Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Benfica empata aos 93 minutos...e Rui Vitória,teve mais de "bruxo"...do que de talento ao seu dispor...



Na conferência de imprensa de antevisão ao clássico, Rui Vitória expressou o seu desejo para este FC Porto-Benfica: "Gostava de marcar aos 90'+4 e vencer".


É,o Benfica evitou a derrota no Dragão,mas a verdade seja dita,e sem tirar mérito ao bom aproveitamento do seu ultimo lance de ataque,e entre os escassos que criou ao longo de toda a partida,digamos que se calhar "algo" do que apenas a sorte,fez o treinador Benfiquista sorrir no final da partida.
O líder incontestável do campeonato luso,foi manietado durante praticamente todo o jogo,tirando os últimos minutos do primeiro tempo,e a espaços decisivos da segunda parte,onde os portistas souberam responder com aprumo à reação mais afoita e natural das águias,que ainda assim nada alimentaram para um desenlace que se veio a verificar ao cair do pano,e se revelou tremendamente injusto para quem mais fez por vencer.
Nos encarnados,quem mais brilhou de novo foi Ederson,mas sem que não deixá-se de ser acusado de mau sofredor no golo de Jota,o que num remate cruzado,e com aquela intensidade e precisão,eu gostava mesmo era que quem o diz lá se fosse colocar uma vez na vida,para experimentar o que a horizontalidade de um remate pode exigir a um guarda-redes.
Durante a primeira parte,o Benfica,teve uma oportunidade flagrante num cabeceamento bem medido e colocado de Lindelof,chegando a bola a embater no poste,mas antes disso,teve o Porto mais que oportunidades para marcar uma diferença que o tranquiliza-se para o desenrolar do prélio,e não fosse como já o insinuei,Ederson,e alguma aselhice azul e branca,e não me parece que a profecia do Mister Rui Vitória,se viesse a concretizar como um grande balde de água fria.
Não venham dizer que o Benfica na segunda parte virou o jogo,porque não o foi em rigor observativo,já que se os encarnados ganharam mais posse de bola,mas não o traduziram em oportunidades de golo,tirando aquele grande remate que fez também brilhar Casilhas,e que se expressou na pouca ameaça de viragem no marcador.
Tudo se conjugava para a conquista dos três pontos por parte dos pupilos de Nuno Espirito Santo,mas Hector Herrera,haveria de sair do banco para entregar o ouro ao bandido,ao que Lisandro não se fez rogado na subida á baliza contrária,e no aproveitamento do batimento de canto ingenuamente oferecido pelo mexicano azul e branco,e centrado de forma eximia por André Horta.
A Nuno Espirito Santo,gostava de lhe dizer duas coisas,primeiro,é de que cada vez mais estou convicto,de que naquela "conferencia de imprensa do outro dia",ele concretizou mal a explicação da construção de "um jogador à Porto",ou seja,de também de uma equipa capaz de vencer mais vezes do que perder,,mas que neste jogo,se notaram de forma clara esses compromissos coletivos,e tudo porque o segredo da "a alma"foi enorme,e o espirito de equipa transbordou o que naquele dia se escreveu.
Em segundo lugar,e mesmo que Hector Herrera,tenha cometido um erro de palmatória,e decisivo no desfecho do jogo,nunca por nunca deveria ter ficado no chão SOZINHO, e estatelado emocionalmente,pelo tal erro que protagonizou.pois "é aqui",que mais se certifica o quanto mais importante é a solidariedade humana num grupo,onde em todas e quais queres circunstancias que os atinjam,sempre se deve soltar um abraço de regozijo ou de apoio para o pior.
Certo foi,que hoje o Porto foi melhor,e que o Benfica,teve muitas baixas que influenciaram nas suas opções,mas também se ficou com a certeza,que vamos ter campeonato até ao fim,e isso é bom para o mais fiel adepto do futebol.
Soares Dias e os seus auxiliares,estiveram bem,e não haverá razões significativas para se lançar a "telenovela das arbitragens" durante esta semana.