Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

segunda-feira, 14 de março de 2016

Um Naval / Vitória de Setúbal(Juniores),e as faces distintas de um 2-3...

Fotos do jogo de Ana Maria Pinto da Costa(Naval 1ª de Maio)

Mais um Sábado,e como o meu patrão ainda sou eu,lá roubei provavelmente mais uma hora ao meu sustento,que traduzido em alguma oportunidade de negócio,quem sabe desse um pouco também de mais volume à carteira,e isto em tempos tão difíceis,como os que se vivem para quem não tem piscina,quiçá..."por não mergulhar em euros".
Mas o vício foi maior,e a sequência que o motivou,foi boa demais para de ânimo leve dizer não,
Em Juniores,a Naval 1ºde Maio/ Vitória de Setúbal,era para mim um tira teimas de avaliação,já que depois de ver os jovens Figueirenses vencer concludentemente,e depois os ver perder também entre arrepios emocionais,nada melhor do que perante um primeiro classificado invicto,e de nome reafirmado no panorama do futebol luso,para concluir aquilo a que só já faltava a certificação diferencial das posturas motivacionais,como garante de que tudo o que de bonito esta equipa já fez nesta época 2015/2016,e o que pode ainda mais acrescentar em histórias inesquecíveis,quer sob o ponto de vista coletivo,quer individual.


Começar um jogo retraído,nunca foi só sinónimo de medos fundamentados em inseguranças,e ao invés,e isso sim,se o é normal para quem defronta uma equipa de topo,e se nunca se perder nas suas posturas emocionais,logo se perceberá o quanto se está ou não apto para discutir o jogo pelo jogo.
O desafio em começar como uma base que uni-se os seus setores,e que se revelou "o calcanhar de aquiles" na última partida com o Estoril,era fundamental,e a partir daí,o saber controlar instintos para construir as suas ambições,era "a pedra de toque" para elaborar equilíbrios de ambição que os levasse aos seus almejados sonhos neste jogo,mas falando em desafios,ele não o é menor entre a serenidade que é precisa para desenhar a qualidade de jogo,mas tendo sempre presente o risco das demoras por excessos de confiança.enfim...assim como "quem é preso" por não ter a bola,ou também o é porque a perdeu na lentidão dos passes expeditos,e vai daí, os verde e brancos fizeram a primeira oferta da partida para os da cidade do sado,que numa "intercepção oferecida" se adiantarem no marcador.


Ainda assim,os Navalistas souberam e á medida que o relógio pautava as suas incidências,fazer orgulhar quem gosta do clube,e viu o quanto aqueles rapazes tudo fizeram ao longo de todo jogo,para vencer um adversário que se não conseguiu mostrar na sua plenitude os argumentos que o distinguem na dianteira,não foi só por estratégia,mas muito porque os meninos da "Velha Senhora",se impuseram numa atitude de perfeitos campeões,e os empurraram na defesa da sua própria baliza. 
Mas eu quero lá saber se eles perderam,quer dizer...querer quero,mas o que não vou é esquecer o prazer de erguer o meu ego enquanto Navalista,perante os adeptos sadinos que pensavam que vinham para o facilitismo de mais uma,e andaram sempre em sobressaltos para acabarem por a conseguirem,sabendo ler e escrever muito pouco desta feita,e não fosse a "estrelinha da sorte",nem mesmo a sua matreirice e anti-jogo,lhes valeria para cimentarem o seu trajeto invencível.
O Carlos,continuou na defesa da sua baliza a revelar uma intranquilidade de emoções que lhe retira os méritos dos seus atributos inegáveis,e com isso,depois do primeiro lapso setorial,foi ele a protagonizar uma oferta incrível para o 0-2 sadino,e aqui,e apesar das boas vontades,passou a pairar a imagem de um descalabro mais consentido do que conquistado,fazendo poucos acreditar numa reviravolta,perante este encorpado Vitória ,mas muito tosco nos virtuosismos técnicos.


