Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz
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quinta-feira, 2 de março de 2017

Há...não vos tinha dito...eu também sou do Praia da Leirosa...



Sem ser da Leirosa,nunca o posso no entanto de o deixar de ser,porque foi ali que muitas vezes procurei encontrar talentos inatos para completarem os meus sonhos.

Primeiro deslocava-me de bicicleta,e muito mais tarde de carro,planeava um passeio,sentava-me por ali "à sucapa" de olhares concorrentes,e não demorava a colar-me aos dribles e posturas rebeldes daqueles putos que comunicavam num EPA...EPA...que grandes golos,que grandes defesas,que grandes jogatanas naqueles finais de tardes de sábado,e que me davam atletas para levar para a Naval 1º de Maio - Futebol de Formação,para o GD Buarcos,e mais tarde também para o Grupo Desportivo Cova-Gala.
Não.não era só quando se realizavam lá jogos oficiais,mas principalmente quando eles combinavam "um joguinho" mesmo sem árbitros e tudo,num perfeito jogo tipo futebol de rua,e onde a amizade era forte,mas a vontade de ganhar ainda era maior.
Quando as equipas somavam menos presenças,era no campo de futebol de cinco ali bem ao lado,que os ecos dos "artistas da bola" se espalhavam por um recinto que até tinha um muro e tudo para eu abancar nesta "caça aos talentos".
Porque soube,que o campo de futebol do Clube Recreativo da Leirosa,caminha a passos largos para finalmente ser digno para com quem muito o merece,não sei reagir de outra forma que não seja o de expandir o meu entusiasmo,pelos sonhos que também ali vivi,e mais do que isso,pelo sentido de justiça que aqui foco na alusão aos jovens,e não só,que agora vão beneficiar desta prenda tardia,mas que nos faz a todos felizes,e ansiosos para que o verde conquiste este "palco dos sonhos",e faça brilhar todos os olhos de quem ama verdadeiramente o Futebol com a essência que o criou.
Viva o Clube Recreativo da Praia da Leirosa,que o seu futebol continue a fazer brilhar muitas equipas em nome do nosso Concelho,que a sua felicidade continue a emoldurar a sua história,pois vocês são um orgulho para a Figueira da Foz.


custcruz



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O pragmatismo de Jesus,e "a benção" para quem sonha menos e corre mais...


Hoje vejo o futebol muito "à distancia",mas fico feliz quando porque lhe tomo atenção,o sinto da mesma forma como também quando em um dia esta modalidade me cativou na paixão de um jogo onde para além de tudo o mais,o "atrevimento" pela reflexão era o segredo dos bem sucedidos.
Hoje as equipas cada vez mais se revelam imagens de "cópias sobre cópias",que nos fornecem mais ou menos o mesmo tipo de erros,jogando cegamente no misero destino da "soma de gestos",que mais não são que o fazer prevalecer "a matemática das coisas",sobre o desafio imprevisível de "um amor que nasceu puro",e que por isso mesmo nunca "nele se deveria deixar de apostar".

Espero que se envolvam no sentido figurado das minhas palavras,porque sem este,não perdoaria aos atuais "mestres da bola",a ingenuidade abrupta em opções onde um qualquer "fiscal de linha" pode fazer "soltar bruaás" de satisfação,ou por "uma caçada"a preceito,ou pelo "estender de uma passadeira" que só não dá golo,se o artista for muito desajeitado.
Quero assim colocar em causa a opção obcecada e viral de uma "defesa em linha",que parece resolver tudo,mas também tudo deita a perder.
O jogador vicia-se no facilitismo dos "passos aritméticos",e auxiliando-me no exemplo de há pouco,do segundo golo soviético,quando confrontado o lateral direito pela recuperação de uma marcação,o fez em "jeito zonal",não encurtando espaços,e permitindo o cruzamento matador.
Nas costas deste lateral direito,tão badalado no nome,mas tão ineficaz no tempo,apareceu "o resto da manta", sem o minimo da noção do que é fazer uma oposição que proteja a baliza,e correndo atrás da bola,como "passarinhos" que tudo fazem por um naco de pão...
O Sporting,perdeu contra um adversário banal,bem patrocinado,e pouco mais do que isso,e se o terceiro golo até foi fácil para o seu adversário,também o foi pelas mesmíssimas razões com que a evidência na falha de um sistema táctico,coloca a nu a falta de atitude,de concentração,e sobretudo de um rigor que só termina no fim da luta,e não no meio desta.
Não sei se me fiz entender,mas eu juro que com aspas e sem aspas,eu tentei ser igual a mim próprio,e mesmo escrevendo "com linhas sobre linhas",procurei a mobilidade capaz,de não vos deixar as dúvidas que me marcassem algum golo na própria baliza.
Querem jogar no risco?
Pois que o faça quem quiser,mas sem abdicar dos preceitos que podem acautelar o fatalismo de "um passo mal medido",pois caso contrário,"o balde de água gelada" que hoje veio de terras frias,poderá repetir-se em qualquer canto luso,e que o diga o Tondela,que só ficou com "o balde nas mãos"mesmo no fim de uma contenda.
O campeonato é a prioridade?
OK,OK...então sonhem menos,e corram mais...

CNC