Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Partiu uma figura incontornável da Naval 1º de Maio...



‎"...Só morre quem não tem o dom de nos tocar..."cnc

É muito fácil falar sobre o Sr. Alexandre que épocas sobre épocas exerceu a função de roupeiro na Naval 1ºde Maio.
Era aquele que em tempos da minha juventude me arranjava as botas de futebol as vezes que fossem precisas,ainda que remendadas mil uma vezes,estas eram o brilho dos meus olhos,e a ilusão com que materializava o sonho de domingo a domingo,em entrar no jogo e representar a nossa querida Naval...
Ele ajudava a gerir as "finanças da rouparia",porque ele poupava,ele fazia render os "materiais disponíveis" até á última,sempre pensando e tendo a noção perfeita de que a filosofia a adotar, seria aquela que a contenção de tempos difíceis que por lá passou,se adaptava ao calculismo de quem por desperdiçar podia prejudicar o seu clube do coração.
Era por isso que o Sr. Alexandre era resmungão,mas ao mesmo tempo muito dedicado,era amigo do seu amigo,e mesmo que ás vezes se fizesse difícil,lá arranjava uns calções ou umas botas para a malta treinar,era isso...o avô que nos fazia sorrir e conter nas palavras,pelo respeito que afinal de contas merecia de todos nós...
Seria uma história longa aqui contada,mas de certo gratificante de ler e refletir,por personalizada num homem,mais um...que saiu da Naval 1º Maio sem honra nem glória,mas que foi um verdadeiro sustentáculo da mística que aquele clube conheceu em tempos,e decisivo na construção do um prestígio que fez com que mais tarde a gula e cobiça desafiassem a vaidade de quem se esqueceu, ou por e simplesmente não quer reconhecer um passado de muitos aqueles que engrandeceram e alicerçaram a nossa grande Naval 1º de Maio...
Fique em paz Senhor Alexandre,como você dizia em tempos que eu era um filósofo de primeira,aqui fica a sua percepção que estava mais uma vez certo,pois como iniciei este meu texto, assim o termino,com palavras minhas...com palavras nossas...com palavras de quem as queira entender...

"...Só morre quem não tem o dom de nos tocar..."

E você jamais morrerá...