Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pois...a esta não podia faltar


Não gorou as minhas expectativas esta tertúlia do ciclo de Conversas da Bijou  ,e onde estaria como esteve presente o Dr.João Damasceno,actual presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz e director geral da concessionária<Águas da Figueira>.
Sendo esta prestigiada Associação figueirense parceira interventiva nas obras de remodelação do Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz, tinha eu alguns objectivos em vista que podiam clarificar um entendimento mais rigoroso sobre a personalidade convidada e as realidades possíveis de acção deste organismo no futuro da "Sala de Visitas da Figueira da Foz".
Só estando próximo "do ser" o posso tentar caractrizar,tentar conhecer,procurar identificar enquanto tipo de "pedra de cariz humano" que poderá encaixar ou não num "puzzle"que sirva o Mercado e a Figueira da Foz.
Antes de relatar as incidências deste encontro,agradou-me voltar passados muitos anos a um espaço que bem conheço,constatar uma sala repleta de distintos figueirenses e interessados nos temas propostos,e tudo conduzido de forma extremamente profissional por jornalistas do melhor da nossa praça,quer humanamente,quer profissionalmente.
Digo-vos,e quem me conhece sabe,que quando vou para eventos desta natureza o faço sempre de forma educada e objectivamente construtiva,não alinho em hipocrisias de circunstância,e faço uso sempre da "arma"que um dia morrerá comigo,dizendo também sempre frontalmente o que bem entender e a quem quer que seja,obviamente numa base e como já o referi, de valores herdados de gente de bem e habituada "pagar as contas" a tempo e horas.
Sobre o Dr.João Damasceno fiquei clarificado enquanto pessoa perfeitamente enquadrada numa estratégia que não fugiu ao meu "campo das hipóteses",necessitando ainda assim e nesta oportunidade, de com alguma insistência tentar tirar dúvidas a gestos e explicações que pretendi fossem o mais esclarecedoras possíveis,no intuito de saciar os anseios que por vezes me atormentam o espírito.
Surpresa mesmo surpresa foi a presença do Eng.Albuquerque(embora aceitável),que ostentando a "divisa" de chefe do urbanismo camarário,para além de ouvir,ainda teve até a oportunidade de intervir e revelar o quanto está naturalmente bem coordenado com o Presidente da ACIFF,e só tive mesmo pena que se tivesse retirado momentos antes de um final de"tertúlia", o que de certo não seria tempo mal perdido e lhe daria um enriquecimento acrescentado à parte a que presenciou.
Já Ana Machado,sempre simpática e afável,mostrou alguma história na bagagem,deixando escapar uma ou outra verdade inoportuna(ou não),que animou as hostes.
O senhor Ferraz foi igual a si próprio,sério e honesto,fez perguntas de toda a pertinência para quem não entendia à primeira alguns aspectos técnicos concretizados à vista de todos, e isto com com o saneamento do Mercado da Figueira.
Interveio uma outra senhora que não conheço,mas com uma enorme elevação deu um parecer sobre o estacionamento pago,e do qual discordei completamente,concretizando esta como objectivo de opinião de que este deveria ser gratuíto na cidade,e ao qual eu contrapus claramente dando o exemplo do Mercado,onde principalmente no verão os banhistas colocavam ali os seus carros todo o dia, e só à noite os retiravam(isto quando não ficavam por lá semanas a fio).
Com esta troca de galhardetes construtivos,acabámos por saber pelo Dr.João Damasceno que o parque de estacionamento construído nas obras de requalificação do forte de Santa Catarina não teria de futuro lugar a pagamento,o que agradou aos presentes.


Senhor Carronda é o da esquerda...

Para o final deixo a presença do senhor João Carronda,presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde,e figura conhecida afecta ao Partido Socialista,contra os quais nada me move,a não ser agora e pela postura pretenciosa e muito pouco esclarecedora deste senhor,que desatou para ali a elogiar a ACIFF,e contra isso nada,mas no meu entendimento com um lustro que me pareceu artificializado, para depois atacar alguém(que me explicou no final não ser eu),que  perseguia famílias,que afirmara coisas desconexas relativamente ao Mercado da Figueira,e tentando este sobressair de uma contenda que o pudesse fazer elevar ao menos como  vencedor de uma tertúlia,pois que o ultimo desafio a que se propôs saiu claramente derrotado no seio do seu próprio meio político.
Quiçá,por recalcamentos de falta de afirmação que poderia ali ser compensada com o amesquinhamento de quem saiu depois,mas ainda muito a tempo de antes impressionar com verdades puras e simples do costume,sorrindo ao bom sorrir de forma ampla e até casa,durante a concretização deste texto,e ainda antes de dormir de consciência perfeitamente tranquila.
Senhor João Carronda,até tinha outra imagem do meu caro,mas já desconfiava da sua desorientação política e humana,e para isso cá tenho as minhas razões,e quer saber mais?
Nem mais conversa lhe dou...
Não vi as outras CONVERSAS DA BIJOU ,mas espero que tenham sido tão produtivas e construtivas quanto esta,e se possível na companhia do senhor procurador que com o seu habitual sentido irónico completa a preceito e sempre,a imagem de eventos que seguramente o divertem à brava...
E por hoje por aqui fico,pois amanhã tenho que me levantar cedo para ver se na Caixa Geral de Depósitos me concedem um empréstimo para ir uns tempos para Paris tirar um Mestrado de Filosofia,e quem sabe depois volte à Figueira para me bater com a fina flor política da nossa santa terrinha.
Bons sonhos !
Quanto ao resto,digo e repito,desprezo é o melhor caminho...
Durmam bem...