Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

sábado, 19 de outubro de 2013

Mestrado no "papo",17...VITÓRIA!!!!! ANDREIA CRUZ!!!!!


Eram 14h 32m,
como em qualquer jogo de uma vida,
é o "momento" em que as palavras têm que sair certas sem sabermos como,
só depois de se "olhar olhos nos olhos" se entende qual a intensidade motivacional que a mensagem precisa...
Se há falta da presença física só sobrarem as emoções distanciadas,
maior é o desafio do incitamento...
Eu conheço-te,
tu conheces-me,
não havia nada a esconder,
a tua voz dizia-me "quase tudo",
e desta vez nem deixavas nada por dizer...
Fizeste-me erguer um pouco o tom de voz,
fizeste-me "abanar-te" a consciência,
o "medo" é o pior inimigo dos vencedores,
mas também é aquele que mais derrotado sai dessa contenda...
Como em outras circunstâncias,
vali-me de uma máxima adoptada pela minha reflexão :

"...O "homem" que não controla as suas emoções,
não é seguramente melhor que o outro..."cnc

Eu conheço-te,
eu sei onde foste buscar esse feitio de não gostar de ser provocada,
arrisquei num possível erro de cálculo emocional que eventualmente me estivesse a escapar,
mas,
isso mesmo,
 a vida é um desafio de riscos permanentes,
e não me pareceu que estivesses muito diferente das outras vezes...
E se não se pode pensar muito nesses mesmos riscos,
por vezes precisamos de lhes "serrar os dentes" sem dó nem piedade...
Sem te desejar sorte,
esperei que fechasses primeiro "a porta" para desligar o telemóvel,
com o silêncio da tua voz "arrepiei-me" logo de seguida sem ter a certeza do que te tinha ajudado para te ver vencer mais uma vez...
As tuas inseguranças momentâneas,
ficaram do outro lado "prontinhas" para se rirem de mim,
preparadas para te derrubarem perante o desafio proposto...
Da "ponta" de cá,
fiquei eu de um lado para o outro na procura nem sei eu do quê,
ou melhor,
na vontade que a merda dos ponteiros dos relógio se deixassem de cinismos e fizessem tocar o meu telemóvel..
Só pensava se tinhas olhado para o júri na "proporcionalidade" da postura que apresentassem...
Se em cada pergunta lhe acrescentavas a convicção do que sabias e até podias prometer...
Se estavas a ser igual a ti mesma,
corajosa,lutadora,determinada...
Sentei-me um pouco,
escondi-me por detrás do balcão da loja,
baixei a cabeça e olhei para o relógio...
Levantei-me,
voltei a caminhar para fora do Mercado e na procura de uma nesga de horizonte...
Eu sabia,
eu tinha mesmo a certeza que se demorasses a ligar,
era mau sinal...
Logo de seguida "alguém" me deve ter ouvido,
15 horas e 51 minutos,
e logo surgiu um toque,
só um,
podia ser por engano,
pensei eu,
agora quem se estava a deixar levar por receios era eu...
Ai sim!!!
Então toca a responder...
Do outro lado da linha surgiu a voz que não enganava,
mesmo que a um 17,
preferisse um 18...
Ok,Ok,
o jantar é às 20 horas...
Desliguei,
e agora grito em plenos pulmões :

A minha filha Andreia Cruz nunca falhou um ano na vida de estudante,
ela acabava de defender a sua TESE na área de Psicologia em plena Universidade de Coimbra,concluía assim um Mestrado,
e sabem que mais?
Ela queria ter 18,
mas não teve...
Eu dou-lhe 20,
porque para além de tudo o mais,
ela é filha de quem é,
e sabem que mais ainda?
Agora concluo EU a minha TESE,
como posso eu ser Burro,
se a minha filha não o é?
O quê,querem que explique?
Porquê não se nota?
17
Vitória !!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ainda a propósito da Exposição Fotográfica dos 20 Olhares,20 Autores,no Mercado da Figueira...




Ainda a propósito da Exposição Fotográfica dos 20 Olhares,20 Autores,no Mercado da Figueira,aqui deixo um "esclarecimento" sobre os "dons"que me assistiram na análise e opinião escrita que concretizei no meu Blog e no Facebook,e sobre cada um desses mesmos olhares...

Celso Silva(Um dos excelentes 20 Olhares que ainda por lá estão expostos até Domingo) 

Este senhor tem algo de especial pois sem nos conhecer encontra palavras tão certas...ou será que fomos assim tão transparentes que as nossas fotos falaram de nós...por nós???

Custodio Cruz Cruz 

Isso mesmo,as vossas fotos falam por vós Celso Silva ,na vossa forma de fazer arte,vocês optam por caminhos que têm apenas a ver convosco,é aquela parte sensível das coisas que são vistas à vossa maneira,e é claro,acabam por deixar "rastos" daquilo que são e como são.

