Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Crónicas dos "Domingos" sem dormir...


Estive presente numa das últimas reuniões de Câmara de 2015,como à muito por lá não apareço,estava curioso em assistir aos tipos de abordagem que iriam ser interpretados pelos eleitos,e isto relativamente a certos pontos previstos na ordem de trabalhos,que se têm revelado e à vista dos cidadãos,tão estranhamente adiados numa resolução que defenda o primordial interesse público,e sobretudo na urgência exigível para com a segurança de quem pode ser atingido em alguma situação imprevista no tempo,mas eminente no espaço.
Direi que,é perfeitamente escandalosa a passividade de que se tem feito uso em termos de exigências legais,para com o mamarracho Edifício o Trabalho,onde as quedas de vidros,e de outro tipo de estruturas degradadas,continuam a revelar-se ameaça de monta para quem utiliza as suas artérias circundantes,e ainda por cima numa zona que muitos apelidam de zona nobre,mas que por fruto de estratégias insensíveis à paixão pela Figueira,vem morrendo de forma arrepiante,no sentimento daqueles que por cá nasceram,e são fieis a uma história que lhe direcionasse o engrandecimento constante,e ao longo do tempo.
Estranho para mim,e no debate,foi a resignação dos intervenientes,face àquilo que até pela voz do Presidente da Câmara,Dr.João Ataíde,não pode,nem tem margem de reflexão interpretativa da lei,para executar uma solução evolutiva,e isto,face às apostas no direito legal,por parte do grupo associado ao Banif,proprietário daquele espaço comercial.
Resumindo,e não sei se baralhando,nem a reconhecida habilidade interpretativa do atual presidente da Câmara da Figueira,confere capacidade para desmembrar um processo que simplesmente está bloqueado,ou melhor,parado,e à espera que o proprietário resolva as suas crises,para depois,e sabe-se lá quando e como,possa luzir uma estrela que ilumine um sonho que já foi sonho,se tornou em pesadelo,e agora se tenta reabilitar numa ambição ao qual o mofo não será problema para quem não pesca o Rio Mondego,não se perde com a Praia da Figueira,e pouco se entusiasma com as vistas da Serra da Boa Viagem.
Mas enfim,isso são contas de outro rosário,que com o tempo se destrinçará na revelação da perfeita colonização que estão a fazer desde há muito à nossa terra,e onde figuras que a simbolizavam,não resistiram à força do euro,num trajeto de decadência moral,bem à imagem de uma comunidade Europeia,que caminha para o perfeito colapso social.
Divagando agora um pouco,e em volta de mais umas quantas casualidades de vida,quem sabe se o negócio amigo entre o Banif e o Santander,alarga vistas ao Edifício o Trabalho,onde se um é proprietário falido,e os dois têm interesses nas ruínas da vergonha,e até quem sabe também,incentivados por misturas africanas,já tenham algum projeto solidificado para a ligação entre a frente ribeirinha,e o Bairro Novo,com benefícios para o comercio local,e onde a renovação do Mercado por parte dos espanhóis da S.José ,que em tempos substituiu os seus irmãos da Fadesa,possa luzir mais ainda,enquanto obra de insuspeito valor.
Bom,vamos esperar para ver,pois com uma dinâmica solucionada para aquela zona da Figueira,pode a proprietária do antigo prédio do gelo,que está bem "encostadinho" ao Mercado Eng.Silva,motivar o seu esposo a dar um salto de Angola a Portugal,e acabar com a vergonha em que este edifício também se encontra.

domingo, 10 de janeiro de 2016

És um gozão...



