Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

domingo, 10 de outubro de 2010

"Hoje já não se opta pelo virtuosismo do jogo...mas sim pela viciação das regras..."

Sempre entendi e aceitei a vida como um jogo de regras simples...onde sempre se pôde fazer uso de uma multiplicidade de escolhas...que o próprio "bom senso social" certificaria como solução mesmo para aqueles que com elas até pudessem aparentemente perder...
Perder e ganhar faz parte de um trajectória que nos solidifica enquanto seres humanos...e se ás vitórias podemos acrescentar os grandes festejos...ás derrotas devemos perfeitamente alicerçar as grandes reflexões...
O certo é...que sou dos que acredita que nenhuma derrota nos trás todas as maiores desgraças...mas pelo contrário...se a soubermos assimilar numa perspectiva sociológica...veremos que afinal a nossa aposta só estava mesmo com algumas imperfeições...que as bem ditas maiorias sociais puniram em favor do equilíbrio de um meio que se quer apto para todos...
Decididamente a crise de valores na nossa sociedade vai crescendo cada vez mais...à sagacidade e ao bom senso das acções...impõem-se a prepotência e directrizes matemáticas de uma estratégia sem coração...fundamentada na velha história do quero posso e mando...sem se precisar de nenhuma filosofia respeitadora da simplicidade do saber viver em comunidade...
É o desespero total...de quem se soube adaptar ao longo dos tempos a tudo e a todos...e agora anda perdido sem uma identidade definida...e agindo em desespero de causa amesquinha o semelhante na procura de uma mais que previsível vitória...mesmo que sem sabor... e até com um enorme odor a sangue não é impeditiva de um festejo solitário ou então na companhia dos seus respectivos donos...
Dêem-lhes nomes de estádios...na certeza porém que o povo mesmo que sussurrando lhes chamarão sempre ladrões e vigaristas...
Façam-lhes homenagens póstumas...que a mesma raia miúda os recordará como infiéis e filhos do diabo...
Obtenham essas tais vitórias sem que as maiorias as aclame...e acreditem ou não...não passam de derrotados esquecidos no tempo...e que jamais farão a história do mundo na terra...
"...Hoje já não se opta pelo virtuosismo do jogo....mas sim pela viciação das regras..."
CNC