Já pela minha parte,mais não faço que tentar perseguir essas intenções,tentar perceber onde querem chegar,e aí talvez me auxilie em mim mesmo,na capacidade de observar,de vos ler pelos objectos salientados,pelas cores,pelos enquadramentos,no fundo pelos olhares que vos motivam colocar a máquina a trabalhar.Descanse,que não se trata de nada transcendente,pois se assim fosse,não sendo de todo materialista,já tinha dado um "geito" àquele "papelito" com que jogo no Euromilhões todas as semanas...
Já com a minha experiência de quase 30 anos no futebol,acredite Celso Silva,que se algum dos meus ex.Jogadores um dia acabar por ler o seu comentário,responderá com toda a certeza com um largo sorriso,mas por isso mesmo Celso Silva,porque eles achavam precisamente o mesmo na forma como os lia,os orientava,e por isso ainda hoje são muito meus amigos.

Grande abraço,e seja feliz.

CNC

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira 20,pois...até qualquer dia...


Dias de Tempestade - Susana Monteiro

Sempre e em tudo na vida fui movido pelo entusiasmo de com o início de uma qualquer aventura,nos passos percorridos lhe encontrar o máximo numero de emoções no ensejo de lhe "desenhar o melhor" epílogo,desta vez, tive muita sorte,encontrei a Susana Monteiro num trilho tão sedutor quanto electrizante,onde a subtileza do sonho confere os requisitos desejados para um verdadeiro final feliz...
Mesmo em "Dias de Tempestade",se segue em frente na procura daquilo que nos pode compensar no acerto da alma,dizem que o sol nos solta para a vida,dizem,mas quantas vezes um trovão relampejado nos "acorda" para uma realidade que é nossa,e que vivida só no "quente" dos raios de luz,até nos pode iludir caminhos confusos e despersonalizados no ser.
Susana Monteiro,captou um pequeno caminho capaz de ajudar a valorizar a verdade existencial de qualquer um,onde por um caminho de madeira,se pode sentir o som do "bater dos pés",como contraponto sonoro para uma reflexão cuidada do que somos,do que queremos,e porque afinal se por cá andamos,é porque por cá estamos destinados ao nosso lugar.
Entre cordas criadas nos tempos,se entrelaça um destino electrizante com dois momentos "focados" para uma possível mensagem,pois se com um acto estrondoso e assustador se uniformiza uma só emoção,no silêncio ensurdecedor que lhe precede,talvez ao "alívio" se devesse dar lugar a um novo recomeço reflectivo,e quem sabe,a intelectualidade se questionasse na procura da razão pelo qual de nada vale a luz dos alinhados candeeiros humanos,àquele raio espalhado pela mente de cada um.
Como em todas as fotos com que me "misturei" neste magnífico evento dos 20 Olhares,20 Autores,na procura de nos revelar a felicidade que sempre se pode recolher na busca daquilo que a vida nos tem para oferecer,nunca se poderiam soltar as emoções descritas,se como com Susana Monteiro,não deparássemos com um instinto emocional e artístico que nos consegue cativar  por aquilo que a fotografia vale no seu todo,e tem no poder comunicativo a capacidade de nos fazer viver a vida na verdadeira acepção da palavra.
Quem não se arrepia e tenta equilibrar naquela madeira molhada e disposta ao longo da passadeira,onde são bem visíveis os "traços de água" e as irregularidades no assentamento?
Quem não se deixa invadir na alma,pelas opções das cores fortes e sem as ilusões desmedidas,marcando isso sim,um contraste tão apetecível e identificador de uma realidade conferida pela luz dos olhos?
Quem não se "encolhe" perante um "peso" nubloso tão escurecido e em tons de um azul tão ameaçador?
Quem não se perde naquela tonalidade arenosa,e só se encontra na solidão de uma "pequena árvore" que por ali nasceu e ficou ?
Quem é a Autora desta "Tela Fotográfica" que me inspirou como outras no recato do meu "castelo" e onde posso e pude soltar emoções e percepções sobre fotografias,e por acasi até numa matéria onde não percebo patavina?
Chama-se Susana Monteiro,à qual lhe dou os parabéns pela foto que retratou em um dado momento, e que mesmo em "Dia de Tempestade" mais reforçou o encanto e beleza de uma terra que de certo está no coração de muitos...

Sem hipocrisias,
que é o "atributo" com o qual menos sei lidar,
e que até muitos engulhos me tem proporcionado na vida,
transmito a todos os que foram a alma desta iniciativa,
os meus mais sinceros parabéns,
por colocarem tanta gente "a subir e a descer escadas",
 numa "sala que é de visitas",
mas que nos últimos tempos e com o este evento artístico sentiu o quanto todos os que gostam da Figueira podem continuar a alimentar a história daquele espaço tradicional e centenário.
Quanto a mim,
até qualquer dia,
e que sejam todos muito felizes como eu fui a escrever as minhas emoções sobre cada registo exposto...

Custódio Cruz

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira dezanove,até só podia faltar uma...




