Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Momento mágico...






Depois de uma partida,o regresso,com direito a Taça,e tudo mais...

Olho para os caminhos que já percorri,e cada vez mais os "maus momentos" se diluem na certeza do que de bom me amparou na sorte de ter encontrado seres humanos tão presentes na minha história de vida...

Lembrar cada um destes meninos,é confrontar a memória com as trajetórias que hoje os alicerçam como homens,e neles sentir em cada oportunidade de cruzamento,o sentido de justiça com que raramente sou "premiado" pelos "pavões do futebol".
Ter nos Senhores Tó Valadas e Bento,o apoio para este regresso à Naval,foi a cereja no topo,de um sonho que me fez regressar a casa,e me haveria de ligar mais ainda ao meu clube do coração.
Obrigado a todos,e tenham como certo que jamais vos esquecerei...

CNC

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Jean-Claude Juncker ,recuar para salvar a pele...



Estas figurinhas não têm pejo nem vergonha em trocar de máscara consoante as circunstâncias,quando o desespero está a tomar conta agora de uma maioria alargada,descobrem o quanto os seus roubos não chegam para se sentirem seguros,e aí,nada melhor que copiar a atitude dos humildes,e tentar navegar em terra firme com o perdão,e aqui sim,da humildade inocente de quem é sério e tem valores de tal maneira flexíveis que aceita que o circo continue com os palhaços a darem espetáculo nas horas mais convenientes... 

Pecámos contra a dignidade dos povos, na Grécia e em Portugal
O Presidente da Comissão Europeia fez esta quarta-feira um ‘mea culpa’ por causa das políticas de austeridade seguidas em países como Grécia, Portugal ou Irlanda. O sucessor de Durão Barroso disse ainda que é preciso retirar "as lições da história e não repetir os mesmos erros".
POLÍTICA
Pecámos contra a dignidade dos povos, na Grécia e em Portugal
Reuters
Jean-Claude Juncker assumiu esta quarta-feira que foram cometidos 'excessos' com os pedidos feitas aos países sob auxílio financeiro da troika.
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"Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia e em Portugal e muitas vezes na Irlanda", reconheceu Jean-Claude Juncker, numa declaração citada pelo site EuropaPress.
"Eu era presidente do Eurogrupo, e pareço estúpido em dizer isto, mas há que retirar as lições da história e não repetir os mesmos erros", admitiu, fazendo ‘mea culpa’ pelos passos seguidos no ajustamento destes países.
Numa altura em que por causa da eleição do novo Governo grego se fala na possível extinção da ‘organização’ troika, Juncker defendeu que é, de facto, preciso rever o modelo.
"A troika é pouco democrática, falta-lhe legitimidade e devemos revê-la quando chegar o momento", declarou, em Bruxelas, no Comité Económico e Social Europeu, o Presidente da Comissão Europeia.
Apesar de pretender alterar este modelo, considera o responsável europeu que o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia devem manter-se na sua estrutura, sempre que for necessária uma intervenção num país europeu.
Apesar das suas críticas tecidas à troika, Juncker fez questão de referir que as suas declarações "nada devem à necessidade de consolidar no curto, médio e longo prazo as nossas finanças públicas, porque não podemos viver às custas das futuras gerações" nem à "necessidade de empreender reformas estruturais que aumentem o potencial de crescimento da Europa".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Assunto sério...

Poucos se importam...mas é um pouco de nós que acabou...
Assim vai o mundo,ou não vai...ou melhor...vai caminhando para um fim a que faltará saber quem vai assistir...

Foi-se o Leopardo Nublado,
mas os Burros continuam por aí,
e sendo assim,
tass bem...

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Não concordo...


O amor acontece quando desistimos de ser perfeitos?



Nada mais errado,
a perfeição não existe,
e o amor impulsiona-nos para essa mesma ilusão,
amar é cruzarmo-nos com a quase perfeição dos nossos anseios,
e só acreditando e nunca se desistindo,
se pode alimentar esse estado mágico da alma...

