Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

domingo, 2 de outubro de 2016

Naval em Juvenis,ou a conquista de uma chapa 3...


Fotos Ana Maria Pinto da Costa)

E a Naval 1º de Maio em juvenis voltou ás vitórias,ainda que para além do mais,está a fazer um belíssimo campeonato no escalão Nacional,e se a este nível,voltar ao que quer que seja,não é tanto uma obrigação como em escalões inferiores,decerto estarão a elevar-lhe a fasquia,talvez,pensei eu,seria porque a pode transpor,e ser mais uma categoria no impulso brilhante da alma Navalista.
Fui até lá,e mesmo que tenha muita dificuldade em identificar individualmente os protagonistas verde e brancos,batizo-os eu com os números das camisolas,porque sobre "o resto",modéstia há parte,cá me vou desenrascando.
Quem me conhece,sabe que sou fiel ás incidências de um jogo,e se a Naval mostrou mais maturidade para acabar por vencer por 3-0,a verdade pura e simples,é a de que o Borbense foi uma agradável surpresa,mostrando-se muito motivado,com um espírito de grupo impressionante,que se espalhava nas suas intenções a partir da bancada e para dentro das quatro linhas,e vice versa.


A Naval,limitou-se a controlar mais os seus instintos,e por vezes mesmo,revelava-se surpreendida com a mobilidade dos jovens de Borba,concedendo espaços a meio campo,que faziam surgir desiquilíbrios com os quais o adversário só não tirou partido,pela traição dos seus índices de ansiedade por demais elevados,quiçá por ter a mente travada num excessivo respeito por uma Naval, que tem nome,e proveitos muito distintos neste campeonato. 
A equipa agora comandada por Reinan Pereira,fez valer o brio de algumas individualidades,como Diogo Fernandes(1),o seu guarda redes,que nos momentos certos impediu mudanças no mercador,com intervenções de grande nível,quer na primeira parte,quer na segunda,enquanto Duarte Lopes(10),me enchia um saco de boas recordações deste jogo,sem que a sua "estatura de baixinho",o impedi-se de me deliciar com a forma como se entregava ao desafio,assumindo a batuta na construção de jogo,com uma postura na intervenção e desarme muito inteligentes,e uma audácia perspicaz na proteção do esférico,com imediata distribuição e lançamento ofensivo.
Para além do mais,nunca regateou esforços na defesa da sua baliza,augurando eu,que estamos perante um promissor "jogador da bola",com brilhos de "craque",se souber ser humilde ao longo do seu trajeto formativo,e ambicioso sem se perder na predestinação que possui naturalmente.

Falar da primeira parte e da segunda,é perfeitamente desnecessário,porque este jogo foi muito igual nas incidências ao longo do tempo total,nem o Borbense deixou de lutar até ao fim,nem a Naval deixou de procurar o seu melhor,na procura do tal regresso às vitórias,e até porque,se o Diogo foi gigante nos tais momentos cruciais,Saramago,encheu o campo,com uma enorme postura competitiva,a que me pareceu faltar alguns acertos psicológicos,por se deixar alternar no querer,com uma displicência viciada no jovem de hoje,que por vezes evita concentrar-se,e acredita que as coisas acontecem como que por encantamento.
Não me estás a entender,pois não Saramago,mas olha que eu estou a sentir e a arrepiar-me com a certeza do meu pensamento,desculpa o meu pretensiosismo,mas sou assim,a modos que "um pouco" convencido nas minhas reflexões intuitivas,e algo experimentadas em tempos marcantes para mim e para outros.
Opa,agora é que reparei,estou a falar com o Saramago,e se calhar nem ele aqui vem...
Em frente...

Amigo Rogério Neves,do Diário as Beiras,o Gassa, é aquele "coloret",que jogou com o numero 15 ?
Sabe,que tenho muita admiração por si,e sinto-me pequenino nesta área para o contrariar,mas como tudo indica,é mesmo,e olhe,que sobre esta novidade neste jogo,impressionou-me durante toda a partida,porque normalmente um ponta de lança,nunca deixa de ter um ego com tendencias individualistas,e o Gassa,impressionou-me pelo seu espirito volante,com que distribui depois das suas conquistas posicionais,lançando diagonais e oportunidades de concretização,em que só o critico ,por não ambicionar mais vezes,e não se expor ás sobras,do que ele próprio elaborou.
Tomaz e Falcão, pareceram-me senhores no centro da defesa,mas obviamente vou esperar por mais oportunidades,para os ver,e os certificar naquilo que prometeram como mais,nesta primeira vez em que os vi atuar.
Mostram no entanto,que estão moldados e sólidos nos seus crescimentos posicionais,mas acredito,que com mais atitude e alegria,podiam marcar diferenças em lances específicos, onde os seus atributos físicos e técnicos, podem dar largas à conquista de muitos "mais pontos".
Simão, estoirou cá de longe,e fez um golão,abanando os colegas para a muita atenção, que se deveria ter para com este adversário,e ainda ao logo do prélio,dedicou-se com muita garra,mas demasiado coração,fazendo-me no entanto antever que o crescimento vai surgir,e o Simão irá dar que falar.

Já o Rica(3),entrou a modos que "envergonhado" no jogo,e foi-se libertando ao longo deste,acabando mesmo em bom plano,substituindo Nóbrega(8),que se aplicou muito,mas se revelou pouco inspirado desta feita.
O David Pires(21),e o Mira(7),tiveram dificuldades em ligar a ala direita,mas à medida que o tempo correu,cresceram significativamente,o que me deixou na impressão que se forem mais homogéneos competitivamente,podem dobrar na produção.
Cantante,vindo do banco,procurou provar que era capaz,mas o tempo foi pouco,em uma história com um percurso difícil,e um resultado por demais folgado.
O Pato(5),correu muito,pensou pouco,optou pela automatização do treino,mas esqueceu-se que, dentro dele há muito mais para além do que nos ensinam,e por isso foi bem substituído,pelo Andrade, que cumpriu o que lhe pediram,e agora anseia a expetativa natural da luta para um nova oportunidade com mais tempo e pressão.
Nota final,em reforço do espirito Borbense,que "vendeu cara a derrota",e também na aproximação dos Juvenis da Naval a lugares de destaque no panorama Nacional,e que por isso merecem muito mais apoio nos jogos,do que aquele que por lá vi no Sábado.
Boa sorte Reinan Pereira,tu és capaz,tens muita experiencia no Futebol,sabes falar ao coração de quem acreditas,e por isso sugiro que utilizes esse trunfo,para te aproximares ainda mais dos teus jogadores,que hoje vivem aquilo que tu não vives-te.e quem sabe se eles conhecendo a vontade que tens de te afirmar, se ajudem a si próprios a ser grandes, e a transportarem-te para mais alto no mundo do futebol.
As vitórias são de todos,e é preciso que todos se unam para se ser feliz.
Custcruz