Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Será que me vão conseguir expulsar do Mercado ?


Desde à cinco anos para cá e como todos sabem assumi a causa Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz,preocupei-me em defender todos sem excepção,primeiro mantendo as estruturas históricas e tradicionais do nosso Mercado,e depois tendo o cuidado de especificamente ter em atenção as pessoas que aqui trabalham.
Agora e no meu entendimento, pago eventualmente a factura da ousadia no desafio a poderes instalados,e que queriam um desenlace diferente para a "Sala de Visitas da Figueira da Foz",e por isso sem qualquer justificação substancial de valor punitivo, me instalaram dois processos com o intuito de me expulsarem do Mercado,de me silenciarem a curto prazo,porque sabem que assim será mais fácil também a médio prazo fazer-vos rigorosamente o mesmo a todos vocês.
O processo do Mercado ainda não acabou,basta olhar para as deficiências já existentes em termos de operacionalidade,e facilmente se antevê que durará muito pouco "o sol que agora o ilumina".
Foi uma lavagem de rosto,e nada mais...
Amanhã vou a uma Reunião de Câmara( que poderá ser vista na internet) no site da Câmara Municipal a partir das 09 horas,sou 3º Inscrito na intervenção do Público,assim irei tentar aclarar as dúvidas sobre estas minhas suspeitas e convicções.
Não preciso que ninguém vá comigo,mas preciso que de futuro e neste processo reúna o máximo daqueles que me tenham a agradecer alguma coisa sobre esta matéria,e disponibilizarem a não deixar que eu caia na desgraça de ficar sem emprego.
Lutarei sempre,e nem sei até que ponto e de que forma,mesmo que fique sozinho no sonho que sempre tive de não deixar morrer o Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz.
Obrigado aos verdadeiros amigos,ou sejam aqueles que acham que vale a pena estar ao meu lado.

Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz,sempre e para sempre...

domingo, 21 de julho de 2013

Um bom Domingo...

A propósito de um comentário(abaixo descrito) de um amigo sobre Nelson Mandela:

O Homem que todos gostariam de ser...

Aceito-o como forma de elogio a uma personalidade distintamente humana,e por isso mesmo capaz de ter a admiração de uma parte enorme do mundo em que vivemos.
Mas fiel ás minhas convicções emocionalmente puras,prefiro deixar um dia como lição reflectiva aquilo que seguramente é o verdadeiro caminho de vida de cada um.

"...Todo o homem deveria de gostar de ser aquele que é,
sem nunca abdicar da coragem de o assumir..."


Custódio Cruz

sábado, 20 de julho de 2013

FESTIMAIORCA 2013,uma luz de enorme brilho que iluminou a Tradição.

Entre o dia 12,e hoje dia 19,o renovado Mercado da Figueira mostrou uma das suas faces mais genuínas,mais capazes de argumentarem porque vale a pena que o destino da "Sala de Visitas da Figueira da Foz",nunca se transfigure numa alma que não é a sua,numa realidade de cobiça material,que se sobreponha à cor,ao som,aos sentimentos que nos elevam para emoções tão gratificantes como aquelas as que se viveram durante a semana que agora vai terminar.
Aos primeiros sinais musicalizados,ritmados e cantados das culturas que se soltavam pelo espaço,era ver o povo feliz e contente, como que fazendo a junção de uma química emocional,e protagonizando conjuntamente sinais de um contentamento e identificação de sonhos,que se transformavam em realidade,onde se trocavam os sorrisos mais puros e doces, de quem tem orgulho e defende os valores mais profundos das culturas a que pertencem.
Todo este encanto,suscitava principalmente a curiosidade nos que se deparavam com a novidade,mas não deixava de empolgar aqueles que procuram estes cenários de tradição nas viagens que fazem,nas férias que escolhem,nas tais emoções a que se expõem,mesmo que já as tenham repetidas na essência ,pois ainda assim também sabem que o resultado é sempre diferente,e sempre também capaz  de lhes desenhar um sorriso distinto.
As objectivas fotográficas dispararam milhares de trovoadas contagiantes no brilho,as crianças começavam em correrias frenéticas para serem os primeiros a abraçar os protagonistas da musica e da dança,e acabavam também eles a contracenar à sua maneira,sempre muito divertidos,observadores, e sobretudo expectantes com aquilo que os envolvimentos artísticos lhes poderiam reservar.
Já a Figueira da Foz,faz brilhar de novo a luz de um palco onde muitos portugueses e estrangeiros lhe são fiéis,onde muitos outros o quererão conhecer de novo,e agora, nas virtudes que não se descaractrizaram de todo,e assim esperam todos continuar a poder alimentar uma tradição que lhes foi servida pelos seus pais,e deixá-la  como legado aos seus próprios filhos.

FESTIMAIORCA 2013,uma luz de enorme brilho que iluminou a Tradição.

Custódio Cruz

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Enigmas...


A vida é para ser vivida,
o mundo é o palco proposto,
existem os amigos,
os inimigos,
os falsos,
os verdadeiros,
as confrontações,
as  aproximações,
os labirintos,
as linhas rectas,
a guerra,
a paz,
o barulho,
o silêncio,
isso mesmo,
o "silêncio"...
 daqueles que nem se notam,
mas aos quais devemos estar sempre muito mais atentos...