"Perfume de Outono" - Susana Cardoso

Oriundo de "raízes pobres" como o sou,de concepções de vida que alicerçam ainda hoje a dignidade com que me "defendo",e filho  de ex.vendedores de castanhas assadas dos quais muito me orgulho,acredite Susana Cardoso que a escolha que deixou no Mercado,me originou um aperto no peito,e uma vontade que agora acabo por desfolhar como páginas de um "Livro de Vida" que perfazem uma história doce e protagonizada  por aqueles meus grandes heróis.
Susana Cardoso,retratou em tempo oportuno e naquele espaço "sui generis" da Figueira da Foz,um momento vivo,peculiar e sinalizante de uma das quatro estações do ano,marcado por gestos e atitudes de abrandamentos de marcha para quem passa,e que insensível não ficou  àquele "cheirinho" a castanhas assadas,que deliciam a mente e consolam o desejo que "aquece" as expectativas de como um bom fruto nos pode oferecer como compensação a uma refrega de Verão.
"Perfume de Outono",traz-nos de um "geito" figurado um ingrediente que se molda à transição para o inverno, e a completa com cores quentes que se espalham em rodopios cinzentos,e em direcção ao céu.
Numa zona nobre da cidade como o é sem dúvida nenhuma o Bairro Novo,funcionou a impulssividade de Susana Cardoso,que para além do mais,faz reflectir um contraste que não a choca,mas que pelo contrário lhe pareceu um complemento perfeito na necessidade humana de vivências conciliadoras,onde pobre e rico,mas dignos,não se obstruam em sentimentos de repulsa social,na razão directa de que um carro de mão até possa ser "pedra de toque" num picadeiro distinto,de que baldes e banquitos inestéticos sejam mesmo uma necessidade para o retalhar das castanhas antes de entrarem na panela,ou de ainda que aquele banco recostado,seja mais do que necessário para os repousos intervalados de quem passa horas de pé a exercitar fluxos invasores de um fumo branco acinzentado,que por cada canto procura quem o queira acompanhar na "boa nova" que antecede o "mergulho no inverno"...
Susana Cardoso,induz ainda à sensibilidade de "jogos" que se entendem,entre os de um Casino bem enquadrado de forma paralela às incidências descritas,como que num esforço de que se solte a reflexão,para que às emoções humanas não falte nada,nem mesmo o fruto de Outono,feito de cores e sabores quentes,que já transportam uma chancela tradicional,e mais do que isso,proporciona uma liberdade sem etiquetas na forma de saborear e expressar um sorriso daqueles que são mesmo oriundos da verdade.
Num dia típico de Outono,em que mesmo que só a timidez do sol apareça,ambicione na luz do seu espírito,e veja com os seus olhos nos 20 Olhares,20 Autores,expostos no Mercado da Figueira,como Susana Cardoso não se liga só às potencialidades técnicas da sua "máquina",mas muito mais se orienta,naquilo que é,naquilo que sente,e no que a impele para o que bem lhe apetece...
Custódio Cruz

domingo, 13 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira dezoito,até só podiam faltar duas...


Destinos...
Mar e Amar - Sérgio Vieira

Os silêncios são a maior paixão de quem os precisa,como quando a alma se impulsiona para um vazio e caminha em passos imprevisíveis,numa liberdade escolhida pela vontade de estar só,sem nunca se saber o que se deseja para preencher o que lhe falta.
Sérgio Vieira,deixou cair a noite,e soltou-se como decerto em outras ocasiões  no rasto de uma sedução extasiante com sabor e cheiro a mar,olhando para aquela "janela"na sublime convicção do que a vida nos pode dar se lho soubermos encontrar.
Por instantes,saiu de um mundo e entrou em outro,esqueceu a maré cheia e encantou-se pela vazia,lançou as primeiras "investidas" mas tão perplexo e arrepiado como das ultimas vezes,ou no fundo como em todas aquelas em que despido do manto azul  debruado a branco Buarcos mais se revela e alonga até a Cabo Mondego.
Sérgio Vieira,ergueu o sonho e avaliou as cores,correu atrás dos brilhos presentes e reflectidos,"suspendeu a terra" em forças contrárias a um afundamento dos raios de luz,seguiu paulatinamente os alongamentos de um iludido corpo,que mais não é  do que aquilo a que à Vila pertence,e que por entre "um vai e vem" se salienta em contornos consubstanciados em penedos negros,onde habitat(s) de um verde carregado e escorregadio se descrevem como o sustentáculo do ser,ou melhor,da conjugação encantada que nos impele a um respirar fundo,enquanto um sinal inequívoco de que para além da paixão pelo mar,se possa também amar os cantos que mais procuramos...
Entretanto,sabe ele e todos nós,que aquela "tristeza" adormecida na Serra da Boa Viagem,mais não é do que os tais "silêncios de esperança",para que logo,logo,tudo se restabeleça,ainda que entre a saudade de hoje,nunca se possa dispensar o amanhã.
Já se o céu se apresenta como o limite,será por isso que por ali também a beleza se compõe,pois expectantes se esfumam a pouco e pouco aquelas nuvens passageiras,que de braço dado com um horizonte frio mas prateado,mais aconchegam "um cenário" que viverá para sempre na "tela" do Sérgio Vieira,e só morrerá quando o destino nos roubar o senso das emoções...
Mar e Amar,para ver e rever no Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz.

Custódio Cruz

sábado, 12 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira dezassete,até só podiam faltar 3...

