Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

domingo, 8 de setembro de 2013

Liberdade plena...


É muito difícil ser-se  livre até morrer,
mas nem por isso se deve abdicar de se tentar fazer melhor do que os outros...

 CustódioNCruz

sábado, 7 de setembro de 2013

Pensamentos simples...


Um destino como tantos outros,
diferente porque nenhum é igual,
único porque é o de cada um,
isto,
e pouco mais,
no menos que também pode acontecer...
Uma vida,
um desafio...
Uma história,
um novo caminho...
Uma nova esperança,
outro ponto de partida...
Custódio Cruz

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Escrita criativa...

Foto de Susana Cardoso

Uma fachada feita de brilho,
de um brilho tal que nada lhe escapa no reflexo cintilante...
Melhor!
 Talvez só debaixo do mar!
 Isto se as casas conseguissem mergulhar...
A vida não é só aquilo que os nossos olhos vêem,
mas também tudo o mais que se possa imaginar,
ondulante emoção arquitectónica,
que resistes em honra de um passado distante,
na cor,
na linha,
e nos olhos de quem à muito partiu,
 mas com a sua diferença nos deixou...
Nos completou no preenchimento da alma,
e a estruturou numa tarde calma,
feita de sombras tão lineares quanto imaginativas,
e de tons tão raros quanto sonhadores...
Figueira minha,
Figueira tua,
Figueira nossa,
que em cada canto nos abraça com emoção,
eu te adoro,
eu te defendo pelo muito que te quero,
e te guardarei para sempre no coração...

Custódio Cruz
05 / 09 / 2013
23h25m

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sem os "holofotes" da hipocrisia...


Só Deus pode ter criado esta imagem,
o improvável pelo tempo que já lá vai não antevia milagres de pureza única...
Os massacres que feriram a verdade ganhariam o poder cruel da afirmação,
o instinto da defesa de circunstância não dariam azo à voz do coração...
O"jogo" ainda não terminou,
mas o tempo,
bem,
esse há muito já passou...
Ainda assim,
novo de mais para sobreviver,
competente em excesso para me deixar perder,
teimoso o suficiente,
para puro e simplesmente acabar a sofrer...
Mas o que fazer?
Que certezas se terá de que irei perder?
Quem duvidará de que posso vir a ganhar?
E a vitória o que é?
E a derrota o que nos dá?
Não sei,
mas gostava de saber,
e é por isso que vou afrontar quem tiver que ser...
Só assim é que sei viver,
sonhando contra os pesadelos do mal,
desafiando a vida  no melhor que ela nos dá,
correndo atrás de tudo para que a honra se levante,
como eu quero e bem me apetece,
nos preceitos que eu estabelecer,
na forma e no "geito" com que eu quiser vencer...
Este sou eu,
aquele que um dia vos impulsionou para um só sentido,
aquele que agora continuais a seguir mesmo que ao longe e numa eventual ilusão,
depois de tanto tempo,
mais uma vitória já tenho,
o instinto soltou-se e falou mais alto a voz do coração...
Obrigado amigos,
se é que vos tenho que agradecer...

Custódio Cruz

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Inspiração de um gajo que pensa que não é "burro"...


Um "burro" também amarfanha os papeis,
mas não pensa,
sobrevive...
Se o fizer,
fá-lo sem nexo intelectual,
porque é burro...
Mesmo que se distraia,
não afina os lápis,
porque não tem momentos de inspiração.
Um lápis só fica bem afiado se nos concentrarmos,
um "burro" não sabe o que isso é,
e muito menos para que serve esse rigor mental...
A borracha também serve para rectificar maus caminhos,
mas como um "burro é um burro",
não se liberta das palas  e segue sempre em frente...
A luz,
só brilha para quem a sabe "desenhar",
e um "burro",
ignora as pausas para forçar convicções,
"burras" claro...
Um "burro é um burro",
e mais do que isso pouco haverá para dizer...

Custódio Cruz
03/09/2013
00h08m

domingo, 1 de setembro de 2013

Um texto longo,ou uma história de um novo palco de sonhos...


