Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Naval 1º de Maio e Cova da Piedade,ou a verdadeira vitória da alma Navalista...

Fotos Ana Maria Pinto da Costa

Volto a referir,não vou,e nem quero regressar,mas será sempre o Futebol um aliado que me proporciona os intervalos que a mente precisa para relaxar das labutas de vida,que tanto nos trazem pressões onde às vezes nem tempo temos para olhar e desfrutar do passado,do presente e do futuro,e este,nem que seja de uma forma imaginada.
Fiel ao que sou,vos segredo que nunca desligo do sonho,e sou mesmo capaz de saltar para qualquer banco de suplentes sem ser convidado,de correr em qualquer ala de fantasia e cruzar para um estoiro que faça tremer as redes da paixão,de fazer descrever um passe na perfeição geométrica capaz de fazer sonorizar os bruás intensos e melodiosos da bancada,e porque não,precipitar um pique e invadir as quatro linhas como que festejando um golo e abraçando um mundo que já um dia também me pertenceu.
Afinal de contas,tudo isto e muito mais,sem sair do "um canto reservado por mim mesmo",para cá do tal palco dos sonhos,e num  jogo escolhido arbitrariamente,mas tão pertinente no contato quanto a minha vontade de perceber,o porquê dos ecos de brilho que soam sobre este time no mundo da bola irreverente.
Naval 1º Maio e Cova da Piedade,defrontavam-se a contar para uma «Fase Final» de Juniores,onde ao que ao passado recente dizia respeito,os verde e brancos da nossa terra já pontificavam com um trajeto de uma «Primeira Fase» irrepreensível,e mesmo brilhante,e onde por serem primeiros,em primeiros ficaram,e por lá acredito continuarão no reflexo de uma postura e capacidade,que de certo os fará triunfar enquanto mais uma faceta de brilho,a acrescentar à tão prestigiada história da "Velha Senhora",que hoje caminha em soluços indefinidos,mas que não desiste da devoção para o qual foi criada.
Bem dita a hora em que "aquela nuvem" pequei,ainda que já fora de tempo,tenha perdido picos de emoção onde os Navalistas já tinham "tropeçado" na expulsão do Landy,e ainda caído em um golo adversário,que ainda assim não obstruiu ao princípio de uma recuperação notável,concluída com tudo o que depois não perdi em pitadas,que mais do que isso me encheram a alma.
Dali para a frente,captei as incidências a meio do campo,como que me aconchegando ao "reboliço" emocionante da Squadra Verdi,que catapultava de fora para dentro o arrepio capaz de impulsionar os jovens "artistas da bola",em cada lance,em cada atitude,em cada trilho que fizesse explodir a alma Navalista,por um golo,e mais outro golo,que seria premiado com um efusivo e fulguroso abraço junto à bancada,e em um só gesto traduzido em também um só sentimento,ou seja, aquele que melhor desenha a palavra FAMÍLIA.

Assim foi,assim aconteceu,de 0-1,para 1-1,com a assinatura do buliçoso Monteiro,se deu luz verde para o assalto,e se na bancada por "entre vozes loucas" não se tivesse feito alusão à expulsão,nem eu dava por ela,tal o acerto fundamentado numa segurança de propósitos tecno-tácticos,aliados a uma tranquilidade emocional distante dos "enervados" atletas do Cova da Piedade,que até tendo um ou outro ansejo para chegar ao golo,se desequilibravam e trocavam os pés,por um precipício onde só não cai quem sabe e sente,a forma de controlar os arrepios que fazem de uns melhores que outros.


Entre um grupo com o qual me estava a identificar pela primeira vez,saquei logo aquele 23,que depois soube chamar-se Matos,e que verdadeiramente me encheu as medidas,baixinho mas possante,irreverente em demasia mas talentoso,"aventureiro no terreno" mas determinado,criativo no passe mas objetivo,e mais do que isso, tão disciplinado taticamente,que sabia recuar para colmatar o percalço de Dali,mas nunca deixando que com o seu espírito audacioso,pudesse construir em zonas adiantadas,e revelar-se decisivo nesta excelente vitória.

Quem não deixou créditos por mãos alheias,foi Sandro Moço,que por exemplo em jogada de golo,perfumou o seu talento num passe construído com a magia que lhe sobra em inspiração inata ,arredando tudo o que lhe apareceu pela frente,e oferecendo um dos golos que fizeram a Naval chegar ao intervalo na vantagem por 3-1,para além do mais,assinale-se o seu rigor tático e humildade,que tanto o levam na objetiva procura da baliza contrária,como na defesa da sua,executando um vai e vem que só lhe vai dar traquejo para a filosofia para onde tende esta modalidade de paixões mil.
Veio a segunda parte,e porque quem manda nos meus instintos sou eu,mudei-me para trás da baliza do Carlos,pois o caudal iria por ali aparecer mais vezes,e por parte dos "covapiedenses", para alem de que é nas costas de uma qualquer equipa que melhor me sinto a observar os desenvolvimentos estratégicos e instintivos.

