Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Eu amo o Mercado Municipal, e você ama a Figueira?


Como o antevi há muito, a ameaça vem de cima, e é de lá que surge a motivação  para com o tempo fazer desfalecer o “último reduto do Povo”, em apenas dois anos, e após a sua inauguração ,vamos assistindo a atos de gestão  que enfraquecem a sua vitalidade, que o afastam do orgulho que a Figueira e os verdadeiros Figueirenses têm num espaço tradicional e histórico, que ainda não caiu, e nem pode cair nas mãos de gente fria e cínica, ou sejam, aqueles que não sabem o que é amar, e muito menos sentem o arrepio de serem nados e criados na nossa terra
Habituados a  somas e subtrações, convencem-se que o retorno dos seus “lapsos “ resultará  ainda assim na divisão dos interessados, mas o certo é que, nem sempre a regra se revela tão brilhante na concepção dos seus objetivos plenos, já que por vezes, parece que se vai ganhando, mas perde-se no momento certo, ou seja ,naquele em que com o tudo que já se conta, se enche em demasia o ego, e se oscila inapelavelmente para uma queda sem apelo nem agravo.


Vou respirar até 10,mas não prometo voltar muito diferente…

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A minha vida está difícil...


Se ficar parado não resistirei,
eles são impiedosos,frios,distantes,insensíveis...

Se reagir,
 faço por acreditar no improvável,
e pelo menos,
abraço a ilusão por uns instantes...

Quem sabe, 
se voltem a apagar mais alguns iluminados...
O sol volte a brilhar,
e o mundo nos surpreenda com uma realidade estonteante...

É isso,
é que nunca perdi de todo o rumo,
aquele rumo que não será em direção ao pico da lua,
mas me solta na liberdade que sempre sonhei...

O barco é só um,
e eles querem-no para navegar na procura dos seus interesses...
Têm uma rota definida,
e estão instruídos para não dividir as mais valias...

A minha vida está difícil,
e os índices ameaçam a sobrevivência,
eles não querem saber,
e eu não me posso entregar ao destino...

Dizem que estou sozinho,
mas também sempre assim foi,
do nada se corporizou alguma coisa,
que foi o suficiente para se erguerem braços de um só sentimento...

Tenho que acreditar,
e não oferecer um só "sorriso" em troca...
Eles merecem mais,
e eu até anseio poder ser "generoso"... 

Custcruz


domingo, 22 de novembro de 2015

Ultima hora,Águia vitória sucumbe a Leão de juba farta...



Depois de três voos frustrados, águia vitória deixa de a ser,encontrando-se neste momento caída redonda em pleno Estádio de Alvalade,e em estado considerado muito periclitante para com um futuro onde terá que provar ao povo,que se o preságio de que não há mesmo duas sem três,será numa última oportunidade materializado em uma nova máxima,de que não haja também três sem quatro.
Enfim,ao que se constata,o carisma do Rui não se impõe ao nível motivacional,o Benfica mostra-se displicente e inseguro nos momentos cruciais de um jogo,e o simbolo vermelho vai desfalecendo aqui e ali,em perdas de um equilíbrio que ao que se consta.não será alheio um tal menino Jesus. 
Mais pastilha,menos pastilha,mais calinadas,menos calinadas na explanação do Português,é o Leão que mostra a sua raça,e se o faz,é porque alguém o consegue motivar,numa prova cabal de que o Futebol não se reserva só aos Doutores,mas muito mais do que isso,se expõe para com quem o sente,o entende,e o consegue "manusear".
Quanto à arbitragem,creio mesmo,que mais erro menos erro,não será suspeita na causa que fez renunciar o voo saudável da Águia.

Custcruz

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

E o pesadelo lá se minorou qualquer coisita...

Até no atenuar da dor para com quem sofreu e sofre com esta tragédia,"foram lentos".

Mas também não interferia com o tráfego comercial,por isso o mal é menor...

Ai querem que eu complete o texto?
Claro que sim,porque não :
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Futebol Puro...



Uma bola é sempre redonda,
mesmo que não o pareça...

É a mente que o determina,
e o instinto que a desenha...

É a liberdade que a define,
e lhe dá os movimentos de sonho...

A bola não pertence a quem a quer,
mas apenas a quem a souber tocar...