Custódio Cruz

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Como em outros tempos,Portugal levanta-se do nada para distribuir por todos...


Como em outros tempos,

o orgulho em ser Português espalhava-se aos quatro cantos,
a Volta a França era "o canto do cisne" de um povo que se triste era no seu País,
o deixava de ser por momentos,
se lá fora carpia mágoas e suor na labuta pelo pão,
nesses momentos alimentava o ego de ser Lusitano fora do seu País,
unia vozes conquistadoras em volta das proezas de portugueses de raça,
de alma e de muito mais que devoção...
Foi assim há muito tempo,
de quando em vez lá se levantam pequenos heróis que nos dão ânimo e força para sempre que for preciso nos lembrar-mos que fomos nós os de Portugal,
 que dobrámos o "Cabo das Tormentas"...
Eu tenho orgulho em ser Português, 
mas só entre os que valem a pena,
os que se levantam do nada,
dando tudo o que têm para também fazerem os outros felizes...
Obrigado Portugal...
Custódio Cruz

Rui Costa foi o ciclista mais rápido na 16ª etapa da Volta a Franlça em bicicleta, tendo cortado a meta isolado com 42 segundos de avanço sobre o mais direto adversário.
O ciclista português da equipa Movistar gastou 3h52m45s para cumprir os 168 quilómetros da etapa de hoje do Tour, que incluia três contagens do Prémio de Montanha (duas de 2ª categoria e uma de 3ª).
Natural da Póvoa de Varzim, Costa integrou a fuga do dia e soube escolher o momento certo para atacar e chegando isolado a Gap, cidade onde outro português, Sérgio Paulinho, já tinha vencido em 2010.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Tiro ao alvo...


Com um mar social cada vez mais turbulento,a "indignação" começa a tomar conta daqueles que menos razão de queixa têm,reagem sem nexo,e a um nível que não lhes pertence,e isto por terem muito mais culpa no cartório das dificuldades actuais,do que aqueles que agora têm quase todas as razões para se indignarem e manifestarem contra o estado sítio que os atira para um caos social,que não se compadece com as diferenças de tranquilidade de vida que apesar de tudo "alguns" políticos "ainda" continuam a desfrutar hoje.
Pior do que isso,e porque nunca terão passado dificuldades das que doem mesmo,nem a noção têm no que dizem, e com um à vontade ridículo e imaturo, completam mesmo  cenários e cenas que mais do que tristes,deprimem pela atitude,pelo conteúdo, e sobretudo pela falta de moral para as protagonizarem.
Um Presidente da República, queixar-se da sua reforma,ou uma Presidente da Assembleia da República nas condições em que vive,surgir galvanizada por "aplausos suspeitos",e a vociferar argumentos que poderiam ter razão de ser mas não o são de todo,por claras e  razões óbvias,podia e devia mandar evacuar as galerias com atitudes de serenidade,e não recrear o seu ego com um discurso histérico e dirigido só para a sensibilidade de quem ali está à sua frente,e a aplaude porque tem mesmo que o fazer,ainda que nem todos também o tenham feito.
Como outro "tolo" intolerante o sugeriu em tempos,agora a preceito o sugiro eu,porque não te calas Assunção Esteves,vê se te enxergas, e passas mais despercebida,é que convinha sabes...

