Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz
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terça-feira, 1 de julho de 2014

França 2 Nigéria 0...ou o quanto o futebol também pode ser "enigmático"...


Digamos que este Mundial no Brasil me aproximou um pouco mais do futebol,afastado por vicissitudes que me colocaram no meio de "guerras" de convicções e objetivos destintos no modo,com o meu fervor luso e a atitude emotiva de fazer lembrar o trajeto do meu ex.Jogador Hugo Almeida,de acompanhar a nossa seleção, e ver até onde a "redescoberta do Brasil" nos poderia voltar a fazer escrever a história de uma identidade também meritória no futebol,já sobre a prestação da nossa seleção,silenciei-me a partir da altura em que um chorrilho de asneiras hipócritas se soltou na fina flor dos atuais "comentadores da bola",que em tempos me motivariam a um derimir de argumentos,nas agora sinceramente, e por força de novas emoções adquiridas na essência do divertimento,prefiro que "vomitem" os tais modos de vida que sustentem os seus penachos e mesmo "maminhas de leite",para quem sabe quando eu quiser e bem me apetecer confidenciar a quem me quiser ler, o porquê do fracasso desportivo da nossa "mais que tudo" naquele evento de nível mundial,mesmo que até já tenha dado algumas "dicas" em tempo oportuno.
É,estou feito um pretensioso, mas deixem que vos adiante que cada vez menos tenho pachorra para me preocupar com isso,porque ainda hoje recebi outra carta da A.N.dos Treinadores de Futebol,que me volta a sugerir que pague as cotas em atraso,e mais,dá-me a conhecer que se não o fizer brevemente a minha inscrição numa tal Plataforma do IDPJ,para a obtenção do Título Profissional de Treinador de Desporto,de futuro não posso exercer a função de treinador em competição alguma,enfim,como nem sei o que faça,o mesmo será dizer que "mais condições" tenho para me marimbar para o que pensam de mim.
Mas pronto,hoje à tarde "perdi-me" a ver o jogo França/Nigéria,surpreendido à medida que o tempo passava,perguntava a mim próprio que França era aquela que tão categórica foi na primeira fase da prova,e que se a exigência repetida neste mundial, de primeiro o dinheirinho,e depois a entrada em campo,por parte dos jogadores Africanos,estaria a ter um reflexo tal,que até final do jogo o facto mais notório foi de que o favoritismo Francês esteve sempre colocado em causa,ainda que na parte final a maior maturidade dos gauleses tivesse ditado leis de supremacia.
Deixando para "os outros" as análises de por exemplo as "transições e as contra transições(?)",prefiro sinceramente refletir sobre apenas dois pilares técnicos fundamentais,o real e o "enigmático",o que vi e o que se poderia ver,enfim,procuro avançar no "desconhecimento" para encontrar novas perspectivas,é isso,aquele vício que sempre me assistiu...
A França fez quase durante toda a partida o papel de "menor", e a Nigéria de "maior",os africanos impunham-se com uma inteligente e poderosa atitude ofensiva,circulando a bola com muita segurança colectiva e individual...
Sim,porque se como equipa o pragmatismo elaborado era capaz,quando a bola dependia da unidade, soltava-se um perfume técnico e psicológico que solidificava avanços com a objectividade com que fez o golo estar perto,mesmo muito perto, de atirar com os nigerianos para a frente no marcador.
Se não era menos verdade que na ação defensiva e mormente na segunda linha,"os verdes" evidenciavam alguns equívocos posicionais,menos mentira também não era, que a França só descia pela certa,e quase durante 80 minutos,só por duas vezes conseguiu explorar essa debilidade e materializar oportunidades de golo.
Entretanto o guardião francês continuava a brilhar,e a Nigéria a surpreender com oportunidades repetidas de golo,e foi aqui que me apeteceu fazer mais perguntas introspetivas...

E se a Nigéria marcasse,seria capaz de manter a mesma atitude após o golo?

E se a França sofresse,teria capacidade para "cair em cima do adversário" e "esmagá-lo" como todos esperavam?

Bom,aqui está o enigmatismo da questão,até porque foi de certo o maior desafio do treinador da Nigéria(e de todos...) na fase de preparação,pois seria importante assistir até quanto estaria  a equipa capacitada em manter a postura psicológica jogando na vantagem,e usufruindo de eventuais espaços nas áreas ofensivas,pudesse assim,como seria normal acontecer, continuar a materializar a objectividade do seu jogo,e mais provável seria a sua passagem à próxima fase...
Quanto à França,surpreso estava com o seu futebol desgarrado,feito de passes errados,cruzamentos desconexos, e de uma agressividade que "se calhar"só mesmo o "efeito Platini" impediu o árbitro de expulsar um dos azuis,e mesmo só mostrar um amarelo,quando um francês partiu uma perna negra...
Como diz o velho ditado," que quem não mata morre",e porque antes disso se vai desvanecendo a mente por tanto desgosto inoportuno,chegou-se à reta final,e já nem mais sacos de dinheiro que chegassem ao Brasil,impediria a maturidade "do grande" se assumir como tal,e do audaz se perder em sonhos onde quase tudo estava a seu favor,e por fim,até a si próprio se atraiçoou...
Olhem,gostei de ver este jogo,e se calhar ainda vou ver mais um ou outro neste Mundial do Brasil 2014...
Há,esta leitura de jogo executada de forma simplista e sem "termos científicos",foi para não alongar muito o texto, pois quiçá ainda poderia o comum dos amantes do futebol ficar mais confuso com o que já anda, em cada vez que liga a TV ou o Rádio para tentar perceber o Desporto Rei...
Quanto às "aspas",é para defender os propósitos de avanço,de reflexão,de evolução na "coisa"...
Perceberam?
Eu também "não"?
Até já...
CNC.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Nunca deviam ter metido a "Dona Inércia" nestas coisas do futebol...