Custódio Cruz

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Surpresa!!!


Surpresa,
o sentimento que catapulta a realidade,
vai e volta em uma ilusão,
apaga e acende no que é e não pode ser,
mas cintila forte naquilo que sempre foi...

É uma dança de emoções,

onde o que se pensa nunca tem fim,
e o que se sente não se esconde...
CNC

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O bem e o mal,o breu e a luz...




Mais do que nunca é na terra que Deus é preciso,é por aqui por este planeta que as discrepâncias entre o bem e o mal têm "precipitado" mais pesadelos do que sonhos para os mais desfavorecidos,e se os mensageiros religiosos são uma extensão da fé,é com coragem e devoção que se devem aproximar dos que cada vez mais vêem longe o sinal da esperança.
Elogio este destemido e valoroso gesto do Papa Francesco,porque não tendo levado consigo os bens materiais que aquela gente de certo bem precisaria,espalhou no entanto mais uma vez ao mundo o brilho de uma luz que aproxime e não afaste os homens da essência a que todos pertencem,onde nenhum deve adicar de viver com o próximo,e de se preocupar com o meio que nos embala para uma vida que nunca se sabe quando é que acaba.
De resto,e para além disso,será sempre a fé que nos fará caminhar,e este é o maior ensinamento para quem quer procurar e receber como graça a profecia do bem.

Custódio Cruz


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Isto é Futebol !!


Desta feita,não foi preciso nenhum avançado para assinar a conquista dos virtuosismos coletivos...

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Corredor da morte ?

Foto L.P.


Com as novas obras de revitalização do Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz,abriu-se um enorme corredor que liga a Zona Ribeirinha ao Bairro Novo.Amplo,luminoso,e bem demarcado,revela os preciosismos com que uma engenharia cuidada pode motivar passos que não se percam em becos,e se direcionem retilíneos para uma passadeira da fama,que se liga na perfeição de um espaço mais abrangente,mas que não deixa solucionada a equação com que no futuro almas e tradições possam ou não bater em seu sítio.
O mundo foi,é, e será sempre um palco interpretativo de exercícios de uma enorme competição de mentalidades,umas mais abertas,outras mais egocêntricas,e outras mesmo viciadamente maquiavélicas,que limitadas nas sua intelectualidade existencial,se revelam mesmo como as mais nocivas ao bem comum,e pior do que isso,destruidoras do vínculo cultural que nunca se pode ignorar enquanto embrião de uma alma que quase só quem por cá nasceu,ou se enamorou,se contagia no sentimento único de ser Figueirense.
O Mercado da Figueira,tem uma história tão longa quanto esclarecedora nas vicissitudes em que à naturalidade dos seus encantos,se arquitetaram desde de sempre sombrias intenções de aniquilamento puro e simples,por repúdio a um estrato social barulhento,mal vestido,e pouco formal,longe de uma realidade mais cool e hippy-chique,e que se coadune num "gourmet"  de vaidades apetecíveis ao feedback da distinção hipócrita.
Não quero com esta visão objectiva,perder-me no erro que me assemelhe aos prevaricadores,porque afinal de contas,também gosto do silêncio,e mesmo de falar baixinho e escolher as palavras num preceito que intervale olhares cuidados entre gente cautelosa,deliciar-me com posturas a que não me escape os pormenores que se tentem esconder,e assim estimular a indiscrição da mente,em favor das escolhas que mais se ajustarem a uma manhã,tarde,ou noite bem passada.
O tempo também passa,e nem sempre o que parece é,um espaço inaugurado à menos de dois anos,e agora com condições estruturais melhoradas, já é alvo de insinuações de um enfraquecimento que pontualmente até nem é real,mas que incompreensívelmente caminha para esse objetivo,nas razões diretas com que não se acautela,não se projeta,e se encaminha com opções muito discutíveis e estranhas,a uma gestão de acordo com os princípios que deviam objetar a aplicação de uma estratégia equilibrada nos pressupostos que determinem uma evolução que lhe exclua os negativismos do vício,e lhe precipite o desafio das mais valias do tempo.
Quais são as verdades que marcam a atualidade do Mercado da Figueira?
Recolha aqui algumas,ora captando-as na objectividade das palavras,ora deduzindo na intenção das frases,e aposto pela certa,que até os seres distintos conseguirão aproveitar um fio à miada que lhes não é nem pouco mais ou menos estranho,mas que se calhar,será melhor ignorar numa clara presunção estratégica,e quiçá,simular depreciativamente com um sorriso intelectualizado.
Mais vírgula,menos vírgula,aqui me fico por hoje,na certeza porém de que ninguém me calará,como aliás já o tentaram com ações que hoje colocam em causa muitos na degradada democracia do nosso País.
Até à próxima.

