Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

sexta-feira, 29 de março de 2013

Se um dia vou escrever um livro?(Que pena eu não saber colocar vírgulas nem pontos finais...)

Foto de Augusta Machado

Não são as luzes que te dão o brilho,
mas os contornos que te perfazem a silhueta...

Não são os projetores que te soltam na ribalta,
mas a areia fina que te dá a subtileza...

O mundo rola e rebola,
e o azul do mar abraça-te de forma fiel em um silêncio projetado só para as coisas belas.

Figueira porque te quero tanto,
e invades os sonhos das minhas ilusões,
libertas almas oprimidas no pensamento e arrepias corações num só momento.

Tens o dom da natureza pura,
e a face quente e fria dos desejos mais pedidos...

Por aqui se chora e sorri,
mas por aqui,
talvez só por aqui...

Custódio Cruz 

Um dia destes perguntei "a dois amigos"se achavam que revendo o meu blog desde sempre, poderia eu escrever um livro sobre "alguma coisa",um disse-me de forma séria mas pouco convencido que o escrevesse e que o resto deixá-se por sua conta,o "outro", em consonância com a sua cara metade esboçou sorrisos de gozo e expressões de amesquinhamento pessoal,proferindo  mesmo hipóteses de até a uma edição se seguir outra...
É por isso que gosto do "meu canto",porque aqui analiso e observo a capacidade que os meus sonhos têm de voar,talvez porque seja simples de mais devê-se também ser convencido de menos,porque podendo ser  puro e genuíno, não deva ser no entanto pretensioso em horizontes inacessíveis...
Resta-me o sorriso dos inocentes,na certeza porém que gosto de quase tudo o que escrevo,ainda que entre a articulação de tantas letras continue na dúvida se estarei sozinho na captação de sentimentos que me conseguem emocionar vivamente...
Caramba,eu também só falei num "livrito",e isto entre tantos que por aí enchem estantes de lixo mal arrumado...
Quantos aos tais ditos dois amigos,um é culto porque é,o outro é culto porque os transcreve,já sobre os dois fico sem saber se alguma humildade os faz encontrar por aqui alguma coisa que possam entender ,e muito mais do que isso saber sentir...
Há pois...os sentimentos não se sabem...

Custódio Cruz
(28/04/2013)
23 horas e 59 minutos