É verdade que o tempo vai passando,quase se pode esgotar até a paciência,mas quando se persiste na invocação dos sonhos realizáveis,mais tarde ou mais cedo os sorrisos da vitória acabam por se espalhar pelos cantos idealizados, pelos enredos projectados,pelas imagens desenhadas por personagens electrizadas em uma química a que só faltava misturar o brilho dos olhos.
 As dúvidas deram lugar ás certezas,o anseio tornou-se realidade,e eu nem tinha tanto tempo assim para fazer parte de uma festa que eu tanto sonhei, em todos os dias da minha vida,mesmo até depois de abalar da quarta colectividade mais antiga de Portugal,não podia porque não conseguia esquecer que asas nos poderiam a todos transportar para um novo "palco dos sonhos".
Impulsionado por verdadeiros amigos,voltei a dispensar algum ganho material,peguei no meu Fiat Uno e percorri mais rápido um caminho que em outros tempos fazia a pé e várias vezes ao dia.
Caramba,tantos carros estacionados à chegada,mas ainda assim, tive sorte porque mesmo junto aos cepos mandados plantar pelo Professor Borronha,consegui um lugar para estacionar,e logo com uma sombra providencial para refrescar entretanto arrepios traduzidos em suores emocionais,e fazendo um esforço para  tentar ouvir e assim controlar um coração que batia acelerado pela emoção de voltar a entrar no campo de Treinos do Municipal José Bento Pessoa.
Dobrado o portão de entrada,deparo com uma bancada que faz força sobre um barro vermelho,e de onde agora se espera nasçam os camarotes do "povão" apaixonado pelos efeitos de uma qualquer bola,que complete a paixão de se ser feliz,para além das outras páginas de vida que são menos imprevisíveis,mais monótonas,e menos capazes de nos fazerem desejar com sofreguidão que cada fim de semana surja o mais rápido possível.
Derrepente dou por mim a caminhar de forma íngreme junto a uns balneários obsoletos e ultrapassados no tempo,e isto tudo perante a actual realidade cintilante de um verde de uma esperança, para que "os pequenos e grandes guerreiros" no final de cada "combate"possam ter as condições para os banhos também retemperadores de histórias acabadas de nascer.
Lá para a frente e na altura dos discursos, ouvi bem alto promessas de continuidade nas melhorias estruturais,e isso fez-me respirar com algum alívio,ainda que a ansiedade do passado voltá-se a tomar conta dos meus desejos.

