida.
Estranhei,com os meus jogadores quem acabava as conversas era eu, e não eles,não porque eu quisesse,mas porque acontecia...
Passado pouco tempo,e porque o verão estava a chegar,pedi-lhe que fizesse parte de uma equipa que iria levar a competir nos torneios de futebol de salão nos Caras Direitas,aceitou a sorrir,e como sempre chamou-me "pequenito",dando-me um abraço de contentamento pela escolha.
Iria ser dos mais utilizados,e por isso entrou logo no "primeiro no cinco" do primeiro treino no Pavilhão do Ciclo,passado poucos minutos pediu-me para sair,e logo a seguir para entrar,de repente para sair de novo...e depois para experimentar mais uma vez...
As minhas desconfianças transformaram-se em receios pouco definidos,mas preocupantes,alertei-o para ir ao médico,o que fez logo ao outro dia.
Também ao outro dia e logo de manhã,estava eu no Mercado a abrir a minha banca, de costas para a banca da Dª Saudade,ouvi uma senhora lamentar que um rapaz da sua terra tinha ido ao médico e lhe tinham diagnosticado leucemia,que era jovem,forte e parecia vender saúde.
Virei-me para a senhora e perguntei-lhe de quem estava a falar,ao que me respondeu que era de um rapazinho de Buarcos,que jogava futebol,e que se chamava Pedro Bessa.
As minhas pernas tremeram,fechei de novo o meu negócio,corri para sua casa onde encontrei um corrupio choroso,falei com a família,e a partir daquele dia jamais o larguei em viagens consecutivas e diárias entre Coimbra e Figueira,e só mesmo quando foi para França fazer o transplante, o deixei de ver,apoiar e animar numa luta tão difícil de vencer...
Chegou um dia e perdeu-a,fui a uma capelinha de Buarcos e despedi-me perante o seu corpo consumido de sofrimento,voltei a "cair no poço",como também voltei a não me conformar com uma das regras mais elementares da vida.
No Futebol tive muitas alegrias,mas também aprendi o quanto a vida vale tanto enquanto quem gostamos está perto de nós.
Até um dia rapazes,e não arranjem nenhum treinador no céu,porque tudo farei para também um dia a aí chegar...

Custódio Cruz

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Enrolado nas palavras e no medo de falhar...


Medo!
Que sentimento tão estranho.
Todos o vivemos é verdade.
Muitas são as vezes em que o medo suporta o peso do nosso corpo,
dificulta a acção,
mas estimula a afirmação.
Cativa a adrenalina,
e estabelece o vigor das nossas convicções,
desafia-se a si próprio,
e surpreende-nos nas emoções.
Medo!
Oscilamos na audácia,
e passamos a pensar de mais e agir de menos,
deixamos de sonhar acordados,
e automatizamos a mente,
repetimos as respostas e não experimentamos outras perguntas,
acomodamo-nos nos resultados
e moldamos o tamanho dos nossos passos.
Medo!
Enrolamo-nos em certezas viciadas,
e já quase tudo também  temos como certo.
O pior,
 é quando o medo nos passa a perna,
nos manipula a essência do ser,
e lhe perdemos o controlo.
Aí tanto faz ser o que se é,
porque também deixamos de ser o que deveriamos ser.
Medo!
Só tem o verdadeiro  medo quem é apanhado pelo que se lhe diga,
de resto sem o medo a vida era improvável,
e só com ele se pode percorrer um caminho em linha recta.

Custódio Cruz

terça-feira, 18 de junho de 2013

Mercado da Figueira,entre Deus e o Diabo...

