Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

sábado, 5 de abril de 2014

Dia 5 de Abril de 2014, 5 anos depois...

Maria Augusta Nogueira da Cruz
 

Dia 5 de Abril de 2014, 5 anos depois...
 
O tempo passa,
 mas cada vez menos se sente as distancias,
parece que foi ontem,
ainda que a tua despedida já estivesse anunciada
cumpria eu o desígnio que me ensinas-te de seguir em frente mesmo que uma parte de nós tenha que se ausentar da luz dos nossos olhos...
Depois de por uma ultima vez sentir o carinho das tuas mãos por entre o desespero das minhas,
de tentar por mais uma vez perceber e conformar-me com a aquela lição que ao longo da vida tantas vezes me repetiste,
sempre continuava a preferir  a luz daquele sorriso doce com que em jeito de recuo me atenuavas um sofrimento do qual nem queria ouvir falar...
Um dia no entanto a lei da vida ditou as suas regras,
tu partiste,
 e por mais que não te dececione por  uma filosofia que não tem volta a dar,
que deve ser ensinada a todos quantos seguem o nosso percurso,
deixa que te diga,
que te amo como sempre,
que te adoro como nunca,
e que te quero tanto como àquele sorriso que um dia espero também reencontrar...
 
Custódio Cruz