Inércia,foi o maior erro da seleção portuguesa na sua estreia no Campeonato do Mundo de 2014 que se está a disputar no Brasil.
Ainda que viva muito mais desligado de um sonho que um dia também foi meu,e agora até caminhe de espírito mais decepcionado do que sorridente no deve e haver com que deveria ter ficado para agora também dizer como a Dª Inércia que "ganho tanto" como o Ronaldo,a verdade é que ainda assim cada vez que o futebol me "pisca o olho" com a paixão com que sempre o amei,consigo libertar a alma e fortificar convicções desenhadas em outros tempos,e ao mesmo tempo deparar com um rejuvenescimento capaz de contrariar alguns comentadores da treta que por aí vagueiam,e que só abordam o futebol numa perspectiva matemática,ou então de evidências repetitivas que mais não são do que retóricas sem nexo,e perfeitamente desajustadas a momentos que se vivem uma só vez,e que nunca se podem repetir no seu todo...
Mas adiante,que o Carlos Daniel já se calou...
Portugal perdeu 4-0 com a Alemanha,perdeu e perdeu bem,pois nunca uma equipa pode ganhar sobre outra,se logo à partida não tentar controlar as suas emoções,aliás bem "patenteadas" naquele pontapé para frente do Rui Patrício,que se revelou como o primeiro brinde ofertado a uma equipa alemã que apenas jogou o necessário para evidenciar supremacia sobre uma alma lusitana,que haveria também de ter mais um outro "protagonista da desgraça",e que mesmo que já nascido há 31 anos e com percurso assinalável no futebol mundial,continua a fazer jus a um mau feitio preocupante para o seu futuro de vida,e isto se continuar a pensar que é à cabeçada ou ao chuto que se resolvem as situações mais "delicadas da vida"...
Quanto ao jogo,Portugal apresentou-se com a estratégia certa,agora isto não equivale a dizer que a conseguiu "desenhar dentro das quatro linhas",posicionava-se bem, mas não agia com a atitude adequada(inércia),com uma gritante falta de sincronia na ligação entre o sector médio e defensivo,surgia como um "conjunto quebrada em dois",proporcionando desta forma espaços de manobra para o futebol consistente e objectivo dos alemães.
Não se convençam os jogadores de futebol,que uma automatização defensiva em linha,dispensa marcações rigorosas à zona(intensidade),que com este "avanço" para alguns técnicos,bastará por "ali andar" e dar apenas o corpo ao manifesto,pois as melhores equipas serão sempre aquelas que souberem usar se for preciso uma marcação individual nos espaços de um jogo,por um entendimento de equilíbrio entre setores que proporcione uma maior dinâmica de acautelamento da sua baliza...
Foi aqui, que a Alemanha encontrou os caminhos para vencer e golear,agora o meu maior problema mesmo,é tentar perceber se a inércia na atitude foi de postura mental ou física,e se foi com a segunda razão(rasganço/ Fábio Coentrão),com que a decepção tomou conta dos adeptos portugueses,então preparem-se,pois o caminho vai ser breve,e as emoções do jogo não vão contar com "Naus Lusitanas" para dobrar as tormentas que se esperam para se alcançar o pódio...
A Alemanha venceu,e mostrou ao mundo do futebol como uma boa equipa pode fazer brilhar um grande jogador,pois sem se centrar tacticamente em qualquer predominancia individual,acabou por deixar "acontecer" em Thomas Muller três dos quatro golos concretizados...
Depois de estar a vencer folgadamente circulou a bola para se poupar a esforços,e mais facilmente controlar a partida,e um resultado muito prometedor para o futuro.
Portugal nunca podia tentar quase nada depois de reduzido a dez elementos,com Hugo Almeida a lesionar-se e a ter que abandonar o jogo de forma prematura,com o Fábio Coentrão a obrigar a nova alteração imprevista,com o Cristiano Ronaldo isolado num deserto onde nem o apoio exigível chegava,foi ver o Nani perdido entre os desiquilíbrios defensivos e as ânsias ofensivas,e o desgarrado Éder a ter que vir buscar jogo atrás,enfim,apetece-me perguntar:
Alguém viu por ali o Moutinho,o Miguel Veloso e o Raul Meireles?
Bom,quanto ao árbitro,mais rigor menos rigor não teve qualquer influência no resultado,pois o penalty existiu mesmo,e o Pepe tem "historia de mais" no futebol para ser tão passarinho.
A culpa foi da DªInércia,agora vamos lá ver se supera "a falta de pernas", e se os "muchachos portugueses" ainda dão um ar da sua graça...
Até já...
CNC