Custódio Cruz

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Somos um País de mansos,mas até quando?



Grande exemplo!!

Vamos encostar estes pseudo-políticos "contra a parede"... Medo de quê? Das exéquias fúnebres? Como podemos andar nas mãos de meninos mimados que motivados foram para se safarem com uma carreira política,e que nem formação humana têm para perceber e sentir os dramas de quem têm a obrigação de acautelar da melhor maneira possível? 
São frios,cínicos,maquiavélicos,capazes de tudo por si próprios,e entre isso,por grupos económicos que mais não são que perfeitos terroristas que aniquilam o pobre para se fortalecer cada vez mais... Basta!!   
A postura do bicho prante o apelo desesperado!!!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Mas afinal quais são as verdades que marcam a actualidade do "Novo Mercado da Figueira"?



Preocupantes,mesmo muito preocupantes...
Mas olhem que não é por causa da crise,
ou melhor,
também é...
Até já,
................................................................................OK?


sábado, 31 de janeiro de 2015

Vidas difíceis...


No fio da navalha...



quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Um adeus prematuro...


Nascer sob gritos saudáveis,
crescer seduzido pela magia estonteante de uma bola redonda,
correr à velocidade com que os anseios se insinuam à paixão de quem verdadeiramente ama o futebol e a vida,
saltar de alma leve para brilhar como uma estrela,
rematar e fazer golo para explodir e fazer vibrar quem o acompanha,
ser feliz e fazer feliz quem com uma modalidade escreve tantas histórias para contar e nunca esquecer,
lembrar e nunca apagar de uma memória 
que ainda assim até faz soltar aquele sorriso de quem é agradecido com o que conquistou,
e por isso se assume como um enorme campeão...
É o mundo,
é a vida,
é o destino,
é Fernando Ricksen caído num labirinto de incidências imprevistas,
tal igual o futebol o é,
amparado na luz dos seus companheiros recusa abandonar de todo o palco dos sonhos,
entre lágrimas furtivas espalha a felicidade que desde sempre só naquele quadro de emoções encontrou para alimentar as suas firmes ilusões...
Hoje,
 deambula triste,
mas também feliz porque afinal não foi esquecido...

Custódio Cruz




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Momentos silenciosos...

Fotografia de Luis Pessoa


Também em fotografia as coisas simples ilustram uma enormidade de emoções,
preenchem vazios brilhantes,
e ligam o muito e o pouco que a vida nos oferece no todo.


Custódio Cruz

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Observando...


