Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

domingo, 6 de março de 2016

Naval em Juniores perde...mas continua a sorrir para o futuro...


Sem carro,com aguaceiros,e em "um dia para esquecer",sobrava-me a vontade de voltar ao campo de treinos do Municipal Bento Pessoa,para ver se por lá encontrava de novo aquela equipa de Juniores que há 15 dias me espevitou os sentidos,e me ofereceu uma prestação competitiva que não deixava dúvidas quanto ao seu efetivo valor.
Ainda disse não várias vezes,mas depois não resisti à curiosidade de viver com a nova faceta que aqueles jovens enfrentam à medida que vão escalando metas,e que por serem mais elogiados,e se aproximarem de picos que só sorriem para os eleitos,mais responsabilidades ganham,e a mais desafios se expõem,onde ou a mente sabe controlar os seus instintos,ou se vê tolhida em ansiedades que lhes rouba a liberdade que motiva o talento,que por estar lá nunca se vai embora,mas se ausenta por negligência negativista.
E é por aqui que começo,a Naval perdeu por 3-2 com o Estoril,e humildemente (e há frente...)faço valer uma máxima que um dia me luziu no horizonte,e que de todo e em minha opinião,foi a principal razão deste desaire verde e branco,pois surgiu menos solta nas suas intenções,menos concretizadora nos seus sonhos,menos expedita no rigor,e por isso meus caros jovens,aceitem se quiserem que :

"...O Homem que não controla as suas emoções...não é seguramente melhor que o outro..." cnc


A abordagem dos Navalistas expôs-se condicionada por razões que passados 15 dias ofuscaram o seu real valor,,.e se o Estoril será melhor equipa que o Cova da Piedade,e até terá um nome mais solidificado na fama,não creio que em termos de proporção seja tão acentuada essa diferença em relação à Naval,e é que nem pouco mais ou menos,e creio mesmo,que a Naval irá se for igual a si própria.provar isso mesmo "nas ventas" dos canarinhos.
Por onde andava aquela clarividência e segurança tecno-táctica de uma equipa que sabe solidificar os seus setores em ações de espirito de equipa,e neste jogo deu espaços escandalosos na ligação entre o meio campo e a defesa,e afinal por onde se escondeu a destreza na circulação de bola de modo a servir com a propósito a linha da frente?
Na minha óptica,e se tivesse que ter pena de algo ou  alguém,o que não é o caso,seria do setor defensivo,onde Toca e Bernardo não terão estado no seu melhor,mas porque lhe apareciam mais adversários pela frente do que o previsto,e principalmente de Wilson,que foi um gigante em inconformismo e abnegação,e ainda de JP na frente,que com uma mobilidade feita de um enorme espírito guerreiro,lutou,barafustou,e tentou impulsionar os seus colegas na busca de um destino que fosse melhor para todos.
O certo é,que as falhas de marcação eram enormes por parte dos jovens navalistas,surgidas por uma abordagem em termos zonais,onde poucos se entendiam,e onde também Matos,Monteiro e Gil andavam desacertados,e alternando o bom com o mau.
Matos ainda lançou algum acerto na construção de jogo,mas este era inconsequente,porque nem as trocas de pontas entre Sandro Moço e Mika,trouxeram motivações na ligação entre setores,mostrando estes apenas rasgos da sua qualidade,mas como já se referiu atrás,perfeitamente inconsequentes.


Bem,mas "o mais interessante" estava para acontecer,com o Estoril no comando das operações,e mais perto do golo,e é aqui que vos posso tentar convencer da minha tese de insegurança emocional,e sem que Matos primeiro,na envolvência penso que num passe atrasado de Gonçalo,não deixá-se de ameaçar com um estoiro "a belo prazer" as redes canarinhas,é Mika que num cabeceamento certeiro, e abençoado no pentear de Wilson,coloca a Naval na dianteira,e lança agora uma nova curiosidade,ou seja,o de saber até que ponto este adiantamento no marcador podia ou não galvanizar,e estabilizar a confiança de quem só a exibia a espaços diminutos.
Os de amarelo foram indo por aí a baixo,explorando preferencialmente nos corredores,abriam as brechas costumeiras em zonas de meia distancia e ultimo terço,e claro,o buliçoso e muito talentoso Tiago Ferreira,completamente livre de marcação,estabeleceu o empate,ainda que Carlos,que neste jogo esteve a um nível naturalmente inconstante,não tivesse deixado de tentar evitar o golo com um esticanço ao seu geito.

