Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A filosofia do vestido vermelho...



És diferente,
porque preenches mais o mundo da ilusão...

Tanto focas o ser na pujança de uma luz que nos ofusca a simplicidade das coisas,
quanto insinuas o todo de uma atenção forte e capaz do nos afastar das escolhas genuínas,
e nos empurrar para emoções onde o artificio resulta sem deslumbre,
e por isso não ilumina o coração...

Marcas uma diferença que de todo não será má,
porque não enganas na presença,
mas ultrapassas os limites do desejo.
porque cansas com uma só ideia,
por presa a um só sentimento,
que se usa e se deita fora...

Não são as cores efémeras que se conjugam com a felicidade,
são as misturas sensíveis de quem as usa,
que se aproximam como em momento mágico,
de quem as observa,
as interpreta,
e classifica na raiz intencional do momento...

Efémera, 
é a vida,
que tanto oferece em trilhos de cores,
como acelera em quem por cá passa,
que ignorando as misturas do sonho,
alcança certezas envoltas numa solidão impressionante,
bem vista ao longe,
mas sem deixar nada por perto dos que cá ficam...

A não ser o desenho de uma banalidade termenda,
sem contornos nem imaginação.
esvaído em sangue, 
e rasgado em linhas inconsequentes...

Custódio Cruz(custcruz)

Se estou a ficar maluco?
Claro que sim,

mas ainda assim acredito que haja quem me entenda neste exercício filosófico,
Olha se há !
E até acrescenta alguma coisa há vida das muitas que precisam...