Uma bola é uma enorme paixão,
para quem a souber namorar...

Custcruz

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Para quê apontar o dedo,se são os mais improváveis suspeitos que semeiam o terror na Europa?

Um avião Russo partiu-se em dois,e a ação continuou do lado de cá da trincheira,os "bonequitos de corda" dão azo a paranoias estratégicas,e os líderes diabólicos recriam-se num cinismo doentio.
Agora foi Paris,amanhã será em um outro qualquer lugar deste Continente amaldiçoado,onde a guerra há muito se vai espalhando por "credos e religiões",que o não são só,mas infelizmente muito mais do que isso.
Há um ano,precisamente no dia 13 de Novembro de 2014,dizia eu,perspectivando o óbvio e de fácil antecipação... 


"A fome e a doença",duas faces de uma só moeda...
13/11/2014

O distanciamento do ser humano face à consciencialização das suas debilidades,solta marés ameaçadoras contra si próprio,distraídos ignoram "as lágrimas da fome",iludidos caminham para precipícios onde os desiquilíbrios se generalizam num envolvimento que nos trará "a doença" como o fel dessa mesma escolha.
Custcruz

De resto,tanta dissertação que por aí ouço...
Mas para quê?
Vivemos no reino da hipocrisia, os senhores do poder que hoje lastimam as vítimas do terror, são os mesmos que compram petróleo ao Estado Islâmico e lhes vendem as armas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Ché Chesterman,o estrondo de uma grande revelação...




Aos 18 anos,uma grande voz fez estremecer os píncaros da emoção,numa prova cabal de que sempre se pode revelar um talento,quando por não se descolar da pureza dos sentimentos,também nele nunca se esconderá a profundidade da alma.

Ché Chesterman,arrepia sem o rigor das orientações técnicas do canto,em mais uma certificação de que cada um nasce com o seu eu,"e cá fora",sempre deve assumir o desafio de não o deixar desvirtuar.

domingo, 8 de novembro de 2015

Sempre pelas homenagens em vida...

CERIMÓNIA DE CONDECORAÇÃO DO AGENTE SILVA SANTOS

Vai ser condecorado no próximo dia 9 de novembro, às 12h00, em cerimónia pública a realizar no Comando Local da Polícia Marítima da Figueira da Foz, o Agente de 1ª Classe da Polícia Marítima Carlos Alberto Silva Santos.
Até me podia surpreender com quem também nem tanto lidei no enredo das amizades que se proporcionaram com a minha passagem pelo futebol de formação,pois a expressão do que sinto em admiração e orgulho pelo mundo ainda ter ao seu dispor seres humanos da estirpe deste tal agente "chapas",seria agora manifestada na constatação de um conhecimento limitado ao tempo da decisão em que este olhou à sua volta,e acudiu a quem precisava com a audácia e garra de quem instintivamente se expõe impelido pelo brilho e força do coração.

Já quando soube do protagonista de tal feito,e melhor o fitei em fotos de imprensa,retirei dúvidas sobre de quem se tratava,e num ápice,recuei no tempo,deixei-me transportar a contatos referenciados,personifiquei-o em relacionamentos similares em valores que marcam quem com eles se cruzam,e fiquei ainda mais feliz por ter conhecido este "CHAPAS",e mesmo certificar-me de que nem sempre erro,por no vício da observação arquivar conceitos sobre quem os merece,e num momento de vida tão periclitante quanto o do naufrágio do Olivia Ribau,se catapultasse a maior razão pela qual ser simples,humilde,e destemido por amigo do mundo,se nos revela a subtil essência dos verdadeiros heróis.
Da ultima vez que me cumprimentas-te,amigo "Chapas".foi com essa humildade e simplicidade que mais uma vez senti que estava perante um bom ser humano,agora que "escreves-te quem és",confesso,se te encontrar,vou "sentir-me demasiado pequeno" perante o vulto altruísta que nem tu podes dispensar no elogio da tua atitude.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Um Benfica entre o que mereceu vencer e o que se arriscou a perder...


