Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Todo o "Campeão" precisa de uma estrela que o ilumine...


Para mim,que "vou estando de regresso" ao futebol,foi com muito agrado que vi um candidato ao Título defrontar um sonhador da Europa,e constatar o como mesmo que as estatísticas desequilibrem favoritismos,uma e outra com estratégias distintas,podem sempre fazer jus a um espetáculo de futebol de qualidade,e onde nem sempre quem mais ataca,até será o vencedor. 
O Rio Ave de Pedro Martins,bateu-se muito bem,pela personalidade emocional que também desta feita exibiu dentro do retângulo de jogo, justificando de todo o lugar que ocupa na tabela classificativa,sabendo fechar linhas para a sua baliza,e calcando com artifícios bem pensados,as diagonais precisas na procura de uma surpresa também ela tão sonhada muito para além do Estádio dos Arcos em Vila do Conde. 
O empate,foi pairando ao longo do jogo,mas diga-se em abono da verdade,que o Benfica se tentava esticar para que esse infortúnio não acontecesse,encontrando um Rio Ave muito bem organizado,teve dois tempos de jogo para marcar a diferença,logo no inicio que sabe-se lá tenha sido por causa do comunicador do árbitro avariado,que talvez tenha cortado ímpetos aos verdes do norte,e que entrando encolhidos em demasia,se expuseram a oportunidades que águia "não soube sobrevoar".
Depois,foi de novo no recomeço da segunda parte, que os benfiquistas e com remates frouxos e em situações de concretização fácil,"preferiram" treinar o Guarda-redes Cássio,e voltar a deixar crescer as expectativas para um final onde quem soubesse,até pende-se para os Vilacondenses,por alguma ação de contra-pé direcionada por Heldon(que me encheu as medidas...),e onde Fejsa,que me maravilhou como recuperador e distribuidor de jogo,eventualmente até se distraísse um pouco que fosse,e não justificasse os tais 60 milhões de um Renato Sanches,que sinceramente,cada vez menos compreendo no seu cálculo,e até ao lado deste protagonista que só tenho pena não ser Português. Pois é,mas não,acabou por ser a estrelinha de um eventual Campeão,a marcar pontos que agora sim,se afiguram decisivos para a equipa de Rui Vitória,que a conseguiu por entre um alivio mal calculado,e uma concretização de um "anjo salvador"(R.Jiménez),que ultimamente não deixa créditos por mãos alheias.
 Enfim,como comecei,assim acabo,e sem qualquer ironia intencional,reafirmo que, todo "o Campeão" precisa de uma estrela que o ilumine... 

 Custcruz