Não,comigo não existem hipocrisias,gosto pouco ou nada de bajular quem quer que seja,e apenas tenho como certo o sentido de justiça que jamais abdicarei por aperfeiçoamentos limitativos da minha consciência.
Se o Dr.João Ataíde terá falhado em ter feito promessas em 2009 que não vai conseguir cumprir até Outubro de 2013,terá esta constatação de ser observada,analisada e justificada sob.dois prismas perfeitamente distintos,e assim,se arriscou em sonhos que a priori seria de difícil concretização,terá revelado audácia na predisposição,mas pouco realismo no conhecimento "dos terrenos" que iria calcar para materializar um mandato o mais perto possível do êxito que catapultasse a sua consciência de dever cumprido..
Depois de confrontado com esse eventual erro de cálculo,teve seguramente de fazer opções que servissem a sua estratégia de brilho,e mais do que tudo,que fossem ao encontro dos interesses de natureza pública.
Falar sobre o seu mandato na generalidade,ainda aqui vou ter muito tempo,assim como de quem se propõe a fazer melhor no futuro,mas hoje só vos trago uma comparação que bem pode ilustrar a preceito o mérito ou não das suas concretizações enquanto líder de uma equipa,por uma obra que possa ter servido a Figueira e os Figueirenses.
Não irá repor o Coreto,mas ao invés concretiza a dita obra de requalificação do Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz,como tal,pode reforçar-se o mérito de que entre um objectivo e o outro,e deparando-se com a particularidade de possíveis intervenções nestes espaços físicos de enorme natureza histórica,e onde estão muito presentes sentimentos do mais profundo valor para os figueirenses,convivendo ainda com um cenário de crise económica na Autarquia,no País e na Europa,mesmo que entre avanços e recuos,hesitações e oscilações,entre pressões e convicções,valeu mais a obra do Mercado do que vinte coretos no actual jardim municipal,e isso, tenho eu como certo nas convicções que me dominam.
Afinal que significado teria a recolocação do Coreto num Jardim Municipal literalmente assassinado na esmagadora das virtudes que lhe davam a fama e o proveito de um recanto tão belo quanto acolhedor da alma de crianças e adultos,que por ali,ora experimentavam as primeiras emoções da vida,ora se caminhavam num silêncio reconfortante,e para um fim que se poderia apresentar quando quisesse.
Depois de muitas histórias que ficam para a história deste novo respirar do Mercado Eng.Silva da Figueira da Foz,entre vencidos e vencedores de "batalhas" que escreveram um livro de emoções que traçassem o destino que pudesse fazer sorrir com a maior expressividade a história,as tradições,as cores e as emoções genuínas que não se querem perdidas nunca na vida da "Sala de Visitas da Figueira da Foz",prefiro afirmar que são muitos os vencedores,desde o menos barulhento ao mais espalhafatoso,do mais ambicioso ao mais comedido,e até do mais errante ao mais assertivo.
O Mercado da Figueira está lindo,está com a mais conseguida presença de caractrísticas que expressam e volto a referir, a sua génese,a sua face,e os trajes de cor e claridade que enchem a alma dos figueirenses e o coração de quem nos visita,entre portugueses e estrangeiros,que assim fidelizam a Figueira da Foz como um destino,e não só como um ponto de passagem.
Quanto a aspectos de índole funcional que contrastam com a generalidade da dita e brilhante face,acredito eu que se lança um desafio de enorme reflexão,ou os engenheiros apesar de não lhes retirar os méritos do que está bem feito,continuam a achar que percebem muito mais do que leram nas Universidades,dando prioridade a estéticas excessivas e que se revelam de mau gosto,recusando-se por essa presunção infantil a fazer uso da humildade no  pisar de terrenos e dar atenção a quem por lá está,e por isso sabe muito melhor do que precisa e como o deseja na mais objectada funcionalidade,ou então,volto eu com as minhas desconfianças,e mesmo com facas distribuídas no lombo,alerto os sobreviventes desta odisseia,que se preparem,pois o último capítulo deste livro sobre a história do Mercado da Figueira,está para breve,e tanto pode ser tenebrosa,como e por acreditarei sempre,será o princípio da queda de um sistema que sobressai no actual panorama social de forma bem negativa e cínica para com os mais desfavorecidos.
Vai uma aposta ?

Custódio Cruz

Câmara da Figueira,higiene e segurança no trabalho...



Uma casa tão grande,deve demorar muito a arrumar, e a limpar...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mercado Engenheiro Silva com uma sala de cinema?





Hoje falou-se à boca cheia no Mercado da Figueira, que iria por lá surgir cinema,e mais,que a película de estreia será "Minas e Armadilhas".
E mais ainda,que esta película iria manter-se até Setembro ou Outubro.
Bom...não entendi nada,fiquei surpreso com tal notícia.
Será que as projecções vêm do primeiro andar?
Ainda me coloquei a olhar para lá na esperança de detectar razões para esta novidade,qual não foi o meu espanto,quando desata a cair água de um cano provavelmente em rotura,e enche um módulo de água,pelo sim pelo não fui verificar se aquela saída da tal água invasora de módulos,e também colocada no meu espaço,estaria em condições ou não.
Susto dos sustos e feito o diagnóstico,verifiquei eu e o encarregado Florindo que tinha uma peça toda partida,o que quereria dizer que a qualquer momento poderia estoirar com a pressão,e mais ainda,fiquei a saber pelo senhor encarregado que ele mesmo tinha pedido aquela "boca perigosa" para o lado da escada.
Pois,mas logo haviam de a colocar toda danificada no meu módulo.
Azar...
Hoje levo calções de banho para a eventualidade mais desagradável,e já agora vou renovar o seguro do conteúdo da loja,não vá o Diabo tecê-las.
Há...
sobre o cinema...
já me ia esquecendo.
Hummmmm,
deve ser BOATO.

