Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Amadeu Cunha,um internacional de futebol moldado na formação Navalista...

Recordar nomes e personalidades,não pode ser só lembrar a individualidade,pois tal seria ignorar de forma imprudente os contextos que fizeram florescer atitudes e méritos,que ao desligarem-se agora,se revelariam inseridos em definições abstractas que não teriam sentido à luz de toda uma vivência verdadeiramente colectiva,e que foi capaz de proporcionar e desenhar páginas de sonho,onde cada um foi uma estrela tocada por escolhas e conceitos que fez crescer todos de parte a parte.
Amadeu Cunha,é aquele mesmo que  para a foto ajeita a bola,a olha com a paixão de quem lhe queria muito,a gostava de ter por perto,e que por isso mesmo,mais do que a reconquistar as vezes que fossem precisas aos adversários,se sentia capaz de a enrolar com os artifícios técnicos que a levassem ao êxtase de uma explosão de emoções.
A polivalência para mim,começou por ser fruto não só da análise detalhada das caratrísticas de cada jogador,mas também das necessidades e potencialidades com que se podia tirar partido em favor da equipa,ainda que perder tempo com posicionamentos individuais mal estruturados,pudesse,e valorando o objectivo formativo,não ser a pedra de toque que indicasse o caminho para um futuro perfeitamente definido em termos posicionais.
Esta minha aventura nesta equipa de juniores,foi forçada pelos próprios atletas,acredito que por uma fé inabalável em uma resposta ao desempenho até meio de uma época,que podia ainda ser compensada e acertada pelo conhecimento que tinha de todos eles,quer como seres humanos,quer como executantes,e o Amadeu,era só mais um lateral direito que subia no flanco,mas que por ter que regressar a trás na procura de um equilíbrio que não o comprometesse,perdia a parte do sonho onde as asas não teriam de se retrair para concretizar o feito mais vistoso do futebol.
De estatura baixa,era protagonista num pisar e trato técnico que se expunham em função de uma velocidade contida até ali,abdicada por força das exigências externas,a veleidades que o levassem a evidenciar os seus melhores trunfos de cariz inato.
Humilde e muito educado,cumpria o que lhe era pedido por qualquer treinador,mas quando nestes momentos da sua vida foi surpreendido com o cruzamento de quem defendia uma amplitude que o colocava na "linha da frente",logo sorriu para a sorte,respondeu ao "azar",e conquistou a dimensão que mais tarde o levaria à ribalta,ascendendo "ao primeiro time" da Naval,e depois a  profissional de futebol pelo Vitória de Setúbal,o que o acabou por catapultar para ser internacional pela Selecção de Angola.
Amadeu Cunha,antes de ser meu jogador,aliás como quase toda a equipa daquele ano,já era meu amigo,e era daqueles atletas que não criavam problemas a ninguém,oriundo de África,muito por "vicissitudes de ordem casual",surgiu na Figueira da Foz numa linha de uma ambição controlada,e feita de valores que de certo os seus lhe terão transmitido.
Um grande abraço,numero 10.
Custódio Cruz

O jogo da minha estreia como treinador dos juniores da Naval, Amadeu saiu exausto, e marcou o golo da confirmação da primeira vitória em uma sequência de nove resultados sem derrota,que evitariam a descida aos distritais,e ao invés, nos promoveriam ainda pela primeira vez na história da Naval a uma Fase Final da 1ª Divisão de futebol...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Remexer no baú com os olhos fechados...e o que sair saiu...(É Natal...)


95 / 96
Seis "charolezes" em Salamanca no Torneio Internacional...

Ora bem...
Rui Jorge (o geométrico distribuidor de jogo...);
Jumbo (a "gazua" da frente de ataque...);
o "limpa corredores" Tiago;
o técnicista Cabete...
e o outro ai ai...
o possante carregador de piano da equipa...
que era da Fontela...
um enorme e educado ser humano
e que agora não me lembro do nome...
ó meu Deus mas eu ainda sou um jovem...).
Poie é...
30 anos de treinador de futebol...
Já sei...
o Raul...
é o Raullllllllll
Quem é o mais "baixinho"
e que nem está em baixo nem em cima
e do lado direito?
Sou eu...
haha...
Opa...
agora é que estou a reparar...
está outro atrás e a rir-se...
Mas onde estava a piada?
Realmente ninguém me respeitava
e faziam de mim o que queriam...
Tass mesmo a ver...
e foi por isso que fui "corrido" da Naval...
Não tinha "mão" nos jogadores
e nem eles atinavam lá muito comigo...
Enfim...
não se pode ser perfeito...
Mas quem era o "gajo"...
alguém me ajuda?
Se calhar jogava no banco...
O quê
O Ramalhito...
era titular e cinco estrelas...
Ó numero 5...
desculpa lá...
é da velhice...
Pois...
Digo eu...
ehehehe

CNC

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Remexer no baú com os olhos fechados...e o que sair saiu...(É Natal...)