Estou a ouvir os comentários ao jogo do Benfica na RTP1,e fico estupefacto com tanta asneira proferida por "um comentador",num tão curto espaço de tempo.
O Benfica mereceu vencer...certo,agora que controlou as incidências que o levaram à vantagem por duas vezes...só mesmo de um lunático perdido num faciosismo de esferas coloridas,e mais,manuseadas num êxtase final que facilmente o fez esquecer,que o Benfica sofreu o golo do empate logo a seguir(5m)à primeira vantagem,denunciando claramente uma instabilidade emocional que tem que ser acautelada com muito trabalho de quem o saiba fazer.Depois do empate,voltou a mostrar qualidade de jogo,com um inconformismo competitivo que adveio de uma luz instintiva,que os catapultou para a justiça no marcador.
Mas aí,repetiu-se a história,"o medo de perder" tomou conta dos seus subconscientes,e só Julio César marcou pontos de eleição,impedindo assim,que o Futebol Português corresse riscos de hipotecar esperanças na continuidade de uma sua equipa de maior expoente.
Volto a reafirmar,só uma equipa poderia e deveria vencer este jogo,e esta era,o Benfica,mas branquear debilidades de natureza mental,e mesmo lançar a ideia de que o clube da luz é melhor na Europa que na Liga Portuguesa,é argumentar uma mentira construída numa distração teorizada,pois que,por cá e por lá,as águias têm feito voos descoordenados entre o muito bom e o muito mau,retirando-se destes factos,que o Ruizito tem mesmo muito que pensar em como vai "arranjar" discurso para uniformizar impulsos nos seus pupilos,e na repercussão desse seu trabalho,convencer a plateia de que ele se chama mesmo RUI VITÓRIA.
Desculpem lá,alguns comentadores que por aí ouço,que até já abandonam programas televisivos a meio,e a quem mesmo só falta acabar os seus "debates" à chapada,não são mais que a face triste de uma modalidade que vai ficando entristecida na alma,mas que ainda assim,espero lhe sobre nos verdadeiros apaixonados pelo futebol,a força capaz de o credibilizar na destrinça entre "o trigo e o joio",onde sem clubismos exacerbados e doentios,se volte a prestigiar e faça cativar de novo aquilo que era,e que agora se parece perder com o protagonismo de figurinhas que vivem para os seus umbigos,não reconhecendo nada,nem a ninguém...
Parabéns ao Benfica,mas...e porque foi esse "mas" o mau da fita,para seu bem,será melhor rever o jogo durante a semana,e quem sabe daqui a uns tempos "os arrepios desnecessários" se diluam numa tranquilidade que nem se dá por ela,quando os índices de confiança estabilizam no valor individual e coletivo de uma qualquer equipa,que sonhe em ser melhor do que as outras,por também ser mais igual em todos os momentos...

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O desafio de não deixar morrer as boas emoções...


Bem sei que não é fácil,
e será até muito discutível a forma e o modo de o fazer,mas para o mundo,nascemos com o muito que nos pode acompanhar em um trajeto de vida onde valha a pena equilibrar o que somos,com aquilo que os outros nos podem propor,mantendo sempre que possível bem viva a genuinidade com que o ser o é,no desafio atrevido de nunca o deixar de ser.
Ser criança,
não é,
nem nunca foi um jogo de palavras,
ante este puro e estádio emocional,todas as leituras dão certas,porque a pureza dos sentimentos se libertam de uma só vez,na procura da verdade que se sente na voz,se insinua nos gestos,e se identifica com o coração.
O tempo passa,
e como todos sabemos,muito muda nas vontades que nos assistem,
mas o normal do crescimento sustentado,
até pode rodear de proteção um tempo em que na sublime distração,
possamos regressar a um destino que não pode orientar o dobrar de cada esquina,
mas se mantem à mercê de quem ama a vida,
e não esquece nunca de onde veio.

Custódio Cruz

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Naval 1º de Maio vence na atitude solidária,e perde,podendo agora ganhar o futuro...


Solidariedade não é uma palavra vã,mas os tempos também não estão fáceis para a maioria das pessoas,e se a moldura humana que ontem preencheu a bancada principal do Bento Pessoa,até foi ainda assim motivante para quem sonhou poder ajudar quem precisa.mais se desejaria ver num estádio,onde em tanto espaço se podia ter traduzido um "maior abraço" para com as famílias das vitimas na tragédia do "Olívia Ribau".
Pelo que se soube depois,entre a receita do jogo,sorteio,e apoios de empresas que foram sensíveis ao nobre gesto Navalista,digamos que "aquele pouco valeu muito",na impulsão de um recomeço que se deseja convicto e capaz de recuperar aquelas "almas do mar",que nunca se constou que fossem de desistir,mas que como todas,também necessitam do alento provocado,para que os seus passos de vida se direcionem de novo em direção à linha para o qual cada um está destinado.