sábado, 15 de junho de 2013

fernando CAMPOS GANHA PRÉMIO CARICATURA


Tem gente no mundo que se quer que passe despercebida dos demais,mas ainda assim,notam-se à distância,ainda que não agradem ao discurso dos cordeiros,bem...quer dizer...não só destes,mas também das "cabras e cabrões" que pintam e desenham o mundo só nas cores que lhe convêm,que abominam a verdade das coisas e o "geito" frontal de quem não tem pachorra para hipocrisias a monte,pois...é isso,se for só um "bocadito",ainda um sorriso de desprezo selecciona o momento,agora quando a mentira é grossa,a este tipo de "personalidades inadaptadas" salta-lhes a tampa e não têm pejo nem receios que os inibam de avançar nas suas convicções de liberdade plena.

Fernando Campos não pede opiniões alheias nos traços das suas caricaturas,não as ilustra com as tais cores ou com discursos de circunstância que lhe encham os bolsos,mas ao contrário prefere dar prioridade à mente e à alma,na procura de um repouso doce para quem se viciou a viver de consciência tranquila, e a encarar o "sol e a escuridão" na mesmíssima perspectiva com que muito dificilmente poderá ser atingido por uma cegueira que lhe obstrua os passos que quer dar e bem entende...

Mas as surpresas também acontecem nesta "bola redonda"que consegue meter todos de pernas para o ar sem que dêem por isso,e em tempos onde os desequilíbrios sociais se acentuam,os olhos dos desfavorecidos são maioritários,os talentos ganham ênfase porque nunca a deixaram de ter, e agora só fazem vingar as linhas de uma arte que não engana,nem no que dizem,no que nos fazem pensar.

Fernando Campos merece este prémio que lhe dá um gozo comedido,ele gostou,mas habituado a alguns esquecimentos que vêm de longe,agradece,mas não vai agora para o balé,isto é,e melhor clarificando, aprender a andar de bicos de pés,porque também já sabe que um dia destes ainda faz arrepender alguns dos que agora o felicitam...
Enfim,feitios...
Caricaturas não são textos ?
Ai não que não são,e ás vezes tão cativantes que fazem os ponteiros do relógio andar,andar...como que buscando em cada pormenor a essência da mensagem...
Fernando Campos,um figueirense com predestinação para a arte de desenhar,escrever e pensar,constata-se que ao longo da vida não viveu distraído,e por isso mesmo é respeitado por dar importância a valores de toda,e para toda a vida...

Foi o Prémio Especial do Júri "Correia Dias", no XV Salão Luso-Galaico de Caricatura/Douro 2013.
Ao certame concorreram 74 trabalhos de 40 artistas.

Que continue a marcar pontos com mais prémio menos prémio...


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Inspiração enviada por um semelhante...


Não há inferno que me apague,
nem labaredas que me assustem,
mas apenas cores de vida que me encantam,
que me afagam tristezas que um sol aberto não conseguiu iluminar...
Vivo num mundo que não é só meu,
mas de todos os que o souberem disfrutar,
como num sonho de nuvens andantes, 
que flutuam para embalar.
Mesmo de sorriso negro e alma ardente,
ainda assim fico contente,
espírito calmo e confidente,
que seduzes no sentimento de tanta gente...
Olhas para mim,
e eu falo por ti,
sopras no vento o calor da minha paixão,
soletras um poema infinito e cintilante,
   que me adorna a mente
e me enche o coração...

Custódio Cruz

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Hoje é dia do meu padrinho de baptismo...

