Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Desilusão...


De olhar caído no vazio
e rosto fechado e tenso...
De coração frio e alma triste,
desvanece o sonho
num flutuar imenso...

Olhos perdidos em labirintos sem fim,
passos trocados
num caminho que não era assim...

Tombado mesmo que na vertical siga,
já pouco me interessa o sussurro da solidão...
Nem medo lhe tenho
e até a desejo...
num aconchego
à luz deste meu coração...

Sinto de leve o meu respirar,
num silêncio que me consome lentamente...

Por aqui vou
e por ali ando,
entre tantos e tão poucos...
entre muitos e ninguém...
entre todos aqueles
que comigo cruzaram...
e nem mesmo assim eu sei...
CNC