Ainda bem que nas reuniões da Câmara Municipal da Figueira da Foz se evidencia atenção para com o ultimo "reduto do povo",melhor ainda que, se entende a preocupação na defesa de um espaço para o qual não se deve olhar de forma leviana,mas mais do que isso,se preserve enquanto o pouco que a nossa terra tem para oferecer num âmbito que curiosamente hoje mais os políticos elegem como solução para a captação de verbas que possam engrossar o vazio dos cofres lusitanos.
O turismo,é um "filão" ao qual só quem tem capacidade de resposta também tem acesso ao êxito das suas mais valias,e se na pura das verdades,é ali que convergem todos os quantos nos visitam,e isto seja em que época for,por outro lado não será menos utópico que se possa vir a constatar no Jumbo,Pingo Doce,Inter-Marché,ou até no futuro Continente,disparos fotográficos que alimentem o desejo de quem procura através da história,locais onde ainda se afirmam presentes emoções sócio-culturais características dos verdadeiros Mercados Tradicionais.
Nesta ocasião,invocou-se a gestão,lançaram-se números,articularam-se respostas,comunicaram-se novidades,pressupôs-se uma estratégia,desenhou-se uma realidade,enfim,foram assumidas atitudes,lançaram-se expectativas,e agora é saber esperar pelos resultados.


sábado, 17 de janeiro de 2015

Diferença...



Passado é passado,
ainda que com brilho e luz própria,
desvanecem-se os gestos,
mas não se diluem os sentimentos,
apagam-se as ilusões,
mas não se esquecem as conquistas desfrutadas...

Viver e morrer,
criar e crescer,
sentir e nunca esquecer,
lembrar e voltar a escrever...

Palavras leva-as o vento,
quando o nada se aconchega ao vazio,
já os sonhos prenderam o tanto,
de tudo o que para cá da alma ficou...

Não foi o esforço que encantou os olhos de quem amou,
mas uma luz que iluminou aquele destino,
libertando pequenas estrelas de um feitiço,
que por o não ser tanto 
se parece com isso...

Amar,respeitar e chorar,
tributos múltiplos para um só momento,
que nos envolve e não os leva com o tempo...


Custódio Cruz

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O Charlie e os falsos profetas...


Ás boas intenções sempre as preferi observar com o tempo,o instinto das pessoas de bem converge naturalmente para reações vigorosamente solidárias e imediatas,mas no calor das emoções,sempre há quem por força de circunstancias viciadamente desenhadas,assuma um moralismo que não se coaduna com a realidade prática das suas vidas.
Nesta ocasião,manifestou-se "o rebanho",mas entre estes,piores há,os que são "os lobos" que nos seus habitats naturais elaboram a liberdade de expressão por linhas tortas,e pior do que isso,impõem-na num RADICALISMO traduzido em artifícios terroristas e não menos desumanos do que o dos desprezíveis assassinos da vida de quem quer que seja.
Se eu sou CHARLIE?
Se calhar sou,assumindo toda a dimensão da liberdade de expressão,retratando a prática do meu dia a dia,e mais do que isso,não pecando no débito para com a minha consciência.
Quantas das personalidades presentes em Paris,não influenciam e mexem com as mais profundas bases da liberdade e da verdadeira democracia?
Quantos fecham os olhos à luz,e deixam a escuridão tomar conta dos sonhos que brotam de modo puro e cristalino na vontade de cada um?
Por esta chacina provocada por loucos,já não era mau que a reflexão dos "profetas da verdade" coordenasse o sangramento e o cheiro nauseabundo de quem o suga no interesse parcializado e doentio,e numa demonstração de revitalização democrática,tivesse a coragem de desmistificar aquilo que já nem é insinuação aos olhos de ninguém.
E tudo isto,porque são muitos os que não querem ser só CHARLIE,mas muito mais do que isso,abraçar toda uma ação comunicativa onde se preencha um mundo iluminado pelo respeito entre os povos,alicerçando as filosofias e credos numa tolerância capaz de reduzir "o mundo dos loucos",e aí sim,controlar o tal extremismo emanado dos desequilíbrios mentais,mas também muito originados por fúteis e excessivas provocações,que só podem conduzir a atos onde "as pontas" se tocam,e electrizam os caminhos da PAZ.
Bom,entre tantos,também quero acreditar que alguns até ficarão com esta carapuça nas mãos.

Custódio Cruz

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Tirem este talento do mar...


