Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Entre um pontapé de canto desassombrado,e um Naval 0 Marítimo 4,a desafiar o futuro...


Ás vezes é tão fácil fazer crónicas sobre futebol,a época até já começou há muito,o verão já acabou,o outono tomou conta do tempo,e já ninguém se lembra do quanto era importante não descurar uma preparação adequada e capaz de fornecer a capacidade para uma verdadeira equipa poder marcar a sua diferença,com aquilo que a possa catapultar para o lugar que mais merece na consideração dos que a observam,e assim,também saber-se interpretar os resultados do que até ali foi feito,e não agarrarem-se ás circunstancias de momento,privilegiando apenas os números que saltam de pé para pé,ou se anicham em uma ou outra baliza sem dó na piedade.
A Naval, vive momentos difíceis em termos de gestão,que todos conhecem,tendo proporcionado irregularidades no planeamento,e assinale-se mesmo,na própria construção da sua "equipa principal",ora assim,tudo o que se visualize agora,nunca pode estar dissociado desse mau começo. 
Assinalar mesmo na pertinência exigida em termos práticos,é tudo aquilo que depois de tantos "baixos e baixos",lhe acrescente "altos", que até fizeram passar uma "rasteira"a um Fafe,que de longe é mais consistente em matéria do que aqui já foi mencionado,e mesmo ter orgulho,em quem teve a coragem de avançar numa tentativa de "dobra de cabo das tormentas",que não parece nada fácil de conseguir,mas quem sabe,"o Adamastor"comece a fracassar,e no fim,a Naval 1º de Maio obtenha os mínimos de um sonho que tem que ser grande...durante,para se ser surpreendida pela positiva...depois.
Entre o derrube de um gigante,e a tentativa para com um outro bem maior,os verde e brancos deixaram esperanças vastas com a quase obtenção de uma primeira vitória no seu campeonato,e isto há uma semana,perdendo esse ansejo na última jogada de um desafio,onde o 3-2,se ofuscou num 3-3, que lhes deu o primeiro ponto no campeonato,mas os entristeceu pelo infortúnio deste destino imerecido.
Ora bem,temos ou não aqui um crescimento notório?
Haverá ou não,e face á chegada de outras opções,hipóteses de compor a equipa e os objetivos ainda para 2016/2017 ?
Lição que,passe a imodéstia,sempre teimei em defender,foi a de que se olha pouco ou nada para aquilo que temos perto de casa.
Então o Guarda -Redes Igor da Leirosa,se não fosse a crise,estava a jogar na Naval ?
E ele não tem dado provas bastantes em qualidade para a missão que lhe foi confiada aos 17 anos?
Meus amigos,mais do que entrarmos nas peripécias do Naval / Marítimo para a Taça de Portugal,pare-se um pouco,tente-se corrigir erros que agora só se podem emendar no fulgor do tempo que falta para acabar esta época,avance-se decididamente para aquilo que ainda desta querem,mas não exijam só aos jogadores aquilo que eles já deram a todos os interessados,que foi fazer acreditar de que tudo ainda é possível,mas não com tangas circunstanciais,ou promessas mal medidas,porque a mente é que manda,e se brincarem muito com esta,ela foge do sonho,e depois nunca mais se agarra...

 Foto Ana Maria Pinto da Costa

O Naval 0 Marítimo 4,teve uma bonita história para nos contar,pois se os da Madeira,pensavam que os seus galões de primeira divisão,chegavam para vencer e festejar os golos "naquela da pintarola",bem se enganaram,e quando os obtiveram,e só passado cerca de uma hora de jogo,esganiçaram-se todos em abraços efusivos,por algo que estavam a ver mal parado,para o estatuto justificado nos milhares que ganham.
É certo que durante a primeira parte,foram os madeirenses que mais tiveram posse de bola,mais comandaram a partida,mas se a essa evidencia ninguém pode fugir,não é menos verdade,que os Navalistas comandados dentro do campo,por Sérgio Grilo,em substituição de Francisco Rachão,que foi dispensado durante a semana,se mostravam muito coesos na ligação setorial,muito motivados pela oportunidade que quase todos tiveram de fazer parte de um jogo com uma dimensão emocional distinta,e até desenhada pelas suas vontades de há muito.
A Naval,não dava espaços,com Igor a ajustar verbalmente e de forma enérgica o seu setor,e isto em termos de posicionamento e intervenção pontual dos seus colegas,respondendo ainda ao que lhe era pedido,com intervenções seguras e moralizadoras do espirito de equipa.