Posso continuar a ser estranho nas minhas apreciações,mas desta feita gostei mesmo muito da defesa da Naval,onde o Wilson foi igual a si mesmo,soberbo na colocação,perfeito nas dobras,empolgante no jogo aéreo,acompanhado primorosamente de perto por Ivan,que para mim jogou para "uma casa de família",onde com rigor na marcação,imposição de presença física,e enorme espírito de entrega,foi para mim uma grande revelação,que poderá ter faltado em outras ocasiões.
Bernardo, na direita, e Gonçalo, na esquerda,estiveram a um nível muito superior em relação aos dois últimos jogos,com uma fogosidade na construção de jogo,que muito impulsionou as investidas nos flancos,e determinaram ameaças bem objetivas para o ultimo reduto contrário,revelando também um bom equilíbrio nas operações coletivas,recuperando no terreno em passos bem medidos,e com o timing perfeito, executaram desarmes brilhantes e providenciais.
Gostei,sinceramente,gostei...
Com estes acertos,e volto a referir,sustentados com uma grande atitude da equipa,foi voltar a ver Matos e Gil,ao seu melhor nível,deixando-me também Nuno André,boas indicações de índole técnica,parecendo-me no entanto com um ritmo irregular a quando do seu posicionamento mais atrasado,mostrando-se depois mais expedito na frente,por desequilibrador quer na distribuição para o último terço,quer nas investidas personalizadas por si próprio.


A Naval não se assustou,e subiu no terreno,Sandro Moço,tem oportunidade para reduzir o marcador,mas não é lesto na concretização,e sinceramente,ou muito me engano,mas este rapazola,transporta consigo "silêncios psicológicos" que o inibem de mostrar o tanto que brilha à vista desarmada,e enquanto não os deslindarem e selecionarem,vamos ter um Sandro Moço,a fazer o protagonismo do oito ao oitenta,onde quando se esquece de pressões parte tudo e mais alguma coisa,e quando se deixa apanhar por enredos emocionais, se inibe em demasia.Depois meu caro Capitão,quem lidera,não deve estar calado,e sem ser fala barato,pode no entanto ser incentivador da dinâmica coletiva,já quanto ao JP,e ao Mika,terão com certeza ficado exaustos pela sua entrega,bem reveladas nas câimbras que os afetaram,mas quanto à qualidade de jogo,e desta feita,tiveram dificuldades com os matulões adversários,e não se libertaram em talentos como de costume.
Sem que antes o enorme Ivan,tivesse numa intercepção espetacular desarmado um setubalense mesmo no momento do remate para um mais que possível golo,eram os verdes figueirenses que de seguida desciam pelo flanco esquerdo,e conquistavam um livre perigoso para a baliza de Diogo,aprontando-se para a marcação,aparecia Wilson a saltitar ao bom saltitar,com recuos decididos,e aquelas mocas assustadoras,faziam tremer cá fora os papás dos calmeirões sadinos,e qual não é o espanto,quando Matos puxa a culatra atrás,e ali bem pertinho do esférico,a corta com o peso,conta e medida,para marcar um golo de levantar qualquer estádio do Mundo,sem que também se esqueça o acerto no estudo,com que outros colegas abriram brechas na barreira contrária.
Chega ao intervalo,e o 1-2 voltava a fazer sonhar quem muito mais merecia do que aquilo que até ali tinha conquistado.

Os comandados de Marinho Serpa,entram na segunda parte a tomar conta das operações,motivados e confiantes nos seus valores,cada vez mais ameaçando com a possibilidade do empate,o que num rasco bem assistido para Sandro Moço,e com o sentido objetivo que este almejou.acabou por ser travado em falta,e conquistando uma grande penalidade,que Gonçalo que tanto fez por merecer como corolário do seu bom jogo,concretizou sem apelo nem agravo.
2-2,estava feita alguma justiça,mas ainda reservei na minha esperança,que num qualquer rasgo coletivo ou individual,a vitória ainda pudesse ser alcançada por quem mais fez por ela,e que interessante seria se o protagonista fosse por exemplo o juvenil Ary,como expressão de futuro já que como juvenil se apresentou para ajudar num futuro competitivo que lhe pode ser muito gratificante.
Isso é que era,mesmo que fosse eu a sonhar alto.
Mas o pior estava mesmo para acontecer,e numa ironia infortunada,e com um pontapé para cima da área navalista,o esférico fez uma "dança de ressaltos imprevistos",e escolheu o Ivan para uma culpa que nunca a pode ter,de um autogolo sarcástico e exímio na definição de uma injustiça traduzida no mesmo 2-3 de há duas semanas,mas que nem pouco mais ou menos se assemelha à face dessa história.


O Vitória de Setúbal,venceu desta forma tão injusta,mas o Estoril perdeu com o Marítimo nesta jornada.e assim a Naval,ainda pode sonhar em coroar esta época com a glória que tem feito por fazer merecer,e acredito acabará por concretizar.
Força Marinho Serpa,força rapazes,quem tem mostrado tanto,nunca pode desistir de conseguir dar o "Abraço" mais desejado àquilo que merece claramente.


Há.
fui ao meu museu,
e encontrei lá este cascol de alguns anos atrás...
É lindo não é?
Custcruz