A cada passo que somei,sempre senti a irregularidade de pedras que não me eram alheias,de caminhos que não me eram estranhos,de cruzamentos tantas vezes concretizados numa casa que afinal ainda não tinha esquecido,e que o menciono presunçosamente,me parecia estar feliz com a presença do silêncio físico que tantas vezes lhe confiei,das reflexões sonhadoras que soletrei em cada um dos seus tais encantados pontos,os tais pontos que eram os primeiros das vitórias que haveriam de surgir para bem de todos nós.
Aproximei-me da rede que delimitava a acção dos pequenotes que agora corriam com vontades redobradas,e encostei o nariz à rede,mesmo que não tenha conseguido captar o activo olfacto da relva,foi compensatória a sensibilidade dos meus olhos na alegria contagiante de um "campinho"regular,apetecível para quem gosta de tratar "a redondinha" como ela merece,e também como ela ilude quem consigo quer jogar.
O Sérgio não perdeu tempo,e como um bom "libero"que sempre foi,aproximou-se pé ante pé,e de forma tão sorrateira quanto aquela que em tempos usava nos jogos,sorrindo me felicitou e me "desarmou" em mais observações sobre os pequenos "craques da bola",confidenciou-me alguma tristeza com o presente do futebol de formação,da sua mentalidade,da sua forma de estar,do défice de paixão que sentia aqui e ali, numa realidade e num tempo que ele achava que deveria voltar para que a Figueira voltasse a dar jogadores aos quatro cantos do futebol.
Depois,foi tempo de completar a volta,já o jogo dos putos tinha terminado,e concentrei de novo atenções no campo de onze ali mesmo ao lado,enquanto isso,passava por perto o Nuno Ferreira,atrás dele ou muito em engano vinha um seu filhote,e isto até pela estrutura da sua frontalidade,que me fez sorrir ao bom sorrir,pois que olhando para dentro do "palco maior" e vendo "artistas a jogar com passos de cálculo",desabafou prontamente para quem o quis ouvir:
"...Epá,isto aqui é um jogo de velhos,fogo...é mesmo um jogo de velhos..."
Enquanto isso,fiz regressar as minhas atenções na identificação dos tais velhos que também um dia foram novos,e muitos deles meus jogadores,que agora mais pesados uns no físico e no tempo,e outros nem tanto assim,lá mostravam talentos que identifiquei rápidamente em cada um deles.
A postura do Hilário sempre de olhos vidrados na baliza,a sua recepção de bola para depois deixar cair o adversário na sua rede de intercepção,para nesse mesmo momento arrancar num pique estonteante e indicativo de uma progressão que tantas vezes deu golos e alegrias à Naval 1º de Maio,pois é,só que desta vez o "pique" não se soltava,e nem vale a pena dizer porquê, pois não?
Aquele passe do Jorgito do meio para a ala direita,partiu-me todo,meu Deus que geometria,agora devagar e devagarinho,mas o perfume estava lá...
O Bispo,sempre a comandar,ele ainda se lembra de certo o quanto previligiado é o lugar de um guarda -redes para orientar a movimentação defensiva dos seus colegas,pior mesmo, foi aquele "lapso de memória" sobre aquilo que um dia alguém lhe terá repisado,de que um guarda-redes perante um isolamento,ou sai ou não sai,ou melhor,ou encontra o tempo de saída e age convicto,o que não pode é hesitar depois,e pimba,sofreu um golo sem espinhas...
Mas vá lá,logo a seguir e em situação idêntica,como que traumatizado pelo anterior lance,e sei lá,com algum receio de um grito meu,mesmo que colocado no lado oposto do campo,lá se redimiu com uma bela defesa para canto,num lance em que o golo já contava nos apontamentos de muita gente.
O Marco 1,não facilitava na presença em campo,e assim até teve tempo para executar uma defesa em grande estílo,arrancando os aplausos da bancada.
Pronto,não vou individualizar mais,se não nunca mais daqui saio,apenas vos conto que resolvi sentar-me na Bancada para assistir á cerimónia protocolar de inauguração,e ainda tive tempo para advertir nas calmas quatro "putos" que estavam na bancada com um "paleio" impróprio para a circunstância de presença de senhoras por perto,ao que estes muito educadamente anuíram e passaram a comportar-se lindamente.

Depois os meus ex.jogadores exigiram a minha presença  dentro do sintético,ali vivi gestos que saberei sempre interpretar só para mim,revivi momentos que só são possíveis entre quem se respeita e se conhece bem,através deles recuei num doce tempo que jamais esquecerei até que dobre a última esquina da vida.
Uma palavra muito especial para o Zé Armando,que sendo um vulto humano de uma dimensão incalculável,não larga a sua e nossa Naval,dedicando-se de alma coração a esta causa que ele recusa ver deixar morrer,é um ser que nunca desiste,é um homem que tem em si o exemplo que é preciso para que um clube com a dimensão da Naval não cai-a por afrontas que a vida lhes possa pregar,e nisso ele sabe muito bem como o fazer, pois se do zero se tiver que partir,com convição,paixão e devoção,a nossa Naval um dia voltará ser quem era.
Obrigado Jorge Humberto,aquela camisola que me deste ficou-me a preceito,tu és dos melhores amigos que tenho na vida,mas tu também sabes como todos os teus colegas não deixam de saber,que um tipo com o meu "mau" feitio não é fácil para se ser amigo,por isso,entendo que entre outros teus respeitosos amigos haja alguns para os quais não sou bem quisto,mas olha,sabes o que te digo,ai de ti que não me ofereças outra camisola em ocasião possível,pois se não o fizeres,vou comprar uma e mando-te a conta para casa,pois não pelo dinheiro,e tu sabes bem disso,mas porque tu és um número 10 que sempre estará convocado enquanto eleito da vasta equipa CNC.
Depois encontrei o José Eduardo,o Mário,o Curado,o Romeu,o Nandinho,sei lá tantos,olhem,o melhor é parar, pois que assim nunca mais acabo este texto.
Certo,certo,foi mais um dia feliz que tive calcando o tal caminho de pedras que sustentam sonhos,amizades e histórias que não acabarão nunca para quem as soube viver.