Longa Brisa - Rui Santos

É no cruzamento de caminhos que o ser humano se depara com a multiplicidade do Mundo,alcançando os vértices distintos com que a vida alicerça as suas ilusões,e se une numa fusão de complementos onde o Homem e a Natureza fazem por colorir os seus destinos em uma dádiva que é mútua,e que por isso mesmo não pode viver uma sem a outra.
Quando uma das partes se desleixa,a outra tenta repor a criação de "brilhos" com que possa iludir a continuidade,revelando-se por vezes até soluções de um essência tão pura,quanto bela, na elaboração de uma mente sã e tocada pela simplicidade das coisas...
Rui Santos,trás-nos aquilo que por desprezado ter sido,se revitalizou por si próprio,impelido pela sedução de uma "Longa Brisa" foi galgando volumosos montes de areia solta,num esforço motivante de "colar" a sua objectiva àquelas espigas vadias que por ali estão aconchegadas num sol quente e dourado...
Cativou-se pela tentativa personalizada de "sacar" aquela dança uníssona que agora não se ouve,mas se percebe e sente nos movimentos sintonizados entre "sopros" moderados e calmos que nos fazem erguer a alma  e redobrar o olhar à nossa volta.
Largou por momentos o "beijo do horizonte com o mar",mas não depreciou "o mergulho meigo" da Serra da Boa Viagem num Oceano do qual nunca por nunca esta se pode dissociar.
Encadeado por um sol limpo e transparente se deixou embalar em nuvens brancas que navegavam em direcção ao horizonte profundo,numa tarde calma e num dia de sonho,Rui Santos focou inesperadamente as lembranças de um registo agora exposto no Mercado da Figueira,e ao dispor de quem as quiser e souber desfrutar.
Custódio Cruz

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira...pois é isso...


Figueira cidade sem rosto que se lhe diga e se lhe aponte como o cinzento dos sonhos,sempre brilha e resplandece à luz do tanto que lhe queremos,mas muito mais por aquilo ela nos oferece com a sua subtil relação com a natureza.
Pedro Martins,indiferente não conseguiu ficar,quando em "seu sítio"deste canto abençoado soou a sirene de um final de tarde distinto,capaz de o surpreender e lhe revelar um pouco mais daquilo que em outras ocasiões quase o preencheu,num "quase" que nunca se alcança para quem impulsionado vive pelo vício dos momento únicos.
Um paredão,sempre é um paredão de incidências,se não deixava de o ser,na longitude do seu trajecto convulsões o rodeiam quando a força natura o testa na "vontade" de o contrariar,por entre rochas em quina se libertam batidas estridentes,em fundos escuros se afogam remoinhos traiçoeiros,com os passos inseguros se pisam espelhos feitos de mar e encaixilhados em pequenos fundos marcados no chão.
Pedro Martins,observa esse caminhar e rouba-lhe o reflexo de uma presença,apruma o ângulo e não deixa escapar o sorriso tímido do sol,afinal é verdade,também pode haver sol numa tempestade.
A um dia cinzento não se pode adicionar muito mais do que a cor que o domina,ainda que aos tons,um sol atrevido não deixe de forma persistente de lhe distribuir algumas tonalidade prateadas,fazendo antever nos pressentimentos uma enorme esperança de uma mudança de tempo para breve,
Entre os 20 olhares,um registo captado nas oportunidades que a vida nos dá,entre os 20 Autores uma das que mais brilho solta para quem gosta da vida tal qual ela é...

Custódio Cruz

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Só um sorriso de um BURRO,me fará sorrir hoje em dia...


Reconhecer é tão difícil para "uns tantos",
mas a criatividade aliada a uma intelectualidade perfeitamente solucionada,
sairá sempre vencedora...
De nada vale ao "sorriso" dos BURROS...

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira quinze,até podiam só faltar cinco...



Cores e Maresia - Rui Paulo Gonçalves

Uma paixão pode ser enorme,mas como em outros estados emocionais,ao seu encanto sempre se expõe o "reverso da medalha",deixarmo-nos perder nas "estrelas" que definem a vida será o erro que nos afastará do verdadeiro "abraço",aquele que se sente,que se quer,e mais do que isso se deseja,e ao invés,aproximamo-nos da mentira,do fictício,e traindo os nossos mais genuínos desejos...
Nem pouco mais ou menos,Rui Paulo Gonçalves,a introdução que acabei agora mesmo de elaborar,e que penso transporta na audácia da opinião o mesmo cunho de "risco",neste caso interpretativo de uma antevisão negativista ao seu desempenho se vai reflectir de seguida,e pelo contrário,servirá de reforço às convicções expostas,pois nutro admiração sincera pelo quadro de vida que nos "deixou" nos 20 Olhares,20 Autores,e onde se revela marcante o apurado instinto que objectiva "alargar limites" para além da foto própriamente dita,e acrescentar-lhe como que a "ilusão dos olfactos",através é certo de "artifícios artísticos" que nem todos dominam,mas se entendem no resultado obtido por quem se aprumar como um observador atento, e num épice se possa sentir envolvido e também rodeado por cores e tonalidades misturadas com a água do mar,que exercitam a mente,e recordam na "insinuação" o verdadeiro cheiro a maresia.
Quem não arrisca,não avança na arte de comunicar,ainda que como já o referi atrás até se possa perder nas ilusões extremadas,o que não acontece nesta "tela fotográfica",porque Rui Paulo Gonçalves é fiel aos "momentos da vida",e para que o essencial da aposta tenha sido ganha,"deixou dançar" no leito calmo do rio Mondego as nuvens tão soltas quanto carregadas de uma beleza incrível,mesmo que "possuídas" por uma agressividade de ameaças notórias,e traduzidas na momentaneidade com que a qualquer segundo se pode rasgar do céu um qualquer raio fulminante,ou se precipitar em desconcerto com o sol os trovões arrepiantes contra a vontade de alguém que na presença daquele cenário contagiante tivesse mesmo que dali arredar pé...
Já em trânsito para outro "canto mais tranquilo" se pode acelerar na "Ponte dos Arcos",ascendendo de seguida de forma triunfante na ponte da Figueira,onde só se podem transportar recordações recentes daquele rio espelhado e colorido,onde os reflexos mergulham livremente nas profundezas de"uma alma negra"...
Respeitando a natureza "das coisas",mas desafiando a ilusão,conseguiu Rui Paulo Gonçalves "tocar" os limites,desta vez correu bem,da próxima logo veremos.
Parabéns.
Custódio Cruz