Gostas muito de brincar com "coisas sérias",na primeira parte dominas em toda a linha,atiras ao poste,treinas o guardião bracarense,e nos derradeiros 10 minutos "entregas o ouro ao bandido",ou melhor,penso eu que perdes toda a lucidez,sofres dois golos sem apelo nem agravo,e fazes Jesus reclamar com o que não mata morre...
Vais para o intervalo,e já se sentem as Águias e os Dragões a sobrevoar Alvalade como que escurecendo o teu destino,e tu com esse focinho gozão,voltas de novo ao relvado.
Arrastas o cinismo até aos derradeiros momentos,desenhando um esquema capaz,mas no momento do remate não és expedito,queres entrar com a bola pela baliza dentro,e satirizas com a teimosia,de certo esperando pela sorte que até ali te tinha faltado,mas com uma mãozinha "endiabrada"lá ganhas o impulso e pulas para aquilo que já muitos só vêem por um canudo,exímio o certifica Adrien Silva sem hipótse de defesa para Kritciuc(1-2).
Depois lá dás razão a quem ainda não esqueceu,Paulo Oliveira dá o mote e estoira cá de fora,Jefferson imita-o,e proporciona oportunismo a Montero que não perdoa,Patrício liga-se à história do jogo,e evita golo certo de Rafa,e com esta mudança de atitude,troça o sentido prático com mais um cruzamento a pedido de Slimani,que faz virar o jogo de pantanas.
Ó Leão,vai-te rir para o .......,não te esqueças que nem sempre encontras um Paulo Fonseca que se lembra de tirar os pontas de lança,e confia "em médios bandidos" para matar o jogo,como explicava o comentador da Sport Tv,que pelo tom e tipo de argumentos expressados antecipadamente já criava um mestre para a sua crónica final.
Gelson,Gelson,tem futuro,ai se tem...
CC

sábado, 9 de janeiro de 2016

História de um "reduto do Povo"...,



A construção do Mercado Municipal Eng.º Silva Guimarães, entre 1889 e 1892, veio responder às necessidades impostas pelo desenvolvimento portuário, comercial, industrial, e social (com o crescente afluxo de veraneantes), que se fizeram sentir no último quartel do século XIX (BORGES, 1991, p. 8). 

Na realidade, esta centúria ficou marcada, na Figueira da Foz, por uma conjuntura de expansão populacional, com fortes reflexos urbanísticos. Um dos mais significativos foi a construção do Bairro Novo de Santa Catarina, que organizou toda uma área da cidade, e cuja iniciativa se deve à Companhia Edificadora Figueirense, fundada em 1861 por Francisco Maria Pereira da Silva, que havia vindo para a Figueira da Foz com o objectivo de desenhar a carta hidrográfica do porto, a fim de se proceder ao assoreamento da barra (GAMBINI, IPPAR/DRC, Processo de Classificação, 2002). 

Foi exactamente no aterro criado por este assoreamento que se ergueu o novo mercado, cuja designação é uma homenagem da cidade ao engenheiro responsável por tão importantes obras. O início do processo de construção do mercado teve lugar em 1889: na sessão camarária de 5 de Junho debateu-se a questão e em Agosto já se encontrava disponibilizado o montante para as fundações do edifício (IDEM). 



O imóvel foi inaugurado em 24 de Junho de 1892, e a concessão cedida primeiro a Guilherme Mesquita e, logo depois, à Companhia Progresso Figueirense, que a conservou durante 85 anos. Em 1977 a exploração do Mercado passou para a competência da Câmara Municipal.
A sério?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Lopetegui e Slimani,ou o destino marca a hora...

Custcruz(03/01/2016)
Em remate final,acredito que Lopetegui vai em breve ver lenços azuis no meio dos brancos,e desta vez mesmo a mando do Pinto da Costa,e que Slimani,num curto espaço de tempo,poderá ser mais um motivo para Bruno Carvalho anunciar uma grande negociata.
Ou não,quem sabe!!
(07/01/2016)
A notícia é divulgada pela A Bola TV, que afirma que o Crystal Palace estará a ponderar pagar ao Sporting 30 milhões de euros por Slimani, o valor inscrito na cláusula de rescisão do avançado.
Lopetegui já não é treinador do FC Porto
07 DE JANEIRO DE 2016
A imprensa espanhola diz que o técnico já não é o treinador dos dragões. O FC Porto despediu o espanhol que tinha contrato até 2017. A TSF sabe que Luís Castro, treinador do FC Porto B, estará aos comandos da equipa na próxima partida frente ao Boavista.

Não,não sou bruxo...por vezes só me engano,nada mais do que isso....

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Prisão perpétua para este tipo já!!!