Ora bem,quanto ao Presidente da Cãmara da Figueira Dr.João Ataíde,e sei misturar campanhas eleitorais,o que fica é a concretização de uma obra adiada em tempos e concretizada agora,acredito,e até porque não tem outro sentido,que as infraestruturas que falta completar serão meta para o futuro,e com certeza tem muitos motivos para sorrir depois de ver tantas crianças felizes com a concretização deste sonho.

sábado, 31 de agosto de 2013

Amanhã é Domingo...e depois de amanhã é Segunda-Feira...




"...A liberdade do ser impele-nos para cruzamentos  vários, 
onde a nossa alma vagueia feliz por tocar de perto a multiplicidade do mundo..."

Custódio Cruz
31/08/2013
23horas

Soldados da Paz nas garras do sofrimento e do negócio...


Uns vão sendo engolidos pela boca do Diabo,
outros "divertem-se" no meio de uma demência duvidosa,
muito duvidosa mesmo...
E o pior é que todos o percebemos...
Os que morrem somam a triste lista dos heróis,
dos que ficam com a culpa,
quantos estarão presos de anos anteriores?
 A imprensa não sabe?
Não tem interesse jornalístico em o saber?
É que estes crimes repetem-se todos os anos,
e também todos os anos deixamos de saber por onde andam os "maluquinhos",
e muito menos os seus mandantes...
Será que não é tempo de se pegar nestas incidências macabras,
e com uma reflexão aprofundada e uma investigação bem ajustada,
 saber porque de ano ano se esquece rápido o anterior e só se fala do presente?
Nem sei se ria,
 nem se chore,
pois se calhar o melhor é nem fazer uma coisa nem outra,
e mais de que como "outros" mencionar palavras de circunstância exibicionista,
deixo aqui o meu desafio à Justiça do meu País,
 para que divulgue as histórias consequentes destas vergonhas planeadas,
e no mínimo como forma pedagógica e inibidora,
tente acabar com prováveis lucros à custa de vidas de gente de Paz...
Contem,contem lá,
onde estão os criminosos de 2009,
de 2010,de 2011,de 2012...
Caramba,
mas querem fazer de mim parvo ou quê?
Então vá,
 falem com os Jornalistas,
 ou eles que façam jornalismo de investigação e coloquem tudo na boca do trombone...
Será  tudo uma questão de segredo de justiça?
Ou será de medo?
Nhodass,
estou farto deste 25 de Abril travestido de democracia...
E mais farto ainda de ver morrer gente inocente...

Custódio Cruz


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A inauguração do palco dos sonhos...



Sábado 31 de  Agosto de 2013
Inauguração do sintético do Bento Pessoa na Figueira da Foz

As emoções vão ser outras e mais abrangentes para o espírito,o contraste das cores serão de certo mais frescas,mais acolhedoras,mais motivantes para quem se enrola com uma bola e brinca com o improviso das suas trajectórias,para quem faz da criatividade um caminho de vida,e se expõe à impulsão a que o seu próprio talento o pode transportar.
Veio de longe a ideia,arrastou-se num tempo irrecuperável para muitos,mas acredito que esses muitos tenham filhos,amigos,ou sejam bons seres humanos e percebam o que significa "um novo brinquedo" também para as crianças de agora,um "novo palco" compensador de memórias para emoções adultas e sedentas de experimentarem aquilo que lhes foi prometido mas permaneceu encerrado numa gaveta de teimosias fúteis e indiferentes aos sentidos da pureza de seres que não mereciam "o crime da negação" por livre arbítrio.

