Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Naval 1º de Maio / Crato...de 0 a 10...

Fotos Ana Maria Pinto da Costa

A união fez a força,e a Naval 1º de Maio conseguiu os objetivos almejados,o nível motivacional foi sem dúvida apreciável por parte dos protagonistas que equiparam com as cores mais tradicionais do clube,e a diminuta assistência que acorreu ao Bento Pessoa,saiu satisfeita com a perspetiva sonhadora,de após a estabilização da Nau em termos desportivos,se possa agora navegar em mares que mesmo que não se adivinhem calmos,tragam alguns intervalos refletivos,e de labor concreto,para que este clube dimensionado fortemente no coração da Figueira,e dos Figueirenses,prossiga na sua enorme missão social e desportiva,que é subjacente a uma história afirmada à 123 anos.
Por agora,o sofrimento foi mais que muito para catapultar o sonho,à sua volta,arrepia o estado lastimoso de um Estádio que também tem muito que contar,e não é só de Futebol,mas se esta modalidade é rainha nas opções do nosso mundo,todos devem acreditar que também para quem nos visita,não é de bom tom visual,e nem de dignidade minima,o cenário apresentado.


É um clube que fica em causa na sua imagem,mas não menos a nossa terra,que se deve unir para vencer as dúvidas de responsabilidade,colocando acima de tudo os interesses e caprichos de índole mental,que só desfavorecem a razão,e alimentam as fúteis e indesejadas polémicas de trazer por casa.


Quando ao jogo,foi bom de mais,sobretudo pelo espirito de entrega dos Navalistas,tendo em Miguel Valença(9),um bom exemplo dos que mais gosto na vida,sem papas na língua,repreendeu colegas que por vezes se esqueciam dos equilíbrios defensivos,e até motivacionais,sempre muito atento e ágil,dava a segurança com que qualquer equipa se sente bem,e assim foi senhor que da minha parte,e como o fazia antigamente,mas hoje numa escala de 0 a 10,lhe atribuo a nota nove,já pertinho do 10,mas porque sou exigente e rigoroso com as emoções,essa nota está reservada para quem neste jogo lhe deu o brilho total.
O Tito Junior(7),cumpriu,aplicou-se,não deixou créditos por mãos alheias,pouco errou,mas limitou-se a isso mesmo,ao prioritário,equilibrando bem as ações defesa ataque,não arriscando em demasia no ultimo terço,e mostrando-se expedito na circulação,assim como que de forma calculista,não pretendeu retocar as suas intervenções com os brilhos sonhadores,e por isso,se era assim que tinha que ser,a nota sete é justa,acreditando eu,que tem talento para um dia destes perfumar o tecnicismo que lhe sobra dos pés à cabeça,em golpadas de envolvimentos ofensivos,que só marcam a diferença em quem para além do mais,também deve sonhar.
O Parracho e o David Valença,o David Valença(9) e o Parracho(9),numa ligação de comando no eixo da defesa,que se alargou numa enorme conveniência tática,empurrando a pressão para zonas em que mais interessava defender a baliza verde e branca,controlando o jogo aéreo em movimentos muito bem articulados,e numa atitude mental de perfeitos guerreadores,sempre concentrados em tudo o que se passava à sua frente,orientavam ligações e atitudes,que quiçá os irreverentes do jogo,se pudessem atrever a abordar em prejuízo da equipa.
Confesso,por "serem gêmeos" no entendimento,e porque apesar de eu ter aparecido ultimamente mais vezes por um palco que um dia também me pertenceu,e se agora me cruzasse com eles,não os definiria na diferença,e tudo porque foram tão iguais nas prestações competitivas,que só sei que um subia aos cantos para tentar "molhar a sopa",mas não me preocupei(por erro meu),em saber qual deles era,tal o entusiasmo "em que me perdi",com a forma super ligada com que atuaram.
E como nem só quem marca golos deve ser distinguido nos píncaros,nota nove para ambos,por tudo o que já disse,e sobretudo pelo desenho do segredo que este jogo tanto precisava,para depois se arriscar no que se conseguiu.
O Fred,com nota 7,e à semelhança do Tito,esteve dinâmico quanto baste,e ainda que fosse empreendedor nas subidas,privilegiou as costas como segurança,com uma ou outra intervenção menos equilibrada no h x h,e desacerto no passe,pareceu-me um jogador com intervalos emocionais por selecionar,mas com inegável qualidade para produzir mais e melhor.

No que diz respeito "ao triangulo mágico",o Tavares(9),foi a imagem da abnegação,sempre presente e no sitio certo,para por cobro a diagonais ameaçadoras dos adversários,possante no querer,nunca virou a cara à luta,silencioso a pisar,surpreendeu quem com ele não contava,exímio no cálculo e percepção,dobrou a preceito as intenções de organização ofensiva da formação do Crato.
Assim,nota nove,para o carregador de piano...
O Zé Pedro(8),é jogador,constrói com a paixão com que vive o futebol,ainda que neste jogo tenha sido menos equilibrado e concentrado a defender,sempre que investe na organização do jogo,elabora de forma geométrica as suas intenções,à medida que o tempo passou,naturalmente,e em final de época, sucumbiu fisicamente,mas o que tenho na certeza é que tentou dar tudo o que tinha para dar,e um 8 ajusta-se bem à sua prestação nesta partida.