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira catorze,até podiam só faltar seis...

Miguel Adão,Cabedelo - Pedro Cruz

O "Cabedelo" já é estrela que brilha pelo mundo,
cada vez que amanhece para a vida ilumina cintilante um recanto similar a uma sala de espectáculos,
por ali se estende um "palco" de emoções infinitas,
daquelas que se levam para casa e se desejam que nunca mais tenham fim...
Em seu seio se abraça o silêncio,
se aconchega a voz da alma,
se soltam os "assobios" prevaricadores dos "lençóis" que se estendem aos olhos de quem os queira desafiar...
Se assim o era,
assim Miguel Adão o fez,
se assim o quis,
assim Pedro Cruz o seguiu...

O meio sempre molda a personalidade de cada um,e para o Pedro Cruz,acredito que estar muito tempo longe do mar é um destino improvável,ou pelo desejo viciado de sentir os compassos das ondas,ou na dependência sublime de se isolar do "resto do mundo" na procura das "ilusões" que ele quer à viva força que o deixem de ser...
Para os 20 Olhares,20 Autores,no Mercado da Figueira,elegeu como seu,aquilo que também é de mais alguém,num  verdadeiro "momento de magia",atirou-se e voou na acrobacia do Miguel Adão,focou aquele "ponto luminoso" na órbita do seu contentamento,mas engenhoso e atento,trouxe até nós o esplendor soberbo da Serra da Boa Viagem,"coloriu" de azul aquilo que nunca o deixou de o ser,fez pontificar  uma "espuma feita de raiva"que enobrece aquele mar do Cabedelo,e lhe faz evidenciar a verdadeira face,do tal "palco" que qualquer um gostaria de pisar e sair bem sucedido.
A "plateia",é feita de areia fina,e o "balcão",de um paredão alongado onde a projecção do sol lhe dá a cor de um contraste de uma tarde calma mas também vivida intensamente...
Antes de cair "o pano" escuro da noite,cheias e compactas,engelhadas e envoltas de brilhos  hipnotizantes e sedutores, lá estão elas bem visíveis,uma após uma,sem que nunca o Pedro Cruz deixe de as comparar na escolha daquela que depois levará para casa.
Mais um registo de sonho,onde a Figueira numa só foto abraça a força e o encanto daquilo que nos pertence...
Cinco estrelas,caro Pedro Agostinho da Cruz.

Custódio Cruz

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira treze,até podiam só faltar sete...



Saudade - Paulo Barbosa de Madureira

Chegar ao "pico" da formação académica,trás um "arcaboiço" sustentado para a vida,mas mais do que isso,viver todas as emoções desse trajecto deverá marcar para sempre quem por lá passou,conseguindo até com "outros" que não as terão vivido,o entendimento capaz na aproximação a um verdadeiro arrepio naquilo que mais tarde os verdadeiros protagonistas só em sonhos de certo o voltaram a repetir.
Paulo Madureira,por esta ou outra razão muito especial, terá escolhido este seu registo de circunstâncias vividas,onde nos trás o desenho dos sorrisos codificados por sinais da alma,em que cada letra da palavra SAUDADE,e para quem as reconheça,nos transporta para aqueles "pequenos momentos"que não pareciam "nada",e se revelaram tanto com o passar do tempo.
Figueira e Coimbra,desde sempre tiveram e têm afinidades emocionais que as ligam no encanto com que se completam,e por mais rivalidades que se levantem,e até também por ambas cantarem o Mondego,sempre souberam e deverão saber ceder os espaços do espírito que as envolve,e num todo possam ser uma página de cada um dos seus livros.
O Coliseu Figueirense,tem a intocável história que nos orgulha,e as tradições da Academia da Universidade de Coimbra,trazem-nos a  invocação de valores que por estarem de partida para a vida,abraçam uma cidade de sonho como presságio para um começo bem apadrinhado e feliz.
Paulo Madureira,terá com quase toda a certeza sido impulsionado "naquele primeiro momento" por uma emoção que surgiu solta do meio daquele reboliço estonteante, centrando por impulso e seleccionando por talento,o vértice de um triângulo para uma captação onde um jovem surge bem longe do perigo de alguma "cornada mal parada",mas que continha a soma das emoções reconhecidas depois nos restantes "corajosos",alcançando mesmo e apesar das corridas desconcertantes "dos bravos",a presença perspicaz das sombras com que cada um se há-de ver ao longo da vida...
Encheu a fotografia com as "galerias da nobreza",e aludiu na objectiva "à bancada da raia miúda",contra o sol desafiou o contraste dos "suores antagónicos",e expressou aquilo que só a preto e branco tinha sentido.
Muito bem,Paulo Madureira,aqui lhe deixo este meu humilde texto de emoções traduzidas por uma foto de eleição.

