Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A intelectualidade e o poder de virar o mundo....


Eu vivo fundamentalmente de "emoções",e não de transcendências ou pretenciosismo de qualquer espécie,conjugo o coração com a mente, e o resultado é invariavelmente o mesmo,adaptando uma resposta a uma dada circunstancia,e em função de um determinado momento.
A intelectualidade existe em todos nós,o sentido da sua prática é que difere consoante os valores adquiridos ao longo da vida,fazendo-os reflectir na capacidade de construir o "nosso caminho",percebemos a necessidade vital da harmonia com o "caminho dos outros",e é por aqui que se centram os alicerces de uma forma de vida com personalidade genuína.
A intelectualidade tem de facto o poder de virar o mundo,e não é exclusiva dos iluminados por um cérebro de raiz única ou dotado de valores sobrenaturais,apenas faz parte de nós,isso, e nada mais que isso,e como tal devemos aproveitar o tempo a exercitá-lo, e a"colocar-lhe" os desafios que se identifiquem com as "estranhas vontades" que ainda assim este assume na procura de "trilhos iluminados" por aquilo que até nunca poderá ter sido razão,mas quem sabe acaba por fazer a diferença na evolução do mundo,no mínimo do nosso mundo,o que já não é nada mau...
Começar é pelas "coisas simples",orientar o raciocínio de forma perspicaz e criativa,e com simplicidade assumir cada descoberta sem achar que se ultrapassou a si mesmo,e bem ao contrário,não perder a oportunidade de voltar a desafiar o que já se conseguiu,porque o mundo avança sem temores,e aí temos a maior lição para a vida,pois a descrença,a frustração,a insegurança,tolhem-nos a "alma", e o melhor mesmo é não aspirar ao mais do que tudo,e nem ao menos do que nada,tendo sempre a coragem de progredir sem receios,e conseguir o melhor que se pode,dizendo eu sou,eu consigo,eu estou aqui...
O segredo mesmo, está em ter a consciência leve e livre de labirintos avassaladores da capacidade de não pensarmos por nós próprios,"conseguirmos",e assim afirmarmos o nosso ser,sem no entanto nunca nos faltar a humildade no reconhecimento das nossas debilidades,enquanto parte integrante que completa o "puzzle da vida",e que devemos aproveitar da melhor maneira,numa caminhada da evolução compartilhada.
Intelectualidade todos temos,o poder de virar o mundo todos o podemos conseguir,eu faço a minha parte,só espero que cada um faça a sua.
Tão simples como isto...
Custódio Cruz