Para a segunda parte, "os verde e brancos" até se mostraram mais intencionais e construtivos,mas mesmo assim,e porque o Estoril baixou as suas linhas,esperava-se melhor concretização de ideias,e nesse aspeto,nem Mika,nem Sandro Moço,se entendiam no meio da pressão exercida pelos adversários,e logo o futebol não tinha profundidade,nem objetividade.
Gonçalo,ainda atira um bom remate,mas ao lado da baliza de Saraiva,e é o Estoril que passado algum tempo se adianta no marcador,com António Ribeiro a aproveitar perdas no jogo aéreo,e as tais costumeiras faltas de marcação.
Marinho Serpa,tenta corrigir estas evidências modificando estruturalmente a zona de ligação defesa-ataque,fazendo entrar Landy,Flávio e Nuno André,que dão tudo o que têm para solidificar a equipa onde mais precisava,mas a perder,era mais difícil dar a volta,e pior ficou quando Hugo Barbosa sentenciou a partida com um 3-1,agora de meia distancia,e com um remate cá do meio da rua,que deixa pouca ou nenhuma margem de recuperação aos Figueirenses.
Seria no entanto o incansável JP,que quase logo de seguida,e num assomo de esperança reduziu para 2-3,numa cabeçada que poderia lançar o jogo nesta ponta final,mas que não haveria mais do que vir a confirmar-se em intenções tardias.


Para a história ficou a vitória dos alfacinhas cá pela beira do mondego,mas parece-me de todo pertinente,e até em termos formativos,que se enfrente e elabore a comunicação capaz de fazer entender a estes jovens,de que a vida continua,e os seus desafios também,e mais ainda,de que o controlo emocional é peça de fulcro para que a máquina humana não se atraiçoe a si própria,e assim também não deixe de perseguir os sonhos que estão perfeitamente ao alcance desta bem estruturada equipa comandada por Marinho Serpa,que não conheço,nem faço questão,mas me parece muito humilde e amigo dos seus atletas,e isso é um trunfo,penso eu de que, também para os seus mais ansiados objetivos. 


Vocês estiveram lá,e como vim a pé pelas abadias fora,aproveitei e à medida que me aproximava,para embalar com o ritmo que vocês marcavam com os cânticos motivadores,entrei no pelado com batidas de orgulho,admirei a postura com que ao intervalo desceram as escadas norte cantando em uníssono,e sorri convicto do quanto a Squadra é importante por ligações óbvias,para os jovens atletas Navalistas,pois que,foi notório nos festejos,a aceleração com que eles vos devolviam a parte do vosso mérito em cada golo concretizado.
Não,ainda não foi desta que eu tive a coragem de não vos mencionar,e dá-me cá impressão que nunca o vou fazer,porque sabem uma coisa?

Vocês "jogam muito" !
Custcruz

sábado, 5 de março de 2016

Entre o Jorge,o Peseiro,e o Rui,qualquer um ainda pode escolher "a gravata do Título"...