O maior desastre de um sistema político,é quando a Justiça que o devia zelar,se perde em teorias interpretativas que se desviam da razão,e apenas embalam as verdades convenientes.
Em outros tempos,era a Amália e o Eusébio,que corporizavam as tão providenciais manobras de diversão social,de um povão que distraído adormece em paz,e ainda que de novo acorde em sobressalto,repete o ritual vezes sem conta,desviando-se das causas,e caindo na distração do momento.
Sobre a lei dos piropos,desculpem lá senhores juristas,mas ainda quero ver como irão lidar com a subjetividade "da coisa"...
Olhem,deixem mas é que vos confidencie "algo",preocupado estou mesmo...é com o futuro do meu País...


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Mercado da Figueira "encalhado" em areias artificiais...



A vergonha continua,em pouco mais de dois anos após a inauguração do espaço tradicional Mercado Engenheiro Silva,vai este reduto do povo somando rombos uns atrás dos outros,traduzidos em atos de gestão danosa,e por isso perfeitamente inadequados a uma estratégia adotada para a sua sustentabilidade futura,criando-se debandadas previsíveis de quem parece revela apenas interesse em cumprir preceitos quiçá obscuros,ou no minimo ilógicos,e isto face a comportamentos surrealistas para os tempos que se vão vivendo.

Será normal,que uma concessionária já idosa,que explorava à longos anos um espaço exterior,e outro interior,tenha abdicado de um,e ficado com o outro no interior do mercado,atulhando-o com artigos degradados,e mantendo-o praticamente encerrado durante estes tais dois anos e meio,mantendo pressupostamente o seu pagamento,e oferecendo assim de forma benemérita à Câmara Municipal,um valor arredondado de dois mil e quatrocentos euros?
Face ao regulamento em vigor,será aceitável,que se venha a assistir por parte dos serviços camarários,a pressões aterrorizantes para presença assídua de concessionários que têm direitos adquiridos na sua atividade profissional,e que nunca falharam com as suas obrigações,e ao invés a dita senhora,só agora,e passado todo este tempo,lhe exigiram o que aos outros tem sido uma constante,e numa postura descriminatória?
Será humano,e justo,que se confronte produtores idosos em obrigações fiscais que de todo desconhecem,e assim,sem qualquer esforço pedagógico e de ajuda,lhes reservem apenas o incentivo natural de abandonarem uma mais valia para as suas miseráveis reformas?



Que interpretação se pode dar,a ações de contacto pessoal com outros concessionários também de idade avançada,e onde se sugere o abandono dos seus espaços?

O que aconteceu a uma preponente comercial para o primeiro piso,que depois de analisar em pormenor,arquitetar ideias,e executar um projeto com custos significativos e conclusivos quanto à sua intenção,tenha deixado evaporar este sonho como que por encantamento?

O que significará "a casualidade",de no tempo da abertura do concurso para esse restaurante comparticipado com fundos comunitários no primeiro piso,tenha proliferado nos mais variados meios de comunicação,um outro interesse idêntico e paralelo,em terrenos administrados pelo Instituto Portuário,e em frente ao Mercado da Figueira?
Que dança de "abre porta e fecha porta",por parte da Figueira Parques,é aquela que todos assistimos à meses,também no primeiro piso,e que não cumpre a palavra já tão badalada do senhor Presidente da Câmara,na concretização de obras para um serviço que pode beneficiar o espaço?

Por hoje,apenas aqui deixo um "lamiré"de uma realidade que vai colocando em causa um Mercado que já foi de privados,e o deixou de ser,mas ou muito me engano,continuam sonhos maquiavélicos para o travestir entre uma coisa e outra.
Mas sobre isso,a ver vamos...

"Viver,e jogar nos limites,pode ter um preço demasiado alto..."
Pois pode,mas ainda está para se saber qual é o preço,e quem o vai pagar...

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Qualquer dia acredito que tem "a sua verdade"...


custodio nogueira da cruz custodio cruz
Trabalha em conta propria
Frequentou Escola Dr.Joaquim de Carvalho da Figueira da Foz
Vive em Figueira da Foz, Portugal
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O coro dos hipócritas...

No meio da verdade de cada um,sempre existe o algo de questionável,mas quando a essência da mensagem faz constatar tantas realidades presentes,só os coros hipócritas rebatem o todo dos murmúrios dos defuntos.
Custcruz

Sem generalizar...claro...pois para alicerçar o esforço hipócrita...sempre terá que existir alguém que a motive...
cnc

domingo, 3 de janeiro de 2016

Em mais um Derby,o Leão vence o Dragão,e quem sabe...Slimani e Lopetegui poderão "voar" nos próximos tempos...