Um abraço de um verdadeiro amigo,
o reconhecimento de quem sente,
o resgate por quem é capaz...

O sorriso grato pelas emoções divididas,
os gestos que iluminam um talento "perdido no mar",
o impulso que certifica a vontade de não o deixar perder...

Intenso,espigadote e de alma  grande,
astuto,criativo e desconcertante,
eis o sete dos sonhos adiados...

Observa mas não fala,
sente mas não conta,
explode mas não avisa,
brilha e ninguém o apaga...

Enrola-se na bola,
mas com "as pontas" nos bicos das chuteiras,
não perde o fio à miada,
e sorri tranquilo para as malhas do jogo...

Não sabe perder,
mas nunca desiste de ganhar,
quem lhe saiba "dar a volta",
com boa história fica para contar...

João Vasco,
um homem do mar,
mas com "o segredo" que o futebol tanto tenta encontrar...



Custódio Cruz

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Outros tempos...

E para além do mais também escrevia textos...
Hoje não me apetece,mesmo que até acerte mais nas "vírgulas"...
Amor,muito amor ao futebol e há minha terra,e se calhar é por isso que hoje não estou tão rico quanto me faria geito...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Recomeços...



Nunca o vazio me assustará,
porque é no meio do silêncio que melhor me preencho,
jamais desistirei de sonhar,
porque é do nada que se recomeça...

A imensidão arvora-se entre o tudo e esse nada,
aquele nada que até pode ser muito,
e o tudo que pode ser tão pouco...

É a ilusão que nos pode fazer perder,
é o que somos que nos pode fazer ganhar,
é o que queremos que nos pode surpreender...

Tu aí que de tão simples achas o que te digo,
aceita humildes estas minhas convicções,
e ainda que não te percas por tão pouco,
não excluas o que a partir daqui podes construir...

Não vivas como eu vivo,
mas não me apagues só por querer,
sem ti eu não sou nada,
mas sem mim não chegarias aqui...

Sorri,
se é essa a vontade que te assiste,
pois no vazio me preenchi,
e agora já não estou só...

Obrigado,
por me teres lido até ao fim...

Custódio Cruz

domingo, 21 de dezembro de 2014

Porque a vida é feita de recomeços...


Daqui para a frente,também o Natal nunca deixará de ser o que sempre foi,brilhará o amor para quem o sente em todos os dias do ano,resistirá cintilante a hipocrisia dos que mudam facilmente o ritmo das suas emoções,soltar-se-ão sorrisos onde a tolerância se assume como o gesto mágico que sugere a reflexão,prevalecerá o sonho de que depois de cada volta em torno do sol,o ser humano mais se aproxime de si próprio,e do que precisa para caminhar em conjugação com o seu semelhante.
A fé,alimentará a esperança de que as mãos dadas se somem firmes na intenção de espalhar a Paz no mundo.
A vida,é feita de recomeços,e eu desejo a todos os meus amigos e não só,que em alguma oportunidade façam uso da subtileza do perdão,para ajudar a conquistar a verdadeira essência da mensagem de Natal.

Um bom Natal,
para todos e sem excepção.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Caminhando...




Em silencio te recordo,
caminhando rumo ao horizonte imagino a tua presença a cada canto,
sei que por aqui vagueias,
por aqui nos observas,
mas escondes-te num destino ensombrado pela ausência dos alaridos doces...

Não seria por ti que assim o é,
mas são os sonhos que também assim o determinam,
a tudo nos aproximamos,
menos à força sentida de um abraço que nos faça reconhecer a alma...

Mesmo com asas para voar,
não quero desfazer o laço que se alonga para além da vida,
e ainda que hoje já saiba tudo o que me ensinaste,
continuo a não saber nada do que és capaz,
pois esse é o segredo que um Pai nunca revela...

Como foi bom ter um Pai,
ter alguém que liderou a nossa impetuosidade,
que manuseou  os nossos sentimentos,
que limou os princípios para os fins dos bons entendimentos...