A justiça e a injustiça também podem assumir um cariz de subjetividade,e para que se deslinde uma solução que não esconda a verdade desportiva,simplifica-se as incidências em uma verdade absoluta,pois quem marca ganha,logo que o seu adversário não o tenha feito num maior numero de vezes...
E só por isso,parabéns ao Benfica,já quanto ao Sporting,que faça uma pintura à barra da baliza,e contrate um psicólogo para quem nem com a baliza toda escancarada conseguiu acertar os passos,por o mente lhe ser tão traiçoeira.
Agora,não vale a pena gritar contra a arbitragem,porque mais erro menos erro,não creio que estivesse predisposta a falsear o resultado,e se ainda estão em disputa tantos pontos até final do campeonato,entre o Jorge,o Peseiro,e o Rui,qualquer um ainda pode escolher "a gravata do Título",por um dia os três grandes de Portugal os terem resolvido promover a seus treinadores.
Siga a bola,porque este campeonato ainda está muito longe da decisão.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Na solidão dos meus encantamentos...




Tudo o que ficou para trás,ficou...nada se apaga,e muito se viveu na imensa vontade de jamais deixar ofuscar os brilhos de cruzamentos que se catapultaram com a magia de uma bola,mas hoje,todos somos diferentes,como na altura também o éramos,mas não fazíamos questão de o evidenciar,as vitórias eram de todos,a amizade era um instinto preservado,o sonho era um trilho iluminado por um sol ao qual eramos fieis enquanto destino de uma só alma,de uma só equipa,de uma só família.


O mundo rolou e avançou,e cada um seguiu o caminho que a vida lhes sugeriu,que as suas personalidades escolheram,que os desafios da sobrevivência lhes impuseram,na certeza porém,que sempre haverá um espaço reservado na nossa mente,onde o nosso convívio continua,as memórias se amontoam ordenadamente felizes,e por isso o respeito vale o que valeu,e não destrona o carisma de quem vos acena agora lá na frente,mas se faz acompanhar de tudo o que vocês lhe deram...
Aconteça o que acontecer,e por mais afastados que hoje estejamos,só vos posso confidenciar um sentimento de momento,vocês são vocês,eu sou eu,e como o querer continua a ser o meu forte,eu vou esquecer-vos é nunca...
Até já...
 — em Na solidão dos meus encantamentos.


Custcruz

terça-feira, 1 de março de 2016

É pouco...mas é de boa vontade...


custodio nogueira da cruz custodio cruz
Trabalha em conta propria
Frequentou Escola Dr.Joaquim de Carvalho da Figueira da Foz
Vive em Figueira da Foz, Portugal|1 250 215 visualizações







segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

"Estou desmotivado… mais! Estou revoltado!” – escreveu o médico figueirense Ricardo Duarte...

"Estou desmotivado… mais! Estou revoltado!” – escreveu o médico figueirense Ricardo Duarte


Foi em finais de dezembro de 2015 que Ricardo Duarte, médico com especialidade em Anestesiologia, uma subespecialidade em Medicina Intensiva e a competência em Emergência Médica (a trabalhar no Funchal), deu a conhecer num post na rede social Facebook alguns dos problemas profissionais da classe que representa.

O texto tornou-se viral, sendo partilhado por imensos perfis e reproduzido em vários órgãos de comunicação social nacionais. Continua actual.
Ricardo Duarte nasceu em Setúbal mas foi na Figueira da Foz, desde tenra idade, que residiu, cidade onde ainda hoje habitam os seus pais e que regressa sempre que pode.

