Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Portugal contraria os teóricos...e chega às meias finais do Euro 2016...

Cinco jogos,cinco empates no tempo regulamentar,com direito a meias finais no Europeu de 2016... 
Por vezes apetece-me recorrer "ao silêncio" perante comentadores que por aí aparecem,e pior ainda,que se expõem de forma doutorada na comunicação social,e muito porque me conseguem "fazer sorrir" de tal forma,que nem instintos de resposta me provocam,na razão direta da burrice,ou pretensão explanada,ou mesmo agarrada a vínculos clubísticos que distorcem a verdade de uma Paixão,que não se quer manietada por pressupostos ilógicos e doentios. 
Com a Islândia,porque eram toscos,devia Portugal massacrar e se preciso golear,para justificar uma diferença do "tempo da Maria Cachucha",onde por lá era que existiam os nabos. 
A Holanda caiu,a Inglaterra tombou,e o "portuga Fernando",era o escolhido para a crucificação... 
Depois temos mais "uma aventura" com um jogo em que atirámos duas bolas ao poste,falhámos um penalty,perdemos umas tantas oportunidades,e "os espertos" na matéria,achavam que tínhamos que atacar mais,ser mais positivos em termos ofensivos,e mais não sei quê... 
Enfim,muito fácil esquecer que um selecionador também tem que gerir um grupo de atletas que acabou de findar uma longa época, e que até já se preparam para outra... 
Pois se assim não fosse,o Rafael Guerreiro,que para mim é uma grande revelação neste Europeu,não estaria afastado por claro débito físico,o Ricardo Carvalho,não teria que sentar no banco por força da conjugação dos seus 38 anos,e a correria que tinha acabado de fazer nos primeiros jogos,o Quaresma,ainda não se apagou,porque lhe têm sido doseadas as prestações... 
Olhem,porque não se calam agora,é que acho que me fiz entender perfeitamente,eu que não percebo nada de futebol,mas confesso,o adoro sem quais queres limites que me condicionem o bom senso... 
E ficamos por aqui,por agora,e vamos ao jogo com a Polónia. 

O "Fernando",volto a referir,não tem deixado de cometer os seus erros,mas em muitos "casos" terá sempre o benefício da dúvida,porque o futebol não são só somas,esquemas ou nomes,são isso sim,e também opções ajustadas às realidades que são fáceis de ignorar,mas muito difíceis de gerir. 
Apostar no Moutinho de olhos fechados,e logo no inicio do Europeu,foi uma teimosia sua,que demorou de mais a ver,e neste jogo,a sua utilização parcial,deu a este jogador um brilho que mostra que não desaprendeu,mas que não reúne 90 minutos para presença optada. 
Manter o Cédric de fora "tanto tempo",foi arriscar de mais na defesa das linhas exteriores(mesmo contando com o lapso de hoje),esquecer-se do Adrien Silva em fases de jogo em que precisava de solidificar as ações a meio campo,foi insegurança injustificada,e não soltar o talento claríssimo do Renato Sanches,como agora o faz,foi quase hipotecar a visibilidade de um jogador que está galvanizado pelo que fez durante época,e mais do que isso,pelo salto que deu para um dos melhores clubes do Mundo,e estes também instintos psicológicos,não se podem desperdiçar na oportunidade do momento.
 De resto,Portugal mostrou hoje um espírito de equipa fortíssimo,e mesmo voltando a sofrer por erro grosseiro de marcação,e falta de serenidade interventiva de Cédric,soube pegar no jogo e procurar a reviravolta,que só não apareceu mais cedo,porque o "bisgarolho" do Árbitro fez vista grossa a um penalty sobre Ronaldo,para além de se revelar muito condescendente com entradas maldosas dos polacos,que tirando o golo,e aqueles primeiros 20 minutos de inicio de jogo,mostraram muito pouco para se gabarem de eliminar o melhor talento lusitano. 
Lá fomos ao prolongamento,e com muita garra,e substituições acertadas,sempre foi Portugal que mais ambicionou no evitar das grandes penalidades. 
Numa equipa que foi um todo dentro das quatro linhas,guardo para o fim as figuras do jogo. 

O mau feitio PEPE,hoje esteve enorme,não se excedeu nas suas parvoeiras disciplinares,e ganhou tudo o que tinha para ganhar,foi-o na atitude abnegada em cada lance,no jogo aério "teve asas e voou mesmo",e até tempo arrancou,para muito acertar nos apoios ofensivos.
O Rui Patrício,foi o ser paciente que tanto se precisava,já que acreditou sempre,dando segurança à equipa durante a partida,e nos pénaltys,por mais que "fosse enganado pelo poste contrário",guardou a sua inspiração para aquele que mais preciso era,para fazer delirar as gentes de um "Canto Lusitano",que agora mais reforçou um sonho,que será uma grandessíssima lambada para as más línguas do nosso País... 
Quanto ao tal Senhor Fernando Santos,foi inteligente e líder,quando gritou como se viu,com o CR7,para que marcasse o primeiro penalty da série de 5,tirando-lhe a responsabilidade e a carga psicológica,que seria maior se voltasse a ser protagonista depois do ultimo falhanço decisivo. Assim,o Cristiano,que está "cançadito",respirou fundo,ainda que lidando com a decepção do seu ego,e com menos oscilações emocionais,marcou "sem apelo nem agravo". 


Parabéns PORTUGAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!