Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Um Atlético Madrid / Bayern só para descontrarir...





Uma tarte de nata,um descafeinado,e um jogo da Champions para espevitar emoções que apagassem nem que fosse por alguns momentos,as agruras de uma vida que me transtorna a vontade de respirar fundo,e partir para outras batalhas onde a vida se joga também para um troféu,com contornos e brilhos moldados e conquistados por uma atitude que crie respostas que continuem a justificar o porquê de ter muitos amigos,em paralelismo com umas bestas que desenham a minha queda,mas nem sonham que eu até sei voar.

Que jogo viciante este entre o Atlético de Madrid e o Bayern,onde o espetáculo se decifrou em cada momento,com duas equipas diferentes nas filosofias estratégicas,mas muito consistentes nos seus propósitos.
Impressionante o nível motivacional dos madrilenos,que lhe permitiu solidificar uma ligação entre setores,entre dobras e posicionamentos quase intransponíveis para a equipa germânica.
Deixando-nos levar pela primeira parte,foi lindo o momento cintilante de Saul Ñiguez,meu Deus,que hino ao futebol aquele pegar de bola,que alicerçado numa tranquilidade emocional distinta,o fez progredir entre adversários,com preciosismos técnicos de eleição,e com os quais criou o fuzilamento sem espinhas das redes do todo poderoso Bayern.
Depois,os germânicos responderam,pegando no jogo e manietando na circulação de bola,ameaçavam por força do seu querer,e da qualidade dos seus jogadores,mas o certo era mais que evidente,que os pupilos do impagável motivador Simioni,eram barreira que a pouco e pouco se deixou de retrair como o fez a seguir ao golo,e passou não só a defender a vantagem no 2º e 3º terços defensivos(muito mais longe da sua baliza),como a partir daí lançava no ar a ideia do que com a sua predisposição de absoluta tranquilidade,podia matar o jogo,com os alemães "a mostrarem-se mais",e os espanhóis a conseguirem-no "com menos".
Pois que o diga o Torres,que depois de uma excelente recuperação e tranposição,executou um exímio remate colocado no poste direito da baliza adversária,fazendo de todo estremecer "o Vicente Calderon".
Ainda e que apesar disso,já os alemães e em abono do rigor,bem ao seu estilo,e com um remate cá do meio da rua ,também iam "partindo a barra em duas partes".
Ficou uma eliminatória como muitos arrepios ainda por viver,destacou-se um treinador que de há três anos para cá tem colocado o Atlético ao nível dos melhores,e que afinal até perdendo com o Benfica esta época,não se conforma,e mais do que isso,quer ser melhor que o tal e todo poderoso Bayern. 
Agora tu,Saul Ñiguez,até me fizeste saltar da cadeira,que obra de arte o golo com que marcaste a diferença neste jogo,olha só não tirei o chapéu,por isso mesmo,porque não uso,se não...
O Árbitro?
Estava lá?
Nem dei por ele...