Em mais um Derby,o Leão vence o Dragão,crescendo no jogo numa proporção que lhe poderia ter dado um resultado bem mais volumoso,estorvando os postes,para que os portistas mais mágoas não levassem de regresso ao Norte.
A vitória do Sporting,trás consigo uma primeira parte,onde com uma "entrada de leão",cedo se percebeu que o F.C.Porto de Lopetegui,mais não trazia do que os argumentos espetantes de uma equipa que se expunha apenas a jogar no erro,o que na verdade é muito pouco para a dimensão do sonho que acompanha desde há muito o clube da dita cidade invicta.
Ainda que por mim,hoje em dia pouco "vá ao futebol",ainda assim e de quando vez o vício vence o meu desencanto,e desde a última vez que foquei os olhos nos verdes de alvalade,ficou-me na retina,alguns desajustamentos ao nível do meio campo,onde como hoje,se traduziram numa ligação deficiente na cobertura defensiva,com um recuo demasiado no ataque ao homem da bola,provocando riscos e instabilidades no ultimo ultimo terço,que bem poderiam ser evitados com uma predisposição mais capaz quer ao nível emocional e posicional.
Aos argumentos que exponho,sempre gosto de lhes completar o desenho com evidências práticas,e por aí,ajuda-me Rui Patrício,que perante o codicioso Aboubakar ,e com uma saída a preceito fora da área,e uma mancha arrebatadora para cá da pequena área,evitou a descaracterização de um prélio onde os verde e brancos se revelavam ainda assim mais motivados,até porque sob a batuta da grande revelação Slimani,cada vez que investiam à baliza de Casillas,ameaçavam numa vantagem no marcador,que haveria de ser concretizada pelo Argelino,fruto de um lance espetacular,onde ao cruzamento com peso e medida de Jefferson,este correspondeu na perfeição de um cabeceamento possante e colocado.
Surge a segunda parte,o Sporting corrige algumas posturas,e passa definitivamente a comandar o desafio,expressando esta supremacia com os exemplos dos dois remates estrondosos aos postes de Slimani e Adrien Silva,lançando no entanto o susto do preságio de que "quem não mata morre",onde só mais um rasgo de talento do enorme Slimani,aos 85 minutos,matou definitivamente aquilo que seria uma enorme injustiça,e que deste feita não vingou para contrariar o merecimento de quem mais fez por isso. 
Quanto ao árbitro Hugo Miguel,e os seus assistentes Hernâni Fernandes e Bruno Trindade,digamos que "amarelaram" em demasia um confronto,ora porque o árbitro principal ás tantas se perdeu em critérios disciplinares exagerados,ou ainda porque os auxiliares "se atrapalharam" com as defesas em linha,e tanto acertavam,como falhavam nas decisões.
Em remate final,acredito que Lopetegui vai em breve ver lenços azuis no meio dos brancos,e desta vez mesmo a mando do Pinto da Costa,e que Slimani,num curto espaço de tempo,poderá ser mais um motivo para Bruno Carvalho anunciar uma grande negociata.
Ou não,quem sabe!!


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Ano novo, nova vida...



Só as memórias vão ficar,
entrelaçadas nas cores que ilustraram os anseios ou as decepções precipitadas,
moldadas na intensidade com que agora libertam o arrepio de quem lágrimas tombou,
ou sorrisos soltou,
na certeza de que o que lá vai,lá vai,
e só já pode voltar,
na vontade com que o sonho sempre pode renovar a luz de uma esperança que floresce a cada momento...

Ano novo,
nova vida,
desafios perdidos e achados em novas ilusões,
destinos cintilando em mesclas brilhantes,
certezas rodeadas em dúvidas por conquistar,
perspetivas desenhadas em um só sentido,
 mas vividas em trilhos múltiplos e tons vários...

Foi-se 2015,
chegou 2016...

Um bom ano também para ti...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Natal, é família...


Natal,
 é família,
toda a que nos preenche,
e desde sempre nos acompanhou na aventura da vida.
Uns de sangue,
e outros nem tanto,
uns mais perto,
e outros agora mais longe,
uns mais presentes,
e outros então mais distantes,
mas sempre entrelaçados em brilhos que fazem cintilar a luz do coração...

