Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Uma familia feliz...


1966...
Uma família tipo...
Digna...
De bem com o mundo...
Sem cobiça nem inveja pelo alheio...
Unida...e feliz...

O pai Custódio... de sapatinho branco e fato a preceito,gravata no ponto(pois...não tivesse ele sido um bom gravateiro...), de cabelo louro ondulado e postura de um senhor...este sim...um verdadeiro senhor...
Ele vendeu gravatas,amendoins,gelados,castanhas,bananas,quinquelharias e bijutarias...eu sei lá...fez de tudo um pouco para sobreviver e procurar um "naco de felicidade" que pudesse despontar um brilho para si e para os seus...
Nunca roubou,respeitou,tolerou...e pagava as suas contas a tempo e horas...

Ela é a DªAugusta...de "corpinho pequeno" onde qualquer "trapinho" caía na perfeição...sorrindo de forma segura como que "doseando" sempre as "emoções guerreiras"do seu companheiro...
Olhem lá ela... apertando no braço do meu pai "marcando o ponto" para uma fotografia onde a felicidade soubesse conviver com o rigor da dignidade...
Bom!!..chefe é chefe...e a ultima palavra era sempre dele...mas nunca dispensando a subtileza estratégica de alguém muito inteligente como a DªAugusta, onde a tolerância se soltava justificada sobretudo pelo seu bom coração...
O Manuel era o "Manel",um "rapazola"super calmo e sereno e sempre atento ás "traquinices" dos seus irmãos mais pequenos,o ruizito e o custódito...
O Ruizito de olhar maroto e fotogénico,como que desafiando a objectiva da máquina fotográfica...
Já o custódito está mais atento ao que o rodeia... de cabeça mais baixa interessa-lhe a forma, a cor...e marimba-se um pouco para os méritos do fotógrafo...
Mas no fundo esta família passeou o"charme"de quem sempre soube aproveitar a vida,não se "vergando" a nada nem a ninguém,mas apenas respeitando e fazendo-se respeitar...
Tendo tempo para tudo,teve também tempo para ser uma família verdadeiramente feliz...