Parabéns à Naval,
e um enorme abraço solidário para os que cá ficaram para honrar os que partiram.


Entre este sentimento de dever comprido,por parte dos apaniguados e simpatizantes Navalistas,floresceu paralelamente outro tipo de emoções,onde o subconsciente de muitos dos presentes,transportou memórias doces embrulhadas num sentimento de nostalgia,por outros tempos de glória onde no Bento Pessoa  se protagonizaram grandes embates entre "equipas sonhadoras",tais como a Naval e o Paços de Ferreira,que por isso mesmo,têm hoje feitos inesquecíveis e brilhantes nas páginas da prestigiada Taça de Portugal.
Os tempos de agora são outros,e as realidades também se alteraram nas posses de cada uma destas equipas,e se por exemplo o Paços da cidade do móvel,ainda consegue ostentar patrocinadores como o Banco Bic,já a Naval da Figueira da Foz,vive com empenhos publicitários e estruturais onde os brilhos da "prata da casa",tudo fazem para alimentar uma nova sequência histórica,que impeça maus murmúrios que por aí pairam,e quem sabe,até um dia se possa de novo voar nas asas de uma ambição mais bem pensada e sólida,num encalço que a projete de novo nos píncaros do futebol português.

Quanto ao confronto propriamente dito entre estas duas formações,injusto seria não colocar como premissa de evidente desiquilíbrio emocional,a diferença de idades e respetiva "experiência de palcos",entre a esmagadora maioria dos atletas da Naval e do Paços de Ferreira.
Ainda que no entanto,quantas vezes os pequenos se opõem aos maiores,e com atributos de superação,desmistificam imunidades no favoritismo de qualquer um dos mais badalados emblemas.
Mas o certo é, que para o caso,o jogo não começou com o desenho mais optimista para os verde e brancos,pois o Paços de Ferreira entrou com tudo,e circulando a bola com uma enorme segurança e objetividade,cedo atacou debilidades do 4x2x3x1 esquematizado sob a batuta de Fernando Mira,criando logo de início oportunidades flagrantes para o adversário,através de um jogo exterior(como agora é dito),que anunciavam que mais tarde ou mais cedo, a faturação iria inciar-se para os castores.
A lição parecia bem estudada,pois as investidas eram canalizadas sob a ala direita dos verdes,onde as descompensações defensivas eram tais,que até eu mesmo me atrapalhei na análise da tanta confusão de posicionamentos mal medidos,muito pela obstinada aposta na malfadada defesa em linha(está na moda!!),como também na falta aceitável de estruturas formativas perfeitamente gritantes,em um ou outro atleta,que por acaso se somavam no mesmo setor,e assim com os seus inseguros desempenhos acabaram por quebrar "um onze em dois".
Ainda que há mais de um ano que não vá ao futebol,e nem conheça os jogadores,comecei eu melhor "a marcá-los",que eles aos seus adversários diretos,vendo o lateral Tito Junior "perfeitamente ás aranhas",mas que me deixava "rastos" de qualidade,e que ainda que "por ter os dois pés",me pareceu pouco esclarecido na sua postura enquanto lateral direito,mas na verdade,pouco ou nada secundado nas ações defensivas por uma aposta como médio de cobertura que só depois identifiquei dos juniores do ano passado,um tal Amadu,que continuo a pensar tem muitas potencialidades,mas que em funções que não apenas a de privilegiar o ataque,continua a não jogar com os equilíbrios que estabelecem a sincronia entre as ações defensivas e ofensivas,"deixando-se levar muito pelo coração",em intuitos de cariz que melhor protagoniza,mas que devem ser bem medidos,e não precipitados pelo ego de quem lhe apetece.
Tenho admiração por este atleta,mas é bom que de uma vez por todas ele perceba que precisa de crescer em vertentes do jogo,onde para além de poder ser útil,pode mesmo brilhar,e assim corporizar-se num jogador mais completo,e com enormes possibilidades de vingar no futebol,a um nível com o qual de certo ele até sonha,por enquanto só fora das quatro linhas.
É verdade que o Ricardo Tavares,que ainda por cima estava ali ao seu lado,corria ao quilómetro,esforçando-se muito,mas produzindo pouco,não sei se por razões de índole psicológica,se por inoperância física,deixando no entanto como certo que a sua produtividade tecno-táctica,deixou mesmo muito a desejar nesta partida.
