Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Os intelectuais do futebol e da vida...e a arte de comunicar...






Revelar intelectualidade...não é transmitir artificialismos linguísticos...e muito menos criar caminhos de conhecimento condicionado...ou mesmo inacessível ao senso comum...


O mérito de uma boa comunicação...foi e será sempre aquela que melhor corresponder ao "acesso maioritário" de quem é objecto dessa mesma mensagem...


A nossa sociedade no entanto dá primazia aos "cagões desta vida"...que parecem bem falantes mas não cativam ninguém...não transmitem a sonoridade do entendimento...e tudo isto porque se preocupam fundamentalmente com uma imagem que lhes dê uma superioridade intelectual em relação aos demais...


Fiz rádio e fui comentador desportivo...e senti bem na pele aqueles "olhares cortantes"e revoltados de quem muito estudou mas pouco aprendeu...enfim...e isto em situações concretas de formas e estilos com que comentava o que quer que seja...que nem de longe nem de perto tinha a aprovação de outros "colegas" de função...e que usavam um cardápio linguístico e de atitude mais refinados e cuidadosamente construídos...


Uns "cagões" era o que eram...


Vejam bem...estão a ler este meu post...e eu tenho a certeza que estão a gostar...melhor ainda...nem dou possibilidade que algum de vocês possa dizer o contrário...


E olhem que não é muito fácil conseguir esta proeza de certificação mental...e isto tudo porque sei que embora não o manifestem...vocês pensam-no...


E tenho a certeza...porque essas coisas "sentem-se"...o que para mim é o quanto basta e chega perfeitamente...


Estou mesmo a ver o "chefe" José Leonardo da Foz do Mondego...a passar a sua revista matinal aos blogues cá da paróquia...e a fazer um compasso de espera depois de ler isto...sorrindo de seguida com a natureza do seu teor e intenção ...e depois... mas só de pois...chamando o Fernandito para lhe mostrar o post do troca tintas...


A reacção do director de estação...não se faz esperar...e manifesta-se num bruá monumental...tendo de seguida uma resposta que começa lenta e raciocinada...por alguém que percebe muito de rádio mas não se conforma com um rumo radiofónico imprevisìvel e espontâneo...mas sim prefere o pragmatismo certificado pelo trilho radiofónico de outrora...


Lá estou eu com as minhas certezas...se calhar é porque ultimamente me chamaram o "Alves dos Santos" da FIGUEIRA...


Já estou a ver que afinal o cagão sou eu...


Mas pronto...há "algo"que não se consegue desmentir...este meu post é objectivo e claro...é frontal e verdadeiro...é simples e audaz...faz uso da mente...mas não dispensa o coração...


Pois...quando um dia voltar a fazer rádio...e isso eu tenho a certeza que vai acontecer...sabem o que vou mudar ?


Nada!..


E sabem porquê?...


Porque sustentando a minha consciência na humildade que não me falta...


Não há mesmo nada para mudar...