Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Augusto Alberto,a Naval 1º de Maio,e a Figueira da Foz...



Passam-se os anos,mas ainda assim as memórias não se vão esgotando de todo,porque num mesmo clube,era impossível pelos múltiplos cruzamentos,e no mínimo,perceber-se quem se envolvia em paixões onde o servir era o menos,e ver felizes quem embarcava na Nau Navalista também era concretizar a missão de uma alma,que há muito tinha tomado conta dos que fielmente escolheram honrar o brilho mais audaz do orgulho Navalista.
O remo,é a história de um vai e vem movido por velocidades estonteantes,impulsionado em espaços estreitos e limitativos do erro na exposição da vontade,é perseguir o sonho,olhando à sua volta,mas de costas para a meta,a não ser que o timoneiro acompanhe os bravos, e lhes indique o que falta para vencer.

Ao Augusto Alberto,tenho-o como um silencioso,este Timoneiro dos timoneiros,e Mestre dos remadores,era uma pessoa que fazia questão de passar pelos intervalos da polémica,ou sei lá,se calhar falava baixinho para a vida,o certo é,que não complicava os relacionamentos,e muito menos se dava a conhecer,e quem dele queria saber,que se informasse por entre os mais próximos,na certeza porém,que não encontraria nada que obstruísse a marcha da ambição de um clube,que sem os remos no seu destino perderia a principal razão de ser.
Augusto Alberto,foi agraciado com a atribuição da Medalha de Mérito Desportivo em prata dourada por parte da Câmara Municipal,e muito justamente,não só pela dedicação que desde sempre se reconheceu dentro e fora do clube,como pela competência com que conquistou e fez conquistar medalhas,troféus,e prestigio para a Associação Naval 1º de Maio da Figueira da Foz,e principalmente ajudou a formar seres humanos, com valores que certamente lhes ficaram e ficam para a vida.