O Carlos,até pode ser o Pinguim que a Squadra insinuou,mas o certo é que os homens não se medem pelas alcunhas,e deixem que seja dito,que este "Keeper"não tem só pinta de jogador,mas muita agilidade misturada com posicionamentos de certo bem trabalhados,aliados a uma elevação feita de equilíbrios,nos quais a mente manda,os olhos trilham,e o corpo alcança.
Bom,mas ele sabe como todos sabem,que contam com o centralão Wilson,que cria "sombras defensivas" aos adversários,determinantes nos tempos preciosos que coordenam o ataque à bola,elaborados numa grande entrega ao jogo,antecipação,e uma agilidade surpreendente para um jogador que parece pesado,mas "voa" de lance em lance,dando-me a entender que,se tem ali muito potencial para um dia se fazer feliz como atleta,e seguir em algo que com certeza lhe comanda os sonhos.
JP ,revelou-se um "matador",somando dois dos quatro golos da equipa,e tudo porque não me pareceu saber viver sem os brilhos codiciosos que fazem bailar as redes de qualquer baliza,caso para dizer que, desistir nunca,e por isso vive das somas que podem fazer feliz a sua equipa.

Gonçalo,não é para esquecer,também molhou a sopa,e revelou-se equilibrado nas ações defesa ataque,aliás revelando aquilo que toda a equipa mostrou na segunda parte,em solidez e cultura tática,tendo princípios bem definidos na consciência com que sempre se deve atuar,e atendendo às vantagens ou desvantagens no marcador.
Quanto àqueles jogadores que aqui, e aos quais não faço referencia individual,acontece e apenas isso,que ver um jogo é pouco para definir o que quer que seja de alto a baixo,na certeza porém,que o dedo sábio de Marinho Serpa os soube colocar em missões que por vezes se escondem mais,mas não deixam de ser decisivas nos êxitos alcançados.
Por fim,vou eleger mesmo o melhor jogador desta partida,e ele foi aquele que encheu os ouvidos dos jovens atletas,que lhes proporcionou "in loco"a vivencia de emoções que qualquer jogador persegue e deseja,que lhes abriu "a avenida do festejo",e lhes coloriu a alma,motivando-lhes novos sonhos  que um dia lhes há-de preencher os horizontes da felicidade.
E esse jogador,e sem hipocrisias,para as quais não tenho tempo nem pachorra,foi a SQUADRA VERDI,que continua a ajudar a não deixar apagar a chama da Quarta Coletividade mais antiga de Portugal.

Custcruz

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Não serei um sábio,mas também não vivo por viver...



...Quantos sonhos se alcançam sem que se escondam segredos,quantos segredos se perdem por nos escondermos em nós próprios,quanto bela é a vida quando o talento é um legado que completa a existência do mundo...

Custódio Cruz

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Figueira da Foz hipotecada por maus feitios,ou talvez "algo" mais do que isso...


Triste mesmo,é ver uma família desavinda,e a quem o Coliseu Figueirense diz tanto,e ao qual nunca por nunca se deveria colocar em causa a concretização do que quer que fosse,no engrandecimento continuo de um simbolo "que é de todos",pela expressão arrepiante de uma alma que só é sentida por quem na Figueira nasceu,ou se apaixonou pelos cantos e recantos que embalam o entusiasmo do nosso orgulho.


A "Malta do Viso",corporizou-se desde sempre como um verdadeiro grupo de amigos,e ainda que o tempo e as vicissitudes da vida possam ter criado diferenças de cariz social,e até político,jamais se notou distanciamentos no tal conceito de espírito de"família",onde  o envolvimento de pais,filhos e netos,ricos ou pobres,mais não fosse que um regresso a um passado vivido pela pureza de uma infância,a que com o evento Festa da Sardinha,todos tinham oportunidade de reviver numa aproximação tão mágica quanto marcante,e prestigiadora dos valores que devem defender a nossa terra.


Sem subterfúgios,nem hipocrisias,nada daquilo que mais divulgado foi como razões para a divisão entre a "Malta do Viso" e a Companhia do Coliseu Figueirense,me convence,e acredito mesmo,que outros interesses que tanto andam na corda bamba de um País onde o sistema político cada vez mais se revela fragilizado na falta de valores que o credibilizem como um meio para servir o todo,terá como que num efeito contagiante,elaborado as "diferenças malignas" que colocaram de costas voltadas os amigos de outrora.


Soube-se entretanto,que no decurso de uma reunião ocorrida entre a Autarquia(representada pelo vereador Dr.Carlos Monteiro e pela chefe de divisão de Turismo,Margarida Perrolas) e a direção da Malta do Viso,se terá chegado a um acordo,para que a Festa da Sardinha tradicionalmente organizada sob a ação decisiva e meritória desta organização Associativa,venha a ser realizada nos dias 2,3 e 4 de Junho de 2016,no pavilhão multiusos,sito no «Parque das Gaivotas»,o que registo com enorme agrado.pois só vem provar que ao respeito com que se tratou os concessionários do Mercado da Figueira na colocação temporária das suas atividades naquele apetrechado espaço provisório,não se terá esgotado na margem dinâmica com que depois dos já muitos valorosos eventos ali concretizados,se possa agora também ali colmatar divergências que só poderiam prejudicar um evento reafirmado na divulgação condigna da nossa terra.
Com esta atitude interveniente da Câmara,está lançada uma reflexão que deverá ser ultrapassada por quem se expôs ao extremo,e agora com humildade,sentido de responsabilidade e amor à Figueira,deve saber avaliar o quanto um recuo de um qualquer passo atrás,pode demonstrar os exageros com que também um qualquer ser humano pode  ser confrontado enquanto erro de palmatória.
Sentem-se à mesa,voltem a unir a "Família",e que no próximo ano,a Festa da Sardinha volte ao Coliseu Figueirense.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Ó José,afinal sempre foste a Tribunal ou não?


Futurologia inspirada no José...