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Surpresa das surpresas,foi sem dúvida nenhuma a indigitação do Advogado Dr. Carlos Tenreiro, pelos azuis e laranjas do "Somos Figueira" como candidato à Junta de Freguesia de Buarcos,Figueira da Foz e afins...
Esta era aliás,uma das mais expectantes incógnitas relativamente a quem iria estar "frente a frente"(salvo seja...), com o "Super José Esteves",que penso eu de que, congrega sensibilidades entre o vermelho e o rosa do Partido Socialista.
Bem,mas deixemos-nos de "colorações partidárias",e vamos passar ao que interessa.
O Dr.Carlos Tenreiro,conheço-o desde à muito,começo mesmo por pedir desculpas ao Eng.Gravato,pela escolha desta foto como ajuda na tentativa de caractrização moral do Candidato Político,mas sinceramente,nada melhor do que esta retrata fielmente quem é Carlos Tenreiro.
É assim,amigo do seu amigo,de uma educação extrema,de uma sensibilidade humana notável,e isto sem desprimor para com os seus adversários políticos futuros,agora que ele avançasse para a liderança do que quer que seja,é que confesso não estava à espera.
É que não faz o seu género,senhor da sua opinião sim,mas muito pouco de assumir lideranças que podem ir do mais fácil ao mais exigente no grau de dificuldade de interpretação de acção social e política.
Depois de Luís Tóvim me ter surpreendido com o protagonismo político em 2009,tendo mesmo conseguido  a eleição meritória como Presidente da Assembleia Municipal,ainda que "os ratos do costume" tenham ratado a sua cadeira,aparece agora o meu caro amigo Tenreiro,que está casado com a socialista Joana Aguiar,que por acaso até há dias me ignorou com uma mestria própria "dos muitos" que não escondem a pouca simpatia que têm por mim,e de peito aberto(e agora falo do Carlos Tenreiro),se apresenta a votos numa disputa difícil,muito difícil,face à propaganda de quatro anos que José Esteves fez com um trabalho meritório,aqui sim,na Junta de Freguesia de Buarcos.
Quanto "às trocas e baldrocas políticas" de cariz familiar,não têm a razão de ser determinadas críticas,pois seu pai foi sempre um assumido PSD,e que eu saiba,acrescento,o casamento não obriga as pessoas a pensar de forma igual.
Quer dizer,acho eu...
Ainda assim,volto a repetir, que também o seu progenitor era empreendedor político,atento,capaz,mas muito longe de assumir lideranças,e quem sai aos seus não degenera.
Fica aquele desabafo que lhe saquei casualmente e junto à Bijou,quando o Álvaro da Bijou,pois,o interpelou sobre a sua motivação para o novo desafio,e ele respondeu de forma tão honesta quanto de "terra a terra",referindo que alguém o teria que fazer...
É vida,rematava o bom do Tenreiro...
Olha Tenreiro,metes-te nesse desafio,agora quero ver em que me surpreendes mais...
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Orgulho tenho eu sem dúvida,
de como Figueirense que ama o seu concelho,
registar ano a ano a concretização do FESTIMAIORCA,
que faz expandir na nossa terra a manifestação de um evento que junta culturas do mundo,
atrai sensibilidades do País à nossa Figueira,
e lhe dá uma projecção que outros eventos que se esfumaram sem justificação aparente,
e que como este,
 colocavam de forma vistosa a Figueira da Foz no mapa dos desejos Nacionais.
Parabéns às almas que alimentam com preseverança tão distintos momentos,
 e que dão vida e projecção a uma terra que vive muito disso mesmo.

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Eu sou a favor de rampas como esta não só em todas as calçadas da nossa terra,
mas também em todos os módulos comerciais do Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz.
E até quero que se lixe os "vistos" que segundo me disseram,
 existem para aquela aberração arquitectónica...
Hoje gastei mais uns quantos euros para tentar colmatar este atentado contra a segurança principalmente dos clientes,e tudo por culpa de "alguma cheia" que possa aparecer por lá...
Não há pachorra...

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Agora vai ser sempre a dar-lhe,a política está mais parecida com um "vira minhoto",do que com uma "dança" de pragmatismos políticos idealizados e amadurecidos na história dos posicionamentos ditos à esquerda,ao centro,ou à direita...
Digamos que a nomeação de Virgínia Pinto como mandatária para o "Somos Figueira",é sintomático de "algo" que há muito,mas há mesmo muito tempo,aqui no nosso e vosso "Voando nas Asas do Tempo" já se falava e ilustrava com um poder de antecipação,só própria de "um génio" na arte das ideias como eu,que se perdeu atrás da bola,e agora não consegue retomar um trilho numa área onde me devia sentir sempre à vontade,o certo é que,ou "esta coisa" evoluiu muito,ou andam a fazer de mim parvo,ainda que eu ache que não o sou de todo...
Que a opção até seja neste caso tão previsível,quanto aparentemente perspicaz pela parte do Miguel de Almeida,já que o PS até anda num reboliço e tudo ao molho,o que me tem andado a matar a cabeça é a definição filosófica ou de posicionamento político que sustenta a viabilidade de uma histórica socialista local ter aceite este cargo.
E passo a citar :
"Apoio e aceito este desafio", acentuou Virgínia Pinto, apresentado-se como "independente da área política do socialismo democrático".
Confesso que até me atrasou este meu "tiro ao alvo" a dificuldade que tenho tido em lidar com esta definição, que enfim, sustenta o dito apoio,impedindo no entanto e na minha óptica a contextualização desta posição para melhor entender um trajecto,uma posição,e quiçá uma justificação de teor político.
Então,independente de área política do socialismo democrático,estou a ver...
Quer dizer que existe socialismo não democrático,certo?
Muito bem,adiante...
Quererá dizer também,que agora o Partido que a notabilizou politicamente não se rege pelos princípios que o fundamentam,e mesmo alimentou em tempos...
Mas porquê,alteraram esses mesmos fundamentos,foi?
Há já sei,dentro do socialismo sempre ouve um "cantinho" para os independentes...
Engraçado,nunca tinha notado,,,
Mas independentes de quê,e do quê?
Mas afinal está contra o socialismo não democrático ou contra o democrático,ou será que a favor de alguma estratégia que os una ?
Então mas nas democracias também existem áreas não democráticas?
Podem existir grupos ou pessoas,mas esses combatem-se em defesa de um sistema vigente,e é por isso que o 25 de Abril de 74 é o princípio de um estado que eu saiba ainda não acabou...
A senhora tem ideia do significado de democracia?
Claro que tem,e só pode é andar confusa...
Olhe minha senhora,ideias são ideias,e nestas podem e cabem sempre a multiplicidade das opiniões democráticas,ainda que por vezes não se consiga convergir na totalidade dos princípios,podem estes assumir-se na generalidade das filosofias,quando a nossa mente evolui para outras áreas de actuação,o melhor mesmo é assumir essa evolução ou retrocesso,e não pretender misturar palavras que não clarificam,mas que pelo contrário confundem ,e pior não a beneficiam em nada num passado que deveria proteger em linha recta,e não com turbulências intelectuais mal esclarecidas.
Não tenha medo,assuma as mudanças,pois não será por isso que pode pensar que está a negar um passado que lhe foi tão grato...
Olhe que a vida é assim,e o que pode ter sido  bom não precisa necessariamente de ficar para sempre como o mais visível...
Relaxe...


