Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mercado da Figueira,gerir a crise e dar-lhe...um fim.

Desde sexta feira e com escassos cinco dias para uma consulta pública de "um outro" novo Regulamento para o Mercado da Figueira,sobressaem nas propostas do executivo camarário mais uma vez a fragilização dos concessionários daquele espaço tradicional que este ano completa 121 anos de existência.
Efectivada que está praticamente a sua remodelação com dinheiros vindos e destinados ao interesse publico,caminha este espaço a passos largos para um futuro de privados que abominam o cheiro a peixe e a peixeiradas de "gente de baixo nível",que há muito se marimbam para os pregões,detestam misturar-se com a ralé,odeiam bailaricos de circunstância,se confundem com as cores puras das verdades inconvenientes,enfim, se perturbam com pesadelos de amontoados mal definidos e sobretudo pior  classificados para as suas realidades sociais...
Na nau dos "pobritanas" a confusão instala-se de novo,depois do salve-se quem poder,já são mais os que vêm as suas vidas a andar para trás,mas outros há que parecem ter garantias emocionais de um desfecho com "sorriso agradável",já para os demais, tudo indica serem os "malmequeres do mercado".
Até amanhã,vou tentar dormir um pouco para aspirar a alguma energia depois de tudo o que já se passou neste inflamado processo do Mercado da Figueira,como eu avolumam-se os das insónias crónicas,e a minha maior dúvida, é saber até onde irá a resistência de quem daqui a 2,5 ou 10 anos pode ficar sem nada,sem possibilidades de emprego,provavelmete na miséria, e olhando para trás na certificação de sorrisos cínicos que também há muito não o conseguiram disfarçar.
Seja o que Deus quiser, ou então como diria o nosso presidente da república,influências de Nossa Senhora de Fátima,até nos podem valer.
E agora digo eu...Deus queira que me engane.

Custódio Cruz