E olha lá,achas que o Mercado Municipal da Figueira da Foz pode viver uma história idêntica?
Mas este espaço até vai ficar desertificado daqui a pouco tempo...enfim...a malta nova não quer trabalhar por lá,e coiso e tal...depois começa a dar prejuízo à Câmara Municipal...e é isso...mais torneira menos torneira...e DASS...aquilo a quem CURTE BUÉ essas CENAS de que estás a falar...
Será???
Pois é isso,há muita maneira de caçar mosquitos!!!
Mas olha que o ZIKA está difícil de apanhar...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Extra Notícia!..Município da Figueira da Foz,«os Americanos» e o Mercado da Figueira...



Mais do que locais de comércio, os quiosques são parte integrante da paisagem da cidade, que ajudam a definir e embelezar. Conscientes da importância da uniformidade, conforto e estéticadestes pólos de atração do olhar que se instalaram em Portugal no século XIX, conquistando, desde então, habitantes e visitantes, o Município da Figueira da Foz tem em curso uma operação de renovação dos quiosques existentes e colocação de seis novos, localizados em pontos estratégicos da cidade.

Hasta pública a 23 de fevereiro
Com um visual uniforme, que atualiza o tradicional desenho dos quiosques em três modelos distintos, concebidos pelo técnico superior da autarquia, arquiteto Nuno Mendes, os novos equipamentos ­ que serão atribuídos para ocupação e exploração através de uma hasta pública, a realizar no próximo dia 23 de fevereiro de 2016, pelas 10 horas, por meio de proposta, em carta fechada, seguida de licitação, no edifício dos Paços do Município ­ irão dinamizar a Av. Dr Joaquim de Carvalho, junto ao Parque Infantil das Abadias; a Rua Joaquim Sotto Mayor, no parque de estacionamento junto ao Coliseu Figueirense; a Praça Quinta da Borleteira, próxima do Centro Escolar de S. Julião/Tavarede; o Espaço a poente do edifício dos Pilotos da Barra; a Rotunda da Ponte do Galante, do lado da praia; e a Zona da Tamargueira, no parque de estacionamento de autocarros.
Renovação da concessões em vigor
Paralelamente, também os nove atuais quiosques em terreno municipal existentes no concelho, ­ à exceção do quiosque em alvenaria do Jardim Municipal, por ser edifício classificado, ­ serão substituídos pelos novos modelos, na sequência da renovação da concessões em vigor, num esforço que poderá rondar os 250.000€.
Para além do benefício estético para o concelho, o investimento municipal terá retorno, segundo explicou a vereadora Ana Carvalho, em conferência de imprensa realizada esta segunda feira, ao longo de um máximo de 20 anos, através do pagamento de rendas que vão de 71€ a 149€ mensais, consoante os modelos, a que acresce a taxa de ocupação de espaço público, num valor que não excederá os 70€/mês, e ainda, por opção dos concessionários, as taxas devidas por colocação de esplanada, opção que só não está disponível para a localização junto ao Coliseu Figueirense.
Quanto aos valores bases de licitação, variam entre os 600€, para os quiosques simples, de 10m2; e os 800€, para os quiosques duplos, de 20m2.
Três novos «americanos»
Já os três quiosques «americanos», que recuperam a imagem do veículo caraterístico da Figueira balnear do século XIX, situados na Tamargueira, Ponte Galante e Pilotos da Barra, com 26m2, têm como valor base de licitação, respetivamente, 1000€, 1200€ e 1500€. Registe-­se que, nas duas últimas localizações, o caderno de encargos inclui a obrigatoriedade de garantir as operações de abertura, encerramento e manutenção dos wc’s públicos vizinhos, autonomamente ou, no caso do quiosque junto aos Pilotos da Barra, em coordenação com os demais espaços comerciais existentes. O quiosque americano da Tamargueira terá instalações sanitárias obrigatoriamente abertas ao público, enquanto os quiosques simples e duplos podem optar pelos modelos com ou sem wc’s.
«Esta é também uma forma de a autarquia resolver um problema que tinha com a manutenção e disponibilização de instalações sanitárias públicas, ao mesmo tempo que os concessionários beneficiam da proximidade de um equipamento naturalmente procurado», explicou a vereadora.
Os quiosques podem acolher diferentes atividades, da venda de jornais, revistas, tabaco, artigos de papelaria e artesanato, flores, gelados, alimentos pré embalados e bebidas em recipientes não reutilizáveis, para além de outras, sujeitas aos regulamentos municipais em vigor, mediante autorização da Câmara Municipal. «Os concessionários dos quiosques atuais, que até agora não pagavam renda à autarquia, mas apenas a taxa de ocupação do espaço público, manifestaram, todos, a intenção de renovar as concessões, nos novos termos, o que é demonstrativo do interesse do negócio», acrescentou, informando, ainda, que «foi a procura, por parte de particulares, que ajudou a definir as localizações dos seis novos quiosques».
A proximidade a escolas e locais de lazer e a facilidade de paragem/estacionamento de veículos foi outro dos critérios utilizado.
Registe-­se que a duração dos contratos será de 15 anos, podendo os mesmos ser prorrogados por um único período de 5 anos. O critério de adjudicação será o do valor mais elevado proposto e/ou licitado a título de prémio de adjudicação, pela exploração do quiosque para cada localização, sendo o valor dos lanços mínimos de 100,00€.
«Para além das vantagens estéticas, o executivo acredita que estes seis novos quiosques podem ajudar a combater o desemprego, promovendo, nomeadamente, o autoemprego, em condições particularmente favoráveis, já que o maior investimento inicial é assumido pela autarquia. Desonerando desse esforço o empreendedor estamos a dar oportunidade a quem possa ter, por exemplo, dificuldades em conseguir um crédito bancário para dar os primeiro passos num negócio com um investimento de base muito avultado», concluiu a autarca.
Mais informações podem ser consultadas aqui ou obtidas por e­mail enviado para municipe@cm-figfoz.pt.