Ora fiquem bem,e até para a semana...

domingo, 14 de julho de 2013

Bairro Novo,a festa tem que continuar...(Um bom Domingo para todos).






Em tempos de crise tem que se ser criativo,vão buscar este tipo a Lisboa,assegurem-lhe o essencial de apoio,e coloquem-no ainda este mês de Julho a dar espectáculo de diversão nas ruas do Bairro Novo...
Sou maluco não sou?

É lá,até a menina gostou,será que na Figueira as crianças também poderiam  gostar?
Estava só numa de diversão,vá um BOM DOMINGO para todos...
Hehehehehe

sábado, 13 de julho de 2013

A vida entre o sol e a lua...



O pior é quando a vontade já só escolhe a noite,
o fascínio da alma aconchega-se no silêncio,
e o medo do dia atormenta os sentidos...
A solidão espalha-se num só destino,
e o mundo unifica um desenho para um só caminho...
Por entre as brumas de uma memória,
mistérios loucos se confundem no horizonte,
a vida deixa de saber sorrir,
e o fim aproxima-se decidido a fechar o livro...
Aí,
a lua faz brilhar o reflexo da história,
insinua-se como o espelho onde começa a erguer o sol,
hipnotiza a vontade de se voltar a sonhar,
idealiza um novo caminho para se começar...


Amanhece o espírito que faz sorrir,
e levanta-se o sonho que nos faz andar,
passo a passo,
 apagam-se as recordações de um breu falso e sem sentido,
o mundo avança mais forte do que nunca,
e abraça-nos com o carinho que reconhecemos em quem nos deu a vida...
Sempre por perto,
erguem-se as mãos de quem nunca perdeu,
de quem nunca só ganhou,
mas também nunca se entregou ao destino de escolher entre a Lua e o Sol,
ou entre o Sol e a Lua...

Custódio  Cruz

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Emoções inesquecíveis...

Foto de Rafael Cristóvão

Olhar esta foto é o mesmo que  "Voar nas Asas do Tempo",
e deixar que os nossos olhos brilhem e se prendam na essência dos pensamentos,
abraçar de novo as emoções mais genuínas,
e tratar com carinho os movimentos inocentes,puros e verdadeiros das pequenas almas, 
aquelas que juntas criam a enormidade de uma saudade que toma conta de nós,
e nos arrepia num misto de alegria e tristeza ao mesmo tempo.
Alegria,
porque nunca se quer,nem se pensa sequer esquecer,
tristeza,
porque não ouve tempo para continuar.
Coisas da vida,
pois vinte cinco anos dedicados à paixão da bola redonda,
acho que já foi muito bom para os dois lados,
gratificante para quem sonhou, 
e fez concretizar os sonhos,
transcendente para quem os viveu,
e jamais os esquecerá mesmo que afastados de um tempo que se impõe acabar...
A lei,
é o trajecto da vida que a estabelece,
o tempo,
pode ser efémero mas nunca se esquece...


Custódio Cruz

Nesta equipa ninguém eu conheço,
mas em cada emoção nem só uma me passa ao lado,
 de pé e da esquerda para a direita,
fala o pequenino da palavra fácil,
ao seu lado,
 escuta quase sério o companheiro e confidente amigo,
nas costas entoam as gargalhadas de um felizardo atrevido,
na contradição dos sons, 
abeirado está o silêncio colado do puto que vive o meio e não só o fim...
Aqueles dois de seguida, 
olham tímidos a objectiva de um sonho que se regista na forma como são,
atentos,e com postura como os da televisão...
No fundo da linha,
três bons amigos não dispensam o abraço dos amigos de verdade,
para terminar,
calmo e sereno espera outro impaciente que se despachem para o jogo começar...
Em baixo e sempre da esquerda para a direita,
de joelhos sincronizados fala baixinho o menino pensante,
discreto e de olhar longínquo está o segundo vidrado no firmamento,
atento e descontraído escuta o terceiro por um só momento...
O quarto segue as pisadas das palavras soltas por interessantes,
o quinto olha em frente esquecendo rapidamente o que era antes,
o sexto de baixo para cima,
 fixa os olhos no atrevimento dos descontraídos,
olha só a pinta dele!..
Ganda puto,ganda jogador...
Para terminar aqueles dois,
tentando entender a posição de um joelho para o outro,
um a par e o outro nem tanto,
querem ver é a bola,
em vez daquele caminho de pranto...
Arrisquei,brinquei,sonhei,
sem vos conhecer de lado nenhum,
recordei,criei,imaginei,
porque um dia,outro e mais outro,
também por aí passei...

