Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

De facto uma imagem pode valer muito mais do que mil palavras...e até do que mil interpretações...


Mais uma foto do talentoso Pedro da "Outra Margem"...
Os nossos olhos dão a exercitação que a mente precisa para encontrar os traços identificativos de uma determinada"imagem" ou "figura" expressa pela improvisação da natureza...
Não creio que seja só a sorte a determinar o resultado que cada um encontra ou interpreta segundo a força da sua imaginação...
Muitas vezes,o rigor da sensibilidade não deixa dúvidas quanto àquilo que a objectiva captou e não mais largou...
Podemos olhar para uma foto,e dependendo de cada olhar,podemos ver nesta tudo o que quisermos,mas quando ela é marcada pela diferença,então podemos ser confrontados com um limite restrito de alternativas possíveis...
O Pedro deu-lhe como título "...Azul...",
mas no meio do azul notório encontro eu um belo "...vestido de noiva...",
desenhado de certo pelo melhor estilista que a natureza só confere a quem sabe procurar essa tal dita diferença...
Olhem com atenção :
Toda a mancha da branca espuma,revela os traços de um vestido de noiva,desde a cintura na extremidade do virar da onda,até ao estender ondulante da elegância com que o mar nos brinda tantas vezes...
Verifique-se ainda na conformidade,os "salpicos cintilantes"que lhe dão a tradução do movimento genuinamente feminino,e onde de certo só caberia mesmo a silhueta de uma mulher esbelta,e beneficiada pela recorte deste tal vestido...
E mais ainda,
até se encontra o atrevimento de um levantar de saia,naquele bem marcado final do"dobrar de onda",que deixa um lamiré interior,talvez resultante de um pouco de vento,ou quiçá de um  movimento atrevido...
Cada um vê numa eminência natural aquilo que bem entende,mas o desafio aliciante será sempre encontrar e justificar uma ou mais traduções para um desenho que nos é oferecido de forma tão natural quanto única...
No meio de tanto azul,
encontro eu aquilo que uma mulher sonha para um dia muito especial...
Enfim,
pontos de vista...

Custodio Cruz