Na mesma linha de raciocínio estratégico e social,fala-se que também no Mercado da Figueira,se vai finalmente adotar critérios que vão ao encontro da sua dinamização,reforçando com a ocupação dos espaços que se encontram vagos,a história mais que certificada de um ex libris  que é único na expressão identificadora da nossa terra.
Como já adiantou o Dr.João Ataíde,já por lá começaram as obras para instalação da Figueira Parques,já foram tiradas medidas para por lá surgir a Litofish,e já se está a dar todo o apoio e motivação aos muitos interessados "no módulo da cesteira",vai finalmente avançar o Restaurante no primeiro piso,já por lá está uma exposição de "carros e carrinhos" nas lojas em bruto,e paralelas ao antigo prédio do gelo,de certo reservado a alguma surpresa que nos possa colar a emoções de maior agradabilidade.
Mais ainda,se adianta nos mentideros do nosso burgo,que desde a um consultório médico,ao regresso da dinâmica Lusiaves,que se aguentou expectante no Parque das Gaivotas,mas não regressou curiosamente depois da renovação,e que agora com o Talho da Beira desocupado já encontra razões suficientes para o investimento.
Enfim,quanto aos Serviços da Conservatória instalados no Edifício de Justiça(Tribunal da Figueira da Foz),depois de ter havido interesse em uma só loja,mas posteriormente lhe terem dado espaço em duas para melhor implantação,mais não resultou esta intenção do que num silencio ensurdecedor,e muito estranho na falta de uma resposta que se impunha divulgada,por razões de ordem moral e social ,e atendendo à origem de uma ideia que pode ser alvo de especulações maldicentes.
Ainda,que por ali se diga,que depois de três anos a decidir,vai mesmo,e finalmente avançar,dando expressão à filosofia da colocação de serviços para a tal dinamização prometida.
Quanto às bancas vazias do Mercado,nunca ouve tanta ocupação na sua história,e por isso não são aparentemente preocupação estratégica num futuro próximo.ainda que também,e precavendo algum erro de cálculo,se conste que vai haver uma divulgação ampla como agora a exemplo dos «AMERICANOS»,de licitações públicas para o Concurso de Adjudicação.
Ou será que isto é tudo «lume» sem fogo?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

No silencio da mensagem...


Pouco,somos muito pouco para tanto rivalismo no dia a dia,e sempre e só depois de sabermos olhar à nossa volta,percebemos que afinal qualquer trilho tanto nos dá como nos tira,que ao cruzamento com os brilhos da felicidade,sempre também nos expomos ao declínio da ascensão.
Ninguém sobe só por subir,como ninguém desce só por descer,mas também ninguém pode prever um destino feito só de luz.Talvez mesmo o desígnio de se ir mais além,tenha o maior enigma de uma vontade onde a justiça funciona sem dó nem piedade,ainda que com a perseverança de cada um,se possa tentar contrariar essa ponta final.
É isso mesmo,mais não somos do que pó,que em deslumbre fascina um propósito,mas em arremessos imprevistos nos empurra para lá de um horizonte tão mudo quanto silencioso.
Por entre olhares se descobrem as paixões,com uma rosa se espevitam sentimentos,face a face se pode sentir o olfato do amor,mas nada que não possa tombar à suavidade de um fim de linha.
Por cá,sempre estes pensamentos são emoções para não se sentir no dia a dia,como numa sequencia de ações,que mais não são do que uma fuga acomodada em um egoismo de circunstancia.
Quando a escuridão encontra,e se aproxima de quem,alguns sopros brandos se espalham nuns quantos,que não souberam ou nem se atreveram a entrelaçar os sonhos com as coisas simples da vida.
Depois,já é tarde para quem abala,ainda que na tentação dos que ficam,poucos se libertam na lição semeada aos quatro ventos.

Custcruz


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Um lembrete para os lados da Leirosa...




E um dia o sonho abraça-nos sem contarmos,a luz ilumina um rasto adiado,e a esperança renasce tão intuitiva quanto aquilo que somos.Quem acredita,concentra-se nos brilhos desse sonho,a quem o desafio toca,expõe-se a uma expectativa que mais não precisa do que os frenesins que a catapultaram,na certeza porém,que é na escolha de novos caminhos que as histórias de vida mais se aproximam do que merecemos.

Custcruz

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Quem tem asas ainda voa...quem tem unhas conduz Ferrari...


Vá...
eu fico em primeiro lugar...e tu aí em segundo...
Vês...
ele salta mais alto...não se nota?
Jogas comigo...perdes sempre,
jogas com o Dragão,
e aterras sem dó...
E queres ficar em primeiro lugar na fotografia?
Mas olha que até não jogas mal,
mas vá lá...não fiques triste...
Para a semana há mais...

sábado, 13 de fevereiro de 2016

F.C. do Porto em uma viagem do inferno para o céu...



