Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Naval 1º de Maio em defesa em linha por sistema?...não obrigado...



Não há nenhum sistema táctico que não tenha debilidades...como também não há equipas que tenham a capacidade (por mais apetrechadas e treinadas que sejam...) de adaptar figurinos estratégicos de forma múltipla e consequentemente se revelarem eficazes em todas as circunstâncias competitivas...
A Naval sem utilizar os "automatismos de defesa em linha"em Guimarães...venceu meritóriamente e expôs-se à sorte dos vencedores...muito por força do realismo analítico de quem mexeu só o necessário no tabuleiro...sem executar "alterações de fundo" que se revelassem imprudentes para com um "conjunto" que vem das mãos de dois treinadores distintos...e logo assim a pensar o jogo de duas maneiras diferentes...
É certo que Carlos Mozer sabe as linhas que pretende incutir no grupo de trabalho verde e branco...mas não é menos verdade que perante esta oportunidade de voltar a ter as luzes da ribalta sobre si(e agora como treinador...),convém resistir à "excessiva" teorização táctica...para não correr riscos de implementarização de "sistemas radicais"inadequados ao timing da época...e pior do que isso...ás características de um plantel que nunca pode corresponder com eficácia àquilo para o qual não tem condições valorativas para executar...
Bom...o teórico agora até parece que estou a ser eu...e ainda com a agravante de ser um apaixonado pelo futebol...mas que detesta a "defesa em linha" naquelas equipas que pretendo ver vencer...e então neste cantinho mafiado à beira mar plantado...e quando ainda entramos na segunda volta de um campeonato conhecido por "malabarismos de um último terço" de um salve-se quem puder...onde só quem for muito ingénuo acredita que o "nervosismo" da luta pela manutenção...não trará grandes confusões com erros de arbitragem de benzós Deus...
Neste jogo com o F.C.Porto...quantos isolamentos ouve de jogadores portistas?
Quantos golos dos três foram obtidos de forma isolada?
Terá valido a pena a Naval ostentar uma dinâmica mais agressiva no meio campo para tentar aniquilar a organização portista...se por outro lado se perdeu espaço para a contra-ofensiva?
Será (por exemplo...)melhor Orestes num "sistema de compensações"...ou exposto a intervenções de "velocidade plena"(3ºGolo...)?
Bem sei que é muito fácil falar por fora...e nem deixo de acreditar que Carlos Mozer possa dar a volta ao texto...mas tenho a firme convicção...nesta minha visão sobre aquilo que vi pela televisão de uma Naval...que por força de um forte alento anímico...até revelou estar solta de movimentos criativos...mas presa e hipotecada a uma forma de defesa em linha que lhe "apressou" uma derrota que se aceita com alguma naturalidade...
Cuidado...vem aí o Portimonense...e espero que na obrigatoriedade de vencer...não se repita a exibição de um filme onde o que mais se discute...é se estava ou não fora de jogo...e se a derrota foi culpa do árbitro ou da falta de sorte...
Vamos ver...
É que quem anda à chuva molha-se...