Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Nuno,Rui e Jesus,ou a teoria e a prática das "coisas".Tens paciência para ler?




A propósito dos jogos desta noite para a Taça de Portugal,pensava eu aqui com os meus botões:
Os treinadores dos "três grandes" andam com discursos um bocado para o estranho para quem sabe tanto de futebol,e até talvez seja a pressão psicológica que os faz agir nesses contra sensos teóricos,mas logo isso não é bom para quem tem que lidar com a mente dos seus atletas,e muito menos projeta "o alarido de confiança" capaz para o empolgamento das investidas de jogo a jogo.
Ora bem,o Nuno,entrou na onda das explicações com quadro e tudo,para nos explicar que para se jogar "à Porto",é preciso saber esperar que ele empelante na equipa aquilo que esta já não tem há muito tempo,ou seja,a capacidade de em cerca de 80% do jogo, poder jogar no segundo terço do campo,procurando assim pressionar o seu adversário,não lhe dando hipóteses de grandes subidas com as suas linhas.Pois bem,e mais do que isso reforça,que para que o Porto volte a ser o de outros tempos,e voltou a reafirmar,tem que se saber esperar...
Veio o jogo seguinte,e o Porto ganhou,veio outro,e o Porto goleou,alguém da imprensa perguntou o que se estava a passar com a obtenção categórica destes resultados,e ele agora disse que: "...Muito simples,as bolas iam ao poste, e agora entram na baliza..." Sugiro eu,ó Nuno,então levavas um poste para a conferencia de imprensa,e explicavas isso quando andavas a empatar a torto e a direito. Ai agora já não é preciso esperar? Então,já está tudo implementado,e já se joga à Porto?
A ganhar com uma diferença de dois golos(por exemplo),e continuar a pressionar da mesma forma,impondo, e não sendo estratégico com a mais valia da vantagem?
Sabes,mal do Paços de Ferreira,se não jogar à Paços de Ferreira logo de princípio,mal do Tondela,se não jogar à Tondela em cada jogo.mal de qualquer equipa que não o faça depois de uma Pré-Época já trabalhada,e com o campeonato a rolar também já em Dezembro. E depois,o André Almeida e companhia,e pelas características que têm,precisam de espaços no ultimo terço para desequilibrarem. 80% DO TEMPO DE JOGO EM CIMA DELES? É,prevejo que ainda vás longe na carreira,mas ó Nuno,não te descuides com discrepâncias teóricas... Não precisas agradecer,grande Abraço...
Dá-me cá impressão,que todos os dias aprendemos,e com quem menos esperamos,por isso sê humilde,e mais do que isso atento,para que a tua imagem não fique desfocada da realidade que se passa dentro de quatro linhas.
O Rui,chegou ao Benfica,e fez saber que as águias tinham "que voar" num domínio adiantado no terreno,não especificou as diversas variantes de um jogo,e por isso pressupôs-se que nunca se abandonaria essa "atitude à Benfica". Essa era a sua filosofia,que no último jogo teve que ter um interregno,ou seja,para vencer o Sporting,e no Estádio da Luz,com belíssimos golos em contra -ataque,utilizando uma estratégia de maior contenção ofensiva,para ganhar os espaços perante a defesa leonina,e assim solidificar uma vitória importante para o seu futuro. Olha Rui,assim da outra vez,tivesses sabido sensibilizar os teus atletas,para depois de estares a ganhar por 3-0,goleares,e não te deixares empatar a 3-3. Abraço,manda sempre...
Olha,ainda vais comunicar daqui a um bocado com os jogadores no balneário,tira-lhes o máximo da pressão que lhes colocas-te "nas costas",e que sempre com pedidos de atitudes repetidas se precipitam,e liberta o "people" para um jogo onde esperas que cada jogador seja feliz dentro do campo,cumprindo nos compromissos coletivos,mas mostrando do que são capazes para além disso,trazendo as novidades que nasçam nesse momento por viver,e não perdendo tempo a olhar para trás,para se certificar do que se fez na Luz.
Ó Jorge,li à bocado no Correio da Manhã,que "o teu segredo" para venceres hoje o V.Setúbal,é o Sporting jogar tão bem como contra o Benfica,nem te importas com "as bolas nos postes" do Nuno,nem com o pragmatismo táctico do Rui,e que te deu uma derrota,embora verdade seja dita,muito polémica nas incidências,e pior do que isso,nem te preocupas,que da ultima vez que usas-te essa estratégia no discurso de incentivação psicológica,foi depois da tal derrota em Madrid,com uma excelente exibição,mas o certo,é que por cá foi um desastre,e a equipa não reagiu positivamente ao teu "golpe de liderança". Opa,de nada,manda sempre... Quem eu,o que penso mais? Ora bem,uma equipa na direta adaptação ao futebol dinâmico,tem quase que atuar como "um armónio",o adversário importa antes de se entrar lá para dentro,mas todas as vezes que também lá dentro se "conquistem mais valias",deve-se saber jogar com estas,e a partir de aí,fica sem validade a teoria dos 80 % do Nuno,e até se pode só materializar em 40 ou 50 por cento,desde que se ganhe de forma clara com o que se fez em cada momento da partida. Jogar "à Benfica",e vencer com o espetáculo de concretizações em contra-pé,que se verificou no Derby,orgulha qualquer um,e não deslustra em nada quem executa a conquista. No entanto fica o aviso,se não se souber mexer com o subconsciente do grupo,tanto faz defender como atacar mais,que as probabilidades de êxito são minimas,e só acontecerão mesmo,se a equipa adversária andar também "com falta de sono".
O quê,gostaram da minha explanação,opa,para vocês,meus amigos do Facebook,eu estou sempre há disposição,se não com o que é que se divertiam neste "circo da vida"? Abraços e beijinhos,e até à próxima se me apetecer...
custcruz