Quando o futebol se liberta dos condicionalismos extra jogo,flui puro na essência que o criou,e se quem o dirige não se deixa perder em tentações ou equívocos emocionais,mais engradece a verdade que se deseja,por um espetáculo que assegure naturalmente uma história que não seja a da divagação gratuita,da desonestidade intelectual,ou de palhaçadas mais vocacionadas para espaços redondos,do que os tão almejados para os retângulos de sonho.
E se hoje me sinto motivado em começar pelo fim,direi sem rodeios e de forma convicta,que razão tinha Rui Vitória,quanto na antevisão deste confronto,credibilizava Artur Soares Dias, "...como um árbitro à altura do jogo...",e por aí,terá o treinador do Benfica acertado em cheio...


Nestes primeiros 45 minutos,foram os vermelhos que comandaram,revelando índices tão elevados de confiança quanto justificados numa sincronia entre setores,aos quais não faltaram seguros entendimentos defensivos,que manietavam de todo uma vontade desapoiada de Corona,Aboubakar ou Brahimi,que por ali perdidos corriam sem destino.
Complementando o acerto,exerciam a pressão da recuperação de bola em zonas de construção azul e branca,usufruindo da conquista de espaços cruciais para o ataque à baliza de Casillas,e onde as falhas de marcação eram proporcionais à intranquilidade que acabou por originar o mais que adivinhado golo,concretizado por Mitroglou aos 18 minutos.
Até final do primeiro tempo,chegaram as oportunidades para os encarnados solidificarem os seus intentos,mas por alguma aselhice,e muito mérito de Casilhas,se alimentou a surpresa protagonizada por Herrera,que numa descida espiritualizada numa só atitude,fez brilhar com um belo remate,o golo que haveria de gelar o "Inferno da Luz".
Para a segunda parte deste prélio,a maior questão que se colocava era o de tentar perceber o quanto aquele golo Portista faria ou não "voar os dragões" para uma atitude mais consentânea com um estatuto que lhe é exigível,e assim materializar em campo,a afirmação dos seus objetivos para a validade da época em curso.
Verdade seja dita,que de facto os nortenhos dobraram a "esquina do jogo"com uma nova postura,afirmando agora,e mesmo durante toda a segunda parte,um impeto ofensivo articulado em melhores apoios,mais velocidade,e sobejando em uma motivante eficácia,que haveria de proporcionar a Aboubakar o golo de uma vantagem que durou até final.

No entanto,menos verdade não será,que o José Peseiro,não pode deixar de refletir na desproporcionalidade de atitude da sua equipa entre a primeira e a segunda parte,tanto quanto Rui Vitória,embora se "possa queixar"de algum desacerto na concretização dos seus dianteiros,ainda assim,também não se poderá furtar à quebra anímica que tanto ajudou os portistas a chegar ao céu.

Por agora,já se murmuram as preces para que Jesus não dance no "bailinho da Madeira",mas como o andar das carruagens deste campeonato se revelam tão titubeantes,o melhor mesmo é esperar para ver qual dos três grandes do Futebol luso tem o melhor mestre da Bola....de Cristal,e isto nem que seja só por uma semanita...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Águia continua a sobrevoar o Leão para lhe sacar "o poleiro"...


Gosto de Futebol,afastei-me das emoções que vivi e protagonizei durante tantos anos,mas o desencanto de vicissitudes imprevistas,parece afastar-se da minha alma,e hoje,como ontem,resolvi de novo ir ao café ver mais um joguinho,e se ontem era o meu Sporting que estava em causa,hoje era o Benfica de familiares e amigos meus,que se expunha ao desafio dos conceitos e sensibilidades que corporizam a visão que tenho sobre uma modalidade,que espero nunca me largue até aos últimos dias da minha vida.
Depois de já ter observado o Benfica nos primeiros momentos da época,não me entusiasmava o discurso do seu novo treinador,mas sempre salvaguardei que o mais importante era o crescimento da equipa sob a batuta dos seus métodos e posturas,e a verdade é que,acrescido ao facto da regularidade competitiva que ultimamente o clube das Águias tem evidenciado,vi neste confronto com o Moreirense,uma pujança física admirável de toda a equipa,e uma disponibilidade psicológica e táctica,muito inteligentes no controle e leitura das condições e fases de um jogo.
Entre os atributos que uma equipa que sonhe alto,tem que ter para se arvorar a um topo a que só os melhores podem ambicionar,é a capacidade de adaptação tecno-táctica a circunstancias pontuais,como as dimensões reduzidas de um campo como o de Moreira de Cónegos,e aí o Benfica sob abdicar de um futebol mais articulado entre os sectores,para o potenciar de forma mais direta e prática,do que de certo o seu modelo base o exige.
E foi assim,que logo aos 15 minutos da primeira parte,mais com a tal "atitude operária" do que artística,e dispensando-se toques na circulação,se solicitou a abertura de Pizzi,que com peso e medida,centrou para um espetacular cabeçadão de Jonas,e que não deu qualquer hipótese a Stefanovic.
O Benfica comandava,e o Moreirense ainda que abeirando-se de forma descoordenada da baliza encarnada,até poderá queixar-se de um lance à entrada da área,onde Iuri Medeiros foi ceifado para uma falta à qual o árbitro fez vista grossa.
De qualquer forma,eram os da capital que mandavam no jogo,e foi sem surpresa que "o perfume técnico" de Renato Sanches, rasgou as trincheiras nortenhas,com uma diagonal em profundidade,à qual Eliseu correspondeu em esforço,mas com um cruzamento atrasado que fez encher o pé a Mitroglou.
2-0 de vantagem para a segunda parte,pediam ao Benfica o controle emocional capaz para matar o jogo a qualquer momento,e também aí em jeito exímio,a águia sobrevoou tranquila até aos momentos em que Jonas bisa sem surpresa,e
Nico Gaitán confirma um resultado final mais que merecido.
Merecido foi também o golo Moreirense já aos 92 minutos por Iuri Medeiros,a premiar a garra com que se bateu perante adversário de "outro campeonato."
O arbitragem pode considerar-se positiva,ficando a tal dúvida do livre em zona perigosa e contra Benfica,e ainda vai confrontar-se com mais umas quantas comparações com aquele mimo de mão aberta de um Benfiquista a um Moreirense,como que inspirado nos instintos agressivos de Slimani.
Mas volto a reafirmar,o Benfica não precisou de nenhum "colinho" para vencer este jogo.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Leão consegue tirar Autocarro da Académica do relvado de Alvalade...