Ora esta...deixa cá ver...
Já sei...se não me engano...1992 / 93
Tinha feito o regresso á Naval...e depois de ter abalado para o G.D. de Buarcos durante 5 anos...e um outro no Maiorca...
Regressei pelas mãos daquele senhor (e grande amigo...)do lado esquerdo todo bem composto...pois não fosse ele o Tó Valadas...conceituado comerciante de pronto a vestir na Figueira da Foz...
Coitado...o que ele sofreu para me fazer regressar...chamou-me à Naval...pediu-me para esperar no Bar da antiga Sede...e lá dentro teve oposições de "Velhos do Restelo" que tinham convivido muito mal com o "meu feitio" da primeira vez que lá tinha estado como Mister...
Esperei...esperei...e deu-se luz verde...o meu regresso estava consumado...
Peguei nesta equipa de iniciados...e zumba ainda fui a tempo de começar a ganhar como da última vez...
Conquistámos a Taça de Encerramento na Categoria,e desta equipa haviam de começar trajectos bem sucedidos para o Futebol Profissional,como por exemplo o Rui Mendes que chegou a ser capitão da equipa principal da Naval,foi há Selecção Nacional de Esperanças e fez carreira significativa no Futebol Nacional...
Ou então o Génaro que não está nesta foto...e chegou também à Selecção Nacional de Juvenis,foi Campeão Distrital comigo...e ainda mais tarde foi transferido para o F.C.Porto...de onde nunca mais voltou...e mesmo deixei de ver...
Vejo ali o Verdis (irmão do actual mister Verdete dos Juniores) e que era o fogoso numero 10 da nossa equipa,o Nuno Gonçalves...o irreverente e talentoso lateral direito...vidrado pela baliza...sonhava ser avançado..mas eu colocáva-o a lateral e produzia muito mais,também o Cristoff(o "speed González" da linha da frente),Sérgio (o "maestro do meio campo),os Guardiões Bicho e Paulo Domingues(dois excelentes guarda-redes e amigos ainda hoje),o Luis Filipe que jogava com tudo(físico,alma,coração e enorme amor ao futebol...),o "Sérginho" que infelizmente faleceu muito jovem...e que no "Torneio de de Matosinhos"no local onde ficámos hospedados não me deixou dormir nem um bocadinho...porque ressonava muito alto...(Deus o tenha em bem...).
O seccionista era o pai do Luís Filipe(e que lamento mas já me esqueci o nome),estavam ali também os senhores Fonseca e Franquelim (Directores do clube)...
Já quanto aos outros jogadores...puseram-se a olhar pareciam uns "parvoinhos" para o Presidente do Clube(Aprígio Santos)...e claro "assim de lado" não os consigo identificar...
Já o senhor Aprígio...parece-me aqui na foto que me tinha "debaixo de olho"...o que aliás se veio a confirmar mais tarde com o convite que me fez para :
Secretário Técnico nos Seniores
Adjunto de Luís Agostinho
Director técnico de ligação com o Futebol de Formação...
O resto ?
Bem o resto foi assim...
Tinha saído da Naval a ganhar...e voltei a vencer...
Sou um convencido de merda não sou?
Eu sei...
(com a vossa licença...vou colocar de novo a mão em outro BAÚ...até já...)



CNC

Remexer no baú com os olhos fechados...e o que sair saiu...(É NATAL...)



