Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

sábado, 5 de agosto de 2017

Senhor Carlos da Naval,ou mais um adeus à velha guarda da Naval...


Em extremos de emoções distintas,e de forma discreta e silenciosa,aliás como era seu apanágio inato,abalou deste mundo o Senhor Carlos,o contínuo da Naval 1º de Maio da Figueira da Foz.
Ontem arrepiei-me com a partida de um jovem de 15 anos,hoje deparei-me na confirmação de um rumor,com o fim da história de um homem com "84 valorosas páginas" para desfolhar.
Voando nas Asas do Tempo,ambicionará sempre a ser um degrau,para puxar quem justifique as diferenças que muitas vezes não são atendidas para com quem as merece,e se por mim sempre preferi as homenagens em vida,já enquanto convivi com o contínuo da Naval,para além de o respeitar,defendi-o sempre pelo seu amor verdadeiro ao clube do coração,percebendo e admirando a sua postura humilde e contida,perante quem o envolvia,por ser fruto da sua alma,e da educação que transbordava no seu ser.
O Senhor Carlos,era um homem de silêncios pontuais,pacato,dono de sorrisos inadvertidos,e capaz em quase tudo o que lhe pediam,mesmo até que não concordasse,escondendo o que se lhe precipitava na alma,fazia o que lhe pediam,e importava-se muito pouco com as perdas de tempo,enfim,eles que vissem aquilo que ele já estava farto de ver...
Viveu muitos anos "a virar frangos" com a camisola da Naval,saltava de secção em secção,e desde a bola ao cesto,ao pontapé na redondinha,ou no puxar dos remos,ele era um protagonista envolvido com a verdadeira mistica verde e branca,porque lidava bem com as rivalidades internas,colocando sempre o clube à frente do interesse individual,e gerindo emoções com a perspicácia de um homem sabido.
Ele estava sempre lá,ganhava para o que trabalhava,mas oferecia muito do que não tinha obrigação.

Paz à sua alma,Senhor Carlos.
custcruz