 "...A vida não pode ser tudo quanto só nós queremos,devemos por obrigação humana reservar sobretudo para com "os mais inocentes" o dever de não lhes negarmos as primazias que o tempo impõe,sob pena de lhes roubar-mos emoções que lhes estavam reservadas,e carregarmos nós próprios também  na consciência o erro da subtracção das escolhas coerentes..."
CNC

Entre novas experiências com jogos de velhos amigos,exibições de novos talentos e opções de outras vertentes desportivas saudáveis,será concerteza uma tarde para recordar em outros dias felizes,e tendo a cereja no topo do bolo a brilhar com a inauguração formal pelas 19 horas,seguido de um hino emocionante cantado pela voz arrepiante de um Figueirense,um Navalista,e de um dos sonhadores daquilo pelo qual agora vai levantar a voz em júbilo aos quatro cantos da nossa Figueira da Foz,que este seja o primeiro acto feliz de uma história arrepiante,onde o nosso concelho e com o protagonismo dos seus respectivos responsáveis políticos e não só,saibam concretizar a obrigação de fazer feliz e por legítimo direito o máximo número de crianças e adultos que  por viverem em pleno século 21 não podem ver-lhes negado o óbvio da normalidade.

Custódio Cruz
PROGRAMA PARA DIA 31 de AGOSTO de 2013 - INAUGURAÇÃO DA RELVA SINTÉTICA

17H00 - mini-Jogo de futebol entre atuais jogadores da formação da Associação Naval 1º de Maio com pontapé de saída dado pelo presidente da Câmara Municipal

17H40 - mini-Jogo de apresentação pela secção de rugby da Associação Naval 1º de Maio 

18H10 - mini-Jogo de futebol entre antigos jogadores da formação da Associação Naval 1º de Maio 

18H55 - Hino da Associação Naval 1º de Maio, cantado por Luís Pinto

19H00 – cerimónia protocolar de inauguração

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Um dia muito especial...


23 anos depois vou te dizer o quê?

Isso mesmo,
que é daí que se olha o mundo,
bem de cima e com os olhos bem atentos,
com os sentidos bem apurados,
e as emoções bem firmes nas nossas mãos,
sem as deixar soltar de forma leviana ou imprudente,
e optando por alternativas firmes e inquestionáveis...
À falta da clarividência, 
desafia o teu semelhante com as faces que te oferecem,
sê paciente e não sejas a primeira a usar a tentação do que mais gostas,
pois a verdade enche o discurso,
mas não soluciona a imperfeição do mundo...  cnc
Vês,
voltei a acertar,
mas na verdade também  já outros o fizeram de outra forma,
e por isso faz o que te digo,
e não só aquilo que me vês fazer...
Bem sei que estás espantada com esta retórica tão estranha ao que sempre te tentei transmitir,
mas sabes,
também nunca te omiti que a "perspicácia" é um trunfo que "cresce" a olhos vistos,
é verdade que com práticas em dois destinos distintos,
um saudável e outro horrorento,
mas aí,
 cabe-te depois a ti fazer as tuas escolhas,
pois ainda assim o mundo é grande e sempre nos reserva caminhos onde sorrimos ao bom sorrir da mediocridade que não nos alimenta o ego...
Outros há que assim até nos acompanham quase em linha recta, 
e é esses mesmos que iremos sentir que são os nossos verdadeiros amigos...
Há,
 é verdade,
 hoje fazes anos!
Parabéns e obrigado por me fazeres tão feliz !

Custódio Cruz

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Abraçar a vida...

Foto Luís Castro

Profundo o fundo do mar,
imenso o caminho para o alcançar,
a superfície ilumina a alma, 

e o sonho solta-se a deambular por um só momento...

O sol mistura as cores e as tentações,

e alarga o limite das ilusões,
como ser livre tal qual a vida nos acolhe,
e viver feliz como em cada momento que se escolhe...

Custódio Cruz
27/08/2013
21h10m 

E esta foto foi captada pelo Dr. Luís Castro?
Não ficaria surpreendido...
Parabéns por não desligar de uma das faces mais expressivas da verdadeira Liberdade,a vida tal qual ela o é...