Ora com esta falta de sincronia e ajuste nas transposições defensivas e ofensivas(como agora se diz,e eu não gosto nada...), a equipa surgia quebrada,e como já o disse,descompensada na defesa da sua baliza,e foi por aí,que o Paços de Ferreira com espaços a belo prazer,criou e concretizou os golos suficientes para gerir na segunda parte.
O guarda-redes Miguel,até me pareceu um bom guarda redes,já os centrais Rui Daniel e Valença,convenceram-me a "olhá-los" em uma outra oportunidade,pois não puderam neste jogo fazer os milagres que se desejavam,para "tanto buraco cavado pelos castores".assim tal como o Fred.que na esquerda não deixa de também ser condicionado com o benefício da dúvida,porque quando sectores não se ligam,acresce as dificuldades para quem sobra.
Brilhou a espaços o Luis Leite,pele sua atitude arrojada,e de algum requinte técnico,mas que no epicentro causal,acabou na maior parte do tempo,perfeitamente perdido,e sem possibilidade de dar sequência ao que prometia.
No que concerne à linha da frente,e na mesma ordem de raciocínio tecno-táctico,e porque as tranposições ofensivas revelavam pouca capacidade na circulação de bola,embora que na segunda parte tenha melhorado,sem solidez na construção de jogo (interior e exterior),pois...nem o China, que me deixou de novo indicações que prometem muito,nem o Sandro Moço,a quem vejo atributos magníficos,mas mal potenciados mental e posicionalmente,e isto desde que o vi jogar nos juniores,e muito menos o Sérgio Grilo,que me pareceu inconformado com o cenário irreverente e inconsequente que viveu à sua volta,assim pudessem enquanto potenciais concretizadores,levar a bom porto a sua missão. 
Entraram depois,muito limitados pelas incidências que o jogo já marcava,o Junior Mendes,o Iduino e o Zé Pedro,que foram parte da face bem mais homogenia que a segunda parte revelou.
Ao Iduino,no entanto,aconselha-se  a esforçar-se por ser mais positivo depois de um ou outro falhanço na entrada,porque "o seu segredo" está na capacidade de acreditar,e sem a sequência personalizada,o ser reduz-se a uma banalidade que não tem a ver consigo próprio.
Para a tal história ficou um resultado menos agradável,mas que pode ser precioso para quem se esforça por crescer,e tenta chegar aos limites sonhadores,que só se alcançam conhecendo a derrota nos porquês,e que retratem a parte em que cada um tem que mudar.
Venceu a melhor equipa,a mais apetrechada num amadurecimento que a jovem equipa Navalista,deve almejar para seu bem,e de todos os que sonham alcançar "o além do futebol".
Quanto á arbitragem,pareceu-me envolta em vaidades desproporcionadas,e ainda que firme nas decisões,não deixou de cometer erros,que proporcionaram um golo fora de jogo ao Paços,e perdoaram algumas "entradas em riste" à Naval,de resto, não foi por estes que a Figueira não cantou vitória.
Custódio Cruz

sábado, 17 de outubro de 2015

Mar revolto no Bento Pessoa,no Domingo pelas 15 horas...



Mar revolto,
como sempre podia ser,
numa vida de riscos onde as emoções desta feita se sumiram mergulhadas na derrota...
O sonho apagou-se no reboliço das ilusões,
mas a luz de uma história bem sucedida marcou por diversas vezes a diferença ante o inconformismo de cada desafio...
Eles foram,
e eles são,
o exemplo mais fiel da coragem,
da abnegação,
daquilo que é o querer catapultado para a solidariedade de uma só tripulação,
de uma só família,
escrito em linhas simples.
e traduzido em espíritos corajosos e abnegados...
Hoje já cá não estão,
nem mais vão estar,
mas também eles assim semearam aos quatro ventos aquilo que agora estamos nós a sentir...
Porque desistir nunca,
chegou a nossa hora,
de estarmos presentes para que o ser humano se eleve perante a natureza,
vença e nos faça navegar de mãos dadas em direção a um horizonte que não nos deixe perder,
e nos una cada vez mais,
na capacidade de nos auxiliarmos na fragilidade...
Somos todos diferentes,
mas tão iguais num murmúrio para um só destino,
e se com abraços sonharmos um caminho,
de certo a vida encurtará o sofrimento...

