Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A luz de uma história,entre almas que a vivem,e outras que a usam...

Marinha Portuguesa

Em apenas 3 dias mais 11.500 pessoas visitaram o Navio-Escola Sagres na Figueira da Foz.
Nós temos as velas mas vocês são o vento que nos ajuda a navegar. Obrigado a todos.


Alguns invocam saudosismo a tudo o que seja passado,olhando para os símbolos da vida,subalternizam os seus valores intrínsecos,as lições descritas em cada patamar de um sonho,o ambiente subjacente e sempre presente nas gerações que se relacionaram,se solidificaram,e se eternizaram em lições que tanta falta fazem a um presente cada vez mais insensível e materialista,e a quem esta visita só lhe acrescentou a ocasião festiva,que divertiu,mas nada os fez refletir enquanto oportunidade de viajar a um passado,onde contrariamente ao que se pensa,ainda hoje são válidas soluções de índole moral,para mais e melhor se abraçar o mundo e a solidariedade humana.

COMEMORAÇÕES DOS 50 ANOS DA INAUGURAÇÃO DOS MOLHES DO PORTO DA FIGUEIRA DA FOZ
Navio-Escola Sagres aberto a visitas de sexta a domingo
O veleiro da Marinha Portuguesa regressa ao Porto da Figueira da Foz, estando aberto a visitas de sexta-feira a domingo (28 a 30 de Outubro). O “Sagres” ruma à cidade da foz do Mondego a convite da Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF), no âmbito das comemorações dos 50 anos da inauguração dos molhes. 


50 anos depois,ninguém tem dúvidas do valor da obra que alargou horizontes comerciais à Figueira da Foz,e aos Figueirenses,mas será bom não esquecer,que a lei que cada vez mais vigora pela fogosidade dos poderosos,subalternizou claramente os interesses dos mais frágeis,do mais pobres,dos menos exigentes,que não podendo fugir à labuta da sobrevivência,se arriscam por trilhos falsos e ondulados por esquecimentos negligentes,que atiram para fora do mundo,autênticos Marinheiros,por perfeitos homens do Mar,que enfrentam a natura do seu poder,revelando-se aqueles que a  história mais assemelha.e certifica como almas irmãs de um simbolo tão marcante como o Navio "Sagres".


Depois,foi ver e observar um pouco por toda a cidade,como "os filhos da escola",quando se cruzavam e tocavam na sua paixão,já não arredavam pés uns dos outros,improvisando um qualquer evento,onde não faltasse a festa do reencontro,de quem se conhecia sem nunca se terem visto,mas se identificavam como ninguém o consegue fazer,numa troca de evidencias profissionais,e memórias com brilhos tão idênticos,que se comportavam como uma família alargada,entre os que a agora fazem navegar o "Sagres",e os que outras viagens trilharam.
Viram-se "mendigos" de agora,sentados nas mesas de quem lhes ofereceu o petisco,patrões de balcão distribuindo rodadas alternadas pelas suas simpatias,homens do povo honrados por serem marinheiros portugueses.e por isso amarem a sua Pátria.
Aqueles jovens marinheiros que com o Navio-Escola "Sagres" atracaram na Figueira da Foz,"para assinalarem uma efeméride pomposa e circunstancial,mostraram o quanto são portadores resultantes de um"elixir mágico",que os instruiu em posturas que se coadunam com a história de uma Nação,que sempre haveria de ser fiel a todos sem excepção,e não só para com os glutões que em labores intelectualizados se desdobram,para desdramatizar as perdas,por entre as mais valias somadas em muito dinheiro.
Do mastro à popa,do convés às velas.foi como voar em uma alma que não engana,mas que pouco ou nada teve a ver,com "artistas" que cada vez mais me cansam com a hipocrisia dos oportunismos,e que de certo nem um único "abraço" deram a um simples Marinheiro,que quem sabe até lhes pudesse oferecer uma bela história,nem que fosse contada  pela proximidade do ouvido.

Custcruz