Textos do passado,completados com o presente...




Quando me decidi em criar um blog,pensei que iria escrever sempre, e que não haveriam quebras na minha vontade que me impedissem de o fazer,afinal eu gosto de escrever,eu gosto de colocar à prova as minhas emoções,eu tenho a paixão de tentar sintetizar pensamentos com coisas simples, ou até mesmo de me alongar em textos que completem o mais possível as minhas convicções.
O que eu não pensei naquele momento,é que o ser humano não é tão previsível e controlável por si mesmo quanto desejava que fosse.

Pois é,nem esperava ser logo eu a dizer isto,e a constatar aquilo que sempre soube e interiorizei há tanto tempo,e mais,transmiti tantas vezes a "outros" que na altura bem precisaram desse alerta preventivo contra um estado emocional ameaçador do espírito...

O mundo todos os dias continua a sua volta,e em nenhum desses dias sentimos o reflexo estonteante desse movimento de trezentos e sessenta graus,mas ainda assim,sentimos outras coisas aparentemente mais simples, e que se podem complicar e refletir mesmo numa apatia decepcionante com tudo o que nos rodeia,feita de decepções, e distanciamentos com o rumo que a vida leva, e com a qual cada vez menos nos identificamos.

Sim,bem sei que se algum amigo por aqui aparecer a "cuscar", e se deparar com este texto.vai ficar algo apreensivo e preocupado,e até vai pensar que eu não ando bem,e quiçá, até estarei transtornado,e se há razão da escrita entendida não lhe retiro a lógica das coisas,se me conhecerem bem, sabem que o desafio de desabafar publicamente é a primeira reacção ao inconformismo enquanto escape a preceito para iniciar um retorno a uma luta que já mais abandonarei, por aquilo que penso,por aquilo que sou, e sobretudo por aquilo que quero continuar a ser.

Mas reconheço,ando triste com o rumo que a vida leva,e isto tudo por depreciação de valores que nunca pensei pudessem ser dispensados em certas pessoas que conheci,considerei e respeitei,e agora só as quero mesmo é ver ao longe,ou se desaparecerem da minha vista, juro que vou fazer o maior esforço para não me lembrar mais destas.
Enfim,é a vida!..
Quanto mim,não se preocupem,porque o destino será sempre o mesmo que sempre também vos irritou solenemente,perante vitórias sobre vitórias, a cada passo da minha vida vos nascerão rugas sobre rugas mal definidas,e sem que nenhum "de vós" também nunca me continue a colocar a coleira.
E então agora que já somo umas quantas esquinas dobradas,estou com um arcaboiço que nem vos passa pela cabeça.

Para quem estou a falar?

Haha,de tantos e tão poucos,que ando mais eu preocupado com as suas "saúdes" de momento,que da minha de futuro.

Custódio Cruz

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Memórias de um passado não tão distante quanto isso...(V)


A amizade não é um sentimento artificial,
não se simula como perante um adversário,
não se chuta para canto para fazer a vontade a quem não nos pertence,
não se esquece de ânimo leve como num qualquer jogo que começa e a seguir termina...

Os abraços são a expressão de uma vontade,
aquela vontade que nasce de fora para dentro, 
e se acolhe no coração para nunca mais ser dispensada.

Só se junta quem é forte,
só se aconchega quem é igual,
só é amigo quem ao longo do tempo nos faz falta no meio de um qualquer silêncio,
só nos une verdadeiramente,
o elo mágico que de sábio nos toca sem cobrar o que quer que seja...


Custódio Cruz

domingo, 25 de agosto de 2013

Olá...porque hoje é Domingo e amanhã Segunda-Feira...


O rosto e a alma,
duas certezas retratadas num só espaço,
ambas as realidades à mercê de quem as consiga ver e sentir,
a verdade pura e simples sem subterfúgios nem constrangimentos...
A vida tal como ela é,
certificada no brilho dos olhos,
o caminho tal qual ele foi,
traduzido no semblante das ilusões esquecidas...
A existência destemida do ser,
imaginada naquele sorriso despretensioso,
a ultima pausa antes do ponto final,
apoiada na base de uma mão capaz de prolongar o fim da história.
Quem somos,
quem fomos,
ou quem seremos,
sempre que o sol ilumine a face  e o coração personifique os sentimentos...
Eu sou eu,
tu és tu,
outros serão quem são,
com uma história para cada um,
inigualável no ser...

