Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Autarquia inventa...e pequeno comércio da Figueira corta toldos à tesourada...


Ao fazer a minha leitura assídua e indispensável no Diário de Coimbra de hoje,deparo-me com mais um ataque velado ao pequeno comércio da nossa cidade,e tudo por uma gritante insensatez,fruto decerto da falta de reflexão nas medidas adotadas com aumentos brutais nas taxas dos toldos,e a acrescida novidade em taxar também as respectivas publicidades neles transcritos.

Fácil será adivinhar a reação a estes aumentos anunciados como vitais para a captação de receitas para a nossa autarquia,pois redundou num coro de protesto e ações bem elucidativas da revolta que se instalou nos comerciantes atingidos por tais medidas.

Uns cortaram mesmo à tesourada a publicidade que tinham nos toldos,outros retiraram pura e simplesmente esses mesmos toldos,e de forma perplexa interrogam-se como é possível massacrarem ainda mais quem já não tem incentivos de nenhuma espécie,como é o caso do pequeno comércio que sobrevive com tantas dificuldades.

Depois de fazer uma leitura dos preços estipulados desde sempre, onde para se ter um toldo num estabelecimento se verificava por exemplo uma fixação anterior em valores tais como 90 euros mensais,o que já para muitos consideravam uma exorbitância,mais revoltados ficaram com esta "prenda de natal"oferecida pela aludida entidade responsável.

Interpelado o vereador do pelouro,senhor António Tavares,percebo a justificação dada pela ânsia de criar receitas para uma câmara com tantas dificuldades como a nossa,e mais...até entendo que pelo facto de há muitos anos essas taxas não serem cobradas se deva disciplinar e executar algo que está previsto e aceite pelos ditos comerciantes.

O que não se entende e revela a dita insensatez,é o que tem a ver a reposição de uma normalidade fiscalizadora e executora com aumentos e criação de novas taxas para com quem por exemplo se cala e colabora na tese de dificuldades financeiras da autarquia,mesmo após ver-se privado da decoração de Natal que tradicionalmente embelezava as artérias da cidade,e com isso lhe trazia mais valias nesta época do ano...

Senhor António Tavares...não basta exigir...também tem que se motivar para se dar força e equilíbrio a essas mesmas exigências.

Se como o senhor diz essas receitas não eram usualmente cobradas,então já eram uma mais valia manterem-se e entrarem mais regularmente nos cofres autárquicos,já quanto à potenciação dessas receitas,ela é desproporcionada nos tempos,injusta no destinatário...e desconexa num efeito que naturalmente irá refletir-se em ruas agora também sem toldos...e despidas de qualquer graça.

Efeito imediato,a perda de uma receita certa e equilibrada para a gestão adequada ás tais circunstâncias temporais,o que equivale a dizer :

"Que quem tudo quer...tudo perde..."

Cada vez acredito mais que nos tempos que correm,à frieza dos números terá sempre que se contrapor o cuidado extremo de uma gestão humanizante,no sentido se ter sempre presente as debilidades com que hoje vive a maior faixa de cidadãos,inseridos que estão neste nosso triste e mal administrado país.

O senhor é doutor,pois mesmo eu não o sendo,procure por aqui a diferença...e haja em conformidade...


Ainda assim,deixe que lhe diga com o fundamento dos meus parcos conhecimentos,que não me parece providencial argumentar uma atitude de recuo perante a expectativa de uma manifestação numérica em contrário ás ditas medidas,e que seria muito mais inteligente,refletir e agir de forma antecipada no senso e medida adequados para uma solução capaz de fazer perceber ao cidadão comum porque um ser político é escolhido através de uma eleição para um determinado cargo público...


Não...não...isto não é nenhum conselho...é só uma opinião...