Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Naval 1º de Maio,e um adeus a mais um filho...


A vida estabelece diferenças que umas vezes se ajustam na vontade de conjugação de sensibilidades,e em outras,se distanciam por preceitos onde a humildade se revela alheia ao cruzamento de tudo o que nos pode conquistar a alma. 
Afinal, também o segredo da vida é a amizade,aquela que nasce simples numa primeira abordagem,e depois se pode transformar num sentimento onde o amor é a palavra chave.
Mas amar,também tem as devidas proporções,e mal daquele que por pensar já ter tudo,se eleva a um patamar onde a paixão só o pode trair,porque quando se abraça o que se tem como só seu,perde-se a lucidez do que também aos outros não pode deixar de pertencer. 
Quando se ama alguém ou alguma coisa,não o podemos praticar na forma abrupta do sentimento,pois corremos o risco de esborrachar tudo aquilo que nasce da simplicidade com que se proporcionou o primeiro encontro,e assim aniquila-se em cada gesto a notoriedade de uma história que poderia ser cintilante no todo,e apenas se revela em uma parte. 
O certo é,que "...uma família,é uma família"...,e se ninguém existe só com virtudes,também não creio que o haja só com defeitos,e mais ainda,quando como já o disse,se reconhece o valor de ainda assim a premissa do comportamento ter sido alicerçada na paixão,numa paixão verdadeira,e onde a "MÃE" é a mesma que cativou com os seus encantos,filho por filho,e irmão por irmão,sobrando agora para Deus,a decisão no tamanho do perdão que possa manter viva a enorme esperança de que só a presença pode acabar connosco,mas nunca de desenhar um fim onde num reencontro,a afinidade se rejuvenesça como quando começou.


Até sempre verdadeiro Navalista,já sabias,eu não ia ser hipócrita,e se calhar por isso,é que também tenho amigos e inimigos como tu tinhas.

 Custódio Cruz
(custcruz)