Já aqui o referi por mais que uma vez que nunca por nunca me motivou por aí além a curiosidade de tentar saber junto dos meus pais,porque razão o Santo António é meu padrinho de baptizado.
Também é verdade que face às evidências históricas da minha humilde família,e à medida que fui paralelamente crescendo e tomando noção do estrato social a que os meus progenitores pertenciam,não seria de todo  fácil à época "arranjar" um daqueles padrinhos que nos "ajudam" para sempre,e pelos vistos nem "um qualquer" que se desse à pachorra de me apadrinhar nem que fosse por um dia.
Enfim,devota à religião católica como minha mãe o era,e sempre eficiente em todo o tipo dificuldades que a vida lhe colocava na frente,amando-me como sempre o provou durante toda a sua vida,foi fácil,e até de certo conseguiu mentalizar o meu pai de que ficava bem entregue a um padrinho que nunca me aparecesse  para me dar prendas,mas ainda assim seria certamente o melhor protector do seu terceiro filho que surgindo fora de congeminações planeadas,seria acarinhado por uma alma divina que também nunca deixaria um afilhado "pobre"... e em maus lençóis...
Água benta na "cabecita",e sem assinar o registo católico lá fiquei eu com o Santo António como padrinho de baptismo...
Não sei sinceramente se ele está arrependido hoje de o ter permitido,mas com o "feitiozinho"que tenho seguido nesta vida,das duas uma,ou já se esqueceu de mim há muito,ou então passa a vida a lançar "bênção sobre bênção" para que eu vá sobrevivendo a um mundo onde cada mais estou um perfeito inadaptado...
Acredito sinceramente mais na segunda hipótese,pois já sobrevivi a dois atropelamentos quase mortais que me fizeram conhecer duas casas de saúde(Casa de Saúde e Hospital da Misericórdia),já senti ódios que me feriram a alma sem dó nem piedade,mas apesar de tudo,caminho digno e de consciência tranquila,já senti algumas vezes a falsidade empurrar-me para um buraco negro,mas ainda assim saltei do abismo muito antes da sua elaboração pragmática,e muito mais tinha aqui a acrescentar do que podia ter acontecido e não aconteceu,e vejam só, para meu bem...
Se sou feliz na vida?
Claro que sou.
Se gosto do padrinho que tenho?
Há medida que o tempo passa acreditem,cada vez mais.
A minha mãe tinha um "dom" que mo confiou na sua partida deste mundo,o meu pai tinha o "espírito" que o despiu para mim quando resolveu partir em busca da sua amada,eu estou por cá para honrar os seus nomes,e fazer jus a uma enorme felicidade,a de Santo António ser meu padrinho por escolha da acção de Deus.
Hoje é dia de Santo António,e por isso para mim é dia de festa...

Santo António de Lisboa
Santo António ou Antônio de Lisboa, também conhecido como Santo António de Pádua, OFM, de sobrenome incerto mas batizado como Fernando, foi um Doutor da Igreja que viveu na viragem dos séculos XII e XIII. Wikipédia
Nascimento15 de agosto de1195,Lisboa
Falecimento13 de junho de1231,Pádua, Itália

terça-feira, 11 de junho de 2013

Emoções caídas do céu...




Expressões são o que são,

são como são e nada mais,

quando puras,

tocam o coração,

porque nos desligam do meio e nos aproximam da inocência...

O nosso mundo quase pára,

as atenções centram-se naquele olhar de um carinho sem fim,

ou naquele gesto que nos conquista sem limites.

Uma criança é um cantinho onde Deus se expõe,

tudo o que nos oferece de emoção é a parte que nos faz acreditar,

que nos faz viver,

que nos faz continuar a amar a vida tal qual ela nasce e se evidencia 

nos"Ivinhos" deste mundo...


Custódio Cruz


(Não resisti,e soltei os sentimentos que de um tio avô podem tomar conta).

sábado, 8 de junho de 2013

Onda demasiado grande para morrer na praia...


Coragem!

Força malta jovem,
uma onda forma-se do nada e acaba no muito que pode impressionar,
enrola de forma lenta mas convicta,
espalha-se na praia,
mas nunca desiste da sequência de se erguer na sucessão de nunca acabar...
De nunca desistir nas investidas vigorosas 
e capazes de virar o destino de pernas para o ar...
Está em vós o primeiro sinal que pode motivar "o mundo verde e branco",
que deve impulsionar a reflexão objectiva do que a Naval já foi,
e se pretende volte a ser para bem de uma cidade,
de um concelho,
e sobretudo de uma identidade solidificada no brilho da quarta colectividade mais antiga de Portugal.
Naval 1ºde Maio,
de sempre e para sempre!
Custódio Cruz

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Mercado da Figueira,uma causa com um fim...