Custódio Cruz

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Deve haver engano...só pode...

custodio nogueira da cruz custodio cruz
Trabalha em conta própria
Frequentou Escola Dr.Joaquim de Carvalho da Figueira da Foz
Vive em Figueira da Foz, Portugal
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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O Abraço Navalista para com quem precisa de recomeçar...



Decidiu a Naval 1º de Maio,que a receita de um jogo tão esperado por qualquer clube,para encaixar algumas mais valias financeiras,vai reverter na íntegra para as famílias das cinco vítimas mortais do naufrágio do Arrastão Olívia Ribau.
Mais do que assinalável,é exemplar enquanto atitude que revela um alcance tal,que impulsiona o gesto solidário para com aqueles que neste momento tanto precisam,e estabelece e reforça uma pedagogia social,que se deve sempre ter presente como alerta para a máxima absoluta,de que não vivemos sozinhos no mundo.
Pois se falamos num clube que atravessa dificuldades por apostas em destinos onde também o risco deveria ter tido a prudência de meios que não o expusessem  a arrepios de insegurança,mais elogiável é o impulso nos tempos em que se vive,e onde acima de tudo se colocam valores que jamais irão colmatar as perdas daquelas famílias,mas poderão minorar algumas agonias,para os recomeços de quem perdeu sonhos para sempre,e quem sabe,possa com mais dignidade e coragem,enfrentar a maré irrebatível de que a vida continua. 
O meu maior respeito para com a atitude da Naval,e uma palavra de incentivo para que o Bento Pessoa se emoldure com as cores brilhantes da solidariedade,suportada em mãos vezes mãos,na vontade de que as almas que partiram,possam mesmo assim sorrir onde quer que estejam. 


Custcruz

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Comandante do Porto da Figueira da Foz demite-se,mas...



Comandante do Porto da Figueira da Foz demitiu-se - Sociedade - TSF Rádio Notícias





Sempre que o bom senso prevalece,o mundo avança,as incertezas e as falsidades desvanecem,e a vida ganha um novo sentido...
Paulo Inácio,fez o que tinha a fazer,mas infelizmente o seu silêncio não evidenciou só os seus "pecados",pois muito mais do que isso,trouxe à ribalta um alerta vermelho para outros protagonismos que precisam de ser refletidos de forma séria,onde possam ser repensados,e responsabilizados em cada gesto,em cada atitude,em cada ato que não se quadune com a exigência imposta a situações tão delicadas como as que se viveram durante a semana passada.
Os lugares públicos,são pagos por todos nós,são empregos como outros quais queres,e quem não sabe estar,no minimo que procure formação para os seus desempenhos,caso contrário,e como acontece com quem quer que seja no exercício das suas funções,que abdique daquilo para o qual não tem vocação,ou então,que pura e simplesmente seja repensado nem que seja para um convés, onde corra riscos de naufrágio,e aí quem sabe,aprenda a dar valor às ações que deve ter fora dele.

Despedida emocionante por entre as margens da saudade...

 Foto Paulo Novais / Lusa

Foram mais de duas centenas de pessoas,por entre entre familiares,amigos e gente condoída com o falecimento dos cinco pescadores na tragédia do Arrastão "Olivia Ribau",que os quiseram homenagear lançando flores ao rio mondego,como forma simbólica de despedida ás suas almas,e ao mesmo tempo, para não fazer esquecer as vicissitudes corporizadas na dor e na revolta que nesta triste história destes heróis da vida,se desenrolou em dúvidas e incertezas,às quais por mais que se queiram ultrapassar,não encontram a paz justificada em um esgotamento lógico de soluções que pudessem também tranquilizar a alma dos que por cá ficam.
Morrer às portas de casa,carrega os ombros de uma enorme frustração a quem esperava pelos seus entes queridos,e como sinal de quem já não volta,quis o destino que ao momento passasse no rio,e junto à vergília, o Arrastão "Scorpius",que com um apito estridente e vigoroso saudou a persistência de quem nunca desiste nem se esquece dos seus.
Soltou-se um enorme arrepio de emoção em todos os presentes,que com acenos choraram e aplaudiram a persistência dos "lobos do mar",levando bem longe os sinos com que alongaram os seus corações até aqueles que partiram,mas que jamais serão esquecidos.
Bonita e sentida homenagem de gente simples,para com quem já tanta falta faz em cada canto dos seus lares,ou no aconchego dos corações dos que se uniram ao longo da vida,e que agora se separaram sem dó nem piedade.