Custódio Cruz

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira doze,até podiam só faltar oito...


"Mais que um Relógio" - Miguel Madureira

São muitos os que estão a observar os "20 Olhares e 20 Autores no Mercado da Figueira",e como não podia deixar de ser,e ainda que também já aqui tivesse a oportunidade de o mencionar,não deixo de voltar a reforçar,que são muitas as diferenças de sensibilidade que deparando com uma foto e um título,a tentam seguir na perspectiva sugerida pelo autor,na certeza porém,que nas "aventuras da vida" sempre há lugar a "atrevimentos" concretizados pela "chave que cada um guarda para si ",e mesmo que se proponha a tentar "abrir o mundo dos outros",mal será se não usar da personalidade capaz de não omitir a força emotiva que constrói "o peso das suas próprias pegadas".
Miguel Madureira,trás-nos uma foto aparentemente simples,mas olhando para a "oportunidade" das suas intenções,quem sabe se para além do Relógio da Praia da Figueira,queira ele mencionar a"própria sombra" como um segundo artifício de controle temporal,pois afinal de contas,sempre "o movimento" provocado pelo sol na "face mais exposta" da Torre do Relógio,será forma orientadora do ser humano para a evolução e sequência de um dia para outro.
Certeza tem quem observa o seu registo,que ele nunca por nunca se dissocia da beleza única de uma terra que congrega tantos encantos manifestados em vertentes naturais,como que pegando em nós,e "usando os olhos" atentos e contagiados daqueles dois seres sentados num banco,e se quiserem então,da mais bela "varanda" de Portugal,nos convidar ao trajecto que "nos faz sobrevoar" em direcção a um horizonte profundo,composto por um areal longo e talvez por isso desafiador de vontades que se queiram refrescar numa brisa com cheiro a maresia,ou soltar-se ainda sobre aquele imenso mar prateado que contrasta com um céu azul dos encantos mil.
Miguel Madureira,projecta nas cores as verdades que o sol escolhe,dando um "realce sombrio" à Torre do Relógio,que ainda assim não deixa de lhe ser inerente por natureza...
Persegue, e não deixa "escapar" a génese da sua sugestão artística,não menosprezando a presença aritmética dos projectores da praia,como alvos referencias de um trilho que ele próprio escolheu para nos oferecer a todos...
Miguel Madureira,conhece,sabe e sente a Figueira,e entre tantas escolhas que poderiam preencher o seu ego,trouxe-nos um lugar de eleição para quem cá vive,e nos visita ao encontro do que ouve falar...
"Mais que um Relógio",vale este exemplar fotográfico,porque cada vez mais também nos reafirma todo o encanto que a Figueira tem,e quanto ao outro Relógio que até posso ter sido eu a sugerir,olhem,ele está lá,agora se é da minha imaginação ou das certezas do Miguel,isso não sei,na certeza porém,que quem o queira ver,que o veja,e quem não o quiser,pois que siga em frente...

Custódio Cruz

domingo, 6 de outubro de 2013

Um bom Domingo...


A "vida" nem sempre se resolve só com "peixeiradas",
outras são as vezes em que se salta do Mercado e se procuram "sombras" históricas e inspiradoras da alma, 
aí de forma "silenciosa" se "semeiam" estratégias tão intuitivas quanto pragmáticas,
e olhem meus amigos,
os resultados não têm sido tão maus quanto isso...
O quê,o quê,sobre as escutas telefónicas que me fazem?
Hehehe,lá está,se não estivesse no "meu jardim"não tinha tanta criatividade para os baralhar a todos...
Sou um convencido não sou?
Eu sei que sim...


A foto?
Foi "caçada" por um "espião" de confiança...

CNC

sábado, 5 de outubro de 2013

Desabafos à beira de mais um fim de semana...


Olhares perdidos no horizonte,
são o que me resta do sonho...
Nada mais ficou que as certezas do que fiz com o coração,
entreguei-me a Deus e fui justo com o que me ensinou,
caminhei numa única verdade,
e a consciência leve por aí vagueia perdida em labirintos...
Não me conformo,
não entendo porque sempre tem que ser assim...
Quem menos o merece,
mais de sofrimento padece,
quem mais se entrega,
mais espinhos lhe cravam na alma...
Como vou esquecer a um "amigo",
o "esquecimento" que teve comigo,
como vou curar "uma dor" que me rasgou o peito sem dó,
como dissipar no tempo 
esta maior vontade de estar só...
Lamentos,
e nada mais do que isso...
Apenas desabafos feitos das fragilidades que também tenho,
lágrimas de esperança que magoam mas não matam,
letras distribuídas com a coragem que não me falta,
transparencia meiga que me liberta de novo para a vida...
Sim eu,
porque não?
Mesmo que alimente a especulação...
O Futebol foi o maior amor,
o Mercado a maior ilusão...
São as causas que tomam conta de mim,
e me sugam a voz do coração...

