Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Face oculta...(Reflectir é preciso...nos mistérios da face)


O ser humano tem hoje que ter um maior,constante e exigente desafio de observação para com o seu semelhante...

A sociedade hipócrita em que vivemos criou automatismos de mentira cuidada que nos iludem muitas vezes a caminhar por um senso identificativo de uma qualquer acção que nos acontece negativamente,e à qual baseamos uma iminência lógica de aparências somativas que nos parecem determinar o alvo de um mal que nos apoquentou,e determinam assim um eventual encontro conflituoso com quem nos parece que é,mas até não é,e apenas serve a preceito objectivos de outros numa escala de ambição sem escrúpulos nem bom senso...
Esse tipo de gente é aquela que ri e sorri para nós incubrindo com a mestria de verdadeiros mentirosos, aquela tal face oculta a que somos levados a acreditar que por ali não está, mas de facto é bem real,por ser fruto doentio de quem só vive enganando os outros e criando conflitos que depois os gere com aproximações estratégicas ou afastamentos calculados,tudo dependendo assim das circunstâncias adequadas a essa mesma gestão motivada por objectivos bem definidos..
A verdade e a mentira convivem nos dias que passam na quase perfeição de uma insuspeita atitude malévola, que cresce de forma preocupante neste nosso mundo, e onde as reacções e emoções são controladas de tal forma que nos obriga a ter cuidados redobrados e convenientemente alicerçados naquela premissa fundamental de que desconfiar nunca será demais,mesmo que o bom senso sempre possa também imperar nas nossas condutas diárias...
Quem vê caras,não vê corações,
(sempre disse o povo).
Quem pensa que vê corações,
não os tente identificar em cara alguma,
(digo eu agora porque sinto e já sei).
É preciso sempre "algo" mais,não alinhar obstinadamente pelo óbvio,questionar-se e questionar atitudes,
abandonar momentâneamente a lógica somativa de circunstâncias,e assim experimentar raciocínios não aparentemente prevísiveis...
Depois..
Bem...depois...testar se possível mostrando o oposto das reacções previstas,indagar seguida resquícios de recalcamentos inerentes ao individuo ou grupo em causa,procurando reações comportamentais que determinem a possibilidade da surpresa relativamente a essas mesmas personalidades...
Ter alguma paciência sabendo lidar com o tempo,focando a máxima atenção nas tais reacções precipitadas e preciosas no avanço do conhecimento...
Acreditem que este não é um processo de seleção conclusiva e infalível,mas que dá menos margem de erro,isso eu garanto-vos com provas concretas...
Só vos peço reflexão...
para vosso bem...
Abraço para quem o quiser...
Custódio Cruz

terça-feira, 30 de março de 2010

Reflexão de um vendedor de pantufas...


Devia ser sempre assim,
mas não é,e também nunca o será em rigor...


Mas cuidado,estamos em tempos de crise,e todo o tal cuidado é pouco para não se cometerem erros que possam extremar posições sociais...
A "cartilha" tem mesmo que mudar, pois não se pode nem deve "penalizar só os mais fracos",no fundo por culpa de uma "crise" que está mais que provada teve origem naqueles que fizeram da ambição desmedida o modo para escalarem a todo custo para um plano de poder económico tão elevado,quanto injusto,tão incoerente,quanto perigoso... 
Deve-se objectar um equilíbrio de uma sociedade que não ponha o "mínimo" em causa,ou seja a sobrevivência de um qualquer "tipo" de cidadão,é que o mundo existe para todos,mas para todos mesmo,e mesmo até para aqueles que do egoísmo fazem bandeira,
conjugar esforços e premiar quem merece será o melhor caminho,mas nunca esquecendo e percebendo que a vida é feita de contradições basiadas de justiças e injustiças,e que a esse desígnio o mundo nunca pode escapar de todo...
Não se deve ser mais papista do que o papa,não convêm de ânimo leve objectar defender um qualquer extremo,mas sim ser proporcional à "palmilha do sapato" já percorrida por cada um,assim dando oportunidade pelo menos ao "tal mal nunca pior",agora se entrarmos no salve-se quem puder,então meus amigos,a guerra está aí à porta como solução radical,e o radicalismo deixa marcas "em todos",e por isso é mais perspicaz e seguro ninguém correr riscos...
Mais do que nunca estamos em tempos de tomar atitudes equilibradas, justas e solidárias,doseando o mundo com uma esperança feita de sensatez na distribuição das mais valias,em detrimento do restabelecimento insanguentado...

Custódio Cruz