CNC

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Um texto longo,chato,e pretensioso sobre eu,mais eu, e o Mercado da Figueira...


Será que sou mais reconhecido fora,ou dentro do Mercado da Figueira?

É assim,a imagem fez-se com o tempo,dentro do Mercado todos reconhecem e respeitam,ainda assim,só que uns de uma maneira e outros de outra.
Ora bem,como é que vou explicar...
Quando se vive perto uns dos outros,é mais propensa a hipocrisia ganhar terreno,os espaços emocionais são pouco limados,e vai daí,é fácil jogar com os atritos das circunstâncias que constroem um quotidiano de entendimentos muito subjectivos,pouco ou nada emanados da pureza de sentimentos,e muito menos da sincronia dos bons valores sociais,ou seja,dos interesses comuns,como os tais que até pudessem servir os  interessados com o rigor e imparcialidade no mínimo aceitável,
Pois está claro que até pareço um lírico a falar,ou talvez não,mas ouçam com atenção:
Ali,eu também os testo,enfim,por culpa deste vício que tomou conta de mim à nascença,e quando me quero divertir,vou-me aproximando de uns que há muito sorriem para outros,mas desafiam "os mais ou menos surdos e moucos" a falarem e a historiarem "o léxico" que possa servir os rancores do vício,juntam-se a um bote e não a um barco de navegação conjunta,sorrirem com expressões codificadas,mas sempre conciliáveis à luz de um tecto que é de todos,e onde também todos têm de saber viver às suas maneiras.
Pronto,e aí,logo noto o ganho de pontos à ré,e a perda à proa,e sendo assim o que fazer?
Não é fácil,mas se houver a paciência que nem sempre tenho,até porque teimosamente não a quero, é só saltar para a "outra banda",e  fora da luz dos "olhos luminosos" que tentam controlar as directrizes de forças exteriores de inegável peso nos comportamentos,fazendo uso e abuso de um povo que roça a mediocridade,e tudo por culpa ou da presunção,ou pior do que isso,da submissão acorrentada em favores com créditos sempre pendentes,ou no "habitue filosófico" de uma vida feita de oportunidades sempre sorridentes,e muito pouco variáveis no esforço inato do ser.
Durante quatro anos fui o político perfeito que os ajudou também a respirar,eles sabem disso,mas como sou um teso com tendência a tombar(ainda que heroicamente)na classe dos desgraçados de pé descalço,o melhor mesmo e agora que já têm "a casa nova",é afastarem-se um pouquinho de mim,não vá o Diabo tecê-las,e serem confundidos com a reencarnação de um "Deus justo",que ao qual só se apela quando estamos à rasca...
Resumindo e baralhando,o tempo no Mercado da Figueira,e não generalizando,é de abanar a "bunda" da vaidade,exibir firme a testa das conquistas,e fazer brilhar as almas que agora voam soltas e sem as pressões negativistas de outrora,afinal de contas,depois de uma viagem de um ano quase em alto mar,eles nem se lembram dos que já tombaram antes,durante,e até depois do regresso,pois que o que interessa mesmo,é aquele egoísmo tão doce,que vigora a sola dos pés,e equilibra um sonho onde cada um esteja olhando apenas de soslaio,e isto talvez pela inconveniência de emoções que só interessam quando tocam "o boi" num todo...
Pois é,aí os iluminados jogam no enfraquecimento gradual,e os resultados com tempo irão dar os seus frutos.
Sinceramente,e se estratégicamente certos colegas concessionários que por lá ainda tenho agora,me interessaram no passado recente e para colorir o número,também o admito sem qualquer tipo de oscilações que também já podiam ir andando,aproveitando para dar uma "voltinha" ao bilhar grande,e tentarem gozar o descanso merecidíssimo dos guerreiros da vida,pois que por agora já só estorvam,e até complicam o futuro de um espaço que os governou em tempos oportunos,e que por isso mesmo agora não precisam para nada,ou melhor concretizando,nem emocionalmente me parece,tal é a falta de assiduidade com que o frequentam desde há uns tempos para cá.
Vivendo assim,com esta forma de uma retórica fiel aos meus princípios,estou-me pouco nas tintas para a minha popularidade dentro do Mercado,ainda que volte a referir,que são muitos mais os que sonham com os meus protagonismos,do que aqueles que por agora se interessam mais pelo tempo das vindimas,que serão lá para Setembro,aquele tempo que este ano lhes oferece a possibilidade de uma boa colheita,com mais valias na disposição de dispensarem o préstimo dependente de um qualquer corajoso que os empurre para o bem,mas não tem futuro no mal.
Já fora do Mercado,tenho que reconhecer que gosto que me cumprimentem como ás vezes sou surpreendido,das reacções anónimas(e porque não sou obrigado a conhecer toda a gente),em agradecimentos e saliência numa luta à qual estiveram atentos,e porque mo confidenciarem,pela certa muito admiraram,e reconhecem mesmo sem qualquer tipo de duvida essa avaliação.
Já pelo meu passado no futebol juvenil,criei uma legião de admiradores por virtudes humanas,e quando esses me encontram, sempre me dão força às minhas lutas,que são afinal tão iguais no empenho,amor e dedicação com que o fiz para que estes fossem felizes nos objectivos propostos naquele contexto específico,mas preso como não podia deixar de ser à realidade social que limitasse tratamentos díspares,não fosse eu justo e atento.
Assim,imaginar aquilo que não vou de certeza absoluta fazer,percorrendo um concelho onde em cada freguesia tive dezenas de discípulos,seria fazer suar a minha alma num contentamento mais que previsível pelo crédito,o carisma, e sobretudo o de um reconhecimento de alguém que lhes foi "fora do comum",não por aquilo que querem fazer querer,mas por aquilo que estes próprios viram,aprenderam e sentiram.
Se me sinto um vencedor nesta luta pelo Mercado da Figueira?
Mas é claro que não,pois esta ainda não acabou.
Se foi difícil,como me perguntava aquela menina que recentemente ganhou um meritório prémio artístico?
Claro que foi menina,também foi preciso muita "arte" para "motivar" atitudes mais responsáveis,e que passado todo este tempo até se podem,e se o quiserem, desmistificar em rigor,mesmo que hoje se fale da obra como concretizada com êxito,e apesar dos receios expressos em "barbaridades ditas e consumadas" por um tal vendedor de sonhos,que continua a perceber muito de futebol,e não abdica de vender também as melhores pantufas do Mercado.
Para terminar,muito obrigado aos muitos que me têm aparecido a dizer que escrevo muito bem neste "Asas do Vento",mas olhem que se continuam com os elogios,começo mesmo a convencer-me que tenho "a pena do Ary",como me disse ultimamente um destes elogiosos admiradores dos meus escritos e verdades.
Beijinhos e beijocas para elas,abraços e apertos de mão para eles,bom,no fundo conforme mereçam ou não...