Leão consegue tirar Autocarro da Académica do relvado de Alvalade,e segura o primeiro lugar no campeonato.

Mais uma vez com a arbitragem no centro das atenções,quando estes deveriam passar de forma o mais despercebida possível,cada vez mais o Futebol Português se encurrala em tudo o que são excessos despropositados,erros grosseiros,e uma desorientação que só destrói a verdadeira essência do futebol espetáculo. 

Dirigentes,treinadores e árbitros,todos alinham na estratégia da pressão,e depois trocam os pés pelas mãos,o bom senso pelo faciosismo,a verdade pela mentira,e só se encontram em confrontos onde poucos ou nenhuns podem bater com a mão no peito,por cadastros que os ilibem de benefícios passados e presentes,por apitos tão dourados,que também por tanto lhes conhecerem os rastos,se apavoram e desorientam de jornada a jornada.

Isso mesmo,o maior escândalo Europeu que visou um setor de arbitragem, foi o processo Apito Dourado,e este,depois de escutas mais que credíveis,factos mais que comprovados,realidades mais que evidentes,não teve punições exemplares,não afastou as sombras do mal,e mais do que isso,rejuvenesceu e credibilizou "caretas" a quem prendem seguranças ilegais,motoristas traficantes,ou se ligam "a tambores africanos",que marcam a cadência de uma colonização onde a força económica também destruirá o Futebol,à semelhança de um país onde o feitiço de outrora,se vai virando agora contra o feiticeiro.
Quanto ao jogo propriamente dito,um canto estudado e mais que previsível na elaboração,deu impulso no marcador a uma Académica,que em resposta à vantagem,se expôs em linhas tão recuadas e medrosas,que conseguiu colocar onze guarda-redes na defesa da sua baliza,permitindo ao Sporting que com todos os espaços para além dos que conquistou,virá-se o resultado ainda antes do intervalo.
Na segunda parte,e com os Leões surpreendentemente inseguros nos primeiros vinte minutos,voltaram a abrir-se alas para que os estudantes se abeirassem da sua baliza,onde Rui Patrício,que de quando em vez se deixa levar na "apanha dos papeis",criou o desenho do golo da polémica,e onde o dito por não dito do auxiliar,aldrabou o prélio em um empate a duas bolas,que não inspirou os conimbricenses em mais do que a asneira que já tinham feito na primeira parte,voltando a tentar resistir ao ataque de um Leão talentoso,e liderados por um endiabrado Slimani,que sempre contando com alma e a garra de Adrien,motivaram em muito o 3-2 final,e concretizado por Montero.
Quanto à arbitragem,prefiro nem dizer mais nada,porque também mais nada falta dizer.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Porque nem só de dizer mal vive o mundo...


As críticas têm sido mais que muitas,e o desleixo já vem de longe,a EN 109,encontra-se num estado lastimoso,e porque a imagem da Figueira vem sendo beliscada num desassossego centrado naquilo que é perfeitamente inaceitável,enquanto falta de respeito pela elementaridade de uma qualquer gestão dos interesses da nossa terra,e ainda também que,embora muitas vezes até a responsabilidade direta não passe pela Autarquia,sempre uma boa interpretação das regras exigíveis para a concepção de uma solução,pode quiçá fazer milagres,e trazer à luz os brilhos que marcam e definem o fazer e o deixar andar.
Boa notícia,sem dúvida esta que por aí saquei,e se como o digo,nem só de dizer mal vive o mundo,não será por mim como Figueirense acérrimo,que me deixarei perder na obsessão dos sentimentos,reconhecendo o quanto atos como este são sinalizantes da defesa do interesse público,sem que se lhe ludibrie a moralidade.
Pois que assim seja em outros desafios,que irão naturalmente surgir para com quem é incumbido desse(hoje)tão complicado desígnio.
Custcruz

Três milhões para melhorar segurança na EN 109 na Figueira da Foz e Pombal


domingo, 24 de janeiro de 2016

Hugo Almeida continua a fazer das suas...


Hugo Almeida precisou de apenas 9 minutos para se estrear a marcar pelo Hannover.


Aquele pé esquerdo,e aquela predisposição para se motivar perante um novo desafio.