Prefiro o silêncio,
até ao dia em que me apeteça falar...
Prefiro sentir as emoções dos outros,
para tentar perceber porque tive e tenho as minhas...
No meio do mau,
 é impossível não haver um pouco que seja de bom...
No meio do bom, 
é muito pouco provável que não haja algo de mau...
Prefiro o silêncio,
para encontrar o sentido de justiça que a minha consciência me sugere...
Não quero cores,
nem alaridos promocionais...
Agora,
continuo a ser eu a escolher,
com o silêncio continuo a responder a quem o souber,
até ao dia que me apeteça falar...

Custódio Cruz

Fotos de o "O Palhetas na Foz"

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vai morrendo parte da minha infância :o KAWASAKY partiu...

Chocado com a partida de mais um amigo de infância,um ser com uma postura muito humana,lembro-me bem quando chegou de Angola e foi residir para a Rua da Fonte.
Bons tempos!
Era parte integrante de um verdadeiro grupo de amigos que faziam daquela Rua o seu quintal,ali jogávamos à bola,ás escondidas,à cabra cega...e até fazíamos corridas para ver quem era o mais rápido.
Antes de ele vir do continente africano e naquela "pista de provas" que compreendia a Rua dos Banhos,Travessa dos Banhos,a Rua do Circo e Rua da Fonte,tinha em mim o campeão lá da rua,só que depois de ele chegar,perdi o trono,pois ele era uma autêntica "lebre",eu dava luta,mas ele ganhava-me sempre,e foi pela evidência dessas capacidades que todos nós resolvemos apelidá-lo de  "KAWASAKI"...
Depois deparei com ele mais tarde na vivência da noite, e aí,sinceramente sempre me pareceu que ele "tratava a vida por tu",aliás com eu próprio o fiz,mas ele chegou mais longe na audácia.
Como ele era muito puro e verdadeiro,era muito fácil para ele arranjar emprego em qualquer bar para ganhar uns trocos,mas o que acho também, é que "a merda desta vida" tem "animais" que exploram "os bons",e ele nisso e onde quer que esteja sabe muito bem do que eu estou a falar.
Olha "KAWASAKI",hoje vou ficar por aqui,triste,muito triste,porque partiste como um dos meus melhores amigos de infância,e sempre amigo depois disso.
Tantas histórias tinha para contar desta "alma de Deus",na certeza porém que outras ainda poderão surgir quando no céu eu tentar entrar para voltar a fazer uma corrida contigo,e quem sabe desta vez eu ganhe.
A "Deus" grande amigo,jamais te esquecerei...

Custódio Cruz

terça-feira, 4 de junho de 2013

Figueira da Foz e o brilho da sereia...


É hora do "povo" organizar a festa,criar os meios e soltar os gritos espontâneos,viver a vida sem esperar pelas ajudas que o dinheiro impulsiona,ser igual a si próprio,e diferente numa atitude que já foi sua, e que caiu no esquecimento por culpa da indiferença despesista.
Foi fácil saltar de canto em canto,onde o encanto era feito de muito dinheiro com eventos sem alma nem coração,era o que era,e claro que não era nada mau,era fácil e não exigia nada de mais especial que não fosse a presença dos cordeiros,dos submissos a um sistema que garantia festa gorda,mas mal sabíamos que era bem paga por todos nós.
Dava para tudo,até para na refrega de um orçamento premiar uma qualquer elite que agora deixou a tinir um País,uma Região,um Concelho e uma Cidade.
Os tempos são outros,as realidades são distintas, e serão muitos daqueles que "foram ricos"que saltarão para as ruas misturando-se com a populaça,pois não há muita solução para se ser feliz à dimensão dos padrões vividos outrora,quando uns eram uns,outros eram outros,e os demais perfaziam um desenho social definido por três partes que já não há,e nem se iludam que nos tempos mais próximos o voltará a ser.
Os do topo não ensinarão ninguém a aproximar-se,e apenas jogarão com perspectivas falsas para gerir uma crise que também os está a preocupar,ainda que só por razões de instabilidade que lhes podem fazer ruir palácios e privilégios de uma liberdade onde os passos não eram controlados,nem calculados em riscos de qualquer espécie.
Vamos esperar que tudo corra bem, e vamos para a festa na esperança de esquecer mágoas do presente,e quem sabe até podendo acordar ao outro dia mais solto para uma vida que como o reafirmo não está a ser  fácil para quem quer que seja.
S.João de "arquinho" e balão,do mar à foz,da serra à praia,noite de emoções mil como que no rasto do brilho da sereia,mergulhando num banho santo que nos liberte a alma no sossego de uma esperança perdida,marchando numa fé que só quem é mesmo povo a sabe procurar sem o preço dos iluminados,mesmo que perdidos num céu de estrondos e assobios arrepiantes,sempre se pode acordar na luz de uma estrela que nos ilumine o sonho para um novo futuro.
Ponto alto na homenagem ao povo vai ser a inauguração do Mercado da Figueira,assim espero que esse espírito aconteça e perdure no tempo,que as lutas entre sensibilidades distintas se unam num só propósito,que os figueirenses rejubilem em uníssono e que o 121º Aniversário deste espaço tão emblemático quanto histórico, tenha apenas e só mais um início para um fim que não se compare com o Parque Cine ou com o Jardim Municipal.
Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz,sempre e para sempre.

domingo, 2 de junho de 2013

Caminhada para vencer e fazer vencer...