Foto Ana Maria Pinto da Costa

Na defesa,André superava-se nos equilíbrios entre a ação com bola e sem esta, e mesmo que os ataques não fossem muitos,respondeu sempre bem no apoio,e marcou também sempre de forma atenta,enquanto Fred,ia mais além,não dando tréguas a quem lhe aparecia nas zonas nevrálgicas do penúltimo e ultimo terço,enquanto espaços tão preferencialmente optados pelas investidas maritimistas,e digo mais,gostei deste Fred,que com outro envolvimento competitivo,pode de certo vir a revelar-se muito mais do que aquilo a que está limitado,numa equipa com as carências que agora parece se estar a querer ultrapassar.

Foto Ana Maria Pinto da Costa

Sérgio Grilo,colocou-se ali no meio,tentando "carregar o piano",e lançar as notas de um ritmo que entre trinco e médio volante,pudesse levar atitude e mensagem,para que os setores se ligassem a defender,mas não se esquecessem de se atrever em algum "arrepio" ofensivo.
Fê-lo bem "o cota",que deve pensar menos no fim de carreira,e desfrutar ainda do muito que tem para nos oferecer,e que justificou plenamente neste prélio contra os grandes que ele tão bem conhece do trajeto que percorreu com tanto mérito e brilho.
A dupla Vumi e Jourdan(nova opção),ajustaram-se perfeitamente naquela "hora expectante",e deixaram,quanto a mim, a segurança de que por ali,já se pode ter resolvido um dos "calcanhares de aquiles" desta formação,ganhando quase tudo no jogo aéreo,tempo ouve ainda,para mostrarem raça, atitude de mobilidade e rigor posicional,capazes de darem alegria a uma equipa que tem caído mais nas "ruas da amargura",ou seja das tristezas precipitadas.

Foto Ana Maria Pinto da Costa

Depois,encostado ao capitão,quem não deixava créditos por mãos alheias,era Amadu,que mostrou mais uma vez,que tem muito para ser feliz no futebol,impetuoso em cada segundo,audaz em cada lance,criativo em cada construção,ambicioso em cada subida no terreno,este jovem deu brilhos a uma prestação,que já não surpreende quem de futebol percebe nem um pouquinho que seja.
Depois,nos espaços de transição mais ofensiva,bem se esforçavam o Leandro,o Ladeira,o João Tiago e o Rodrigo,mas como contra factos não há argumentos,foram mais os seus méritos naquilo que ajudaram como primeira oposição defensiva sobe o Marítimo,do que aquilo que se sonhava fazer em termos ofensivos.
Enfim,lutaram muito,ajudaram a fazer brilhar uma hora de resistência "ao monstro",até ainda criaram algum frisson objetivo,mas seremos justos,pouco ou nada se lhes poderia exigir mais do que o que deram... 
Entraram ainda Felipe,Reda e Flávio,mas já na fase mais difícil de se brilhar,embora não renegando na atitude proposta para este jogo,apenas assistiram ao "parar da hora",e depois "foram levados" pela queda prevista em termos coletivos.


Mas eis que "o bloco" cedeu,porque o relógio parou na resistência física,anímica,por bombardeado por um petardo de Brito,que assim fez desmoronar o sonho,e mais fortalecer as opções de Daniel Ramos,que por parte dos do Funchal,ia optando por "artistas experientes" como Gevaro,Baldé e Dyego Sousa,que criaram brechas no ultimo reduto Navalista,e proporcionaram a Ghyanazar mais dois golos de trás para a frente,fechando entretanto o buliçoso Dyego Sousa,a contagem em 4-0,que não serviram para um Leiró amigo do Igor,que estava atrás de mim a dizer que já que a Naval não ganhava,pelo menos que acertasse ele no Placard,onde tinha apostado numa derrota de 5-0 dos verde vestidos.

Foto Ana Maria Pinto da Costa

Bem feita,e mais...que esse golo que não lhe deu o prémio,seja o pronuncio para que com as expectativas que aqui deixo,o seu amigo Igor de futuro ainda venha a sorrir com muitas vitórias,e acredito que ele também,porque não era contra a Naval,mas sim para potenciar e já que a Naval não ganhava,alguns trocos para a algibeira.

Foto Ana Maria Pinto da Costa

Por fim uma palavra para o Miguel Afonso,que é aquele "bem vestido" que ali está sentado no banco do Marítimo,e que muitas vezes com a camisola da Naval,se encheu de lama neste campo de treinos do Municipal José Bento Pessoa.
Um Figueirense que escolheu a Madeira para ser feliz,mas que tenho a certeza sente a Naval de uma maneira muito especial,pois sofreu por ela,cresceu com ela,e teve grandes alegrias com os próprios feitos que ele ajudou a conquistar a uma coletividade que é só a Quarta mais antiga de Portugal.
Grande Abraço,Miguel Afonso.

Custcruz