Saudade,
é uma dor que se espalha à nossa volta,
e uma luz que nos espevita para longe do nosso alcance...

Amor, 
é a virgula que nos aproxima de quem queremos,
e o desejo,
 a frase que nos consola para sempre...

Amo-te PAI...

Custódio Cruz

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Atletismo,a Figueira...e um novo recomeço...



Foram muitos anos a cruzar-me com figuras da nossa terra,e a entrelaçar os seus brilhos dedicados com resultados admiráveis num panorama de ausência de estruturas físicas,e mais do que isso,de total insensibilidade para com uma modalidade enraizada desde sempre na Figueira da Foz.
Nunca percebi porque se passava ao lado de evidências tão claras,e não se valorizava com investimentos mais que justificados a verdadeira paixão pelo Atletismo,onde homens como Fonseca Antunes,"desenhavam" os seus sonhos na Figueira,nos Vais,em Vila Verde,em Santo Amaro da Boiça,e em muitos mais outros "cantos" do nosso concelho.
Passado tanto tempo,discute-se à luz dos graves equívocos estratégicos no desporto figueirense,o porquê de não se ter equacionado a verdadeira concretização de uma pista de atletismo,e mais sei eu,que pela "passerelle" da Avenida 25 de Abril,foram,são, e serão muitos os políticos que diariamente concretizam as suas caminhadas,e que curiosamente sob o meu maior sentimento de espanto,nunca se tenham condoído  com esta figura que agora se vai homenagear,e pior ainda,com os seus atletas,que no lusco fusco da areia do deserto da claridade,e na calçada dos passeios irregulares,se treinavam e treinam para alimentar a enorme vontade de dar argumentos à pureza dos seus legítimos anseios.
Nunca é tarde para se reconhecer,mas foi fatal não corporizar o equilíbrio de sensibilidades como forma de servir as escolhas que em qualquer comunidade nunca se devem subalternizar em favor de outras modalidades,mas pelo contrário,se podem alimentar enquanto caminhos de sonhos possíveis e legítimos para quem nasce muitas vezes com estruturas inatas para galgar,e não pontapear,para lançar, mas não encestar,para correr,e não remar...
Vai ser homenageado um expoente do Atletismo da Figueira,mas acredito que para o professor Fonseca Antunes,o maior premio com que o podem agraciar,será criar-se um ponto de partida para uma reflexão profunda em volta da construção dos pressupostos estruturais,que finalmente dimensionem uma história futura,bem mais segura,e capaz de servir os campeões da vida que se sintam bem a perseguir os sonhos de sapatilhas calçadas.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Nos extremos do mundo...


A vida é bela,
e ao que muito esconde,
só lhe chegam os que a amam na verdadeira acepção da palavra...


Custódio Cruz


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Momentos de brilho...,



Também tem momentos em que o senso coletivo não importa,e isto porque o "click" se antecipa como solução absoluta,a mestria técnica responde a cada passo,e a emoção catapulta a vontade em uma trajetória tão imprevisível quanto certeira.
Expõe-se quem sonha,
conquista quem aposta para além do que pensa que é capaz...
custcruz



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sinal de vida...

É arriscado,
é contra indicado ás circunstancias competitivas,é tudo o que quiserem entender dentro de uma lógica convencionada tecnicamente,agora no dia em que se deixar de expor o atrevimento,morrem os píncaros da emoção,acabam os brilhos que só cintilam na razão direta do enorme amor que se pode ter pelo futebol. 
Como repetir na vida é mais perder do que ganhar,criar o momento,é guardar um gesto entre memórias intocáveis. 

CNC



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

De facto,espantoso...



Mentira e verdade,
quando tocam a perfeição das suas evidências,
confundem o mais avisado dos humanos,
transportando a percepção para extremos instáveis,
onde a certeza toma conta de coisa nenhuma,
e a dúvida se espalha cintilando numa órbita estonteante.

Custódio Cruz