Mas afinal quem pensa que é este CUSTÓDIO,vaidoso,narcisista,convencido,teimoso que nem um burro,inculto,sem urbanidade,reacionário,estúpido...
Pronto...havia muito mais...mas porque também não posso aqui colocar "todas as qualidades" que me são atribuídas por personalidades de reconhecidos méritos da nossa "praça"...
Hei...hei..."praça"...mas não só do Mercado!!!
Bem,queria eu dizer que por ser Natal vou relaxar um pouco e trazer-vos aqui "piadas" sobre "emoções"...começando por esta que acho o máximo...até pelas expressões afectuosas,revoltadas e de contentamento desta bonecada do "Zé Manel" sobre FUTEBOL de outros tempos...e que tinha nos meus BAÚS de memórias de mil novecentos e carqueija...
Mas lá está...confirma-se passado todo este tempo...que tudo o que me chamam e mais alguma coisa que faz geito chamar...se ajusta perfeitamente a uma falta de gosto e postura para o qual realmente não há pachorra...
É por essas e por outras que ninguém visita o meu Blog...e muito poucos passam cartão aos meus "post(s)"(!?)...aqui no Facebook...
Ok...mas eu não quero saber e vou a partir de hoje fazer a tal pausa na "GUERRA"...e tentar explicar-vos com o meu mau português caractrístico e também aliado às tais "emoções falsas e hipócritas" que tenho em 3 Baús de recordações de passagem pela vida e principalmente pelo futebol...quem será de facto este tal CUSTÓDIO que consegue ser tão polémico,inigmático,odiado e quiçá nem tanto quanto isso...
Ora...coloquei a mão dentro de um dos BAÚS...e vejam só que entre tanta "coisa"...me surgiu este bocado de papel de um Jornal "O Record" de 5 de Fevereiro de 1996...
Não acharam piada?
Não estão a rir?
Bom...pelo menos tentei...

(com a vossa licença...vou colocar de novo a mão em outro BAÚ...até já...)


CNC

domingo, 11 de julho de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A saudade não mata...mas arranha que se farta...


Abadias...o quintal dos meus sonhos...
Que saudades daqueles tempos de miúdo...
Por ali brincava de manhã à noite...jogava à bola,às escondidas,fazíamos corridas...
Eu sei lá...
Aquele foi o estádio da minha infância,todos os dias havia embates,campeonatos de uma competição pura e inocente,onde ninguém perdia e todos ficavam a ganhar...todos éramos campeões...porque também todos éramos amigos de verdade...e sem lugar a ressentimentos nem hipocrisias,mas prontos todos os dias para uma nova aventura e a novos desafios...
Para isso,só tínhamos mesmo que ao entardecer regressar a casa na procura do "descanso do guerreiro",recolher à nossa caminha e sonhar com um novo amanhecer...
Recordo ainda com uma grande nostalgia...o quanto eu tinha que usar da minha imaginação para justificar perante os meus pais as horas tardias com que regressava a casa...
Afinal de contas... depois de tanto pensar, a solução estava ali tão perto e tão fácil e em consonância com a beleza daquele quintal e subtileza do meu coração...
Nas abadias recolhia umas flores e construía um ramo o mais aprumado possível para chegar a casa e oferecer à minha mãe, que embevecida pelo gesto me protegia do meu pai por algum açoito bem puxado...e nada agradável para a recepção a um pequeno campeão como eu...
Passado este desafio... o meu pai "sorria à socapa" e ficava pela reprimenda do costume,a minha mãe empurrava-me para o quentinho de uma bela e doce "banhoca"... embalando em mim a certeza daquele amor único que só uma mãe nos dá...
Alimentava-me... e logo eu corria para a janela das traseiras da minha casa amarela...e como na altura ainda não havia de todo prédios na Avenida Gaspar de Lemos,lá ficava eu em silêncio no parapeito da janela e de olhos brilhantes soltando a imaginação...e vagueando de novo nas abadias com o cair da noite...
Eles lá estavam...os candeeiros acesos sozinhos e frios rompendo naquele maravilhoso breu,como que alumiando as almas que por ali descansavam à noite...
Ansiando pelo regresso do sol,só voltava a dar um salto estremecido quando o meu pai para não quebrar a liderança num castigo que nunca tinha,me advertia de novo e na frase do costume:
"...Custódio vai para a cama..."
Fechava a janela à pressa e corria para o fundo dos cobertores aconchegantes,fechava os olhos e acelerava de novo a vontade de poder entrar em acção...naquele estádio que era só meu...e de todos os meus amigos...
Olho para esta foto e não sustenho uma lágrima furtiva,com a saudade e o sentimento nostálgico de quem dava tudo para fazer um regresso ao passado...voltar a ter a emoção de viver como naquela altura onde transpirava uma áurea de sonho pelos poros de uma essência...que ainda hoje não me larga e me faz cativo...de uma infância que eu nunca queria que tivesse acabado...
A saudade não mata...mas arranha que se farta...


Agradeço ao Flórido do jornal onlin "O Palhetas"a possibilidade de observar esta bela foto que ele tirou em 21 de Dezembro de 2008...e com ela ter oportunidade de fazer o tal regresso ao passado "Voando nas asas do Tempo..."
Custódio Cruz