Custódio Cruz

terça-feira, 9 de julho de 2013

O sorriso de dois cromos...

Um dia haverá em que os dentes caiem,e claro, o sorriso não será o mesmo..

(...Decididamente hoje estou sem inspiração filosófica,quem sabe amanhã esteja diferente...)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Tiro ao alvo...

Tiro ao alvo,
uma nova rubrica de "Voando nas Asas do Tempo",
sempre à Segunda Feira,
até porque se uma semana já se foi,
outra até pode vir a acontecer...

Ora cá vai a primeira...
Não vou entrar em grandes considerações para com o primeiro "atirador da semana" que agora terminou,mas vou admitir que por sorte ou engenho intelectual, terá acertado na "mouche" daquilo que só não vê quem não quer,ou se faz distraído por conveniência de intenção...
Medina Carreira,define "a nova",ou melhor,a desgastada classe política que tanto diverte os "portugas",e muitas vezes até os tira do sério,como meninos "rabinos" que nunca fizeram nada na vida,que não fosse governarem-se à grande,e até mesmo"à francesa"(digo eu),criando um caos num País,onde,ou se acorda rapidamente,ou estes perfeitos malabaristas políticos acabam com o resto de uma estabilidade social que se encontra nos limites da sua sustentabilidade...
Medina Carreira,100 pontos que se lhe diga,parabéns...


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E o PS Figueira já tem lista...

Ainda que com um "parto" muito difícil,
crê quem acredita ou possa vir a acreditar,
que o PS  Figueira acertou finalmente na listagem que poderá vencer as eleições Autárquicas de Setembro próximo,e assim, se toma nota enquanto saliência clara na disposição dos possíveis eleitos,de que a essência actual deste partido Político junta em lugares de destaque figuras cruciais como Carlos Monteiro e João Portugal,ao independente João Ataíde enquanto cabeça de lista.
Fica aqui o registo,
que mais vale tarde do que nunca,e que depois de muitas polémicas,o PS FIGUEIRA até já tem candidatos para saltar convictamente para o terreno pré-eleitoral.
Parabéns malta vermelha,quer dizer,cor de rosa...

O Partido Socialista reuniu ontem a sua Comissão Política Concelhia da Figueira da Foz e aprovou a lista de candidatos efectivos à vereação da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
A lista submetida à aprovação da Comissão Política,é a seguinte:

1. João Ataíde
2. Carlos Monteiro
3. Ana Oliveira Carvalho
4. João Portugal
5. António Tavares
6. Marina Resende Gomes Silva
7. José Fernando Guedes Correia
8. Paulo Duque
9. Maria Teresa Cruz Diniz.
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E desta vez quem tropeçou foi Vítor Pais...