A fava saiu desta vez à Polícia Marítima e especialmente ao agente Adriano Martins e à sua família. Um veleiro com 5 alemães a bordo virou-se à entrada do porto da Figueira da Foz,fazendo resultar a morte de um dos germânicos,e do já referido agente daquela corporação .

O tempo passou,e a solidariedade não foi esquecida,ontem 01 de Junho de 2013 efectuou-se uma "Caminhada Solidária" em favor da Família daquele herói,e foram muitos os que apareceram para minimizar dificuldades financeiras,pois que já a dor essa ficará para sempre.
Aqui ficam algumas imagens do evento, e o resultado do pequeno mas significativo esforço, onde caras anónimas e também outras que nem tanto assim,ajudaram a mobilizar vontades e sensibilidades para um drama que deitou por terra os alicerces humildes de quem vivendo o dia a dia,estava dependente da audácia de um como tantos que arriscam a vida como ganha pão.












Fotos de Raul Garcia 

sábado, 1 de junho de 2013

E porque hoje é o dia mundial da criança...

As crianças sim,
 têm o dom de ser todas diferentes e todas iguais,
têm feições distintas,mas expressões idênticas,
não avaliam as farpelas,
mas pelo contrário escolhem na pureza dos sentimentos os fluídos em cristais que iluminam o seu imaginário...
No mercado Provisório,
conheci o Afonsinho,
ou melhor,
 nasceu entretanto,
 e foi-me apresentado pela sua mamã.
Com menos de um ano,
ficámos amigos,
e ambos com muitas histórias para contar.
O patinho,o galo,as pombinhas,
as cóciguinhas,os beijinhos,os sorrisos,
tanto amor distribuído de parte a parte,
que agora a saudade vai ser maior,
 com um afastamento feito de uma vida que nos transporta de um lado para o outro, 
e assim nos afasta mais tempo daqueles que mais gostamos...
Para ele andar de colo em colo,
era na boa,
para dormir a soneca da ordem,
tinha por conta o "balancé" da Arminda,
a "papinha"era sempre preparada pela doce mãezinha,
já a fantasia dos passeios,
estavam por conta daquele que quando o via suspirava de alívio pelo tempo já demorado,
suplicava com palavras moldadas em gritos,
 para um salto para os braços do seu melhor companheiro...
O Afonsinho e o Custódio,
o Custódio e o Afonsinho...
Primeiro aconchegava a face naquele ombro amigo,
a seguir,
lançava as unhas na barba áspera e desafiadora para uma provocação de circunstância,
sem perder tempo,
impulsionava o corpo para o movimento de um passeio que já conhecia,
mas que sempre esperava contemplasse novas aventuras feitas de cores múltiplas
e sonhos maiores...
Estas coisas sentiam-se,
viam-se na luz dos olhos acesos com que o Afonsinho me desafiava a interpretar,
e só faziam uma pausa, 
quando o entregava ao aconchego único do doce maternal,
ainda que se despedi-se com o tal suspiro profundo,
de quem gosta porque gosta,
e nada mais do que isso...
Fascínio mesmo,
e nas que o seu colo queriam experimentar,
eram os brincos,os colares,os fechos,as pulseiras,
ou tudo aquilo que luzisse como um ouro feito de curiosidades de uma vida por descobrir,
de um enorme sonho por concretizar,
de um longo caminho que se Deus quiser irá palmilhar...
O Afonsinho é uma criança,
eu gostava de a voltar a ser,
como tal não é possível,
Afonsinho,
gostei muito de te conhecer,
de reviver,
de me arrepiar em sentimentos perdidos há muito,
mas achados de novo à luz de um mundo 
que anda a pensar muito pouco em todos vós...
Hoje é o dia "Mundial da Criança",
já os dias que restam para além deste,
espero sejam muito mais ainda que amor por vinte quatro horas...

Custódio Cruz