Custódio Cruz
24/08/2013 : 23h30m

sábado, 24 de agosto de 2013

Memórias de um passado não tão distante quanto isso...(lV)


Momentos que se podem identificar se quisermos,
gestos que não enganam quem por ali vivia a pressão de um líder que sofria e precipitava incidências invulgares,
que ao intervalo dava o tempo necessário para se retemperarem forças num conjunto de procedimentos onde objectivamente se bebia um pouco de água,
se puxavam os músculos,
 e se exercitava(preparava) a mente numa reflexão silenciosa e preliminar para o discurso que aí vinha...
Não,
eu nas minhas memórias não sou como por vezes não resisto a abusar do "eu"como agora parece que o estou a fazer,
apenas sou objectivo,honesto e tento retratar emoções com a máxima clareza possível para tentar fazer perceber quem não viveu o espírito de liderança de uma "alma danada"...
 Por exemplo,
só não vê quem não quer,
 "aqueles olhares" perfeitamente iguais na expressão,
no sentimento e na reserva interpretativa do que aí viria depois da "calmaria" do apito do árbitro para o intervalo de um qualquer jogo...
Reparem bem como o Pelicano,o Zé Armando e o Sérgio olham numa só direcção,
nenhum deles tem vontade de sorrir,
também não me parece que de todo o medo lhes tolha a consciência,
já no que diz respeito ao respeito da omissão interpretativa dos objectivos propostos para aquele jogo de treino,
quem sabe por ali se alinhassem as suas dúvidas ou certezas por confirmar logo a seguir...
Quem estaria agora mais ou menos em pé, 
e arredado estratégicamente do tal banco dos suplentes?
Quem  seria o motivo dos olhares tão indiscretos,
e que deixava de propósito o massagista e os directores confidentes agir numa primeira abordagem ao fruto daquela primeira parte do prélio?
Quem seria  aquele "presunçoso" que paulatinamente media o "timing" certo para de novo se aproximar,
e assim desafiar o usual silêncio no embate psicológico que marcava a distância entre o amigo e o treinador?
Aquele que, 
tentava surpreender o grupo com uma atitude tão por vezes enérgica e até agressiva,
 como em outras solucionando "palavras musicalizadas pelo risco",
fazendo assim uso de soluções empiristas de momento, 
e que "jogavam de forma perspicaz" com os sentimentos de cada um...
O quê?
O "Branco" não estava a olhar?
Pois não,
questão de feitio,
muito antes já o tinha feito,
antecipava-se a agarrar a garrafa de água,
fixava os olhos no "peladão",
e deixava cair o cabelo para a frente da face,
como que se escondendo numa sombra providencial,
e que para além do mais,
servia de alternativa gestual aos olhares audazes,
o que não eram o ponto forte do numero 2 para aquelas ocasiões...
Outros permutavam em rodas vivas sussurrando preocupações de circunstância,
mas quando a sonoridade da comunicação se soltava,
era vê-los atentos e quedos  às orientações que podiam mudar o destino do jogo...
Sim...
E qual eram os resultados destes exercícios mentais e comportamentais de uma equipa estranha ao observador externo,
e que ao tempo sim ousava inovar em "expedientes mais de loucos do que de gente normal"?
Olhem meus caros,
eu chamo-me Custódio Cruz,
informem-se e tentem saber os nomes dos jogadores,
dos directores,
do clube,
e já agora os resultados dessas equipas,
e aí duvido que não fiquem esclarecidos...
Desculpem lá,
"...há sempre tempo para se ser humilde,
mas sê-lo sem o justificar,
é tudo menos a pureza da verdade..."