Custcruz

terça-feira, 13 de outubro de 2015

13 de Maio...



Um dia pela fé,
em tempos em que as soluções são cada vez menos e tão difíceis para tantos neste mundo...


Aos cinco marinheiros da vida que partiram atraiçoados pelo amor ao mar,desejo do coração que a fé para além do mundo os envolva na Paz que merecem,os ilumine para sempre como verdadeiros exemplos de tantos que respondem de forma tão simples e determinada aos desafios na terra,apenas pela conquista de um naco de pão,de um raio de felicidade,sem quase nada em troca,e ainda que sem espevitarem as ondas de uma ambição desmedida,até sabem o quanto "estão desenhados" para se exporem "ao maior roubo" que o ser humano pode ter.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A selfie do ano...ou afinal porque tudo está bem quando acaba bem...


Rosa Grilo a sentir-se perplexa

Dois sobreviventes...
Cinco mortos....
As famílias já fizeram os funerais...
O canal de acesso ao Porto da Figueira já está quase funcional...
A "pasta" já circula para lá e para cá...
E dentro de algum tempo o Corinthians está ai para "júbilo do people"...

Atitude infeliz e desproporcionada à situação...
Vá lá,
reconheçam...

sábado, 10 de outubro de 2015

De costas para o stress...


Corremos por vezes de mais na vida,
optando obstinadamente por pequenas pausas para justificarmos como somos capazes de olhar à nossa volta, 
e sentirmos o quanto outros completam a natureza das nossas emoções.
Pois,
mas o vício está aí,
e a capacidade de relaxar o tempo que a mente pede,
orienta-nos para passadas onde esse pequeno sorriso diz que sim,
mas a impaciência do mundo diz que não.
que não há tempo para tanto,
e assim se perde a vontade de se ser como é,
de se fazer como nos apetece,
de se viver como se deseja...
Pois,
são 30 minutos de talentos,
em que acho que valeu bem a pena...

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O naufrágio do "Olívia Ribau",e o maior trunfo dos verdadeiros líderes...


Cada vez mais o mundo vive equivocado na identificação dos verdeiros líderes,porque também a hipocrisia cada vez mais ganha terreno na sociedade em que se vive,onde pelo meio se corporizam princípios manipuladores de consciências,que não respondem à pureza altruísta do ser humano.

Em cada vez que a verdade e a mentira se debatem na procura da razão,sempre o gaguejar dos menos artísticos traem a ação para o qual o artificialismo tenta,mas não consegue esconder os brilhos dos que agem no instinto intelectual,pela predisposição humanizante,e por uma vontade que nasce uniformizada,de dentro para fora,e nunca "espalhada ao Deus dará".
As minhas previsões,continuam a usar de uma margem de manobra que não peca no ápice com que o tempo passa,e ainda que "uma onda" se tenha revoltado num impeto mais que justo e sério,as fatalidades do "Olívia Ribau",não condoeram de todo a quem devia,e assim,alguns protagonistas da desgraça,suspiram agora pelas ofuscações que os assistem,dando tempo ao tempo por um silencio que não atreva a persistência refletiva,e dê espaço ao enterro e oração pelas vítimas,como aligeiramento para um acontecimento que não impeça os prejuízos financeiros que já soam imanados em eco do porto da Figueira.
Assim vai o mundo,onde a vida também é jogada a preceito de uns quantos,que por mais que queiram justificar os seus feitos,apenas se emolduram como que numa redoma de vidro,onde possam resguardar-se do "ar empoeirado" que eles próprios criaram ao longo dos tempos,e aos quais o genuíno sentimento do reconhecimento humano,nunca por nunca os verá como líderes do que quer que seja.
Entretanto,e apesar de tudo,felizes somos todos os que com este triste acontecimento,compartilhamos dora avante memórias iluminadas pela ação humilde daqueles que sentiram,que também vivem em prol dos outros,e que por isso mesmo personalizaram os seus passos enquanto autênticos donos de si próprios,alicerçando na coragem a consumação no salvamento de dois semelhantes,ou insurgindo-se de voz segura contra o teor esfarrapado de quem como tal faz revelar quem na verdade são os verdadeiros Líderes desta vida.
E esses são-no,os que vivem de mãos dadas com a liberdade de pensar e agir...

