Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Mano Rui Cruz,o mano que eu gostava de ter numa outra vida que por aí venha...

Rui Cruz, viveu a sua infância e adolescência de forma intensa e feliz, percorreu desafios que há época e como sempre identificam o ser nos propósitos que nascem de dentro de si e se soltam na "selva da vida", onde as cores são belas, mas as misturas são perigosas nos desafios "dos tons" que lhes desejarmos dar.
Este meu irmão, é um perfeito livro de aventuras vividas no limiar da ambição emocional, filho como eu de um pai pastor da Serra da Estrela, de uma mãe que foi empregada de servir no Palácio Sotto Maior, nasceu e caminhou numa liberdade concedida naquela a que tinha direito, mais na outra que por afeto lhe redobrou os horizontes nunca pisados pelos nossos progenitores.
Este herói de caminhos feitos de sonhos, subiu a árvore que ainda hoje se encontra no início das Abadias e junto à sede do Sporting, numa altura tão vertiginosa e traiçoeira, e tudo só para lhe colocar uma bandeira de Portugal, e isto à semelhança do que tinha visto na noite anterior na televisão, aquando da chegada dos americanos à lua,que fizeram precisamente o mesmo com uma bandeira do seu País.
Ganda maluco dizem vocês...ok...então eu conto mais um bocadinho sobre este enorme irmão que eu tenho.
Um dia ouviu dizer que as vindimas em França lhe poderiam dar uns trocos, vai daí e como era menor de idade, e porque para além dos nossos Pais nem poderem sonhar com as suas intenções, na calada de uma bela noite iniciou a viagem à boleia até à fronteira de Portugal com Espanha, como na altura as fronteiras tinham limites legais muito rigorosos, toca "a saltar" em direção ao lado dos "nuestros irmanos",atravessando este País em direção a França, tomou-lhe o gosto, e "voou" para "solo de Napoleão", concretizando assim a missão a que se propôs, devo no entanto mencionar que desde que iniciou esta verdadeira aventura, ainda contactou os nossos pais no objetivo claro de os tranquilizar de que  tudo estava bem.
Com o sofrimento nas mãos ficámos à espera da sua chegada, por um tempo determinado silenciaram-se esses contactos, enfim, sol de pouca dura, afinal de contas não aconteceu "nada de mais", mas sim apenas um contratempo com que ele "lidava muito bem", pois no regresso e já depois de ter tentado voltar a saltar a fronteira de França para Espanha, foi apanhado pela guarda civil, como era menor foi colocado num colégio de freiras para ser repatriado para a sua terra, mas como ele achou "os muros perfeitamente escaláveis ao lusco fusco", vai daí saltou-os e pirou-se para as fronteiras, onde com êxito e de "carris" apontados a terra lusa , e mesmo "teso que nem um carapau" se dirigiu com "arte e engenho" para a Rua da Fonte na Figueira da Foz, onde o Pai Custódio o esperava de mãos livres, e a nossa Mãe tentava minorar o impacto do erro do seu menino.
Há!!!...se a vida do meu irmão dava um livro?
Nãooooo....dava era um filme tão censurado como apetecível pela audácia a que se propôs, e por isso tão pedagógico e orientador entre aquilo que se viveu demais , e o que outros por calculismos exagerados vivem de menos.
Enfim Rui, não te estou a defender, porque também eu por paixão pela liberdade de escolher os meus caminhos na vida sou punido por um destino que nós poderíamos ter feito de outra forma, mas...
Pois, há sempre um mas...somos diferentes não é ?
É...e agora quem conta as histórias que se leem até ao fim?
Mas ok...tu exageras-te...sim...sim... eu também me perdi na Paixão do Futebol e agora, pois estou a ver...
Bem...mas agora ainda se fala de mim por aí...
Pois mal e bem...mas fala pá...sei lá...se calhar não errámos em tudo...
Olha sabes que mais, tenho muito orgulho em ser teu IRMÃO...
ABRAÇO MANO GRANDE !!!