Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

sábado, 9 de janeiro de 2010

A chama de um vencedor...











Conheci o Paulo há muito...

Se "exigente e duro" eu era no campo a treinar as minhas equipas de futebol júnior, não menos estratégico eu fui a ganhar a confiança dos meus atletas "naquelas horas ou naqueles tempos" em que eles normalmente se escondiam dos treinadores...
Muitos se admiravam como eu conseguia manter tão estreita... "dois tipos de atitudes para duas realidades" que normalmente não colavam... e que se "deveriam" esconder uma da outra...
Mas na verdade... eu sempre agi como eu achava que estava certo e me dava melhores resultados quer pedagógicos ou mesmo de rendimento dentro das quatro linhas...
O quê o quê??
Se o Paulo foi meu jogador?...
Não!Não!...
Conheci-o como empregado de balcão na "catedral"...quer dizer... na Sagres...
Eu... mais os meus jogadores que de vez em quando ...e nas devidas proporções...
Enfim...aqueles copinhos amarelos e delgadinhos,com bolhinhas e fresquinhos...
Bem... o Paulo era comunicativo e porreiro...mesmo que ranhoso benfiquista e teimoso...
Pois...ás vezes eram horas...
Depois subiu na escala profissional...(sobre tudo monetária suponho eu)...
Íamos dar com ele num PUB cá do burgo agora como Barmen,mas com a mesma personalidade porreira... embora"sofucado" naquele "apertado papilon" que ainda assim não lhe tirava a simplicidade... que tanto cativava quem com ele se envolvesse no gesto da comunicação humana...
Era um fixe...
Passou algum tempo e deixamos de o ver...ou melhor... a vida dá voltas e o Paulo não parava de procurar com uma verdadeira "chama de vencedor"... a vida que lhe desse ainda mais conforto para viver... e perseguir os seus sonhos e objectivos...
Falando em comunicação...
Fomos "dar de trombas"na Rádio Foz do Mondego,ele na informação e eu no desporto...
Eu estava diferente...e Paulo também...
Nem sempre concordámos nos pontos de vista de ordem pessoal e "profissional",mas muitas vezes também estivemos de acordo...
Hi.hi..hi..hi...faço-me entender mal não é?...
Que se lixe...adiante...não se pode ser bom em tudo...
Pois é isso...e os amigos estão sempre de acordo???...
Nesta sociedade ás vezes até parece que tem que ser assim...
O certo é...que sempre lhe reconheci uma alma de um verdadeiro vencedor...mas que por "seu" sentido de justiça ter...foi "levando lambadas de hipócritas" que o enganavam estratégicamente... Entendiam esses "pressupostos amigos"... que a amizade tinha padrões de conduta estabelecidos ...
Coisa de loucos pragmáticos...
Como se a vida fosse uma conta de somar...
Confiava...desconfiava...por fim acho mesmo... que já nem nele conseguia confiar...
Mas o que eu mais lhe admirava e muito mais admiro hoje...é a capacidade de nunca desistir nas suas convicções...sejam elas discutíveis ou não...
E só por isso... já me merece um respeito do tamanho do mundo...
Foi sempre convicto no cumprimento dos seus próprios princípios,nunca desistindo de concretizar uma filosofia de quem nunca deixou de viver como queria e bem entendia...
Hoje está igualzinho...não desiste de coisa nenhuma...
Chiça e eu a pensar que era muito forte...
Força Paulo Damaso