Cada ser é um ser,e para qualquer treinador que se digne,se não conseguir interpretar a vocação instintiva de cada um dos seus jogadores,nunca o ajuda a libertar-se na diferença que estabelece os brilhos do seu talento,e nesta ocasião,aparecer e encher o pé na cara do guarda redes,até parece fácil,mas só quem coordena "o querer" com as potencialidades técnicas,consegue chegar tão longe como o fez e faz Hugo Almeida no Futebol Mundial.
O Hugo não se chama Messi,nem Cristiano Ronaldo,mas ainda bem,pois imagine-se ouvir um relato,ou ler-se uma crónica de um jogo com 11 Messis,ou 11 Cristianos Ronaldos,não parece,mas seria terrível para dar espaço à força das emoções,e depois,todos se completam dentro das quatro linhas,agora chegar lá é que não é para qualquer um.e o numero 9,conseguiu-o agarrado a uma estrela que ele próprio conquistou.
31 anos depois,só podes ter mudado muito,mas aquela motivação entre a aptidão e o sonho,foi o segredo que te ergueu,traduzido no frenesim de ultrapassar as tuas próprias expectativas,e isso vai para sempre acompanhar-te na vida.
Abraço CNC.

sábado, 23 de janeiro de 2016

O tributo de um Grande Clube,manuscrito por um Grande Senhor...



A história da Naval está escrita,e por entre o volume de emoções que a impulsionou,ressaltam gestos tão simples e que pregados no tempo ficaram, pelo significado com que para além do que a bola rolou,mais inspirou o desenho dos trilhos em que vontades conjuntas perseguiam fazer brilhar no enorme prestígio que vinha de longe,


Na primeira época em que saltitei nas nuvens dos sonhos,reconhecido fui por muitos,sem que por alguns "ódios" não deixasse de ser acompanhado,afinal de contas,um miúdo de 20 anos saltava das Abadias com uma tal Escola MTK 2000,pegava numa equipa de iniciados,e só perante Benfica e F.C.Porto,parava a marcha em direção ao Título Nacional.
Dentro da nossa casa,e como no seio de qualquer família,haviam "as ovelhas" que tudo faziam para apagar rastos de brilhos que lhes encadeá-se os egos absolutistas,mas outros,por amor viviam numa identificação "de sangue" que elevá-se a "Velha Senhora" o mais longe possível,e foi assim,e entre estas vicissitudes de vida,que recebi a primeira distinção impulsionada por um sentido de justiça inspirado pela firmeza de quem não pactuou com "os ratos" da Naval,liderados por um Grande Senhor,de seu nome Manuel Bravo,na altura Presidente da Assembleia Geral do Clube.
Lembro-me como se fosse hoje,o Senhor Manuel Bravo,abeirou-se de mim,e dando a saber que era bem conhecedor das "correntes que enfraqueciam os méritos",levantou a voz como que arrepiando sombras que por ali também deambulavam na altura,e deixou como digo de forma bem sonora,que o Custódio Cruz,iria ser distinguido pelos suas virtudes,e com um Diploma manuscrito por si próprio.
Ainda agora me arrepio daquele momento,confesso que me encolhi com tamanho gesto solidário,mas ao mesmo tempo,descobri o quanto no silêncio de um grande Abraço,nós conhecemos as boas pessoas,e os verdadeiros amigos.
Senhor Manuel Bravo,aquela alma Navalista,que acompanhava os treinos,não falhava aos jogos,e que no final do Naval-Benfica,ainda que eu estivesse desfeito em lágrimas com o fim do sonho,me apresentou o seu irmão, e também distinto Jornalista,para que me fizesse uma entrevista no Jornal Nacional "A Gazeta dos Desportos",e assim "me ajudasse" a perceber que a vida continuava,e que este era apenas um princípio do muito que o Futebol me haveria de dar para sorrir ao bom sorrir.
Sucederam-se as perspetivas de um homem sábio,eu fui muito feliz no Futebol,e hoje percebo e sinto, que foram cruzamentos com seres da sua dimensão,que mais me motivaram a não abrandar na honestidade,nem a desistir nunca daquilo que sonhava.
Mais tarde,procurei a dita entrevista no Museu Dr.Santos Rocha da Figueira da Foz,consegui uma cópia através da uma amiga que lá trabalha,entretanto perdi essa memória escrita,voltei para tentar reaver essa relíquia pessoal,mas tinha "desaparecido por entre paredes",enfim,mas ainda assim não se apagaram as memórias por quem as merece.
Afinal,também ainda restando o meu Baú de recordações,foi com alguma emoção que encontrei este Diploma concedido por aquele Clube,e que agora com orgulho o exibo junto com histórias que não fui só eu a viver,e ainda bem,pois essa foi desde sempre a minha ideia.

Custódio Cruz

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Mercado da Figueira-Apenas e só uma imagem do mundo de hoje...




Dizer nada já é muito para aquilo que me apetece fazer,
olhar para a vida é suficiente para se exprimir o que não é preciso dizer...


Custódio Cruz

domingo, 17 de janeiro de 2016

Um bom Domingo também para si...