O Luis Leite(10),foi a figura de proa deste confronto,um médio volante por vezes quase supersónico,ele saltou,ele fez piques endiabrados,ele caprichou tecnicamente,ele entregou-se à sua capacidade criativa,ele controlou emoções nos entrelaces com a bola,e portanto querer vencer,fez uma ou outra entrada de arrepiar em quem a sentiu,e até correu os riscos de quem não se inibiu de atuar nos limites.
Dois golos de penalty,é certo,mas bem merecidos e melhor concretizados,por um controle de emoções que não deu qualquer hipótese ao guardião forasteiro.
Encheu-me as medidas,foi o que foi,e por isso nota dez,porque para mim 11 não existe.
Olha,olha,que trio de ataque,João Vasco,Sérgio Grilo,e China,o que queria eu mais,três da Figueira,dois ex.pupilos,e um que não veio da China com o Paulo Futre,mas que conheço bem,e admiro muito.

O João Vasco(8),colocado sobre a direita,encostava-se a uma parede imaginária,porque por ali,ele usa o pique,também explode em sobressaltos da alma,mas só se adapta a uma reta sem fim,não liberta o atrevimento imprevisível,pois isso fá-lo na esquerda,porque contrabalança entre o que tem que fazer,e o que quer,catapulta-se para surpresas que nem ele sabe no que vão dar,e tudo porque o pé esquerdo não é cego,e o direito precisa de espaço para simular a diagonal contrária.
Cumpriu bem,correu quilómetros bem medidos,e deu ouvidos aos tais advertimentos vindos lá da zona central,que antevendo precipitações de um amago que lhe pertence,o controlaram no espirito que mais convinha a todos.
Nota oito,porque nestas coisas,não há amigos para ninguém...

O Sérgio Grilo(7),numa "edição futebolística" de polivalência plena,voltou ao lugar que tantas alegrias me deu, e a quem desde sempre o viu ali jogar,sem surpresa,movimentou-se na procura de espaços que lhe pudessem proporcionar os instintivos arranques ou remates à meia volta,numa humildade que lhe é peculiar,não esqueceu as escolhas nas melhores colocações de outros colegas,e afirmou-se experientemente numa postura sempre ambiciosa,mas é aqui,que desta vez é o meu instinto que se solta,e achei sinceramente.que o Sérgio Grilo,ainda que profissional como sempre,me pareceu triste no que só não consigo ver,porque não posso certificar sem estar presente.
Nota sete"Serjão"...

O China,bem o China,voltou a preencher o campo com um talento que faz adivinhar muito mais progressão,com uma atitude vigorosa e persistente,vira o mundo de um jogo,e cria um outro,onde por vezes se perde,mas também ganha muita coisa.
Precisa de estar atento aos equilíbrios entre o que deve fazer com bola e sem bola,mas nunca abdicar de ser quem é,atrevendo-se a ser feliz com aquilo que muitos não esperam,e pode marcar a diferença entre os predestinados e os mecanizados,
Neste jogo,mostrou que está no bom caminho,que se está esforçar na homogeneidade do Atleta,e a espaços soltou mesmo o"perfume" de quem sabe porque com ele nasceu...
China,nota 8...mas sei que é capaz de muito mais...
Para a gestão de uma vantagem numerada em dois golos,entraram Junior Mendes(5) e Gomez(6), respetivamente aos 56 e 67 minutos,ambos com missões onde o mais importante era reavivar a pressão ofensiva,mas dando luz a um subconsciente que não esquece-se a vantagem que servia os intentos Navalistas,entre um e o outro,e onde ambos cumpriram o que se lhe pedia,ainda assim ressaltou-me os pormenores técnicos de Gomez,que também me fizeram pensar em como por ali há algo mais para mostrar sem ser em situações de condicionamento quase extremo.
Amadu(3),entrou ao cair do pano,e sem tempo para mostrar mais,fica-me o meu conhecimento da proveniência dos Juniores de 2014 / 15,onde achei ter sido uma boa aposta,que se pode solidificar mais ainda quando for mais consistente emocionalmente,de resto tem capacidades notórias para ser o que sonha.
Pedro Mano,Iduíno,André e Henrrique,fica para a próxima...não desanimem,a vida dá voltas,e os sonhos só se concretizam para quem acredita e não desiste,de resto,desistir...ainda por cima soa muito mal...
Parabéns Pedro Ilharco,e restante equipa técnica,por mais este exito em uma missão de salvação extrema.