Passando ao terceiro "atirador da semana",calhou pelo destino de uma pré-campanha eleitoral para as Autárquicas de 2013,e aqui no concelho da Figueira da Foz,que no passado sábado se tivesse confirmado apenas mais um dos meus receios relativamente ao renovado Mercado Eng.Silva, e em que uma "aberração" de cálculo ou estética da engenharia tecnocrata,pode de futuro continuar a fazer somar joelhos com nódoas negras,e isto se não for pior,tendo mesmo consequências de ordem física grave ou muito grave.
Andavam os "Somos Figueira" em pré-campanha eleitoral na sala de visitas da nossa cidade,quando na volta pelo espaço chegou a minha vez de ser para além de cumprimentado,interpelado sobre opiniões acerca deste renovado espaço,chegando em primeiro lugar Miguel de Almeida,que talvez vislumbrando a sinalética que coloquei para precaver as entradas com 10 cm de elevação em relação ao piso que serve de base circulatória das pessoas na maior parte do espaço, e como já o referi,excepto nas entradas para os módulos,se me dirigiu  sem percalços de qualquer espécie,o que não aconteceu com o senhor Vítor Pais,candidato à Assembleia Municipal,e que tropeçando na dita entrada,só terá sido salvo de uma aparatosa queda,pela agilidade com que se deparando pelo desafio do equilíbrio forçado,o terá conseguido de forma perfeitamente invejável.
Logo de seguida,e ainda visivelmente surpreendido e agastado,lançou "a seta da verdade",caractrizando aquelas entradas de um erro para a segurança física de qualquer um.
Então não é que acertou em cheio,e arrecadou com um enorme brilho os 100 pontos da ordem?
Parabéns,e muito obrigado pela ajuda de argumentos que reforçam a procura de uma solução por parte de quem meteu água neste "percalço" técnico.
Falando em água,forneço eu como informação complementar,que o chão do Mercado é limpo em 80% do espaço com uma esfregona,e pouco mais,e isto por não haver necessidade de outro procedimento de higiene.
E mais não digo,para não tirar protagonismo à pontaria do senhor Vítor Pais.
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E outra seta em cheio :

Foto Jornal "As Beiras"

E para terminar,segue pela minha parte um "novo recado" para o Dr.Domingos Silva,administrador do Casino da Figueira,no sentido de o felicitar pessoalmente e à empresa a que pertence,pela iniciativa que está a dar grande projecção para a Figueira da Foz,com a realização do evento "O melhor Sunset de sempre",organizado pela RFM, e patrocinado pelo Casino da Figueira,e a ser concretizado na "Praia do Relógio".
Um acontecimento que prevê reunir cerca de 30 mil pessoas no próximo dia 13 de Julho,e que como não podia deixar de ser está a despertar enorme expectativa entre os figueirenses,para além de promover a Figueira da Foz embora numa época de verão,mas também de baixa mar económica nos tempos que correm,assumindo-se uma iniciativa que se pode tornar como uma mais valia para quem vive do brilho que a Figueira possa captar para além daquele que já tem de forma natural.
100 pontos certeiros na percepção  e concretização deste mais que previsível êxito em todos os sentidos.
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Custódio Cruz

domingo, 7 de julho de 2013

Brincando com as letras,e com suposições descaradas...


Nem sempre quem pensa que está a salvo das suspeitas se sai bem da contenda planeada,ou melhor,nem sempre quem pensa que tem o "domínio do jogo" o vence tão previsivelmente como o é certificado pelas suas certezas absolutas...

Um bom Domingo também para os que sonham no escuro...

sábado, 6 de julho de 2013

Ana Maria Biscaia vence Prémio Nacional de Ilustração.


A ilustradora Ana Biscaia venceu o Prémio Nacional de Ilustração pelo seu trabalho no livro “A cadeira que queria ser sofá”, com texto de Clovis Levi, anunciou a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).

Em comunicado, a DGLAB afirma que o prémio nacional foi decidido por “unanimidade”, tendo concorrido a esta 17.ª edição 78 obras, publicadas no ano passado por 45 editoras, da autoria de 63 ilustradores e textos de 66 autores. O Prémio Nacional de Ilustração tem o valor pecuniário de 5.000 euros, acrescido de uma comparticipação de 1.500 euros destinada a apoiar uma deslocação à Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha. As menções especiais, no valor de 1.500 euros cada, são expressamente destinadas a comparticipar deslocações à Feira de Bolonha.

O júri foi constituído por Adriana Baptista, docente da Escola Superior de Educação do Porto e investigadora nas áreas de processamento de textos híbridos (imagem e texto) e compreensão na leitura; Manuel San Payo, docente da Faculdade de Belas Artes de Lisboa, artista plástico e ilustrador, e Cristina Grácio, em representação da DGLAB.
 “A cadeira que queria ser sofá”, editada pela Lápis de Memória, o júri considerou que “o texto assume-se como ilustração, produzindo, em certas páginas, um corpo plasticamente orgânico e coerente”. “As qualidades pictóricas desta obra utilizam o livro, enquanto objecto e formato, transgredindo os alinhamentos habitualmente impostos pela composição e paginação gráfica e tipográfica”, salienta ainda o júri.