O tempo passa,
e as histórias dos cruzamentos felizes estão vinculados à vida,
cada chama suporta-se na alma que a criou,
cada sentimento balança no arrepio dos olhares nostálgicos...

Cada gota de cera,
une as lágrimas de um amor profundo,
de uma amizade inesquecível,
ou ainda de uma afinidade conjugada no bem,
naquele bem,
que a quem nós o desejamos,
o possa abraçar a sorrir,
alimentando o sonho que nos uniu...

Tu que tens a coragem de medir os meus passos,
e de te enrolares na razão,
aqueles que em silêncio me acompanham,
e contidos calculam a expressão,
ou os outros que apenas sorriem,
presos pelo coração...

São o muito que preciso,
para que me entenda a mim próprio,
e nunca vos possa esquecer...

Um Bom Natal,
na paz de uma família,
que quem sabe é maior do que pensamos...


Custódio Cruz

sábado, 19 de dezembro de 2015

ID PORTUGAL...A dinâmica aliada a boas causas...

ID PORTUGAL
Um «Natal Bem Bom» na CASA Figueira da Foz!
Nesta quadra natalícia a ID PORTUGAL e a «BemBoas-Gourmet de Comer à Mão» uniram esforços e vão proporcionar aos socialmente mais desfavorecidos um Natal mais feliz, repleto de muito amor e recheado com muita solidariedade. Desta forma, estamos a desenvolver o evento «Natal Bem Bom», que terá lugar dia 24 de Dezembro, pelas 13h30 no Centro de Apoio ao Sem Abrigo - CASA Figueira da Foz.
Porque só juntos poderemos fazer a diferença, contamos com a solidariedade de todos para proporcionarmos um Natal mais feliz. Para tal, necessitamos da vossa colaboração para a confecção do almoço e lanche.
Nos dias 21 e 22 de Dezembro, nos escritórios da ID PORTUGAL (Rua Diogo Cão, nº40 3080-318 Buarcos, Figueira da Foz), das 09h00 às 18h00 estaremos de portas abertas para receber alimentos, roupa, calçado, agasalhos e todos os bens de primeira necessidade que irão fazer a diferença neste Natal.
Para o desenvolvimento do «Natal Bem Bom» contamos com o apoio de várias entidades. Entre outras, da Sagres - Cervejaria, Marisqueira e GrillNB Club Figueira,PETiT StreetWear.
Faça também parte deste evento e dê o melhor de si aos que mais precisam, proporcionando-lhes um «Natal Bem Bom».
Para mais informações contacte: 910134869, 933466978 ou 233 425 128
ID PORTUGAL - VALOR ÀS IDEIAS
www.id-portugal.com

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O carisma não se conquista,sonha-se...


É durante a vida que os alaridos se espalham,
e se confrontam em certezas que nunca o são,
porque para além destas,
há e sempre haverá mais de que um sonho,
que se expõe aos quatro cantos do mundo,
e levita em segredos que nascem na coragem de se ser quem é...


Custcruz

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Um dia é um dia,a saudade é eterna...



É nos silêncios da vida que te rencontro,
entre quadrantes profundos soletro a saudade...
Os teus olhares não se dissiparam no horizonte,
e a tua alma vagueia solta e firme como a luz da lua...

Abraças-me num sopro de vento infinito,
assobiando num chamamento cruzado de amor,
circundas os limites dos meus lamentos,
lembrando a lição que nunca se deve esquecer...

Viver é galgar as sombras,
e voar em direção ao sonho,
adormecer e acordar sem querer,
e não cair no pesadelo medonho...

Com coragem enfrentar o mundo,
com humildade contornar o mal,
em cada passo escrever um caminho,
que não envergonhe quem por lá volte a passar...

Foste-te tu meu Pai,
sou eu teu filho,
que assim nos queremos relembrar,
mesmo que por entre uma névoa perdida,
algo de nós se possa alcançar...

Custódio Cruz

domingo, 13 de dezembro de 2015

ACIF e Município de mãos dadas,em tempo de Natal...