Numa entrevista à SIC Notícias Ricardo explica o desbafo.
Texto na íntegra:
"Estou desmotivado… mais! Estou revoltado!
Porquê? Tentando fugir a toda e qualquer subjetividade, vou-me restringir a factos (sem respeitar um acordo ortográfico que assassina a minha língua materna):
1. Tenho 38 anos, sou Médico há 15 anos. Possuo uma especialidade em Anestesiologia, uma subespecialidade em Medicina Intensiva e a competência em Emergência Médica. Gosto do que faço!
2. Recebo menos de metade de quando acabei a especialidade há 8 anos. É um facto. Para receber o meu ordenado base limpo tenho de acrescentar em média 100 horas extras por mês. Trabalho assim 65 horas por semana a uma média de 9 euros por hora. É um facto.
3. Este ano estive de serviço no dia de Natal, o ano passado fiz o 31 de Dezembro. É um facto. Nesse dia de Natal fui insultado pelo familiar de um doente que não concordou com o horário da visita do meu serviço. É um facto. Tenho um filho com 5 anos e não tenho dinheiro para pagar o infantário a um segundo que não tenho. É um facto.
4. Pertenço à minoria de Portugueses que paga impostos, e como sou considerado rico o meu filho paga mais na creche que muitos outros… pelo mesmo serviço, porque não come mais, nem come antes. É um facto.
5. Todos os dias tenho de tomar decisões clínicas que determinam a vida e a morte de pessoas ao meu cuidado. É um facto. Hemorragias aneurismáticas, como as do mediático caso do David, são apenas um exemplo das situações que eu e os meus colegas temos de tratar o melhor que sabemos e podemos. É um facto.
6. Mesmo sendo médico limito-me a comentar profissionalmente situações que são da minha área de diferenciação. A Medicina é tão vasta que se comentar situações ou acontecimentos de outras áreas sei que vai sair asneira. É um facto.
7. Vivo num País em que quem comenta o penalti e o fora de jogo acha que sabe o suficiente para ditar o certo e o errado naquilo que faço todos os dias. Em que aqueles técnicos de ideias gerais, a quem chamamos jornalistas, e os seus amigos comentadores profissionais, se sentem à vontade para “cagar lérias” sobre aquilo que desconhecem e não têm capacidade técnica para apreciar. É um facto. Por mais de 9 euros à hora… Julgo eu, porque nunca me mostraram o recibo de vencimento!
8. Trabalho num serviço de saúde onde tenho de improvisar a toda a hora porque o fármaco x e y “não há” (Ups… estamos proibidos de dizer que não há!). É um facto. Onde temos vários ventiladores de 30 mil euros avariados (um deles há mais de 1 ano!) porque “ninguém” pagou a manutenção. É um facto. Eu levo o meu carro à revisão todos os anos e pago. É um facto.
9. No dia em que o que me pagarem para ir trabalhar não for o suficiente para a despesa da gasolina e do estacionamento ( como concerta acontece com algumas equipas de prevenção específicas do SNS), não o farei. É um facto. Isso não retira qualquer valor ao juramento de Hipócrates, nem a Lei obriga (ainda!) ao trabalho escravo. É um facto.
10. Se eu estiver doente e precisar de assistência prestada pelos meus colegas no SNS tenho de pagar taxa moderadora, ao contrário de muitos outros… É um facto. E se andar de comboio, como não sou trabalhador da CP também pago. É um facto.
11. Eu e os meus colegas trabalhamos mais doentes que muitos doentes que são vistos no serviço de urgência. É um facto. Vivo numa região em que qualquer dor de dentes, grão no olho ou escaldão da praia vai para a urgência do hospital numa ambulância de emergência médica. Muitas vezes com a família no carro imediatamente atrás da ambulância. E sem pagar um tostão. É um facto.
12. No hospital em que trabalho existem mais de 100 camas de agudos ocupadas com as chamadas “altas problemáticas”. Situação que se arrasta há vários anos e legislaturas e cuja resolução (política) escapa aos mais dotados. É um facto.
13. Vivo numa região em que se gastam muitos milhões em fogo de artifício e marinas abandonadas, sem existir contudo dinheiro para um monitor e um ventilador de transporte para a sala de emergência de um hospital dito central e centro de trauma certificado. É um facto.
14. A descoberta das vacinas constitui um dos maiores avanços da Medicina do século XX e a implementação de um plano de vacinação global para a população é um marco histórico de qualquer civilização, contribuindo para a redução da mortalidade infantil e aumento da esperança de vida. É um facto. Vivo num país que já não consegue garantir uma cobertura vacinal completa e atempada às sua crianças. Um retrocesso de gerações… um sistema podre e decadente. Não vejo os noticiários abrirem com esta notícia. É um facto. O meu filho não fez a vacina da difteria, tétano e tosse convulsa aos 5 anos. Não há… Talvez para o ano. É um facto.
15. E por tudo isto estou revoltado… É um facto.
Funchal, penúltimo dia de 2015.
Ricardo Duarte. Cédula da Ordem dos Médicos 41436"

