Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

terça-feira, 12 de abril de 2016

Até sempre Senhor Agostinho da Padaria Dionísio...


Tranquilo,sereno,bom ouvinte,homem de silêncios calculados,um ser que veio de baixo e venceu pelos seus próprios meios,que conheceu todas as retóricas de vida,mas soube escolher as suas sem depreciar quem quer que fosse,soube tolerar excessos,soube viver com os contrassensos,interpretar sensibilidades,mas não alinhou no esquecimento das suas raízes,criou muitos amigos,mas que amanhã têm que se misturar,mesmo que uns sejam pobres e outros ricos.
O Senhor Agostinho da Padaria Dionizio,perdeu-se na correria da vida,partiu de forma abrupta para a viagem sem retorno,deixou uma comunidade em estado choque,porque assim sempre acontece quando um sábio deixa de aparecer para precipitar lições,que se escrevem com a experiencia,e no caso,se assinavam com o coração.
Equilíbrios,isso mesmo,equilíbrios humanos,que fizeram unir verdadeiros amigos,entre as labutas da sobrevivência,e a comunhão dos sentimentos,como num alerta para o bem que a vida tem,e que tanto hoje em dia se tende a esquecer...
O Pai do Jorge Humberto,deixa-nos "um livro" infindável de exemplos,com que o mundo dos mais desfavorecidos se pode instruir na procura de trilhos dignos e capazes,mas quem conhece os seus filhos,sabe que eles não são,nem irão ser diferentes do seu progenitor,e por isso,acredito que agora,o Senhor Agostinho,ainda que preocupado com os choques que se soltarão com a sua ausência física,espera e sabe como ninguém,o quanto naquilo que foi um enorme vencedor,jamais deixará de ter sequência pela coragem e perspicácia com que construiu a sua própria equipa,que muito longe de apenas isso,sempre se revelou uma grande família. 
Força agora grande amigo JORGE HUMBERTO,entre o tanto que já tens do teu enorme PAI,acrescenta-lhe a convicção que ele sonhou,para a hora em que tu lhe tivesses que suceder...


Será Amanhã dia 13 de Abril,
pelas 10 horas e 30 minutos,
e na Igreja do Carriço,
que por perto teremos o Senhor Agostinho,
num ultimo adeus,
que de certo nunca chegará para apagar a memória de muito mais do que um bom ser humano.