Texto de Lusa • 04/07/2013 - 13:08

Digamos que esta cara não me é estranha,ou pouco me engano,é aquela menina encantada pelo Mercado da Figueira,que o tem acompanhado de forma muito atenta e sensível,decerto por uma paixão declarada a valores históricos e tradicionais da sua e da nossa terra,que se nota a léguas no seu comportamento emocional e de convicções afectivas,com conhecimento de causa e curiosidade viva no desenrolar da história e das histórias subjacentes ao trajecto deste espaço,e onde se tente entender o princípio,o meio e o fim daquilo que até se pode amar de alma e coração.
Quer dizer,fim,cruzes canhoto,espero bem não,ou melhor,tentando eu me explicar com mais clareza,enfim,quando se deseja "algo",só há um caminho,luta-se por ele,e ainda que essa parte tenha sido muito mais protagonizada por mim,sempre achei na Ana Maria Biscaia,aliás como em muitos outros(a) amigos(a) do nosso Mercado,a vanguarda moral que catapultava a minha energia nas convicções que nem pouco mais ou menos e por isso mesmo,eram só minhas...
A Ana Maria Biscaia,só a conheci por força deste "dedicado" processo de causa,como sou um bocadinho atento ás emoções de quem passa por perto de mim,um dia vi-a a fotografar o Mercado,como na altura tudo o que fossem fotos e não fosse estrangeiro, tinha redobrada atenção pela minha parte,porque daí poderia vir algum inimigo,ou então amigo da "Sala de Visitas".
Observei-a como já disse que o fazia a outros e outras,e tentei ali e através de "olhares",até insinuar-me a uma conversa que esclarecesse a minha curiosidade,qual não foi o meu espanto,quando sem me dar tempo a esse passo,esta menina galgou as minhas intenções e desatou a fazer-me perguntas sobre a minha visão de luta para o objectivo que na altura eu assumia com direito a parangonas jornalísticas cá do burgo.
Foi a partir daqui que a conheci,atenta,irreverente,enigmática,menina de silêncios expectantes,convicta,de emocionalidade tão controlada quanto de caminho curto para as reacções à flor da pele,apaixonada pelo diálogo desafiador,viva nas expressões físicas,e até capaz de "quase tudo" para conseguir resultados para um caminho o mais genuíno possível.
Perguntam vocês,como posso ter eu tantas certezas,se ainda assim a minha comunicação com a Ana Maria Biscaia,se resumiu até hoje a umas poucas oportunidades.
Bem,em primeiro lugar,posso para aqui estar a dizer um monte de asneiras e suposições,e para o confirmarem têm que lhe perguntar a ela(com todo o respeito...),e isto se a conhecerem,ou ainda se a Ana Maria Biscaia estiver interessada em responder,por outro lado,quem me conhece já sabe o quanto sou muito pretencioso e audaz  nesta matéria da observação humana,sempre fundamentada nas coisas simples da vida,e sobre a menina em causa,sei lá,dou o exemplo da expressão dos seus olhos quando se toca nos objectivos de fulcro de uma determinada conversa,"naquele salto" na cadeira da sala do CAE,onde estava tão tranquilamente ripostada antes,e isto na apresentação do ,já não me lembro bem,e tudo isto por "força"do meu apelo no pedir a palavra para saciar a minha curiosidade também nas explicações até ali dissecadas.
É,notei,até parece incrível como,mas tenho as minhas certezas em "quase tudo" o que aqui estou a referir.
Ainda sobre a Ana Maria Biscaia,acredito que gosta muito do seu nome Ana Biscaia,mas que tem um carinho muito especial pela ligação de Maria com ambos.
Pronto,ficamos por aqui,(o que não lhe vai agradar...),mas o objectivo deste texto é, dar-lhe os parabéns sobre o prémio alcançado,e aí,quem o leia,pode até pensar que falei de tudo menos desse prémio muito significativo para si e para a Figueira,e digo-o assim, porque na minha perspectiva quem gosta da sua terra,nunca pode ignorar feitos da sua gente,mas caramba,será que não disse quase tudo porque a Ana Maria Biscaia obteve tão brilhante prémio?
Pensem bem,revejam o texto se vos apetecer,e tentem encontrar as bases desse mesmo êxito.
Parabéns Ana Maria Biscaia,continue como é,desafiadora do presente,e a vida irá continuar a sorrir-lhe...

(:)
Custódio Cruz

sexta-feira, 5 de julho de 2013

No fim de semana,aproveitem os que podem...




Refugiado no castelo e nas sombras do silêncio,
procuro as emoções vadias  do destino...
Soltando amarras da uma vontade sem vontade,
liberto a alma à deriva na imensidão do desencanto...
Salto,corro e avanço na direcção que me quiser,
ouço,entendo e compreendo,
tudo o que por aí vier...
No fim,
decerto encontro o que encontro,
mas não esqueço aquilo que mais desejo,
uma música,uma letra,uma interpretação,
uma qualquer forma que minha também seja no expressar...
Fito os olhos no que sinto,
hirto e quedo mas sempre "a caminhar",
vou para longe,longe,muito longe,
ainda que não saia do mesmo lugar...
Custódio Cruz


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Dias difíceis...


Seguras a minha paz,
em tempos de guerras a cada canto,
sussurras-me ao ouvido letras de confiança,
de uma confiança que pensava perdida...
Não é fácil ser justo,
fazer pelos outros e esquecermos-nos de nós,
agarro-me a ti porque te amo,
e à memória dos teus avós...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Já pouco importa...

António José Cravo (fotografia)

Já pouco importa,
a não ser o pequeno mundo que restou,
feitas as contas eu bem sei que já cá não estou...