Foto: DR/Visão


A verdade de mãos dadas com a emoção,sempre,e há luz dos tempos em que vivemos,mais resultam exemplarmente em inegáveis provas do quanto o sistema político social está viciado em práticas onde a sensibilidade humana é arrastada por trilhos de uma vergonha,que só a tem quem a sofre na pele,ou por princípios se distancia dos animais políticos que se pavoneiam em corsos carnavalescos,se exibem em oratórias eloquentemente hipócritas,se corporizam em mitos onde a falsidade lhes limita a seriedade de um carisma que nunca lhes é reconhecido,ainda que até ao resto das suas vidas,sejam bem pagos pelas performances circenses a que se expõem.
Bom.e aí,já ouço os seus murmúrios nas costas de quem faz dessa verdade a certificação do que pensa,e que sorrindo em cinismos distanciados,se sente tão vencedor,que nem resiste em acabar em campas privadas e lustrosas,para um "soninho distinto" de todos os outros,para além de uma vida que até pensam que nunca acaba.
Que nunca também acabem "os Ricardos Duartes" do nosso contentamento,pois quem sabe um dia se abram mais as pestanas de quem por acreditar em milagres,não percebe que para haver contemplados,tem que haver prémios,na certeza porém,que esses não podem ser muitos,se não não o eram...
Custcruz

domingo, 28 de fevereiro de 2016

"Extra Noticia" :Hummm...não me parece mal,enfim...

Cobertura amovível para Coliseu Figueirense abre portas a novos eventos







A administração da Companhia do Coliseu Figueirense apresentou ontem à tarde o projecto de reconversão – cobertura móvel «Lanik» e ventilação da praça de touros (idênticas às construídas na arena de Évora), da autoria dos arquitectos Carlos Guedes de Amorim e Conceição Reis da Costa e que permitirá a realização de diversos eventos todo o ano.
A intervenção maior (cobertura e ventilação) encontra-se orçada em cerca de dois milhões de euros. Contudo, o projecto prevê ainda “a modernização ou construção de uma base de uma série de espaços de apoio, como sanitários, camarins, locais de venda e promoção dos espectáculos, zonas de convívio e de lazer destinadas ao público”, explicou Miguel Amaral.
Segundo adiantou o presidente do Coliseu Figueirense, “a intervenção, para além de dotar o edifício de outras valências, permitirá ainda assegurar a preservação de um edifício classificado e marco de uma era histórica da cidade, do concelho e da região”.
A proposta confere ao redondel figueirense “um potencial ainda maior para se apresentar como palco de excelência para realizações de eventos de índole turística, cultural e desportiva, sem esquecer o espectáculo tauromáquico”. Concertos, passagem de modelos, exposições, feiras, congressos são algumas das possibilidades a realizar.
Salienta ainda Miguel Amaral ser este “um espaço único na cidade com capacidade para colher cerca de 6.000 espectadores sobrepondo-se, assim, de forma substancial, à lotação actual do Centro de Artes e Espectáculos na sua maior sala com capacidade para 800 pessoas e do Casino Figueira, que não vai além das 400”.
Para que esta conversão possa sair do papel e passar à realidade, “não pode a Companhia do Coliseu Figueirense comportar com todo o referido esforço financeiro, não possuindo a necessária capacidade para dar resposta a um projecto desta natureza”.
Explica ainda Miguel Amaral que a Companhia do Coliseu Figueirense “não poderá deixar de ter como parceiro privilegiado a autarquia de forma a permitir a formalização de uma candidatura a fundos comunitários que permitam a angariação de verbas suficientes para colocar em prática a obra em causa”. Numa fase posterior, o presidente do Coliseu Figueirense espera ainda o apoio da autarquia na “promoção e dinamização no preenchimento da agenda de actividades a serem levadas ao referido espaço”.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

A luz e a arte,a alma e o sentimento...