Custódio Cruz

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Manifestação contra atraso no socorro aos náufragos na Figueira da Foz

LUSA 
Protesto deverá juntar praticantes de desportos de ondas, como surfistas e bodyboarders, pescadores e outras pessoas na tarde desta quarta-feira. Um pescador morreu e quatro estão desaparecidos. Dois foram resgatados.
Uma manifestação silenciosa, agendada para as 18h30 desta quarta-feira em frente às instalações da Capitania do Porto da Figueira da Foz, pretende contestar a actuação dos meios de socorro no naufrágio ocorrido terça-feira, disse um dos promotores.
Luis Ferraz
Em declarações à agência Lusa, João Traveira, praticante de "bodyboard" e um dos promotores do protesto, frisou que a manifestação pretende contestar a demora na actuação dos meios de socorro e a versão da Marinha, que alega que as condições do mar e a existência de redes na água não permitiram que embarcações com hélices se aproximassem do navio naufragado.
"Dizem que não saíram porque o mar estava mau e havia redes na água. Mas quais redes? Onde estão as redes? Se houvesse uma ou duas motos de água com pessoas que soubessem andar no mar tinham salvado toda a gente", criticou João Traveira.
O promotor do protesto disse ainda que o agente da Polícia Marítima que estava de licença e veio a resgatar dois pescadores que estavam numa balsa à entrada da barra, mais de uma hora depois do naufrágio, "actuou sozinho, à revelia" da Autoridade Marítima, 


versão que o porta-voz daquela entidade, Nuno Leitão, desmentiu, alegando que a moto de água foi accionada pelo Comandante do Porto da Figueira da Foz.
Questionado sobre o porquê de a moto de água apenas ter saído da marina quase uma hora após o naufrágio, já de noite, quando à hora do acidente havia visibilidade, Nuno Leitão respondeu que "foi o tempo necessário para aferir as condições" de actuação dos meios de socorro.
O promotor da manifestação, que deverá juntar praticantes de desportos de ondas, como surfistas e bodyboarders, pescadores e outras pessoas, defendeu a criação de um grupo de salvamento no porto da Figueira da Foz, constituído por duas motos de água, tripuladas "por quem perceba do mar", apelando à autarquia da Figueira da Foz e à administração portuária para que o promovam.
"Com duas motos tinham tirado as pessoas de uma vez só. Estamos num país que em vez de promover a vida, anda a promover a morte", acusou.
naufrágio ocorrido na terça-feira provocou uma morte, havendo ainda quatro pescadores desaparecidos. Foram resgatadas duas pessoas com vida e as buscas no local estão a decorrer através de meios marítimos, terrestres e um helicóptero.



Infelizmente não consegui estar presente,mas é assim que se tem que começar a responder à prepotência e cinismo de "responsáveis" que se habituaram a justificar os seus "pecados" com a teoria insensível das palavras,caindo em contradições tão esfarrapadas,que facilmente se verifica que não enxergam a inaptidão para os "tachos"que lhe foram proporcionados.Parabéns para a atitude firme mas pacífica de quem por ali esteve movido pela dor,mas não crucificou quem quer que seja,e antes e apenas exigiu responsabilidades,mais reflexão e zelo para o futuro.Paz para as almas de quem sucumbiu àquela autêntica armadilha de um destino,que parece compensar quem à muito assobia ao longo do molhe norte,se entusiasma com a enormidade das "bestas do dinheiro",e omite a realidade do mundo,que tem e sempre terá grandes e pequenos,no mesmíssimo direito de viver e serem felizes.
Custódio Cruz