Continua a decorrer no saudoso Jardim da zona ribeirinha da Figueira da Foz,uma iniciativa tão valorosa quanto envolta num sentimento nostálgico,por emoções de outros tempos,que ainda que por ali se não tenham afirmado só sob a chancela do Pai Natal,muito mais e por outros motivos catapultava aquela zona da cidade num atrativo que só as crianças o sabiam viver,e os adultos de bom senso e humanismo,respeitavam na ordem obrigatória da preservação emocional a que elas tinham,e deverão sempre ter direito.
Com este evento,reedita-se de novo aquele reboliço de gente,na procura de uma maior aproximação ao sonho,que satisfaça quem anseia tocar a felicidade,e conhecer "os sabores" a que a mente se expõe,e o desejo concretiza.
Com o Mercado Engenheiro Silva ali ao lado,até ouve da parte dos concessionários das lojas exteriores um envolvimento pertinente à ocasião,e se no que concerne ao todo do espaço,não deixa de haver vontade para mais,espera-se de quem de direito,e num mínimo,uma atitude de alargamento de horário de funcionamento,que vá ao encontro do que para além de ser habitual para a época,se conjugue no êxito  que faça cintilar "um canto da nossa Figueira",que tão punido tem sido por "jogos económicos",enquanto razão direta para o assassinato do Jardim Municipal, e desertificação da ala que beija o Rio Mondego.

Feliz Natal

Jardim do Natal
2015-12-01

Jardim do Natal surge do desenvolvimento do projeto da Praça do Natal, realizada em 2014 na Praça 8 de Maio pela ACIFF. O projeto para 2015 foi mais ambicioso o que levou à necessidade de mudança de localização, optando-se pelo Jardim Municipal.

Jardim do Natal será composto por 9 espaços nos quais vamos acolher: a Casinha do Pai Natal; a Casinha do Jardim; a Casinha das Artes; a Casinha dos Abraços (angariação de brinquedos); duas Casinhas das Travessuras pela KidArte, com face-paiting, balões de moldar e um simulador de kart; duas Casinhas dos Sabores (licores, produtos endógenos e outros relacionados com a quadra natalícia); e a Casinha das Doçuras (pipocas e outros doces).

A Casinha dos Abraços é um espaço que vai dedicar-se a ações sociais e de solidariedade. Até ao dia 20 de dezembro vai angariar brinquedos que vão ser oferecidos a instituições locais. Quanto maior a participação do público, mais crianças conseguiremos fazer sorrir. Por isso, apelamos a que visite o Jardim do Natal e colabore nesta iniciativa.

Jardim do Natal vai receber o Presépio dos Bombeiros Municipais, que prontamente aceitaram o convite para fazer sair fora de portas o seu tradicional Presépio, que todos os anos é visitado por centenas de pessoas. O Presépio vai ser construído em parceria com a Associação de Modelismo Centro de Portugal e vai ter muitas novidades!
  • Um carrossel;
  • um insuflável;
  • Espaços dedicados às artes para crianças, com ateliers de pintura e origami, dinamizados pela AAAGP e pela MAGENTA;
  • Farturas;
  • Castanhas;
  • Animação musical e teatro dinamizados por diversas coletividades do concelho;
  • Leitura de Contos de Natal pela Editora Bruaá (figueirense);
  • Desporto com a participação do Tennis Club da Figueira da Foz.

Estas são algumas das iniciativas que integram o programa do Jardim do Natal.

A gaiola do Jardim foi reabilitada e vai ser a nova casa de algumas espécies de aves cedidas pelo Clube Ornitófilo da Figueira da Foz.

O Jardim do Natal tem entrada livre e vai funcionar todos os dias das 10H00 às 18H00 com a presença do Pai Natal.

A Casinhas dos Sabores - produtos endógenos, vai apenas estar aberta aos fins-de-semana, feriado (08 dez.), e de 21 a 24 (manhã).


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Nunca sintas o que eu sinto?


A tradução da minha alma...

Não consigo,
não sou capaz,
sinto demasiados suores com a máscara,
prendem-se-me as pálpebras na limitação do espaço,
encaixam-se-me as pestanas em uma só saída,
ofuscam-se os brilhos que nos espevitam os sentidos,
cola-se a face a um limite que o é mesmo,
e não deixa desfrutar da refrescante brisa da vida...