A guitarra portuguesa não mente,
porque é embalada pela alma,
o fim nunca se apaga,
porque não se soltam intervalos sem dó...

Só quem a vive a entende,
e lhe toca os compassos de silêncio,
de um silêncio profundo e calmo,
que se aconchega no coração,
e se espalha em acordes de saudade...

Custcruz

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O xadrez do medo,o Alto de Brenha...e o Edifício O Trabalho...


Medo,um sentimento que também se precipita pela ação do próprio homem,sobretudo daqueles que se estão a "borrifar"para o bem dos outros,os tais que por repetições bem sucedidas se libertam numa confiança de meios,onde jogando com artifícios hipócritas,conseguem arquitectar destinos onde "piões" se cabeceiam sem dó nem piedade,almejando finais felizes,e num salve-se quem puder,a que só os desorientados se expõem...
Em Brenha,as realidades de um País "assaltado",cria desesperos humanos que desequilibram o bem estar social,enfim,num jeito similar ao de muitos cantos desta Nação,que no que diz respeito à Figueira da Foz,não poderia diferir no seu estado geral.
Mas se uns roubam a paz social,comandados por instintos "encavalitados" em pressupostos desesperados de um só momento,já outros planeiam com "artistas" habilidosos em retórica oratória,na conquista de meios para atingir determinados fins,que são pertença de todos,e não daqueles que por isso mesmo colocam em alvoroço que não deviam.
Quero acreditar que,nenhum destes exemplos tão preocupantes e denunciados em reunião de Câmara da Figueira da Foz,tenha "torres" ocultas,de onde num timing apropriado se lançou mais uma jogada sob o protagonismo de "princepezinhos"que nada têm a ver com os virtuosismos do xadrez espontâneo,mas que ainda assim,servem "os Reis" da vergonha,na busca de um qualquer Xeque-mate carregado de imoralidades avassaladoras,que também podem criar outros medos e vítimas,tão iguais quanto aquelas que agora pediram auxílio à Edilidade Figueirense. 
Estou solidário para com estes cidadãos,que agora recorreram por verdadeiras inseguranças e injustiças de vida,nas quais o executivo camarário até pode ter papel determinante enquanto pressão na concretização de soluções a contento de todos,e se no caso do Edifício O Trabalho.o incentivo para que com uma exposição à câmara municipal,seja capaz de reduzir dificuldades criadas pelos monstros da incompetência,já será um primeiro passo,para que na tal concertação política proposta,e mais que exigível aos tempos que se vive,se possa mesmo criar uma "posição enérgica e musculada",mas com o prudente cuidado de com tão pertinente ação de quase cariz físico,não se possa fazer explodir em vez implodir o dito Edifício,para cima dos tais outros,que também têm que pelo menos sobreviver sejam 10 anos,ou o que o destino lhes reservar.
Quanto ao possível novo dono daquele espaço,que já em dado momento aqui alvitrei como possibilidade,quem sabe não esteja longe de uma realidade conjugada nas "dicas" que na altura mencionei,e assim,de certo ficarão todos satisfeitos com o meu humilde contributo,fundamentado na minha inegável capacidade dedutiva,enquanto futurologista das incertezas do nosso mundo,que parece tão grande,mas se afigura tão pequeno,em virtude dos "ecos sobrenaturais" de seres que tais como eu,comunicam carregados de "convicções infundamentadas",mas que mais tarde ou mais cedo,se certificam em evidencias arrebatadoramente acertadas e surpreendentes.
Quanto à demolição ou requalificação,creio tratar-se de pormenores estratégicos que dependem das contrapartidas que possam cair do céu,assim tipo o posicionamento do sol,ou as aragens refrescantes para com um novo alcance comercial,tipo uma tal horizontalidade que permita ver "um futuro à janela",que nos leve a acreditar num jogo de sorte ou de azar,sem que para isso se tenha de subir ou descer grandes escadas.