Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

sábado, 9 de setembro de 2017

Benfica 2 Portimonense 1...porque a sorte existe,e o ser humano mata o instinto...

Agora,e no silencio das quatro linhas,dou comigo de regresso à "nova época",pois a vida é mesmo assim,se para uns nada impede no instinto atento e constante por um amor louco,e que vem de longe,já para outros,e como eu,só quando o relaxe surge como premio a uma época de verão dedicada ao investimento profissional,se soltam os arrepios desejados por tudo o que se possa observar nos rastos de luz de uma partida de futebol,que faz parte da Liga de todos Nos,e que nos preenche no muito das nossas ilusões.
Sobre os ecos de Vila da Feira,e que não tive oportunidade de ver desenhados nos meus olhos,não devo tecer grandes considerandos,a não ser que,não me agrada que as histórias se repitam pela inconstância insegura de um Sporting que me conquista na simpatia,e até me tem agradado pelos resultados deste inicio de campeonato,só que,continua no difícil,a se afirmar e a dar esperança,mas no mais acessível,a perder-se,e a não solidificar o estatuto preciso para voltar a ser Campeão.
Estar a vencer por dois zero,em plena segunda parte,e nos tempos que correm,é uma vantagem decisiva para qualquer equipa,quanto mais para quem sonhe erguer a Taça mais apetecida.
Vou esperar,que tenha sido apenas um percalço de origem pontual,e que assim não tenha que se justificar na repetição e como na época passada,onde pelo oito ao oitenta,o nosso navio passou,e o Titulo ficou por embarcar por mais uma vez..
Depois,lá me sentei em frente à "caixa mágica",planeando ainda assim,apenas assistir à primeira parte entre os clubes das águias,só que,o jogo agradou-me,e o Portimonense,foi-me surpreendendo à medida que os ponteiros do relógio avançava.
O Benfica,elaborava um futebol seguro nas intenções,mas os de Portimão,tapavam espaços como uma estrutura tática bem assimilada,não se remetendo ao seu ultimo terço defensivo,e atacando a bola nas zonas de desequilibro ofensivo.
Pior para os encarnados,era a tranquilidade emocional que estes revelavam em tudo o que operavam,saindo a jogar sem precipitações,e com uma enorme sincronia entre os sectores.
Aí,decidi ficar para a segunda parte,e lancei entre amigos,a perspetiva de que se nenhuma vantagem acontecesse para os da Luz,e até ao quarto de hora do segundo tempo,as costas encarnadas iriam ser muito atacadas,e não sabia se a surpresa não cairia como balde de água fria para quem esperava um cenário mais fácil.

Pois é,dito e feito,os pupilos do experiente Vitor Oliveira,chegaram mesmo à vantagem,não inventando em atitudes demasiadamente audazes,mas sonhando o suficiente,na construção dos seus intentos.
As águias da Luz,procuravam acelerar processos,mas havia sempre uma cobertura,um pé,ou uma precipitação no pragmatismo da circulação de bola,que assim se tornava previsível,e de óbvio e fácil aniquilamento por quem não tremia como seria de se esperar.
Bem,o Benfica acelerou de novo,mas só um penalty muito discutível,e bem marcado pelo "pistoleiro" JONAS,lhe fez repor o empate,e no acréscimo,fez reduzir os Algarvios a dez unidades,ficando mesmo no ar,um sabor a injustiça no destino de um jogo,onde se a sorte é certo que fazia parte,mais reforçada ficou com aquele cruzamento de André Almeida,que não ficou definido na intenção,e se transformou num golo do outro mundo.
Para que a história deste embate não se descaracterizasse,e a infelicidade Portimonense,até pela legalidade marcasse pontos,eis que uma belíssima jogada nos instantes finais,e bisada em golo por Fabrício,não valeu,e tudo por coisa de cinco unhas de um pé,que na visão do videoárbitro,não escapa,mas mata o instinto do "futebol puro",que como tudo devia ser feito de erros e virtudes,mas que por culpa dos vigaristas deste mundo,é um bem que lhes limita o espaço de manobra.
Gostei deste jogo,assim outros surjam para bem do adepto que ama verdadeiramente o futebol,e não se deixa enrolar em clubismos exacerbados.
custcruz