Por aqui testo a vontade de encontrar uma paz prometida,
mas ouço murmúrios ao longe de um amontoado sem destino,
sopro exausto,
e despedaçado na alma,
não resisto,
libertando uma lágrima de raiva por um mundo que tanto se desvia do encanto do sonho...

Revolto-me,
e destruo as costuras do fato,
dou impulso aos braços e reviro o capuz da escuridão,
faço quebrar o elástico,
e arrepio me na dor que o soltou,
anicho-me em um só,
e ergo-me de novo perante a luz do sol...

O instinto não me larga,
e eu não tenho vontade de o deixar,
a felicidade não se apaga,
ainda que cobre alto por cada trilho deste mundo,
não rio todos os dias,
mas sorrio a qualquer momento,
numa contradição entre o querer e o não saber para onde vou...

Eu não sou poeta do tempo,
e nem escrevo páginas com a mestria dos iluminados,
apenas me inspiro nos arrepios de uma liberdade,
que me empele em direção a um horizonte que abrace a pureza dos meus sentimentos...

Custcruz

sábado, 5 de dezembro de 2015

No Mercado da Figueira...até sempre,ou talvez não...



Fiz tudo por vós,porque não vivo dissociado do mundo,e sei,como todos sabem,a forma como hoje se acautela o trajeto para quem caminha para as derradeiras aventuras de vida,esquecendo-se e desprezando-se em absoluto as vossas valorosas histórias,feitas de muito sofrimento,de muito esforço,e dos enormes méritos que ainda hoje catapultam imensos clientes do Mercado da Figueira na vossa procura.
Na verdade,meus amigos,o mundo mudou,e os números que traduzem as vossas reformas estão simetricamente projetadas à perda de valores com que se aceleram destinos,e por isso mais vos admiro,pela coragem e pela fé,com que ainda que na procura de um acréscimo que vos auxilie,e dignifique na "reta final",não deixem de ajudar e cimentar o sonho de que o nosso espaço histórico nunca acabe.
Lembrem-se,quando em função das obras de Requalificação,e na mudança para o Parque das Gaivotas,que não havia lugares definidos para a vossa continuidade,e aí,lutou-se,vocês não desistiram,e na sequência tudo mudou,e até as balanças acabaram por lá ficar enquanto garante sonhador de que os produtores do Mercado ainda não iriam acabar.
No regresso,voltaram a surgir dúvidas,e em sede própria,ouve comprometimentos pessoais e oficiais para que não se esquecessem de vós,e as expetativas cresceram num planeamento sustentado em um apoio ajustado á vossa condição humana,que não prima naturalmente pelo conhecimento consciencializador das novas regras,e que se deixaram "em banho maria" durante dois anos e meio, avançando agora fora de tempo,e num efeito choque,que só vos poderá tentar fazer desistir.
Os números de ocupação do Mercado,são coloridos com realidades como esta,onde à minima pressão,tremem de alto a baixo,e em direção a uma desertificação que num espaço curto colocará em causa as palavras bonitas dos comunicados,e dará consistência a instabilidades onde sob justificações de eventuais despesas acrescidas,se passará a pressão aos que sobram,num desafio à resistência na continuidade,e isto já depois dos aumentos exorbitantes a quando do regresso em 2013.
Se há novas propostas para os espaços desocupados?
Haver há,só que o Regulamento não deixa,como deixou desde sempre,e nomeadamente nos últimos seis anos,e mais,a quem deixa,tem que esperar por uma ocasião,e sob um rigor de exigências que desmoralizam qualquer um.
Amigos e colegas Produtores do Mercado,como não vos foi nem explicado,nem orientado,nem ajudado,a saber o que querem de vós,unam-se num só,e vão ali ao lado perguntar aquilo que no desconhecimento de quem vos pede o que quer que seja,mais parecem não estar interessados em saber e fazer saber...


Mercado Engenheiro Silva,sempre e para sempre !!!!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Mercado da Figueira,e a tradução fiel dos seus números e realidades...





Já para mim e num futuro muito próximo,a tradução fiel destes números aqui apresentados serão desmistificados pela verdade,por uma verdade que por ser do tal futuro próximo...não se vislumbra por agora,mas na continuidade do destino da vida,abalarão uns tantos,e se como a tudo o que é luz dos nossos olhos,não lhe amputarmos os impulsos rejuvenescedores,continuarão "os flaches cintilantes"a iluminar o virtuosismo dos seus distintos caminhos.

