Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O horto municipal e o Mercado da Figueira,ou um fado muito para lá de há 20 anos...



Passaram-se 4 anos,e o espetro do fim da tradicionalidade no Mercado da Figueira desenrola-se com as previsões que estabeleci há muito,e através de observações onde a perspicácia nem precisa de ser muito limada. Basta agora,como exemplo,ver uma catrafada de escroques ditos políticos,usarem e abusarem da defesa do horto municipal enquanto zona verde,assumindo uma postura fundamentada num modo de promoção social, onde se veste uma camisola estampada com a palavra CAUSA,e se insinuam em inverdades emocionais,naquilo que não lhes traduz o que lhes vai no coração,nem na alma... Pretendem deste modo,fazer passar um nobre gesto,como que imanado do instinto Figueirense,mas que mais não é,do que de "Figueirinhas",tão bons como os de outras localidades,que acabam por não "o ser" de nenhuma,por não resistirem a qualquer conveniente "enrolar de bandeira"... Os tais alguns a que me refiro,porque não generalizo no desespero,são os grandes "doutores das lojas âncora",onde habita o imperial desejo de que para cumprir "as suas palavras" com "OS SEUS MENTORES",possam agora dar uma imagem falsa,defendendo o improvável de outros tempos,mas quem sabe,também retomando em tempo oportuno,e numa visão exercitada em rotinas perfeitamente fáceis,essa desvalorização,e dando seguimento à história do costume,"...que mais tarde ou nunca tudo se endireita...",assim o trilho seja bem distribuído por quem melhor interpreta,e não se esquece dos amigos...
Curiosa,é a filosofia adotada por alguma gente que só hoje tanto se preocupa com a zona histórica da Cidade da Figueira da Foz,e mesmo a invoca na sua defesa,em modos que um dia não os sensibilizou quando confrontados por outros,que com facilidade previam o descalabro do comércio tradicional,a desertificação da zona ribeirinha,e o consequentemente apagão de uma das suas melhores atrações turísticas.
Pior do que isso,saltam por entre "um silêncio cego",que não vislumbra,nem se motiva pelo ataque impiedoso que se corporiza em volta do Mercado da Figueira,e até o acham um poiso muito interessante,para agregar as tais "âncoras loucas",onde "o custo zero"para o privado não parece problema,e onde ao desaparecimento do já único "Retiro do Povo",se possa abanar a bunda e comer à fartazana,ainda que,deixando os corredores verdes sem uma ligação natural e histórica,com um espirito solidificado há mais de cem anos,e que o certifica na essência...
Desta forma,pois que o Eng.Silva vá para o Inferno,porque deu a quem não o devia,e o RIO que secunde o Mercado,já que por cá até temos mais que uma RIBEIRA.
Copiar,copiar,é o destino dos BURROS,sem preocupação com os prazos,pois o que interessa é a inauguração,e a queda calma da euforia,não dando importância há intemporalidade das brilhantes conquistas do passado,mas precavendo uma reta final onde as orelhas lhes façam sombra,sem que "o vento" as incomode...
Quanto ao resto,está fácil,ainda há dias ouve uma licitação de bancas no Mercado da Figueira,e tudo "correu bem",porque antes da sua concretização,se concederam "trocas e baldrocas"com um espirito amigo,onde certas bancas mais potenciadas comercialmente foram cedidas por outras muito mais escondidas,o que suscitou "um enorme interesse" por parte de quem na novidade se lançá-se ao encontro do que restava.
Neste concurso,onde por acaso foi "sui generis"a divulgação na comunicação social,inigualável mesmo desde a inauguração do Mercado,talvez no intuito de que os pretendentes não se confundissem muito,ouve bancas que não foram a licitação,ainda que sejam muito interessantes,ou outras,como os módulos,que também por lá não apareceram,quem sabe se para precaver e temporizar essa intervenção,perante a ameaça de certos "bonecos de corda",a quem lhes foi concedido espaços injustificados e a custo zero,e agora se preparam para lhes "apagar a luz"...
Anda ainda no meio de tudo isto uma história com 20 anos,dizem uns,anda isso sim,a mesma história,mas com um pouco mais do que essas duas dezenas,digo eu,e assim,como logicamente talvez seja possuidor de mais matéria sobre o assunto,ando a pensar escrever um livro,onde pela divulgação se disponha o Casino da Figueira,a ceder uma das suas salas para o apresentar.
Enfim, o que está a dar para apresentações de eventos e afins...

Custcruz