Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Arrepio de uma decepção profunda...



Vivi muito com o Futebol,perdi muito com o olhar que lhe reservei para que a felicidade se aconchegá-se ao meu coração,voei sobre nuvens,acreditando na pureza e no 
que o criou,sinto um aperto enorme,pela repulsa daquilo que observo hoje,e a que nem vontade me sobra no comentar do que quer que seja,a não ser na liberdade que me concedo,no arrepio da minha decepção profunda... 
Olhar para as mãos de quem o manipula,de quem o vende,de quem o suga para interesses que nada,mas mesmo nada,têm a ver com os movimentos imprevistos de uma bola,é como sentir uma sangrenta derrota,com golos numa baliza sem quem a tenha a defender,assistindo ao sufoco da pureza instintiva que nos fazia sorrir,que nos fazia chorar,que nos fazia dar murros em nós próprios,mas nunca perdendo o cintilar de uma estrela que para qualquer um também poderia luzir a qualquer momento.
 A loucura tinha meio no amor alcançado,hoje,é a sobra do lustro materialista,que persiste nas regras do tudo ou nada,e em um vale tudo,onde "os palhaços" nem o sabem ser,onde os mentirosos já nem se escondem,e a verdade é esbofeteada sem apelo nem agravo. 

 Será o luto inevitável? 
Espero bem que não,mas que está difícil,lá isso está...

 custcruz