Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Surfar nos riscos do desejo...,


Foto Sérgio Freitas Grilo

A vontade de estar mais perto do que está longe,
num abraço a um silencio buliçoso,
onde a alma se afaste daquilo que a cansa momentaneamente,
e a faça repousar,
sem se desligar do eco que a orienta...


Como largar a terra firme,

num ir e voltar que afaste aquele ruido feito de vida,
tão abrupto na dimensão,
quanto inconveniente para com quem nunca se desliga da destreza com que sonha...


Ainda que as ondas sejam intensamente desafiadoras,

como em outros recantos de vida,
só lhes toca quem as conhece,
só as lê quem as enfrenta,
só delas desfruta quem as conquista...


Desenhar-lhe uma pausa,

é como boiar num entendimento concedido de parte a parte,
onde também se pode contemplar de lá para cá,
mas nunca rejubilar antes do regresso,
desfrutando do brilho da conquista,
mas sem se desligar do infindável imprevisto a que ambos alimenta...
Custcruz