CNC

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Memórias de um passado não tão distante quanto isso..(lll)


Equipas dentro de equipas,potenciar amizades e agregá-las aos sonhos que depois passavam também a ser seus...
Ser Treinador para mim não podia ser só arquitectar as tácticas,preparar o físico e o psíquico dos atletas para chegar ás vitórias mais desejadas,antes disso,era de vital importância escolher as estruturas humanas que construíssem as vozes de acção credíveis para lideranças com movimentos sincronizados,e tão  necessários ao espírito de uma verdadeira família.
Pois,não abundava o dinheiro,havia que apostar numa criatividade feita de coragem para as melhores escolhas,e para isso,porque não apostar nos melhores amigos ao tempo,naqueles que eu conhecia bem e sabia lidar sem qualquer tipo de constrangimentos e logo à partida,depois,bem depois,não tenho razões de queixa,porque no final sempre quase tudo se concretizada da maneira mais acertada enquanto adaptação às expectativas criadas por quem liderava no topo da pirâmide.
O Júlio,o Júlio Borges, o Andrade e o Raimundo,juntaram-se ao Armando Esteves e à equipa dedicada dos "Alexandres" da rouparia,e com estes num só conjunto,se apoiaram e trilharam " nos retoques preciosos" para que a "redondinha" fosse mais vezes ao fundo das redes adversárias do que às nossas...
Enfim,como já disse,equipas dentro de uma só equipa,e com uma estratégia sólida que nos transportasse para sorrisos bem abertos e à perfeita das "fartazanas"...

Jogadores e feitios,que ainda hoje se comportam em padrões perfeitamente aceitáveis para quem tem direito a ser como é,e não como "os outros" desejariam...
E afinal de contas,que exemplo seria eu em termos morais para alicerçar filosofias contrárias ás suas sensibilidades mais genuínas,pois ainda que o tivesse tentado pedagogicamente em alguns conceitos que os motivasse no campo reflectivo,nunca por nunca,e nem a ninguém, exigi resultados em que as suas personalidades fossem desenhadas com chancelas externas ás suas próprias vontades...
Cada rosto que aqui está,identifico-o perfeitamente,e respeito-os ainda mais hoje,até porque "os seus mundos" foram capazes de os transportar na vida para resultados sociais e humanos tão valorosos,que decerto e sem querer adivinhar o que quer que seja,são bem capazes de não serem tão "ocos" quantos os meus no pisar de um futuro que deve ser cuidado em materialismos também exigíveis,e que não prolongassem sonhos a roçar "a utopia",e perigosos para quem desafia extremos feitos de "causas" que quase se podem confundir com orgulhos fúteis, mas que de facto vos garanto que ainda assim não o são, nem mesmo pouco mais ou menos...
O Marco 1 é hoje um grande ser humano,e o Camegim é daqueles companheiros que adoram o seu mundo e não dispensam o seu canto para sorrir à sua maneira,o Sérgio prefere olhar,ouvir e agir em conformidade com o seu pragmatismo cómodo,enquanto o Valadas com os seus "sorrisos marotos" calculava intervenções divertidas e desdramatizadoras.
Já o Lontro,o Ramalho,O Zé Armando e o Lascarim,não resistiam e nem resistem hoje à "explosão em tempo certo", e fora das vistas analíticas externas,impondo assim lideranças pontuais ,pertinentes e marcadamente fruto da perspicácia prática.
Quanto aos "silenciosos" que por ali também estão todos,são suficientemente atentos e capazes de conhecerem o caminho para as melhores escolhas,mas é isso,sempre mais para o fim, como que reservando o protagonismo certificativo de uma decisão equilibrada e conciliadora.
Conhecer bem o seio de uma equipa de futebol é o maior segredo para se falhar menos e acertar muito mais,ainda que o "imprevisto" seja o desafio mais melindroso com que se lida,não deixa no entanto de ser o exercício mais aliciante para quem sonha à medida da ambição.
Não sei se me fiz entender,mas creio que sim,e se não, pelo menos tentei como ao tempo fazer sentir o que sinto,como forma do interesse primordial numa explicação de realidades passadas em que a ciência não dispensava a paixão pelo empirismo evolutivo.
CNC