Mediante a realidade projetada na sombra,também a explicação vai ser previsível,os jovens não querem,os jovens não gostam,e o que está a dar é colocar aqui,a musica,os comes e bebes,e enfim,socializar com a muita população que Figueira tem de Outubro a Maio,assim como no Mercado da Ribeira em Lisboa,não sei se estão a ver...

De resto,a utopia dos sonhos intervalará enquanto desgraça,pois quando uma mais valia não é bem ponderada e se alicerça em vaidades repetidas,vende-se um passado de glória,e compra-se um futuro tão igual a tudo aquilo que tem apagado a Cidade da Praia da Claridade.
Quanto aos jovens,o que não falta neste espaço são clientes de "mochilas às costas",deslumbrados pelo rio,pelo mar,ou pela serra,ou pelo encanto com que o horizonte nos abraça.
Ainda que,coitados,se por exemplo quiserem fazer uso do WiFi,ou tentam adivinhar a senha,ou caso contrário contarão com a preocupação de "um mau da fita" que a seu custo vai tirar fotocópias,e colocá-las no sitio de onde misteriosamente são retiradas,ainda que enfim,se as "ocorrências" fossem apenas deste tipo,ainda o mau era menos,e o brilho de uma obra com méritos firmados,não deixaria dúvidas quanto ao destino para o qual se concretizou.
Já quanto à importância sócio-cultural deste espaço,todos os que sentem a Figueira de alma e coração se orgulham do Mercado Eng.Silva,mas como tudo o que é belo também é cobiçado,e nos tempos que correm,o melhor será estar atento "a sombras e passos" que o possam ofuscar,ou quiçá,até fazer evaporar na essência identificativa com que hoje o faz restar como "o último reduto da povo" da nossa terra.

Custcruz

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mercado da Figueira na mira de um "regulamento armadilhado",e não só,mas também...


Em pouco mais de dois anos após a Requalificação do Mercado da Figueira,intensificam-se "ataques" em forma de gestão danosa por parte da Câmara Municipal,com reflexos notórios para uma provável intenção inaceitável para com quem sinta a nossa terra,e defenda este espaço tradicional e histórico com o anseio de não o ver acabar em mãos de "velhos pretendentes" que o sonham  descaracterizado,e aniquilado na verdadeira acepção da palavra.
Aos primeiros e legítimos defensores que o deveriam proteger dos "ataques cerrados" a que está a ser alvo,apelo e já em desespero de causa,para que num esforço de reflexão coletiva se abeirem e identifiquem das razões deste Alerta Vermelho,que em muito pouco tempo significará a desertificação desta "Sala de Visitas",como primeiro passo,mas decisivo na corporização,quiçá, de uma justificação há já muito arquitetada por alguns,de que o Mercado dê prejuízo,e que por isso,se deverá avançar para uma solução de "privatização do espaço",e mesmo que ainda que legalmente inconsistente,não deixará de haver por aí,protagonistas especializados para se aventurarem no contorno de uma qualquer lei que lhes ofereça o campo da subjetividade.
É muito grave pensar-se,e passar-se para a opinião pública por "bonecos sem rosto",que regulamentos anulam outros regulamentos anteriores,e isto em determinadas matérias,pois que no minimo das suas valências jurídicas,estão sujeitos ao respeito por direitos adquiridos que por prática ao logo dos anos,não poderão agora ser ultrapassados de ânimo leve,e dessa forma, numa atitude de perfeito desprezo pelo sentido de justiça.
Poderia aqui enumerar factos sobre factos,que sustentam esta preocupação enquanto futuro negro que se antevê para os concessionários,e para o Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz,mas vou reservar-me agora na especificação,no intuito de numa próxima reunião de Câmara com intervenção do público,e mesmo que previsivelmente por lá esteja sozinho,o possa revelar de forma frontal,séria,e no exercício dos direitos democráticos que como cidadão espero não ser limitado,ainda que pelos "mentideros do nosso burgo" "se apregoe" o quanto dois mandatos seguidos e uma maioria têm mudado "a prática das coisas".
Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz,sempre e para sempre!!!