Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

domingo, 13 de março de 2016

Dr.Ataíde,uma Figura...que no descuido,poderá não passar de "um figurão"...


Lindo domingo de sol,mas mais do que isso,uma boa oportunidade para tentar acalmar iras que cada vez mais vão crescendo no meu íntimo,e não me venham dizer que o mal é meu,porque não é,pois se o fosse,fui suficientemente ensinado para ser humilde,e com essa atitude sempre por perto,saber de certo somar nos prós e nos contras,o reconhecimento capaz para uma mudança ajustada ao bem de todos,e do meu próprio estado de espírito.
Neste belo dia de inverno,aconcheguei-me solitariamente num repouso da Esplanada Silva Guimarães,fitei o Mercado Provisório,e logo me saltou para a mente os tempos que por lá passei,de repente,lembrei-me das críticas que hoje são mencionadas na continuação daquele espaço enquanto obstrução do horizonte,e se não invalida nem deslustra para intenção com que serviu,é verdade que a decisão de o retirarem agora,é mais que válida,e pertinente na defesa das belezas que nenhum empresário pode materializar na cobiça de as levar de cá,e eventualmente armazená-las no seu quintal económico.
Meu Deus,obrigado pela tal mente que me concedeste,pois cada vez mais sinto o quanto esta não me trai,e ainda que do coração já não possa dizer o mesmo,sempre lhe encontro o perdão para com o que ainda assim equilibra a minha consciência,e me faz viver na paz por não prejudicar quem quer que seja
Tudo isto,porque aqueles raios de sol que banhavam o Castelo Eng.Silva,se refletiram em mim com a memória do nome,e em brilhos de preságios populares,que se mantêm vivos por dizerem o que dizem,e não morrerem pelo que escondem. 
Eng.Silva,o patrono histórico do Edifício das minhas preocupações,e já desesperos,é mais que certo que também ele e os seus,terão tantas vezes vivido a saga do quanto "...quando uma esmola é grande,o pobre desconfia...",e assim,ainda que acauteladas razões históricas e jurídicas,que poderiam ser suficientes para contrariar o fatalismo das teorias dos entendimentos,talvez não imaginassem o quanto "a cientificação" das letras evoluísse para autênticos "erros"  de cariz humanitário,afinal de contas enquanto o cerne que tanto gere o mundo em que hoje vivemos.
Sim,é verdade,tirem dali aquele pavilhão de boas memórias para muita gente,que não um mamarracho,mas não tirem mais nada a quem não o merece,e não pode viver sem o que conquistou honestamente,não se arvorem em grandes interpretadores das leis,descuidando-se "em pormenores" que servem tudo menos a defesa do verdadeiro interesse público.

Mercado Eng.Silva da Figueira da Foz

Sempre e para sempre...