Custódio Cruz

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira onze,até podiam só faltar nove...



Se à Figueira não lhe falta naquilo em que um todo pode distribuir em partes,são pequenos grandes cantos como este,onde o ser humano e a natureza se revelam como um dos mais fieis retratos de um  encantamento que mistura a paz espiritual,a riqueza cultural e a singularidade de uma paisagem onde "as filhas do mar" se insinuam aos nossos olhos como "recanto" para a nossa mente.
Quem busca outros sentimentos para além dos que já tem,de outras emoções para além das que já guarda,pode saltar como Nestor Santos o fez,para um imaginário dos tempos que tanto têm ainda para nos dizer,e até revelar enquanto "algo" que se vai perdendo por quilo que se pensa que se ganha em  empolgamentos alicerçados no lucro fácil,e menos na qualidade das "coisas"...
Os "caçadores de momentos",sempre podem fazer tanto como codificar mensagens,expressar sentimentos,revelar personalidades,expor escolhas,mas nunca resistem à procura encantada da originalidade,encarada na forma mais capaz de "tocar" sem aquilo que perfaz a soma de disparos banais,e assim conseguirem expor-se ao que sejam eles próprios a conseguir...
Nestor Santos,centrou a sua objectiva para um enfiamento de uma contextualidade mais aproximada do ser, e de um meio com um enquadramento específico,onde apesar de uma foto nunca conseguir falar,sempre se insinua em tudo aquilo o que a nossa interpretação possa recolher,ora de forma evidente,ora auxiliada no espírito criativo,e registos desta natureza são o que nesta imagem não faltam.
Acompanhar aqueles "pés descalços" por caminhos agrestes e salpicados de sal,num equilíbrio que só o corpo lhes dá e a rodilha ampara,são uma verdadeira aventura de deduções concretizadas pela nossa própria sensibilidade,que pode ou não ir ao encontro de quem melhor viveu o dado momento,mas não renega evidências para as quais aquele "rasgar de trilhos e pequenos horizontes",eram e são feitos de uma vida difícil,mesmo que por entre as distâncias calcadas,a"directriz dos silêncios",tivessem ajustado reflexões que ajudavam a esquecer os "espinhos",e a não falhar na missão para o qual aquele destino os tinha reservado.
Ao longo daqueles armazéns de sal,se deparam com valas "alagadas" em  transparências de um habitat de vegetações e organismos esverdeados,e foi ali,que Nestor Santos colocou o ponto final no seu registo fotográfico,aproveitando as cores espelhadas pelo sol,fez reflectir uma "guerreira da vida" que em passo acelerado galgava para um final de mais um trajecto somado a outros que ainda haveria de percorrer...
No acréscimo de uma escolha de cores vivas e marcantes,se revela mais "um segredo" deste distinto canto à beira mar plantado...
Custódio Cruz

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira dez,até podiam só faltar metade...



"Caçador de momentos dançando consigo mesmo"
"A Figueira também dança" - Luís Pessoa

É verdade Luís Pessoa,"A Figueira também dança",pois as "raízes" das emoções estão espalhadas um pouco por todo o lado,e porque a entrega de quem  não quer deixar perder "os instantes" que aparecem e desaparecem como a vida avança e nunca mais recua,absorvido não deixa de ser pelo instinto que intervala o bater do coração,cai numa liberdade que não contem constrangimentos,e precipita-se numa "dança de posições" que lhe alimentam o mais genuíno desejo que possa resultar num ângulo dos que nascem e morrem num só momento,e que por isso mesmo,nunca mais se repetem...
Luís Pessoa,transporta-nos para o método em fotografia,na forma como faz "erguer" um caminho com princípio,meio e fim,e ainda que também se saiba que os passos das "emoções mais expressivas" é ali que estão,o "palco" revela-se mais amplo e num trajecto de um maior alcance,e não está confinado ao espaço onde as conjugações de cores,estilos,e posturas de uma só dança,possam limitar um espelhar da alma pela magistosa Esplanada Silva Guimarães,deparar com um Castelo Engenheiro Silva hoje mais orgulhoso de si mesmo,projectar-se nos espelhos da imponente "Torre Atlântica",e "voar" num céu de nuvens passageiras que nos podem "dar boleia" para contemplar e "retornar" ao caminho percorrido.
Atrevimento tenho eu,porque observo,porque sinto,porque por pouco ou quase nada que conheça deste "caçador de momentos",ainda assim se percebe a existência de "uma ponte" que se solta de dentro de si, identificando-o de forma clara nas emoções culturais que misturam histórias do tempo,e mesmo o regozija por se desfrutarem numa só...
Luís Pessoa,deixa-se cativar pelos pormenores que marcam épocas,envolve-se na captação de tudo aquilo que se distingue na diferença da personalização,e ainda no meio de requintes idealizados pela história,puxa para a imagem exemplos como aquele dos suspensórios que elevam as calças por movimentos e gestos intensos de passos bem medidos,numa clara expressão dos verdadeiros sentimentos humanos.
Sem dúvida,esta foto desperta arrepios a sensibilidades próprias,pelas cores múltiplas que fazem pular retinas atentas a tudo aquilo que ali se vê,desde as sapatilhas coloridas,aos bonés clássicos,da calça branca,aos vestidos de recorte audaz,ou mesmo da junção atrevida de conceitos separados pelo tempo,e que aqui se insinuam tão próximos na subtil vontade de nunca se desligarem uns dos outros.
20 Olhares,20 autores,e uma escolha "cintilante" de Luís Pessoa.