Quase uma vida com mais tempo "a sonhar",do que a tomar conta das contas que me pudessem assegurar um futuro mais consistente em termos de estabilidade financeira,hoje,até vou trocando de calças de quando em vez,mas não posso perseguir as modas,mudo de camisa desviando os olhares mais atentos,mas não me permito surpreender na ilusão de marcar uma diferença no dia a dia. Troco de sapatos entre a mudança das épocas,e já assim não evito pontapear o que me apetece,pois os brilhos sempre os almejei longe "daquilo que calçava",e muito mais perto de tudo o que me pudesse fazer feliz. Enfim,ao invés,tenho comigo uma absoluta certeza,ninguém vive sem se arriscar em tombar no precipício do erro,e se o dinheiro assume um papel que pode comandar essas diferenças,se por exagero se sonha de mais,e ainda que se possa perder até o trilho da sobrevivente dignidade,desbravam-se outros caminhos que até podem fazer bem ao mundo,equilibrando-o no que precisa,e naquilo que nos desenhará as memórias distintas por comandadas pelo atrevimento de ser diferente. O Futebol catapultou-me para desafios puros,onde a mescla do jogo com a essência da vida,era filosofia de fulcro para se vencer numa plenitude onde o arrepio do sentimento estivesse sempre presente,onde o desafio dos princípios se pudesse alongar o mais longe possível enquanto uma orientação de vida,ou "toque" refletivo,que aconchegasse a natureza do ser. O tempo passa,e naquilo que por vezes me afunda na auto-estima,sempre também em intervalos tão providenciais quanto sentidos,me ergue em direção ao sol,"aquele sol" que tanto sonhei que nunca se ofuscasse nos meus ex.atletas,por um tempo que nos fez cruzar,e se prolongasse muito para lá de um fim para o qual todos caminhamos. Estou feliz,porque nesta semana que agora terminou,encontrei diálogos entre eles,onde questões sobre posturas personalizadas,envolviam respostas com letras e pensamentos que eu próprio liguei,longe e "bem cá do alto",confesso ,sorri no silencio de quem já nada pode fazer,mas nunca se pode deixar de regozijar por aquilo que um dia sonhou. No prolongamento desses raios de luz,somei mais um amigo no Facebook,também daquela família que o Futebol me proporcionou,e como que na impulsão mágica de "um grande golo",aqui festejo explodindo com a alegria dos sentimentos que tantas vezes eles próprios me ofereceram dentro das quatro linhas.

CNC

sábado, 16 de janeiro de 2016

Contas de somar...


É no ser humano que está a luz que faz brilhar o muito que nos rodeia,
e ainda que o que nos rodeia alguma vez nos falte,
será sempre o ser humano a encontrar maneiras de fazer mais com menos...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Mas haverá alguma luz que por mais que se apague te retire o brilho inconfundível da tua história?


Não,nunca.
Volto a reafirmá-lo,
és grande de mais para morrer,
nada nem ninguém conseguirá aniquilar uma alma que é senhora do mundo,
do nosso mundo,
do mundo daqueles que aos quais tocas-te o coração com um dom que só imana do povo,
daquele povo que não se quis misturar com elites,
da raia miúda que venceu mais regatas porque os braços foram mais fortes,
se envolveu até ao pico da fama,
somando vitórias com uma bola redonda que jamais teve abandonos motivados pela derrota crónica,
que sempre sobrevoou S.Siro em impulsos talentosos para duplos e triplos que afundaram em cestos de sonhos,
e que até aos que te se opunham serviram para um dia serem felizes.
Encarreiras-te em tiros ao alvo,
 que fizeram vibrar e engrandecer uma Cidade,
um Concelho, 
e um País. 
Formas-te uma família,
hoje desintegrada por tempos difíceis para uns,
desmotivada por sombras criadas por outros,
desiludida por escolhas que não foram para todos...
Ainda assim,
não está ao abandono,
e acredito,
com a abnegação dos que não a largam,
será um ponto de partida para um outro sonho,
que por mais longínquo que se afigure,
haverá de voltar a brilhar num horizonte dourado...

Custcruz

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Saúl Ricardo,e Luísa Marques,no Carnaval pelo Carnaval,e pouco mais do que isso...



Mais do que duas escolhas felizes,a certeza de que o Carnaval na nossa terra vai ter no topo dois protagonistas divertidos,apaixonados pelo espetáculo,e genuínos na proveniência de um evento que nasceu do povo para o povo,e ao qual es elites sociais,se rendem na busca de uma felicidade feita de coisas simples,e que não encontram na sua maior parte do tempo.
Embalando na euforia do Carnaval,todos ficamos mais próximos uns dos outros,as lágrimas do dia a dia secam-se momentaneamente,e até a infelicidade sorri sem vontade,como que num esforço para esquecer a escuridão de um rumo,e invocar a esperança por um novo acordar.
Longe também vão os tempos,em que por se nadar em dinheiro,se compravam com exagerado dispêndio figurões talhados pela oportunidade hipócrita de elevar sentimentos,que fizessem transcender um efeito amnésico perante o colocar e o tirar da máscara,que durante os restantes dias do ano se usava e usa na exclusão dos mais desfavorecidos.
Hoje,a criatividade é mais que chancela obrigatória,e ainda que o mundo em teima role nos preceitos do vício,a margem encurtou as rédias do artificialismo,e por isso,é na espontaneidade das verdadeiras emoções,que a tradução deste evento pode honrar a essência com que a diversão espalha sem rodeios nem constrangimentos,a liberdade de se ser feliz,nem que seja só por três dias.

Saúl Ricardo,e Luísa Marques,no Carnaval pelo Carnaval,e nada mais do que isso...

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Pensamentos adversos...


Maldição...

Olhos nos olhos se estimula uma luz profunda,
perdida e achada em um raio lancinante,
cego na vontade,
e implacável no destino,
sem recuos nem oscilações,
convicta e determinada...

A raiva não nasce em ninguém,
mas semeia-se na alma do ser,
não a sonha quem não a tem,
mas não se livra quem a provoca,
não se arrepia quem a conhece,
mas solta-se bravia em quem padece...

Abrupta linha de vida,
que distende a um limite perdido,
sobrevivendo entre espada e parede,
que nem recua nem desmorona,
irradiando em concílios previstos,
por um fim sem dó nem piedade...

Custcruz