Custódio Cruz

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira nove,até podiam só faltar 11...


Luís Cavaleiro - Reflexos

As verdadeiras paixões sempre começam por princípios de afinidade,mas ainda que até se nasça e se cresça num meio,não será preciso no entanto ser esse o ponto chave para se ficar atraído por "aquilo" que um dia se revela como um começo de uma ligação que nunca mais acaba,mesmo que intervalos de contacto "façam vírgulas" a essas emoções,mais tarde ou mais cedo se retorna "ao canto de um cisne",e reencontra como Luís Cavaleiro o poderá ter feito,o que se espera,mas também sempre mais do que aquilo que se tinha "sentido" da primeira vez...
Erguendo a alma e aprumando  a objectiva, fez este "observador da vida" pontificar uma circunstância sempre única,onde elementos como a terra,o ar e a água,se revelam ombreados e envoltos em luzes de um "lume brando",que não o é,mas que a preceito quase o parece ser,e assim "aquece" os olhos de quem "o vive"...
Não bastou pegar na máquina,e disparar,mas sim expor-se ao sentimento que surgiu em paralelo com o coração,deixou voar o olhar,e captou a presença em rigor de um céu verdadeiro,e de outro tão calmo e reflectido num rio,onde a indumentária se revela num desenho de simetrias feitas de realidades físicas,onde nem os edifícios dos simbolismos, da história e das crenças,se despem daquilo que representam,e são por isso notórios para quem os quiser reconhecer...
É este espírito minucioso e cuidado de Luís Cavaleiro,que lhe revela a sensibilidade e o respeito por aquilo que vale a pena,e do qual faz mesmo questão de realçar.
A Casa do Paço,a Igreja Matriz a luzir à noite nas costas da zona ribeirinha da nossa "aldeia",ou "as velas espigadas" dos veleiros e barcos de aventuras que seduzem "as gentes do mar",são entre outros,"os riscos" de uma foto diferente,e capaz de definir com um brilhante relevo os contornos negros das margens, numa colagem criativa,mas capaz de não ter fuga possível no quadrante com que a imagem foi "apanhada"...
Num "manto azul" se aconchega a escolha de Luís Cavaleiro,acantonada no sonho,dorme calma e tranquila a nossa Figueira da Foz.
Terminei mais uma vez feliz,esta simples análise feita por aquilo que nem sei de onde vem,reproduzo sentimentos meus,por "uma tela que não foi pintada" por mim.
Sejam tolerantes à minha "ignorância" na matéria, e quiçá,com mesmo alguma patetice à mistura,não deixo de ser eu a ter a certeza,de que a escrever sobre os 20 Olhares e 20 autores expostos no Mercado da Figueira,eu (ali)sou verdadeiramente feliz...
Brilhou,Luís Cavaleiro.

Custódio Cruz

terça-feira, 1 de outubro de 2013

E as Autárquicas 2013,já lá vão...

Para lá dos vencedores e vencidos das ultimas Autárquicas de 2013,tenha-se a humildade suficiente para se reconhecer o resultado eleitoral mais saliente,e também ao mesmo tempo o mais preocupante para a "Democracia Portuguesa",entre o total de inscritos com a possibilidade de reflectirem e concretizarem em votos as suas opções,é cada vez mais larga uma maioria de cidadãos em Portugal que ignoram um acto crucial enquanto vitalidade de um qualquer sistema político de natureza democrática.
As pessoas estão a ficar "mais caladas", porque cada vez menos se identificam com as estratégias de hipocrisia,contando por exemplo com aqueles que já passam fome diária,que vêem as suas estruturas de vida a desmoronar-se com atitudes do salve-se quem puder,e onde uma faixa de "gente" mal formada e cínica,não olha a meios para atingir os fins...
Expliquem-me lá:
Que motivação,que moral,que tipo de esperança lhes sobra para  para se dirigirem a uma urna de voto?
E qual serão os resultados futuros destes silêncios preocupantes?
Ou melhor,como irá esta gente sobreviver e reagir ao caos de injustiças sobre injustiças sociais?
O melhor será arrepiar caminho,e direccionar estratégias no intuito de reduzir as tais discrepâncias nos "modos de vida",e assim nos futuros actos eleitorais verificar a redução da probabilidade de uma perfeita hecatombe de um sistema político também perfeitamente adulterado na sua essência mais desejada.
Quem eu?
Se fui votar?
Sim,fui...
E mais não digo,pois o voto é secreto,quer dizer,até ao dia em que me apeteça soltar a língua,ou melhor,logo que haja necessidade para o fazer...
Parabéns aos vencedores,e boa sorte para os vencidos,pois só ainda agora é que começa o desafio das "incidências democráticas"...
Assim esperamos todos...